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segunda-feira, 26 de maio de 2008

"Autênticos ao máximo"




Four Taste lançam CD em Ponta Delgada

Os 4Taste são uma banda bem conhecida, principalmente do público mais jovem. Surgiram pela primeira vez nos famosos Morangos com Açúcar e, desde aí, o sucesso não os abandonou.
Quatro jovens muito simpáticos, com talento e formação musical, que segundo Luke d’Eça, vocalista da banda, tentam ser “autênticos ao máximo”, apesar das “pressões comerciais”.
Adoram os Açores e só esperam que o concerto, desta vez, seja tão “bom” como o do ano passado, que para a banda, foi dos melhores que já deram.

Nos Morangos com Açúcar interpretaram as personagens Ed, Link, Sérgio e Jota. Os 4Taste vieram para ficar. O jornal Terra Nostra falou com todos os membros do grupo.
Além de vocalista e guitarrista dos 4Taste, Luke d’Eça tinha já experiência em teatro amador, fez parte de várias bandas e, interpretou a personagem Ed na série juvenil da
TVI Morangos com Açúcar. Com genes ingleses, tem pai inglês e mãe portuguesa, por isso vai, todos os anos, 3 ou 4 vezes ao Reino Unido, mas garante que gosta tanto de estar cá como lá. Diz não gostar de se ver na televisão, pois acha muito estranho.
Na série, foi a personagem de Ed quem deu o nome à banda em honra dos seus quatro membros e porque o projecto tem para si "um sabor especial".
A sua primeira actuação ao vivo foi a1 de Junho de 2006, no palco do Coliseu dos Recreios em Lisboa.
Luke d' Eça Bastos Hunnable, nasceu em Lisboa, tem 21 anos e é o mais novo da banda, o “'Benjamim'”. Viveu alguns anos em Inglaterra, voltando depois para Portugal. “Comecei a tocar guitarra aos 15 anos e a fazer teatro aos 17, o que acabou por fazer com que entrasse nos Morangos com Açúcar”- explica.
Escolheram o nome Four Taste para a banda, por serem “quatro pessoas diferentes, com gostos diferentes” e têm todos “influências e bagagem diferentes” a nível musical.
Relata também que o projecto da banda e a participação nos Morangos surgiram “simultaneamente”.
“Quando fizemos o casting, já sabíamos que ia haver uma banda nos Morangos, mas não sabíamos se iria ser uma coisa a sério, se ia passar cá para fora” - salienta, reconhecendo que não tinham a noção de que iam ter “projecção” para lançar um disco e realizar tournées, o que acabou por acontecer e “ainda bem”.
As canções, esclarece, falam sobretudo do “amor e das relações”, mas há algumas músicas acerca da “personalidade de cada um, do querer escapar do monótono, de não querer ser igual a toda gente e de uma certa individualização”.
São musicas que também tentam basicamente “dar valor à vida e conseguem encontrar valor nas coisas que nos rodeiam”, como o “Viver” no primeiro disco e, o “Sabe Bem” neste último, por exemplo.
Quanto a ter de lidar com a fama, diz gostar de dar autógrafos, mas "nem sempre".
“Há alturas em que é um pouco chato, porque estamos cansados, temos muito que fazer ou, simplesmente, não estamos com paciência e é aí mais complicado” - confessa, admitindo por outro lado que, na “maior parte das vezes”, gostam, pois “dar autógrafos é sinal de que as pessoas sabem quem somos e conhecem o nosso trabalho”, o que é considera ser “óptimo” para a banda.
“O nosso trabalho é o que queremos difundir, é o mais importante” - acrescenta, confessando ser também “mesmo muito complicado conjugar os estudos com a música”.
Todos estudam e dão o seu “máximo”, mas a música está em “primeiro lugar, é mesmo a prioridade e, pelos vistos temos conseguido”- afirma, satisfeito.
Quanto à vinda da banda à Região em finais do corrente mês, começa por dizer que já visitaram os Açores “três vezes em 2007”, nomeadamente as ilhas de São Miguel, Pico e Terceira. Desta vez, “a nossa agência Spot começou a divulgar o novo disco, Take Dois, a várias pessoas, promotores e os primeiros a mostrarem interesse foram algumas pessoas em São Miguel”. De momento, afirma não terem outros projectos, pois estão “totalmente dedicados” ao novo trabalho, que será lançado no concerto a realizar em Ponta Delgada.
“Temos muitos Hy Fy's trabalho pela frente, temos que preparar o concerto todo e a tournée do princípio ao fim”- sublinha, avançando que para algumas pessoas, “a música parece que é só chegar, ensaiar e tocar, mas nós pensamos em tudo, trabalhamos com uma equipa muito grande e gostamos de ter a mão em tudo”.
Para além da música, diz ainda não ter a certeza da carreira que vai seguir, talvez “professor” de Filosofia ou de Inglês, pois estuda Filosofia. Mas, basicamente quer “de certeza” ser músico. Revela também que gostaria “um dia” de voltar à representação, mas por enquanto “não há tempo”.
O vocalista aproveita a ocasião para dizer aos fãs de Ponta Delgada, que espera vê-los “aos saltos, aos gritos e todos suados no final do concerto”. Lembra ainda tratar-se de um “reencontro”, porque o ano passado foi “fantástico”.
“Dos concertos que mais gostamos de dar foi na ilha de São Miguel e não é por acaso, que o primeiro concerto desta tournée vai ser em Ponta Delgada. Estamos a preparar-nos ao máximo e a pensar no que podemos fazer para melhorá-lo, relativamente ao ano passado”- ressalva, acrescentando que acha que o público vai gostar, pois as músicas novas são “muito fixes, são mais rock”. Umas são “mais pesadas, outras mais calmas, mais profundas” e vai haver aquela mistura “bastante interessante” entre o primeiro e o segundo álbum, por isso “espero que adiram em força”.
As letras das músicas, explica, são feitas por várias pessoas, mas neste segundo álbum “a maior parte das letras sou eu que faço”.
Questionado sobre os 4Taste serem, ou não, uma banda com bom ‘gosto’, afirma que sim “em todos os aspectos”.
“Temos bom gosto musical, pela vida, pela comida, pelas mulheres, pela música, pelo futebol, pelo teatro e somos gostosos” – diz, “a brincar”.
Falando mais a sério, defende terem bom gosto, mas acima de tudo na música tentam ser “autênticos ao máximo”, o que, admite, “não é tão fácil como pode parecer com todas as pressões comerciais que existem”. Mas, até agora “conseguimos”.
Referindo-se aos ensaios, revela ensaiararem “quatro horas por dia”, mas depende das fases. “Agora vamos tocar no Rock in Rio e, estamos a preparar a tournée e o concerto em Ponta Delgada, que vai ser o primeiro em mais ou menos seis meses e estamos a ensaiar mais, cerca de sete ou oito horas diárias”.
Quanto à preparação do CD, afirma que no verão passado trocaram algumas ideias, começando a compor em Outubro. A gravação teve início em Janeiro e acabaram há um mês. “Em estúdio foram dois meses e meio, os ensaios duraram seis meses” - esclarece.
Francisco de Meneses Borges, baterista da banda, nasceu a 24 de Fevereiro de 1984 e está a acabar o Mestrado em Direito. Começou aos 11 anos a tocar viola de Arco e continuou durante três anos. Depois parou, ingressou no Hot Club e fez uma “mudança radical” para começar a aprender bateria aos 14 anos. Esteve na Music Centre, em Lisboa e nunca mais pegou na viola de Arco, com “muita pena” sua.
Lembra estarem prestes a lançar o último CD e diz que estão “muito contentes e entusiasmados com o resultado final, porque foram vários meses de trabalho, de composição e também três meses de estúdio”. Ver o resultado final do álbum foi “muito recompensador”.
O baterista diz adorar os Açores, onde tem família, confessando ainda que, tendo vindo em 2007, já não visitava os Açores há uns 10 ou 12 anos.
“Fui uma vez passar o Carnaval a Ponta Delgada e lembro-me de ver uma carrinha a chegar cheia de balões de água até cá acima e houve ali uma guerra de água durante a tarde inteira. Diverti-me imenso”.
Nelson Filipe Azevedo Heitor Patrão, guitarrista dos 4Taste, nasceu em Cascais a
23 de Fevereiro de 1982. O Link de Morangos com Açúcar Serie 3, estuda em Lisboa, já estudou Musica e Novas Tecnologias na Escola Técnica de Imagem e Comunicação (ETIC) e esteve em várias bandas antes. “Surgiu um casting, inscrevi-me e fui escolhido” - avança, falando na sua entrada para os 4Taste.
As expectativas, são que o concerto seja “no mínimo, igual ao do ano passado, que foi muito bom. Se for melhor, ainda melhor”.
Acrescenta também não se lembrar de “nenhuma” banda de Rock, de quatro jovens que toque da maneira que tocam, pois “só quem assiste aos nossos concertos sabe a que me refiro”.
“Temos muita atitude, muita força de vontade e para quem está a ver é um poder incrível” - salienta.
David Câmara, baixista dos 4Taste, tem 27 anos e diz estar “muito feliz” com o novo álbum, nunca se tendo sentido “tão realizado como músico”, como agora.
Toca baixo há cerca de 10 ou 12 anos e começou a tocar guitarra há mais tempo ainda. “Estive em várias bandas sempre mais ou menos dentro do estilo Rock. Passado algum tempo, comecei a tocar com o Nelson noutra banda que tínhamos, The Starvan, onde chegamos a lançar um álbum e fizemos uma tournée pelo Japão”. Estudou também contrabaixo na Hot Club Portugal.

OS 4Taste


Esta banda portuguesa de Rock é constituída por Luke D’Eça (voz e guitarra), David Gama (baixo), Francisco Borges (bateria) e Nelson Patrão (guitarra), tendo sido formada após um casting para a série Morangos Com Açúcar, da TVI.
O álbum de estreia foi lançado a 27 de Novembro de 2006, no
Hard Rock Café de Lisboa, CD que foi platina logo no dia em que foi colocado à venda, chegando ao primeiro lugar no Top Nacional e alcançando 4 platinas, com mais de 80 000 discos vendidos.
O músico canadiano Panda Bear, a residir em Portugal, disse em entrevistas que o disco de estreia dos 4taste era, para si, o disco português de 2006.
O primeiro CD/DVD de originais da banda ao vivo foi lançado a 13 de Agosto de 2007, com o concerto que o grupo deu no Campo Pequeno em Lisboa.

No disco aparecem versões de "Sol da Caparica" e "Chiclete". O registo inclui um DVD com um Documentário sobre os momentos que antecederam o concerto do Campo Pequeno, imagens do backstage, reportagens de estrada, fotos, videoclips, entrevista e o inédito Sorrir.
O terceiro registo, composto de 11 faixas, foi editado a 5 de Maio de 2008, duas das musicas, "Diz me que sim" e "Diz-me mais uma vez" pertencem a umas das mais recentes bandas sonoras da série Morangos com Açucar Serie 5.
Da discografia da banda constam o CD 4Taste de 2006; Ao Vivo de 2007, e Take 2, a lançar no final do mês. No que toca a singles, editaram
"Só Tu Podes Alcançar" "Sempre Que Te Vejo (Sinto Um Desejo)", ambos em 2006 e; "Diz-me Que Sim (Estou Aqui)" já este ano.
O concerto assinala o arranque da tour promocional do álbum “Take 2” e promete relançar a banda para uma digressão por todo o país.
A banda apresentou-se, em 2006, com uma novíssima sonoridade, num misto de rock e pop, e com um carisma e dinamismo ímpares. O primeiro álbum de originais, que adoptou o nome da própria banda, reunia 12 inéditos. Na primeira semana de lançamento, os “4 TASTE” tiveram entrada directa para o 3º lugar do Top de Vendas, subindo para a 2ª posição na semana seguinte e conquistando o topo da tabela com apenas três semanas de vendas. Este álbum alcançou quatro platinas com mais de 80.000 unidades vendidas.
“Só tu podes alcançar” e “Sempre que te vejo” são dois dos temas, que os muitos fãs dos “4 TASTE” mais cantam nas inúmeras actuações realizadas em todo o país.

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