<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301</id><updated>2011-07-08T10:16:05.463Z</updated><title type='text'>Divagações e Realidades</title><subtitle type='html'>Esteja à vontade para ler e deixar os seus comentários.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>118</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-2727078217508850798</id><published>2009-06-25T16:11:00.003Z</published><updated>2009-06-25T16:16:59.721Z</updated><title type='text'>UM SORRISO QUE NOS TOCA!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SkOiw1JUxzI/AAAAAAAAAJw/B2LnnrhiduQ/s1600-h/santo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351299742029891378" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SkOiw1JUxzI/AAAAAAAAAJw/B2LnnrhiduQ/s320/santo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todos os anos, no mês de Maio, a cidade de Ponta Delgada é inundada por um manto vermelho e dourado que tudo domina! A fé fala mais alto!&lt;br /&gt;Chora-se, ri-se, pagam-se promessas, de dávidas concedidas, de joelhos pelas ruas da cidade ou carregando círios de tamanhos variados. Muitas vezes, promessas de um filho, ou marido, que foi salvo!&lt;br /&gt;A procissão realizada no 1º domingo de Maio marca o ponto alto destas festividades, sempre visitadas por milhares de devotos. Nesta, o andor com a imagem do Sr. Santo Cristo dos Milagres percorre as ruas da cidade, levando muitos á rua ou á varanda de um amigo, de onde podem ver melhor.&lt;br /&gt;Uma festa que tem tanto de religiosa com de profana e que acolhe fiéis de todas as partes mundo, sobretudo das comunidades portuguesas residentes nos Estados Unidos e Canadá que regressam ás suas raízes para matarem saudades da familia e da terra.&lt;br /&gt;A própria imagem transporta uma certa 'magia' e muita tranqulidade, apresentando-nos o olhar mais doce e sofredor que se possa imaginar, o de CRISTO que sofreu por nós. Esta, encontra-se num andor todo rodeado de flores dos tons mais maravilhosos, capazes de nos encher o coração.&lt;br /&gt;Para dar um toque ainda mais intenso a esta festa, temos o hino do Sr. Santo Cristo (audio abaixo). Uma melodia que nos toca profundamente e que nos faz pensar na vida e na nossa relação com os outros, de uma maneira que até então nunca imaginada.&lt;br /&gt;Para além da parte religiosa, as chamadas 'barraquinhas' de petiscos regionais, não podiam deixar de ter lugar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Public&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-2727078217508850798?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/2727078217508850798/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=2727078217508850798' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/2727078217508850798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/2727078217508850798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2009/06/um-sorriso-que-nos-toca.html' title='UM SORRISO QUE NOS TOCA!'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SkOiw1JUxzI/AAAAAAAAAJw/B2LnnrhiduQ/s72-c/santo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-4305850450414154736</id><published>2009-03-05T20:36:00.002-01:00</published><updated>2009-03-05T20:42:04.640-01:00</updated><title type='text'>Emanuel Bettencourt e a música!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SbBG9ticGsI/AAAAAAAAAJY/nnj9avCnTBU/s1600-h/Emanuel_Bettencourt.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309821986679823042" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SbBG9ticGsI/AAAAAAAAAJY/nnj9avCnTBU/s320/Emanuel_Bettencourt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;É natural da Graciosa, mas já adorava a ilha de São Miguel antes de a conhecer. A música faz parte da sua vida por influência familiar e desde os “sete anos” de idade, altu&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;ra em que começou por aprender viola e, mais tarde, viola da terra. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O saxofone surgiu com a entrada numa filarmónica e é, hoje, o seu instrumento de “eleição”.Ao tocar, afirma ter “montes de sensações”, como “chorar ou rir”, pois a música mexe consigo de uma forma “incrível”.O músico toca essencialmente para público “estrangeiro”, que gosta muito de “conhecer e de saber mais sobre ” a música dos Açores, o que o deixa “muito feliz”.“Eles têm uma certa curiosidade em conhecer a nossa cultura”- ressalva, revelando que gostava que os açorianos mostrassem mais “interesse” pela música tradicional da Região, que é “tão boa” como as outras.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Saxofone e a viola da terra são alguns dos seus dotes musicais. Graciosense por laços familiares, Emanuel Bettencourt viveu os primeiros anos da sua vida nesta ilha, onde teve um primeiro contacto com a música. “Os meus primos e tios tocavam e o gosto pela música vem desde ai, até a minha mãe cantava”- recorda, acrescentando que cantava nas festas de família.Começou por aprender viola aos “sete anos” e aos nove viajou com os pais para Angola e “a viola ficou atrás”, mas quando regressou continuou na “viola da terra”. Entrou para os “Ritmo 2000”, como baterista, e também para uma filarmónica, onde aprendeu saxofone, instrumento de que “sempre” gostou e ao qual acabou por se dedicar.Adora São Miguel, de tal maneira que já pretendia visitar a ilha “mesmo antes de a conhecer”. O feliz acaso deu-se aos 14 anos, quando uma “prova desportiva” lhe possibilitou conhecer a ilha verde por uns dias. “Tinha cá uns amigos da Graciosa e fomos tocar para a noite, como fazíamos na minha ilha, que é muito musical. Estávamos habituados a reunir ao fim-de-semana e tocávamos todos juntos em grupos grandes. Uns cantavam, uns tocavam, era uma vida muito interessante” - relata. Aos 16 anos, veio estudar para o Conservatório e continuou a tocar saxofone, o seu instrumento de “eleição”.Referindo-se ao restante arquipélago, o músico avança que a arte tem uma “grande força”, pois sendo as ilhas “pequenas”, reconhece, as pessoas não têm assim muitas “distracções”. Por isso, a música “sempre” foi uma arte de eleição na Graciosa.“Muitas pessoas cantam, muitas tocam, há sempre muitos grupos e vivi um bocado nesse clima”- enfatiza, acrescentando que considera a música “muito importante” e que esta foi sempre a carreira que pretendeu seguir. “Sempre gostei de música e fui desenvolvendo esse gosto”.Ao tocar, afirma ter “montes de sensações”, como “chorar ou rir”, pois a música mexe consigo de uma forma “incrível”.Diz haver cada vez “melhores” músicos, ao contrário do que acontece com os mercados neste ramo, o que admite já não estar “directamente” ligado com a música”. Trata-se, sim, de uma questão “económica” e de outras questões pelo meio.“Há excelentes músicos em todo o lado, tanto nos Açores como no resto do país que não são conhecidos e são melhores dos que são conhecidos”- ressalva, argumentando que o conhecimento está relacionado com os “media” e com as empresas envolvidas.Na sua opinião, tudo funciona um pouco por “lobbies”, pois mesmo que a música não seja de qualidade, “o público ouve”. As pessoas formam os seus gostos musicais conforme a idade que têm, mas claro que “se estas não conhecerem determinada musica não podem gostar dela”. Ouvindo uma 20 ou 30 vezes, admite, ela fica na cabeça, mesmo que não seja “muito interessante” e só mais tarde a pessoa se apercebe de que afinal foi só uma “fase”.Claro que, alerta, existem músicas dos anos 40, 50 e 60 que são “eternas”, porque estão tão “bem feitas”, que continua a tocá-las e a ter “prazer” em fazê-lo. Da mesma maneira que há músicas que estiveram no top, mas “hoje em dia já ninguém ouve”.Ao contrário do que se pode pensar, “a música não é uma coisa de modas”, apenas quando é “profunda” pode ser eterna.Depois é uma questão de roupagem, como o vestuário, pois vamos “mudando” a nossa maneira de vestir ao longo dos anos, onde cada músico “explora e interpreta” o tema à sua maneira.“Faço ‘covers’ de vários géneros musicais, pois gosto de tocar músicas que me bateram em alguma situação e se foram ouvindo ao longo dos tempos, mas que são sempre actuais”- acentua.Questionado sobre o facto das pessoas terem a noção de que as rádios passam sempre mais rock do que outro estilo qualquer, o músico afirma ter a mesma ideia, apesar de admitir não ter estatísticas sobre o assunto.“Isto talvez aconteça, pelo facto do rock ser uma música mais jovem e ligada às gerações mais jovens, que são as que compram também muita música”- justifica, admitindo ser “complicado” mudar a situação, a não ser através dos “Media” que chegam às pessoas e têm um pouco o controlo.Emanuel Bettencourt aproveita ainda para dizer que uma música quando faz parte da banda sonora de uma novela de cerca de 100 episódios, a pessoa ouve-a no mínimo 100 vezes e,“se música fosse outra, a pessoa acabava por gostar”.A seu ver, o mercado está um bocado “formatado e é difícil as pessoas gostarem de outros estilos ou daquilo que não conhecem”. Estas, por si, é que deviam ser mais “criticas” em relação à música, às artes e às coisas em geral, pois não podemos ficar com a ideia de que “por aquela música passar ali é a melhor”. É preciso ouvir “todos” os estilos.Quem quiser assistir a um concerto deste simpático graciosense, poderá fazê-lo no “Hotel Caloura Resort” ao sábado, entre as 21h00 e as 23h00, e no “Baía Palace” à 3ª feira com um trio de Jazz e à 6ª feira com viola e um repertório “diferente”.O músico toca essencialmente para público “estrangeiro” e afirma notar que este gosta muito de, pelo menos, “saber e conhecer” qual a música dos Açores, o que o deixa “muito feliz”.“Eles têm uma certa curiosidade em conhecer a nossa cultura”- ressalva, revelando que também gostava que os açorianos mostrassem mais “interesse” pela sua musica, pois admite ter talvez mais sucesso a tocar musica tradicional para os estrangeiros, do que para os locais. E a música açoriana, sublinha, é “tão boa” como as outras.Emanuel Bettencourt toca “todos” os temas tradicionais com um arranjo diferente, mas, alerta, “sem fugir das letras e do que a música transmite”, sendo as alterações apenas a nível de harmonia e de ritmo.Referindo-se à recente lei que obriga as rádios a passarem mais música portuguesa, o músico argumenta que “o caminho não é a obrigação”. Deveria ser antes uma questão de “mentalização” das pessoas, pois há que “defender e valorizar” o que é nosso.“São músicas que foram tocadas e cantadas pelos nossos pais e avós, uma tradição que não podemos por fora”- acentua, aconselhando que devemos “desenvolver” estes temas, que diz ter muito “orgulho” em tocar.O músico aproveita ainda para contar que recentemente tocou no hotel e havia dois grupos. “Um pretendia ouvir músicas conhecidas em inglês para cantar comigo, enquanto o outro pedia temas regionais. O facto é que os temas regionais são sempre aplaudidos, e acabei por tocar para os dois”.Em termos de projectos, revela que gostava “imenso” de gravar um cd. Visto que, este ano, já compôs 12 temas e tem em vista mais dois e é o que tem feito ao longo da vida, não tocando “apenas” os de outros. “Já participei em cds, mas ainda não tive oportunidade de gravar, apesar de ter material para mais de um. Além disso, o preparar um cd rouba muito tempo e implica meios financeiros e convidar outros músicos”, lamenta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Raquel Moreira,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Public in 2009.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-4305850450414154736?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/4305850450414154736/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=4305850450414154736' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/4305850450414154736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/4305850450414154736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2009/03/emanuel-bettencourt-e-musica.html' title='Emanuel Bettencourt e a música!!'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SbBG9ticGsI/AAAAAAAAAJY/nnj9avCnTBU/s72-c/Emanuel_Bettencourt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-646244579275555449</id><published>2008-10-29T12:32:00.005-01:00</published><updated>2008-11-23T19:24:10.952-01:00</updated><title type='text'>"Desmistificar a cultura"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SQmICuF8d_I/AAAAAAAAAIw/73TB_uhXeng/s1600-h/primeira+usar+fotos+de+Sergio+Granadeiro.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262887219873216498" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SQmICuF8d_I/AAAAAAAAAIw/73TB_uhXeng/s320/primeira+usar+fotos+de+Sergio+Granadeiro.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SQmFbjfORoI/AAAAAAAAAIo/opsRtlGR6S4/s1600-h/foto+paulo.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Companhia Paulo Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O problema do teatro é nacional e está na "tutela", pois há uma grande falta de "estratégia" nesta área e o país precisa de ter à frente das responsabilidades políticas pessoas "fortes, abertas e interessantes". Na opinião do coreógrafo Paulo Ribeiro, a estratégia de cultura para o país deveria ser muito mais "consequente e forte, mais ligada à educação e muito menos preconceituosa". Mas Portugal tem ministros que vão para o poder e "não fazem a mínima ideia do que vão fazer, acabando por se acomodar a cargos de prestígio sem qualquer tipo de sentido de missão e sem qualquer acção realmente interessante". Nas escolas, há "imenso" a fazer, como um "desmistificar" da cultura, que não se destina apenas a uma minoria, sendo sim parte integrante da educação.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A história de um casal com uma boa dose de ironia e humor à mistura e; um solo que leva a palco 10 personagens; são as propostas de Paulo Ribeiro e da sua companhia, que actua hoje e amanhã no teatro micaelense com "Malgré Nous, Nous Étions Là" e Noite de Reis", respectivamente.&lt;br /&gt;Paulo Ribeiro, actor, bailarino e coreógrafo, explica ter sido uma "coincidência" enveredar pelo teatro, pois pertencia a uma geração em que era "complicado" haver rapazes nesta área e teve uma educação "normal e conservadora". Antes de ir para a universidade, até foi "judoca" de alta competição. Acabou por ir com os pais para o Brasil em 1965, por razões económicas, onde começou a frequentar a Faculdade de Psicologia, que entretanto não lhe agradou. "O meu pai achou que Portugal estava um caos e partimos"- acrescenta.&lt;br /&gt;Depois foi para Bruxelas, onde conheceu uma bailarina e começou a ter aulas de dança, descobrindo que era neste campo que pretendia ir mais longe, mas confessa que "nunca "pensou que se podia tornar coreógrafo. Foi um grande desafio ser intérprete, dançar e trabalhar em várias companhias, reconhece, mas o facto é que Paulo Ribeiro acabou por ter um percurso "interessante" como intérprete, o que o levou mais tarde à coreografia. Segundo o coreógrafo, foi uma vida de "felizes acidentes", que se desenhou a si própria, o que é muito "engraçado".&lt;br /&gt;Trabalhou como coreógrafo na Gulbenkian e nas maiores companhias europeias, mas admite ser um trabalho muito diferente. "Chegamos, montamos a obra, mas não a acompanhamos. É um trabalho de stress e eu queria realmente ter um tecto, onde pudesse desenvolver uma relação de cumplicidade mesmo consequente, no sentido de nos conhecermos e desenvolver uma linguagem e um trabalho muito diferente do que apenas a montagem de uma peça".&lt;br /&gt;A companhia nasceu em 1985 em acção conjunta com Abílio Moura, o produtor do grupo desde o início, e teve um início "brilhante", pois a primeira peça foi logo, recorda, um "enorme sucesso", o que levou a inúmeras digressões pelo mundo inteiro. A segunda peça esteve em concursos de Bailaré, que "estão para a dança como o Festival de Cannes está para o cinema", e a companhia tornou-se a "primeira" (companhia) residente de um teatro no interior do país.&lt;br /&gt;Paulo Ribeiro, Leonor Keil e Abílio Moura (na produção) são os três elementos fixos da companhia, pois em Portugal, lamenta, "não há meios para ter uma equipa fixa o ano inteiro, a não ser a companhia nacional”. Isso faz com que as pessoas funcionem "por projecto" e quando tem uma peça em mãos passam a 7/ 8 membros ou até 10.&lt;br /&gt;Referindo-se às peças, Paulo Ribeiro avança que o "Malgré Nous, Nous Etions là" é interpretado em dueto com Leonor Keil e é um pouco "extemporâneo", pois, confessa, há muito tempo que não dançava.&lt;br /&gt;"O importante é que as pessoas se sintam tocadas por este dueto e vibrem, pois a maior parte dos portugueses sabe que somos um casal e sabe da nossa história em comum, o que transparece muito no dueto, que é muito tocante"- revela, avançando que este possui uma dimensão "poética e romântica muito forte".&lt;br /&gt;O coreógrafo conta também que quando actuaram em França e, mais recentemente na Croácia, tiveram o teatro "cheio" logo no primeiro e segundo dia e "todos de pé" no final. O que talvez se deva ao facto desta estabelecer um "magnetismo e uma química muito forte" com o público.&lt;br /&gt;E enquanto Leonor Keil pretendia uma peça sobre o amor, relata, Paulo Ribeiro estava mais inclinado para temas mais "prementes" do dia-a-dia. A peça acaba por ser uma mistura de ambas as partes e possui uma dose de ironia "muito grande". A peça tem "imensa ironia e humor ao mesmo tempo", talvez por isso as pessoas não fiquem "indiferentes", ressalva, mas "muito tocadas e sensibilizadas".&lt;br /&gt;Em relação à "Noite de Reis", esta é interpretada por Leonor Keil a solo com encenação do encenador londrino John Mowat, um homem que considera ter "imensos recursos e um sentido de humor muito acutilante e muito forte". Trata-se de uma obra muito "interessante e madura", que teve um enorme sucesso num festival em Portalegre, no sul do Brasil, e na qual Leonor Keil consegue, através do teatro e da dança, interpretar 10 personagens.&lt;br /&gt;Na sua opinião, tanto uma peça como a outra são um pouco "incontornáveis" no percurso da companhia, além de outras peças que também funcionam "muito bem" e que afirma ter muita pena de não trazer aos Açores, como "Masculini" e "Feminini". Estas são duas peças que giram à volta de Fernando Pessoa, "como pessoa", e destinam-se ao público masculino e feminino, respectivamente.&lt;br /&gt;Mas o que importa é "estabelecer pontos entre o continente e as ilhas"- esclarece, avançando que na dança contemporânea há sempre um "preconceito" em relação ao seu elitismo", o que é "completamente falso". Isto, porque há uma dança contemporânea que é realmente "hermética".&lt;br /&gt;"É como se disséssemos que todos os pintores só pintam quadros brancos. Não, há pintores que pintam azul e são pintores contemporâneos"- enfatiza. O pior é que este elitismo "assusta" muitas vezes os programadores do teatro e mais ainda o público, mas felizmente está a ser "ultrapassado" aos poucos. Situação que espera que "evolua" rapidamente, para que peças e autores portugueses possam "circular" um bocadinho mais.&lt;br /&gt;Quanto às sensações de pisar um palco, afirma "não" saber quais são, contrapondo que o faz há 30 anos e cada vez é como se fosse a "primeira". Sabe apenas ter uma relação muito "difícil e doentia" com o palco, ficando sempre muito "mal disposto" antes de pisar palco, tal como quando participava nas grandes competições de judo.&lt;br /&gt;"O 'antes' é realmente um nervosismo terrível, que nos altera mesmo em termos biológicos, mas quando entramos em acção o nervosismo passa"- enfatiza.&lt;br /&gt;Referindo-se à situação do teatro em Portugal, o coreógrafo e actor avança que o problema do teatro é o problema do país. "É algo que se passa em torno do país e sobretudo na cultura, na tutela", pois há uma grande falta de "estratégia"nesta área. Dai a necessidade do país ter à frente das responsabilidades políticas pessoas "fortes, um pouco mais dizimarias, abertas e interessantes".&lt;br /&gt;Diz não se referir apenas ao teatro, mas à cultura em geral, porque cada vez mais as 'coisas' são "transversais" e não se pode falar de teatro sem falar de dança, música, cinema ou arquitectura, pois está tudo "interligado".&lt;br /&gt;"A estratégia de cultura para o país deveria ser muito mais consequente e forte, mais ligada à educação e muito menos preconceituosa"- enfatiza, acrescentando existir um conjunto de elementos realmente "civilizacionais" que têm de ser realmente "inteirados e pensados de outra forma". Em crítica aberta ao governo central, Paulo Ribeiro vai ainda mais longe ao afirmar que "muitas vezes temos ministros que vão para o poder e não fazem a mínima ideia do que vão fazer, acabando por se acomodar a cargos de prestígio sem qualquer tipo de sentido de missão e sem qualquer acção realmente interessante".&lt;br /&gt;Na sua opinião, o grande problema reside, na maior parte das vezes, numa espécie de "oportunismo político e mediático em relação a pessoas que ocupam cargos que, se largassem de ano para ano e fossem um bocadinho mais honestos, não aceitariam, porque não têm capacidades para o fazer".&lt;br /&gt;Quanto ao que poderia ser feito para melhorar este quadro, o coreógrafo argumenta que a solução seja "talvez um estágio intensivo com Manuel Maria Carrilho". Politico que ainda hoje é defendido por "todos, mesmo as poucas pessoas que o criticaram e estiveram contra a sua política". A seu ver, este foi "incontestavelmente" o ministro que teve "algum sentido de missão e um projecto consistente" para a cultura. A partir daí, foi "sempre um descalabro terrível".&lt;br /&gt;Afirma preocupar-se mais com o futuro do que com o presente, mas o importante é "criar gerações para o futuro um bocadinho mais interessantes", do que as actuais. Referindo-se às escolas, o dançarino argumenta que há "imenso" a fazer, lembrando que em Viseu a companhia desenvolve bastante trabalho junto das escolas, no sentido de "sensibilizar" e de ensinar a construir uma peça em "acção conjunta com professores e alunos que interagem com encenadores, cenógrafos e músicos".&lt;br /&gt;"Há um trabalho muito grande em relação às escolas que tem a ver com o desmistificar a cultura. Esta não é para uma minoria de pessoas mais ou menos descabeladas, mais excêntricas e tem realmente de ser percebida como algo que nos torne mais aptos a perceber, a pensar o mundo e a resolver, logo é parte integrante da educação, da curiosidade e da vontade de ir mais longe e de adquirir conhecimentos"- acentua.&lt;br /&gt;Felizmente, é raro nos dias de hoje existir um teatro ou câmara que não tenha um "serviço educativo", pois estes serviços vão muito no sentido de "cruzar a cultura com a educação" de forma mais ou menos "consequente e criativa". E é este o caminho que tem de ser "explorado". Mas, lamenta, a "vontade política" em relação a estas coisas muitas vezes é "ténue" e, actualmente, não podemos só "imputar" vontade política aos políticos.&lt;br /&gt;A seu ver, a tutela deve ter uma visão "alargada, concertada e estratégica" em relação ao país na sua totalidade. Esta visão também se aplica à banca e as empresas, que deviam ter um olhar para a cultura um bocadinho "mais consequente do que as celebrações pimba". Isto, apesar de o país estar a passar por um momento "difícil" a este nível. Ter "imensos tiques de novo 'riquismo' e de cultura pimba" é, na sua opinião, o grande problema de Portugal.&lt;br /&gt;A população, por sua vez, "aprecia" o teatro e dá-lhe o devido valor. Aliás, esta está "cada vez mais virada para o teatro", até mesmo nos meios rurais. Segundo Paulo Ribeiro, o teatro Viriato está a "despontar" cada vez mais graças à cidade, mas também aos jovens e às pessoas dos arredores da cidade. Estas últimas, salienta, mesmo não oferecendo uma cultura muito "trabalhada", são cada vez mais "curiosas" e sabem "apreciar" e/ou; "denunciar" um espectáculo, um pouco mais "fraco", tanto em termos comerciais como conceptuais.&lt;br /&gt;Paulo Ribeiro salienta ainda que "o sector cultural tem um grande peso no PIB português e europeu", porque ao associar todos os serviços ligados à cultura e as várias carreiras e profissões à volta, percebe-se "facilmente" que isto de repente gera "riqueza" de uma maneira muito "forte". Aliás, ressalva, segundo um estudo de 2007 ou 2006, existem números "espantosos", em relação a esta questão da riqueza e da "cultura" em geral.&lt;br /&gt;O facto de ser difícil, ou não, enveredar pelo mundo do teatro depende sobretudo da "capacidade de trabalho" das pessoas. Claro que para além do talento, tem de haver imensa "determinação, entrega, inteligência, cultura, conhecimentos gerais e vontade". A "versatilidade" é outro elemento essencial, para que a pessoa possa "moldar-se" ao que o criador da peça pede, além do factor "sorte" para que tudo aconteça no "momento certo". É necessário também passar por um "respeito em termos internacionais", pois não basta sermos conhecidos em Portugal, reconhece.&lt;br /&gt;Dando o exemplo da companhia, o coreógrafo recorda que esta reside em Viseu, mas há alguns anos atrás "ninguém" fazia a mínima ideia de quem eram. "Tínhamos imensa dificuldade em trazer as pessoas ao teatro e agora a sala fica constantemente cheia e as estreias da companhia, como o "Malgré" e a "Noite de Reis" encheram o teatro durante várias sessões".&lt;br /&gt;Trata-se de um trabalho muito grande de "perseverança", que está relacionada com o "reconhecimento" e com o facto de se trabalhar por "vocação" e não por uma questão de "oportunidade". O teatro é "vida", evidencia, pois tem a ver com estar vivo, e, confessa, dá "sentido" à sua vida.&lt;br /&gt;Em termos de projectos, o coreógrafo fará em 2009 um "quarteto" para piano, dando também prioridade à linguagem coreográfica, à composição e à dança pura. No final deste ano, irá ainda a França montar algumas peças. Em 2011, o plano é "dançar e fazer um filme com Gonçalo M. Tavares", algo parecido a uma comédia musical, que terá uma versão filme e uma versão palco.&lt;br /&gt;Com "Dedicatórias", em 2012, a companhia irá percorrer o país, dando "relevo à diversidade e identidade de cada região". Seria um projecto "giro" de passar pelos Açores, admite, e no qual os actores "fixam residência" numa cidade, fazendo depois uma pequena coreografia dedicada à mesma e ao espaço. Assim, aprendem a cidade através da "dinâmica" do teatro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;br /&gt;Public in Terra Nostra, Outubro de 2008. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-646244579275555449?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/646244579275555449/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=646244579275555449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/646244579275555449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/646244579275555449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/10/desmistificar-cultura.html' title='&quot;Desmistificar a cultura&quot;'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SQmICuF8d_I/AAAAAAAAAIw/73TB_uhXeng/s72-c/primeira+usar+fotos+de+Sergio+Granadeiro.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-484204780746577469</id><published>2008-10-29T12:26:00.002-01:00</published><updated>2008-10-29T12:32:41.167-01:00</updated><title type='text'>Com a verdade chegar ao "coração"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SQhl8lxSCoI/AAAAAAAAAIg/dL7Syb1gnmQ/s1600-h/Dazkarieh1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262568256187796098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SQhl8lxSCoI/AAAAAAAAAIg/dL7Syb1gnmQ/s320/Dazkarieh1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;DAZKARIEH &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O objectivo do grupo é ser “verdadeiro” e fazer música de que “gosta”, tentando assim chegar ao “coração” de quem a ouve. As letras, sublinha, também reflectem esta ideia, falando essencialmente de assuntos da “alma” e outros que estão presentes na “natureza humana” desde sempre, como o “amor ou o desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“&lt;strong&gt;Que as pessoas passem um “bom” momento com a banda e que a sua música lhes transmita “paz e força para enfrentarem os problemas” do dia-a-dia, é a mensagem dos Dazkarieh, que, segundo Vasco Ribeiro, não querem “transmitir nenhuma mensagem política ou alertar para tudo o que está mal”, assuntos que já “bombardeiam muito” as pessoas. Na sua opinião, as grandes rádios “não” cumprem o seu papel na divulgação da música portuguesa e o país tem “muito bons músicos e muito criativos”.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Estrela de cinco pontas”; “Vitorina”; “Senhora da Azenha” e “Olhos de Maré” são alguns dos êxitos dos Dazkarieh, que surgiram na cena musical em 1999 e que nos encantam com as suas melodias, tendo já três álbuns editados e cerca de 300 concertos no seu currículo, espalhados por todo o mundo.&lt;br /&gt;Vasco Ribeiro Casais começa por contar que o grupo nasceu em 1999, quando ele próprio e dois amigos, decidiram transformar um grupo que já tinham em algo “mais profissional”. A ideia original, salienta, era “fazer música com instrumentos acústicos”, o que depressa levou à exploração de instrumentos de origem tradicional, “portugueses e não só”. Pelo grupo foram passando vários músicos que contribuíram para a identidade sonora do projecto, tendo este sofrido duas grandes “metamorfoses”. A primeira em 2003, relata, com a preparação do segundo disco e, a segunda em 2005, que deu origem à formação actual.&lt;br /&gt;Os Dazkarieh funcionam como quarteto e são compostos por Vasco Ribeiro Casais na Nyckelharpa, Bouzouki, Gaitas-de-foles e Flauta; Joana Negrão como vocalista, Gaita-de-foles, Adufe e Pandeireta; Luís Peixoto no Bouzouki, Bandolim, Cavaquinho e Sanfona; e; André Silva na Bateria.&lt;br /&gt;Falando de si próprio, Vasco conta que tinha cerca de 17 anos quando decidiu enveredar pelo mundo da música. “Já tocava em algumas bandas e vi que queria fazer disso a minha vida”- esclarece, avançando que entrou para o Conservatório Nacional de Lisboa, onde estudou “guitarra clássica”.&lt;br /&gt;O músico afirma tratar-se de um processo de “luta” que ainda hoje continua, salienta, pois o importante é “aprender a tocar o melhor possível, como funcionam as ‘coisas’ na indústria musical, conhecer pessoas e desenvolver e divulgar trabalho”. E logo que se tenha “objectivos”, sublinha, o processo é “semelhante” em todas as áreas.&lt;br /&gt;Referindo-se ao nome do grupo, Vasco explica que estiveram para “inventar” um, pois pretendiam utilizar uma palavra “que não existisse” e que ficasse relacionada “apenas” com a banda e a sua música. “Da mesma maneira, que alguém teve de inventar a palavra céu ou estrela, criámos uma palavra que, desde a sua criação, ganhou um sentido mágico”- acentua.&lt;br /&gt;Em termos de discografia, os Dazkarieh já editaram 3 álbuns, tendo o segundo e o terceiro edições “especiais” em capa de madeira e de cortiça, respectivamente. O grupo tem ainda uma “compilação” de algumas músicas já editadas e de 3 temas “inéditos”, num disco que acompanhou a edição portuguesa do livro “Eldest” (de Christopher Paolini) e que vendeu “33000 exemplares”, fazendo-os chegar a “outro” tipo de público.&lt;br /&gt;Quanto a concertos, revela, já lá vão cerca de “300”, tendo tocado no México, Canadá, República Checa, Suíça, Áustria, Alemanha, Espanha, Cabo-Verde, Polónia, Estónia e, claro, em Portugal.&lt;br /&gt;De momento, a banda encontra-se a preparar o seu “quarto” trabalho de estúdio que será editado no próximo ano. Para 2009, o grupo tem ainda agendadas “duas digressões” na Alemanha. Uma em Maio (15 concertos) e a outra em Outubro (10 concertos).&lt;br /&gt;Os Dazkarieh consideram-se um “grupo português que faz música”. O objectivo é serem “verdadeiros” e fazerem música de que “gostem”, tentando assim chegar ao “coração” de quem a ouve. As letras, sublinha, também reflectem esta ideia, falando essencialmente de assuntos da “alma”, de assuntos que estão presentes na “natureza humana” desde sempre como o “amor ou o desconhecido”, entre outros.&lt;br /&gt;Vasco aproveita também para salientar que “todos” os membros do grupo apreciam música “diferente e ouvem muita música”.&lt;br /&gt;“As influências da banda passam um pouco por tudo, desde o clássico e jazz ao rock ou metal, electrónica e experimental, passando pela música tradicional um pouco de todo o mundo”- acentua, acrescentando que os Dazkarieh têm utilizado temas da “tradição portuguesa”, que trabalham à sua maneira.&lt;br /&gt;O objectivo principal dos Dazkarieh é que as pessoas passem um “bom” momento com a banda e que a sua música lhes transmita “paz e força para enfrentarem os problemas” do dia-a-dia. “Não queremos transmitir nenhuma mensagem política ou alertar para tudo o que está mal, as pessoas já são muito bombardeadas com esses assuntos”- esclarece.&lt;br /&gt;“Deixamos a nossa música falar por nós e esperamos que o efeito seja positivo”-acentua.&lt;br /&gt;Abordando a situação da música em Portugal, actualmente, o músico começa por dizer que esta é “muito boa”, pois existem “muitos grupos a fazer boa música” em todas as áreas. E com a internet e com a revolução informática, admite, já não é preciso estar “dependente” de nenhuma editora para gravar um disco e para conseguir chegar a algumas pessoas. “Quanto mais e melhor música se fizer, melhor” é. E Portugal tem músicos “muito bons e muito criativos”.&lt;br /&gt;Facto que o músico lamenta, é que as grandes rádios “não” cumpram o seu papel na divulgação da música portuguesa, mas por outro lado afirma não ser este o objectivo.&lt;br /&gt;“Quantas vezes ouvimos um slogan tipo «rádio nº 1 em divulgação de música portuguesa? »”- questiona-se.&lt;br /&gt;Mas, “felizmente”, existem rádios “locais” que têm mais “liberdade” para outro tipo de música e a internet, onde a pessoa “ouve o que quer”.&lt;br /&gt;O músico aproveita ainda para dizer que, com a internet, as vendas dos cds têm “diminuído” e a indústria musical está a “mudar”, o que leva as editoras a “mudarem de política e a uma adaptação às novas tecnologias”. Afirma também não ter “qualquer” problema com os downloads, porque, argumenta, “as pessoas que gostam mesmo da música, acabam por comprar os discos”. Mas na internet, a qualidade do som deveria ser “cada vez melhor” e, mesmo assim as pessoas habituaram-se a ouvir música em mp3, onde a qualidade é “muito pior”, do que num cd. “Existem formatos digitais muito superiores ao cd, porque não ouvir nesses formatos?”- interroga-se.&lt;br /&gt;Chegar ao “maior número de pessoas e continuar a fazer o que gostam”, é o projecto dos Dazkarieh, que estão a acabar o seu “novo” disco, a apresentar a todo o mundo em 2009. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Outubro de 2008. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-484204780746577469?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/484204780746577469/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=484204780746577469' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/484204780746577469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/484204780746577469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/10/com-verdade-chegar-ao-corao.html' title='Com a verdade chegar ao &quot;coração&quot;'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SQhl8lxSCoI/AAAAAAAAAIg/dL7Syb1gnmQ/s72-c/Dazkarieh1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-7751525536592484870</id><published>2008-10-22T11:30:00.002Z</published><updated>2008-10-22T11:34:20.065Z</updated><title type='text'>Aromas de cultura!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SP8Pth1lAaI/AAAAAAAAAIY/AP8rDm7asvM/s1600-h/segredo+ch%C3%A1++2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259940164643652002" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SP8Pth1lAaI/AAAAAAAAAIY/AP8rDm7asvM/s320/segredo+ch%C3%A1++2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seminário de chá em Ponta Delgada&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Saber mais sobre as origens do chá, a sua história nos Açores, a sua química, o solo e o clima que lhe são favoráveis, os seus efeitos na saúde humana e a sua presença na literatura portuguesa e alguns momentos de teatro, foram as sugestões da Confraria do Porto Formoso, que num gesto inédito e digno de nota organizou um Seminário de Chá. Evento, onde os presentes puderam ainda deliciar-se com esta iguaria de origem oriental acompanhada de vários doces e salgados, entre eles os famosos ‘scones’ como manda a tradição do ‘chá das cinco’.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Saber mais sobre as origens do chá, a sua história nos Açores, a sua química, o solo e o clima que lhe são favoráveis, os seus efeitos na saúde humana e a sua presença na literatura portuguesa e alguns momentos de teatro, foram as sugestões da Confraria do Porto Formoso, que num gesto inédito e digno de nota organizou um Seminário de Chá. Evento, onde os presentes puderam ainda deliciar-se com esta iguaria de origem oriental acompanhada de vários doces e salgados, entre eles os famosos ‘scones’ como manda a tradição do ‘chá das cinco’.&lt;br /&gt;José Pacheco, responsável pela Confraria de Chá do Porto Formoso, lembra que a Camellia Sinensis surgiu há 150 milhões de anos, entre o noroeste da China e o sul da Índia, tendo o hábito de beber chá “mais de 3000 anos”, sublinha. E hoje, “o chá é a bebida mais bebida em todo o mundo”.&lt;br /&gt;A “7 de Abril de 1878”, revela, chegaram a S. Miguel dois chineses para “ensinar” aos locais o cultivo do chá, o que levou a uma história de “mais de 100 anos” do chá nos Açores.&lt;br /&gt;Citando um chinês, José Pacheco salienta que “apreciar o chá só é possível num ambiente de amizade, lazer e sociabilidade”.&lt;br /&gt;João Madruga, investigador e docente da Universidade dos Açores, afirma que o desenvolvimento e estabilidade dos solos micaelenses encontram-se “altamente dependentes” das condições climáticas.&lt;br /&gt;Eduardo Brito de Azevedo, do Centro do Clima, Meteorologia e Mudanças Globais da Universidade dos Açores, salienta não haver bebida mais “evocativa” do clima, do que o chá. O clima, por sua vez, é a razão “diferenciadora” do ambiente e recursos regionais e parte “intrínseca da nossa sociedade”.&lt;br /&gt;Caracterizado por “chuvas abundantes e regulares” ao longo do ano e por um regime de ventos “vigorosos” que rondam as ilhas, acompanhando o evoluir dos padrões de circulação atmosférica à escala da bacia do Atlântico Norte, o clima da Região apresenta uma sazonalidade “medianamente” marcada, que se reflecte nos seus elementos.&lt;br /&gt;“A conjugação das características climáticas das ilhas dos Açores com a diversidade de tipos de Oslo e de relevo conduzem a aptidões culturais distintas, que vão desde as culturas típicas dos climas subtropicais até culturas características dos climas temperados”- evidencia, avançando que neste quadro as características climáticas de S Miguel revelaram-se, desde meados do séc. XIX, “propícias” à cultura da planta do chá. Mesmo assim, a “diversidade” climática existente ao longo das vertentes da ilha manifesta-se sobre o “volume e qualidade” das colheitas.&lt;br /&gt;Além disso, “a evolução das condições de altitude favorece” de certa forma uma “melhoria da qualidade”e a distribuição regular da precipitação conjugada, com “elevados teores da humidade do ar”, são factores benéficos à “elasticidade e delicadeza dos rebentos desta planta. Aspectos estes que no seu todo são “reconhecidos” como sinónimos de um produto de qualidade “superior".&lt;br /&gt;José Baptista, membro do Departamento de Ciências Tecnológicas e Desenvolvimento da Universidade dos Açores, começa por dizer que a própria dieta mediterrânica é rica em “antioxidantes naturais”, o que reduz a incidência das patologias do foro cardiovascular. Estes antioxidantes contêm elementos, justifica, capazes de “travar” a acção dos radicais livres, “retardando” o progresso das doenças típicas das sociedades industrializadas ocidentais.&lt;br /&gt;O investigador conta também ter trazido para os Açores chás de várias partes do mundo, para os comparar com o chá regional, isto de modo a “inibir a enzima do cancro”. O composto com mais “capacidade” inibitória eram os folineflóis, que se encontram no chá regional em “maior” quantidade.’&lt;br /&gt;Aproveita ainda para dizer que tem sido grande o interesse em “identificar” as propriedades terapêuticas e estudar os efeitos fisiológicos do Camellia Sinensis. Daí terem desenvolvido uma metodologia para “separar e quantificar” os componentes do chá, de modo a estudar a sua “estabilidade” a diferentes temperaturas e comparar os seus teores com os dos chás de outras partes do mundo. Aliás,&lt;br /&gt;“Desde os tempos mais remotos que se afirma que beber chá promove relaxamento”- enfatiza, acrescentando que a L-teanina é o aminoácido responsável por esta sensação, pois reduz o “stress mental e físico”. Elemento que o chá dois Açores apresenta em “maiores” quantidades.&lt;br /&gt;João Anselmo, nutricionista, começa por revelar que o consumo de chá diário ‘per capita’ é actualmente de “120 ml”, sendo maioritariamente de chá preto (76 a 78%) na Europa, América do Norte e Norte de África, contra 20 22% para o chá verde.&lt;br /&gt;O chá, enfatiza, previne a morte por doenças “coronárias, trombose, enfarto do miocárdio e reduz a tensão arterial”. Além disso, é rico em termos de saúde oral, pois tem “muito flúor e fortalece o esmalte” dentário; “inibe” o crescimento de bactérias da cárie e “diminui” os açúcares na cavidade oral.&lt;br /&gt;Urbano Bettencourt, escritor e docente da Universidade dos Açores, lembra que o chá regional foi já várias vezes abordado e elogiado na literatura portuguesa, nomeadamente em obras de Eça de Queirós (1845-1900), como é o caso d’ “A ilustre casa de Ramirez”, um romance realista da terceira fase do escritor nascido na Póvoa do Varzim, que fala no chá verde. O próprio Antero de Quental deixou um documento datado de 1888, onde refere que o chá preto teria “mais venda que o preto”.&lt;br /&gt;“A china fica ao lado” (1968) e “Angustia em Pequim” (1984), ambas de Maria Ondina Braga, são outros exemplos de obras que abordam o chá, tal como acontece com “Five o’clock tea” de Vitorino Nemésio, que defende o chá como um “elemento congregador de pessoas e desencadeador de rituais”.&lt;br /&gt;À margem do evento, falamos com José Pacheco, responsável pela Confraria de Chá do Porto Formoso. Esta iniciativa integra-se nos objectivos da Confraria do Chá do Porto Formoso, que são a divulgação do chá nas suas vertentes “histórica, turística, gastronómica e social”- sublinha. O evento é constituído por palestras sobre os referidos temas, mas o chá irá “elevar” o espírito também através da música clássica e do teatro.&lt;br /&gt;Apesar da colheita do chá nos Açores ser “sazonal”, tendo a duração de apenas “seis meses”, durante a época de produção a ilha tem condições benéficas à produção de chá e realmente produz um chá de “grande” qualidade. “O chá hoje em dia é um produto turístico”- salienta, avançando que, em 2007, a fábrica recebeu “27 mil visitantes” que tiveram a oportunidade de conhecer um pouco esta cultura agrícola, a sua “história e etnografia” e ainda saborear o produto.&lt;br /&gt;A Confraria do Chá do Porto Formoso nasceu em 2006, recorda, e é composta por 26 confrades, reunindo assim os estudiosos, apreciadores e amigos do chá. “Em 2008, já tivemos a nossa terceira eternização, onde se reuniram nove confrades efectivos temos também vários confrades honorários que muito nos honram”- salienta, avançando que todos os anos, no mês de Abril, a Confraria é aberta à vinda de “novos” elementos que estejam dispostos a defender, dentro do espírito do chá, uma cultura agrícola regional e típica que merece todo esse “esforço”. Estes recebem o traje da Confraria, composto por uma capa azul-escura “inspirada” no traje regional ‘capote e capelo’ e por um chapéu de feltro azul, cujo design é “baseado no tradicional chapéu de palha” da apanhadeira de chá. A insígnia, uma fita com uma medalha cunhada com o botão e primeiras folhas do rebento do chá, o “símbolo” da colheita fina e dos chás de grande qualidade, completam o traje.&lt;br /&gt;José de Almeida Mello, historiador, começa por abordar a história do chá nos Açores, explicando que esta remonta aos séculos XVIII e XIX, altura em que chegam as primeiras plantas, que servem de “peças ornamentais”. Ao surgir um “fungo” que cobre “grande parte dos laranjais” de S. Miguel, dá-se um “decréscimo brutal” desta produção, que tem de ser “substituída” por outra. É neste contexto que surge o chá, salienta, acrescentando que foram criadas no séc. XIX “diversas” plantações deste produto na costa Norte da ilha, mais precisamente na Ribeira Grande e em S. Vicente, além das Sete Cidades.&lt;br /&gt;Muitas destas plantações tiveram uma grande “produtividade” em finais da segunda metade do séc. XIX e em parte do séc. XX. Hoje, lembra, a produção de chá resume-se a duas fábricas. A da Gorreana, que data do séc. XIX e é a mais “antiga”. Fundada por Maria Hermínia Gago da Câmara, esta encontra-se actualmente na posse dos seus fundadores. A Fábrica de Chá do Porto Formoso, aparece nos anos 20 e depois é “recuperada” pelos actuais proprietários.&lt;br /&gt;Actualmente, o chá faz parte do “património” cultural da ilha e como tal deve ser “preservado e valorizado”, no contexto das agriculturas açorianas.&lt;br /&gt;Os açorianos “não” têm o hábito de tomar o ‘chá das cinco’, esclarece, avançando que fazem mais do que isso. Os açorianos tomam chá “ao longo das suas refeições”, em todos os “quadrantes” sociais. Nas freguesias rurais da ilha, revela, bebe-se ainda “muito” chá e nas classes mais favorecidas também se faz o famoso ‘chá das cinco’, que as senhoras faziam. Existem encontros de chá e há todo um “aparato social” em torno do chá. Inclusive, a cidade já dispõe de uma Casa de Chá, sendo o chá um hábito “bem enraizado” na cultura açoriana.&lt;br /&gt;João Anselmo, nutricionista, fala sobre “o chá na Saúde” e recorda que nos últimos tempos se tem assistido a uma “reabilitação” do seu consumo na alimentação. O homem bebe chá há “mais de 5000 anos” e actualmente já se percebe a importância do seu consumo “regular”. Este possui uma grande capacidade de “diminuir o risco de doenças cardiovasculares”, que constituem a primeira causa de “mortalidade” no mundo ocidental. “Só por isso, todo o esforço que seja feito para que se beba mais chá é bastante importante”- reconhece.&lt;br /&gt;Na sua opinião, qualquer chá, principalmente o regional, tem componentes que promovem o “relaxamento” e actuam como tranquilizantes, ressalva, avançando estar a falar do Camellia Sinensis.&lt;br /&gt;Maluquices com chá&lt;br /&gt;O capítulo “O chá maluco”, do conhecido clássico da literatura inglesa “Alice no Pais das Maravilhas” de Lewis Carroll, fechou a tarde de painéis neste seminário. Trata-se de um texto que faz “brincadeiras e enigmas lógicos” próprios da cultura de Inglaterra, explica Marina Vieira, do grupo “Vamos fazer de conta”. Estiveram em palco Ana Rochate; Eugénia Cabral; Justina Silva; Margarida Almeida e; Marina Vieira.&lt;br /&gt;O grupo “Vamos fazer de conta” iniciou a sua actividade em “Novembro de 1998”, relata, e apesar de ser preferencialmente dirigido ao público “infantil”, muitos adultos já se renderam à magia destas actrizes em palco.&lt;br /&gt;“Os quatro músicos de Bremmen” e mais recentemente”A galinha verde”, foram outras peças levadas ao palco por este grupo, que ao longo de uma década de existência já actuou em diversas ilhas da Região.&lt;br /&gt;Um chá dançante&lt;br /&gt;O Seminário terminou com um espectáculo do grupo Danç’Arte intitulado “O Segredo do Chá”, ideia original de Sofia Bélchior e António Machado. Sofia Belchior, membro da referida companhia, conta que esta se encontra sedeada no teatro de S. João, em Palmela, e apresentou um ciclo relacionado com alguns ingredientes, entre eles, o chá. "Criámos este espectáculo, cuja temática tem a ver com as raízes, os rituais e a história do chá", agora pela mão da Confraria do Porto Formoso, lembra.&lt;br /&gt;O convite para apresentar este espectáculo em São Miguel, constituiu, sublinha, um motivo de "orgulho" para a Companhia, pois nesta vivem pessoas que convivem e sabem "muito" sobre o chá, que faz parte do seu quotidiano.&lt;br /&gt;Trata-se de um espectáculo de "dança contemporânea", mas cujo motivo e principal "motor da criação", foi efectivamente "tudo" o que gira à volta do chá.&lt;br /&gt;A actriz afirma ser um espectáculo "agradável" de se ver, que inclui uma "viagem à volta do chá", onde se passa por "várias zonas" do mundo, em termos de dança e de "ambientes". No ciclo onde este "bailado abstracto" está integrado, os actores trabalharam também o "café, chocolate, açúcar, sal e especiarias", elementos que os criadores utilizaram como "motivo de criação".&lt;br /&gt;"Estudamos os elementos, as suas origens, a forma como os utilizamos, os rituais que possam existir, algumas lendas e crenças"- esclarece, avançando serem elementos "muito ricos", que utilizam no seu dia-a-dia, que não conhecem e que, neste caso, representam a forma como "encontram" a dança contemporânea para a levar ao palco, para o mais "comum" dos mortais. E, alerta, "mesmo as pessoas que, muitas vezes, não estão habituadas a ver dança contemporânea, com este espectáculo conseguem chorar".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Outubro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-7751525536592484870?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/7751525536592484870/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=7751525536592484870' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/7751525536592484870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/7751525536592484870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/10/aromas-de-cultura.html' title='Aromas de cultura!'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SP8Pth1lAaI/AAAAAAAAAIY/AP8rDm7asvM/s72-c/segredo+ch%C3%A1++2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-1201625008825808451</id><published>2008-10-22T11:27:00.002Z</published><updated>2008-10-22T11:30:20.045Z</updated><title type='text'>Conhecer para proteger!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SP8OxQNN-KI/AAAAAAAAAIQ/Ol0h95XlRPw/s1600-h/biodiv.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259939129118816418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SP8OxQNN-KI/AAAAAAAAAIQ/Ol0h95XlRPw/s320/biodiv.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Projecto Bionatura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Definir quais as espécies mais ameaçadas e invasoras, para que posteriormente as autoridades locais actuem em conformidade, nomeadamente na criação de “legislação” adequada de “protecção e preservação” do meio ambiente da Macaronésia, foram os objectivos do projecto Bionatura, cujo “sucesso”, segundo Frederico Cardigos, permitiu o seu alargamento ao meio “marinho”. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A Secretaria Regional do Ambiente e do Mar promoveu na passada semana as II Jornadas Técnicas do Projecto Bionatura, subordinadas ao tema "Gestão e Conservação da Biodiversidade na Macaronésia". Iniciativa organizada em parceria com a Agência Regional da Energia e Ambiente dos Açores (ARENA), que contou com a presença de Frederico Cardigos, director regional do Ambiente, que apresentou o projecto Bionatura nos Açores.&lt;br /&gt;O projecto em causa reveste-se de grande importância para a Região, uma vez que permitiu o acompanhamento da Rede Natura 2000, o intercâmbio científico, a criação de instrumentos de apoio à decisão e ao planeamento, a valorização dos espaços classificados através da atribuição do Estatuto de Reserva da Biosfera e a determinação das espécies sensíveis.&lt;br /&gt;A iniciativa possibilitou ainda a criação de bases de dados, a centralização e uniformização de informação na área da conservação da natureza e biodiversidade, divulgação, sensibilização e informação à população e promoção internacional dos Açores.&lt;br /&gt;Biodiversidade da Macaronésia, conservação da natureza na Macaronésia, Rede Natura 2000 nos Arquipélagos da Macaronésia e espécies invasoras, foram os temas em destaque nas Jornadas Técnicas do Projecto Bionatura.&lt;br /&gt;Frederico Cardigos, director regional do Ambiente, começa por contar que o sucesso do projecto Bionatura foi tão grande em meio terrestre, que já se encontra concluída a base de dados que permitirá aos Açores, Madeira e Canárias evoluir para o seu “alargamento ao meio marinho”.&lt;br /&gt;O envolvimento conjunto no projecto destes três arquipélagos permitiu fazer a lista das espécies mais “sensíveis” existentes nos três arquipélagos, que serão “prioritariamente alvo de medidas de gestão e defesa” por parte da administração regional, adiantou.&lt;br /&gt;Frederico Cardigos afirmou também que a “conservação marinha constitui uma prioridade” quotidiana nos Açores, sendo as espécies invasoras um problema “fulcral”, cuja resolução exigirá alguns meios financeiros.&lt;br /&gt;A floresta é fundamental para fazer a “gestão da água”, uma questão particularmente importante sobretudo no contexto das alterações climáticas que se vive a nível mundial, considerou.&lt;br /&gt;O director regional do Ambiente declarou, ainda, que, no caso dos Açores, o desenvolvimento do projecto Bionatura não teria sido possível de todo, sem a colaboração da Agência Regional para a Energia e Ambiente (ARENA).&lt;br /&gt;Referiu, igualmente, que a Administração Pública Regional vê o aparecimento das organizações não governamentais como um “sinal extraordinariamente positivo”, em relação ao que é própria saúde da sociedade açoriana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À margem do evento, Frederico Cardigos, director regional do Ambiente, explica que o projecto tinha como objectivos essenciais “contribuir para diversos temas dentro da conservação da natureza dos Açores”, que ligassem a investigação fundamental à capacidade de decisão da administração pública. “Os objectivos foram atingidos na sua essência e nomeadamente no que diz respeito a temáticas que eram extraordinariamente caras, como o acompanhamento da Rede Natura 2000, a implementação das reservas da biosfera, a determinação das espécies mais sensíveis especificamente em relação aos Açores e inclusivamente como uma ferramenta para o estudo de uma alga invasora marinha, que foi identificada no porto da Horta”- salienta.&lt;br /&gt;Sendo esta uma alga invasora, admite, não são “boas” as consequências que traz ao ambiente, pois trata-se de uma espécie que se reproduz com “muita velocidade e prejudica” de alguma forma o meio ambiente.&lt;br /&gt;Além disso, esta espécie designada de Caulerpa Webbiana “não serve de alimento a qualquer organismo”, acabando por “não” ter consequências positivas para a ecologia trófica da área, e “reduz” obviamente a capacidade de sustentação do ecossistema. Ou seja, os peixes, que nos servem de alimento, do porto da Horta têm menos uma parte de Biodiversidade algal, para se alimentarem, esclarece.&lt;br /&gt;O projecto Bionatura estava precisamente a estudar uma forma de “eliminar” esta alga invasora, o que deverá iniciar-se em breve. A sugestão do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) e de investigadores de outras nacionalidades que trabalharam em conjunto, revela, é a utilização dos chamados “cobertores de cobre”, elemento que a “inibe fortemente”. A temática é extraordinariamente “complexa”, pois esta alga não pode ser removida “manualmente, nem aspirada, o que aumentaria o seu efeito de propagação”.&lt;br /&gt;Referindo-se à sua palestra, o director explica ter falado sobre as suas “conclusões” do projecto Bionatura. Sim, pois as outras temáticas são também extremamente “importantes” e o acompanhamento da Rede Natura 2000 e da sua implementação nos Açores não têm a ver apenas com o porto da Horta nem com uma espécie, mas com “todos os habitats classificados e com imensas espécies que têm uma sensibilidade extraordinariamente elevada”. O Projecto Bionatura foi o “instrumento financeiro e logístico” deste acompanhamento e resultou depois em “relatórios de monitorização” dos últimos seis anos desta Rede. E possibilitou ainda que as equipas que elaboraram os cadernos de implementação das reservas da biosfera do Corvo e da Graciosa fossem um “sucesso”.&lt;br /&gt;Em relação a estas espécies “especialmente” sensíveis, relata, o Departamento de Ciências Agrárias, liderado por Paulo Borges, encontrou esta metodologia extraordinariamente “engraçada”, que agrega os valores da investigação fundamental. “Foram questionados os investigadores que trabalham sobre as espécies e os gestores e, enquanto uns davam os graus de classificação de acordo com determinadas tipologias sobre cada uma das espécies, a administração tinha que dar o peso de cada um destes graus. Ou seja, arranjaram um método misto para quantificar quais seriam estas espécies mais sensíveis e as listas finais são extraordinariamente engraçadas e úteis, além de consequentes”- esclarece.&lt;br /&gt;Assim, quando a direcção tem de decidir quais as espécies a apoiar, dá “prioridade” às descritas pelo mundo científico, em conjunto com a administração através deste Top 100, como as mais sensíveis.&lt;br /&gt;Em relação à situação da Região em termos de Biodiversidade, o director regional explica que os Açores possuem uma Biodiversidade extraordinariamente “interessante” com um conjunto de espécies endémicas que “urge serem preservadas”. Há espécies que estão em maior risco do que outras, mas basicamente é o que acontece nos outros sítios.&lt;br /&gt;A maior “ameaça” que recai sobre as espécies endémicas dos Açores e pertencentes ao conjunto de organismos naturais da Região, são a seu ver as “alterações climáticas”, factor que lamenta não poderem, “de forma alguma, controlar”. Podem, sim, contribuir para que estas tenham o “mínimo” impacto, mas se as temperaturas variarem, ressalva, “há espécies com certeza que serão prejudicadas e outras beneficiadas”.&lt;br /&gt;“Esperemos que em relação às nossas espécies endémicas, sejamos capazes de reter o impacto das alterações climáticas”- é este o desejo de Frederico Cardigos que avança estar “convencido” que isso acontecerá. “Estamos extraordinariamente atentos e temos uma série de instrumentos para que elas se mantenham, além das parcerias internacionais que colocam as espécies endémicas dos Açores noutros arquipélagos e noutros jardins botânicos a nível mundial”, para garantir que, em caso de “desastre”, estas estão salvaguardadas.&lt;br /&gt;Existem dois tipos de espécies que estão sob ameaça. As que já são realmente “raras”, como a bardilia azórica, conhecida por Marzília, que é uma planta bastante “ameaçada”, parecida com um trevo, é extraordinariamente “sensível” , só existe num determinado ponto da ilha Terceira e é constituída apenas por um indivíduo em termos “genéticos”. Há muito pouco que se possa fazer por esta espécie, lamenta, a não ser proteger o seu habitat, para que este seja não seja “violado” e mantenha as suas características ambientais.&lt;br /&gt;Enquanto esta espécie é rara por natureza, há outras que não o são, mas por factores “humanos” podem de alguma forma ficar em “risco” e, é destas que temos de “cuidar”, de espécies com “interesse comercial”, o que se aplica mais ambiente “marinho”. O Cavaco é uma exemplifica esta situação e foi determinado no Top 100. “Sabemos que esta espécie existe em todo o arquipélago, mas se a intensificação da pesca aumentar sobre a mesma, ela poderá ficar em risco”.&lt;br /&gt;O papel do homem neste cenário é "múltiplo", pois importa “decidir bem” ao consumir. Por isso, o DOP lançou um livro de cerca de 50 páginas, que “descreve quais as espécies marinhas normalmente utilizadas na restauração e quais as que estão em boas condições de exploração”. Aí, explica, quando formos comermos, podemos “optar pelas” que estão em menor risco e pelas “certificadas” ambientalmente.&lt;br /&gt;Na flora, um dos maiores riscos são as plantas “invasoras”. Por isso, muitas vezes procedemos à “remoção” destas espécies, pois existem actividades nesse sentido “organizadas pela administração” e campanhas. Nestas removem-se “canas ou conteira”, que no fundo acabam por incidir realmente nas zonas mais sensíveis e que têm efeitos claros e “imediatos” no património natural da Região.&lt;br /&gt;Claro que depois existem pequenos gestos que contribuem para “amenizar” pelo menos as alterações climáticas, como o optar pelas “energias alternativas, poluir o menos possível e contribuir para que haja menos carbono” dissolvido na atmosfera.&lt;br /&gt;A consequência imediata da invasão da alga Caleurpa Webbiana é a “diminuição” da produtividade”, porque esta alga ocupa o espaço e “inibe” a presença de outras espécies que seriam a base “alimentar” das espécies piscícolas, logo a produtividade diminui.&lt;br /&gt;Um perigo ainda maior é possibilidade real desta se “dissipar” para o restante arquipélago, o que poderia ter consequências “bastante danosas” em relação às espécies que existem nos nossos mares e nas zonas costeiras, pois esta espécie só se distribui entre os cinco e os 25 metros de profundidade.&lt;br /&gt;Referindo-se às maiores dificuldades da Região em termos de ambiente, Frederico Cardigos aponta estarem relacionadas com o “cumprimento das regulamentações” que estão já propostas e impostas. Por exemplo, em termos de gestão de resíduos, salienta, “não é admissível a largada de resíduos em qualquer local e infelizmente em algumas zonas do arquipélago as pessoas continuam as insistir em fazer esse tipo de violações ambientais”.&lt;br /&gt;E também há quem não respeite as áreas mais sensíveis que estão classificadas por diversas razões e tente fazer “investimentos” não coincidentes com o que se pretende fazer a longo prazo, nem com o “legado” que se pretende deixar a filhos e netos.&lt;br /&gt;O director regional salienta ainda que têm optado por utilizar a lista de Top 100, como uma das bases para a decisão na “implementação de medidas de gestão” para as espécies nos Açores. Procedendo-se à monitorização, como aconteceu na Rede Natura 2000,determinam- se quais os habitats em “melhores e piores condições” e a intervenção incide sobre os habitats em “piores” condições, o que, alerta, não poderia ser feito de outra forma.&lt;br /&gt;Segundo Paulo Borges, membro do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e Coordenador do projecto Bionatura, este teve vários resultados e implicações nos três arquipélagos envolvidos, como a criação uma “listagem completa da Biodiversidade da Macaronésia”, que regista cerca de 3000 espécies registadas nas Canárias, cerca de 7000 na Madeira e cerca de 5000 nos Açores. Ficou-se a saber também quais as espécies endémicas e as exóticas. Além disso, toda esta informação está agora “carregada na base de dados Atlantis geo-referenciada” e disponível nas secretarias de ambiente dos vários governos incluindo os Açores, sendo também utilizada para “gestão de zonas naturais”.&lt;br /&gt;Uma listagem das 100 espécies mais “ameaçadas” da Macaronésia foi outro resultado do projecto Bionatura, que permite “recuperar” estas espécies de cada um dos arquipélagos. Outra novidade neste quadro é o portal da Biodiversidade, que constitui uma “ferramenta importante”, na qual onde o grande público pode pela “primeira vez” aceder a este tipo de informação, antes reservada “apenas” ao mundo científico. “As pessoas podem saber mais sobre as espécies da Região e a sua distribuição nas ilhas, além de poderem aceder a publicações sobre as mesmas”-esclarece, acrescentando que também será publicado o Top 100 das espécies “mais invasoras” da Macaronésia.&lt;br /&gt;“A Caleurpa Webbiana, a conteira, a roca de velha, a hortênsia, o pitosporum e os ratos”, são espécies “invasoras” da Região, que colocam em “perigo” as espécies nativas ou endémicas.&lt;br /&gt;Referindo-se ao perigo de expansão desta alga marinha, o investigador argumenta que “o Governo Regional está atento a este aspecto e a actuar a este nível”.&lt;br /&gt;No evento, Paulo Borges falou sobre a importância de se “conhecer” a Biodiversidade dos Açores, de modo a “educar” as pessoas sobre a sua existência, para que estas possam actuar mais tarde numa vertente de “fiscalização também da actuação de governos e entidades privadas”, que possam colocar em perigo essa Biodiversidade, pois "conhecer para proteger", é fundamental.&lt;br /&gt;“As autoridades dos vários arquipélagos já estão a actuar em muitas áreas importantes e eficazes, na criação de ecotecas, actuando a nível das eco-escolas e a nível de financiamento de investigação da Biodiversidade”- afirma, salientando ser necessário “mais fiscalização, principalmente da actuação das pessoas”. Senão, alerta, “podem ser beneficiados os que prejudicam, enquanto os que fazem mal ao ambiente beneficiam e têm mais lucros nas suas empresas”.&lt;br /&gt;É essencial uma boa fiscalização para haver uma “democracia de competição” entre as empresas pró-ambientais e as que realmente “danificam” o ambiente, pois sendo esta “eficaz” muitos “problemas” se resolvem. Está a ser protegido, o que já está mais ou menos “legislado” (reservas).&lt;br /&gt;“O facto de se trabalhar em conjunto com investigadores de outras universidades está a ter impactos a nível da própria política ambiental do Governo Regional dos Açores”- conclui. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Outubro de 2008. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-1201625008825808451?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/1201625008825808451/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=1201625008825808451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/1201625008825808451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/1201625008825808451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/10/conhecer-para-proteger.html' title='Conhecer para proteger!'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SP8OxQNN-KI/AAAAAAAAAIQ/Ol0h95XlRPw/s72-c/biodiv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-8751156114555233167</id><published>2008-10-22T11:22:00.002Z</published><updated>2008-10-22T11:27:00.415Z</updated><title type='text'>A Responsabilidade Social das Empresas permite criar valor</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SP8N-YVR5NI/AAAAAAAAAII/mXrq1zd9MDg/s1600-h/fotos+162.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259938255126783186" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SP8N-YVR5NI/AAAAAAAAAII/mXrq1zd9MDg/s320/fotos+162.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Responsabilidade Social das Empresas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assumir práticas de Responsabilidade Social da Empresas (RSE) não é uma obrigação, mas sim uma mais-valia que deve ser considerada como parte integrante do ADN das mesmas e não como um departamento à parte desgarrado dos restantes. Mas a linha que diferencia RSE de Marketing Social é muito ténue e cabe ao consumidor descobrir qual a verdadeira intenção de cada empresa, beneficiar-se a si própria ou à sociedade, através da sua própria decisão de adquirir um ou outro serviço/produto. O voluntariado empresarial e a integração de reclusos são bons exemplos destas práticas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Para muitas empresas, a RSE foi uma oportunidade para rever o papel das fundações e integrá-las mais no negócio. O importante é que estas estejam alinhadas com a filosofia da empresa, para evitar desgastes de todos os tipos” - foram palavras de Helena Caiado, Gestora de Projectos da Associação Industrial Portuguesa – Confederação Empresarial, no Workshop sobre a "Responsabilidade Social no Centro do Negócio", realizado em Ponta Delgada. Evento que pretende dinamizar a Rede criada de Responsabilidade Social das Empresas dos Açores e disseminar o conceito e a proliferação das boas práticas.&lt;br /&gt;"A RSE como resposta à conjuntura" e "As competências fundamentais de quem gere a área de RSE", foram os temas debatidos, tendo o evento como parceiros a Acep; Associação Industrial Portuguesa (AIP); RSE Portugal; Socius; AIMinho e a Cresaçor, Cooperativa Regional de Economia Solidária.&lt;br /&gt;À margem do evento, Catarina Borges, Coordenadora de projectos da Cresaçor, explica que este seminário surgiu na sequência da Rede de Embaixadores com Responsabilidade Social, que se constituiu nos Açores. Este workshop pretende abordar novamente o conceito de RSE e as suas boas práticas, que "as empresas açorianas já começam a praticar", sendo assim uma "referência e um exemplo de motivação" para outras, para que a RSE seja uma prática "comum e banal em todas as empresas" da Região.&lt;br /&gt;Muitas empresas açorianas já começam a trabalhar com a Cresaçor neste sentido, como as Câmaras do Comércio de Ponta Delgada e de Angra do Heroísmo, a Lotaçor, a Nova Gráfica, o Grupo Bensaúde e a Coingra, entre outros. Empresas com as quais tem estabelecido muitas vezes "boas relações, nomeadamente na integração de público desfavorecido". Assumir práticas de Responsabilidade Social é uma "mais-valia" para as empresas, que, muitas vezes, "nem sabem" que as praticam. Pode haver muitas razões que levam uma empresa a aderir à RSE, mas muitas vezes é o Marketing Social (uma maneira de "melhorar a sua imagem") junto da sociedade. Está no consumidor, alerta, perceber qual a "verdadeira intenção" da empresa em causa. Os meios de comunicação social são também um factor essencial neste quadro, pois "publicitam e dão ênfase às empresas que dão esse testemunho" de RSE. "Há muita propensão para assumir estas práticas, mas é evidente também um grande clima de confusão nesta área", lamenta.&lt;br /&gt;Helena Caiado, Gestora de Projectos da Associação Industrial Portuguesa – Confederação Empresarial, começa por dizer que este Workshop é essencial, tanto para quem dá agora os primeiros passos na área da "RSE, sustentabilidade e na implementação destas práticas" nas organizações, como para quem já tem algum conhecimento nessa área e pretende "estruturar, formatar e qualificar de outra forma" esse conhecimento.&lt;br /&gt;Foram desenvolvidos três grandes produtos, relata, como o "ABC do Voluntariado Empresarial", que surgiu por terem constatado que o voluntariado não era ainda "qualificado" e não estava "integrado no ADN" da organização. Isto, apesar de as empresas terem cada vez mais práticas e motivarem os seus colaboradores neste sentido.&lt;br /&gt;Foi realizado também um estudo para as empresas que são, ou estão, em vias de se internacionalizar e que operam em países em vias de desenvolvimento. Isto, para perceber "como as empresas assumiam estas práticas e esta estratégia e sobretudo se estas (as práticas) se mantinham de uma forma uniforme com as práticas realizadas no país de origem ou se havia adaptações locais"- esclarece, acrescentando ter constatado que na verdade tiveram uma "boa adaptação" aos países em vias de desenvolvimento adoptando práticas muito interessantes, como o "apoio à natalidade, praticas de igualdade de género e de capacitação dos trabalhadores", de forma a dar-lhes ferramentas para estes serem autónomos.&lt;br /&gt;É de salientar também o esforço dispendido por parte da equipa do projecto em desenvolver um kit de capacitação, que tivesse como 'out-put' um curso de "formação" na área da Responsabilidade Social composto por módulos de gestão de parcerias, voluntariado, marketing social, standart's, certificações e chancelas e das marcas e outros mais de "estratégia e de terraplanagem de conhecimentos".&lt;br /&gt;Referindo-se à situação actual do país e da Região nesta área, Helena Caiado afirma existirem "diferenças substanciais" a nível das organizações. E não fazendo uma grande distinção entre as grandes e as pequenas/médias empresas, argumenta que "algumas estão mais evoluídas, não por praticarem práticas de RSE, mas porque realmente a incorporam no ADN e na estratégia da organização de uma forma 'topdown'".&lt;br /&gt;"A RSE funciona mais como uma filosofia, um princípio e um valor da organização e todos os colaboradores estão envolvidos nestes princípios, não deixando de ouvir nunca os stakeholders ou as partes interessadas da organização"- acentua, explicando haver organizações já muito "maduras, mas em contínua aprendizagem".&lt;br /&gt;Não há estatísticas nesta questão, pois, justifica, uma "empresa pelo facto de ter uma estratégia de responsabilidade social e práticas muito responsáveis pode ainda não ser uma empresa integralmente responsável a nível social ou ambiental ", apesar de ser este o objectivo. Para isso, as empresas fazem 'benchmarking' com as organizações internacionais, algumas cumprem standart's e seguem e acompanham os principais indicadores e o facto é que há organizações muito "evoluídas". Um bom exemplo é a EDP. Existem ainda pequenas e médias empresas que não são tão faladas e que, no entanto, a nível da sua comunidade têm feito um trabalho muito "eficiente, com muito mérito" e que mostra um esforço muito grande por parte do empresário, que vê na sustentabilidade "mais do que um custo, um investimento”. Estas não são acções de curto prazo, sublinha, e quando reflectidas na estratégia da organização podem "trazer e criar valor" para a organização, mudam os processos de trabalho e com esta mudança surge alguma "inovação" na própria organização e nos seus produtos.&lt;br /&gt;Questionada sobre o que pode ser feito para que haja mais organizações a utilizarem práticas de RSE, Helena Caiado avança que as organizações começam já a assumir estas práticas de uma forma mais "sustentável e consistente", porque os próprios fornecedores e clientes começam a "exigir". Está a haver um "escrutínio" muito grande no mercado e há grupos de pressão "muito fortes". Na verdade, uma grande empresa pretende que toda a sua cadeia de valor e de fornecimento seja "sustentável, equilibrada e cumpra os seus princípios". Ora, se uma empresa que é seu fornecedor operar "negativamente" no mercado, por questões ambientais, por exemplo, devido a uma má gestão de resíduos, por estar a deitar lixo tóxico para um rio, por empregar mão-de-obra infantil ou, porque não cumpre alguns planos a nível das questões da igualdade, da integração, essa não é uma "boa empresa" para trabalhar com uma empresa que pretende ter uma estratégia de sustentabilidade. Acaba por haver um efeito "alavancador" das grandes empresas para as pequenas e médias e pressões que o mercado exerce nas organizações. "As empresas, que não conseguirem antecipar estas pressões de mercado, provavelmente não vão apanhar o comboio tão rapidamente, como as outras"- esclarece.&lt;br /&gt;A RSE não deve ser encarada de uma forma "pontual e desgarrada" da estratégia da organização, deve ser "incorporada e fazer parte do seu ADN".&lt;br /&gt;"É fundamental pensar e actuar estratégicamente a sustentabilidade. Isto é, não fazer da sustentabilidade um gabinete à parte da organização que nasce desgarrada de todo o resto, porque desta forma não se incorpora valor a organização e não é transmitida coerentemente para o exterior ". A sustentabilidade deve ser vista de uma forma integradora dos "princípios, valores e cultura da própria organização", sem esquecer as exigências do mercado, conhecer os seus stakeholders prioritários (internos e externos) , tentando auscultá-los a par e passo , incorporando as suas expectativas e construindo sustentavelmente a sua estratégia. A RSE pode ser um factor de diferenciação. Esta realidade tem impactos potenciais em áreas diversas como na relação com os clientes e fornecedores, na capacidade de atracção e retenção dos talentos, na relação com as suas comunidades .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua opinião, crises como a que o mundo atravessa actualmente são uma "janela de oportunidade" para as organizações em geral. A "ética e a transparência" são princípios fundamentais da sustentabilidade e há empresas "menos transparentes, compactas e herméticas", que entram em "conflito". O consumidor quer cada vez mais ter informação de produtos que proporcionem "bem-estar", a ele e à sociedade, e está cada vez mais "exigente".&lt;br /&gt;E o facto é que o consumidor não esquece, logo uma empresa que tenha agido "mal" em certa altura, será depois "escrutinada", de maneira diferente da que empresa que teve um comportamento ético e que transmitiu esse "bem-estar, felicidade , inovação e criação de valor" para a sociedade.&lt;br /&gt;As autoridades têm um papel muito "importante", não apenas com alguma "regulação" (a nível financeiro e ambiental e das questões da transparência, por exemplo), mas sobretudo devem ser as primeiras a praticar de uma forma "estratégica" a sustentabilidade, pois devem dar o exemplo, que vai para além da sua própria missão. "Os poderes públicos, sejam centrais ou locais, instituições de solidariedade e universidades, por exemplo, devem integrar a sustentabilidade na sua forma de estar e nas suas atitudes".&lt;br /&gt;Maria João Santos, docente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) e socióloga do Centro Associativo de Investigação em Sociologia e das Organizações, começa por salientar que "considerando as pertinências e os problemas de sustentabilidade que se verificam do ponto de vista ambiental e económico-financeiro com os actuais problemas que têm havido em termos de crise financeira e também de desajustamentos do ponto de vista das desigualdades sociais humanas as questões da RSE são hoje vitais"- ressalva, acrescentando serem um meio e um "instrumento" de trabalho para se conseguir "lutar e sobretudo ultrapassar estes problemas de sustentabilidade". Além disso, a resolução destes problemas tão globais é de tal forma "abrangente", que estes já não podem ser resolvidos "individualmente pelo estado, pelos cidadãos, pelas empresas ou pelo terceiro sector". É necessário um "esforço concertado de todos" e a resolução destes problemas passa por um "envolvimento" concertado, que pressupõe respostas do poder público, um envolvimento activo das empresas nos seus modelos de actuação, do terceiro sector, do poder local e dos cidadãos, obviamente".&lt;br /&gt;Tem-se caminhado muito "positivamente", no sentido das empresas portuguesas assumirem essas práticas e a comunidade empresarial está hoje, mais do que nunca, "preocupada com os impactos que ela própria exerce na comunidade" e com o papel activo que tem e pode ter na "minimização" dos problemas sociais e económicos a nível global.&lt;br /&gt;"A RSE não é uma questão de moda"- salienta, avançando que a RSE "veio para ficar", pois tanto empresas como cidadãos percebem que o processo é "irreversível e todas as empresas têm de mudar o seu comportamento".&lt;br /&gt;Quanto ao que talvez impeça as empresas de assumirem estas praticas, a socióloga lembra que, no passado, o modelo de gestão empresarial foi "sempre muito displicente", relativamente aos problemas ambientais e outros. A mudança de valores faz-se a longo prazo e há aqui sobretudo questões de ordem "cultural", que têm a ver com o modelo de desenvolvimento antes utilizado que era de facto "lapidador" de recursos.&lt;br /&gt;Mas as empresas já sabem que o novo modelo desenvolvimento económico está centrado sobretudo em produtos e serviços que permitem "preservar" as questões ambientais, mudança cultural também associada a uma mudança do ciclo "económico". E mudando o ciclo económico, mudam as estratégias das empresas que a este pretendem "pertencer".&lt;br /&gt;Acções de divulgação como este Workshop são "cruciais", sublinha, sobretudo quando orientadas pelas empresas e "para as escolas", pois as novas gerações são de facto um elemento "vital para tentar mudar" estas mentalidades. As empresas, por sua vez, "identificam" a existência de novos modelos de negócio que pressupõem uma postura e ética mais responsáveis.&lt;br /&gt;A mudança passa sobretudo pela questão da "sensibilização" e também por uma maior "consciencialização cívica" por parte dos cidadãos, que começam a "exigir" das empresas uma actuação cada vez mais responsável. Acaba por haver uma certa "pressão" dos consumidores para que as empresas mudem um pouco de atitude. "Que eventos como este se multipliquem para sensibilização dos cidadãos, jovens e das próprias empresas à implementação de práticas mais responsáveis".&lt;br /&gt;Fátima Proença, presidente da Plataforma Portuguesa das ONG'S e membro da Associação para a Cooperação entre Povos, revela acompanhar a implementação da RSE em países africanos de língua e expressão portuguesa e na sua relação com Portugal. A RSE parte das empresas, mas, reconhece, é também "fruto de uma certa pressão" e de uma atenção da opinião pública sobre o comportamento das mesmas. Ao contrário de Portugal, nos países subdesenvolvidos os processos de burocratização são mais "recentes, a sociedade civil é mais frágil e o processo de construção da opinião pública está mais atrasado". Logo, a importância da RSE nesses países acaba por ser "maior", mas não é tão "sentida" pelas empresas, que não têm de lidar com a pressão da opinião pública. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Outubro de 2008. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-8751156114555233167?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/8751156114555233167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=8751156114555233167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/8751156114555233167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/8751156114555233167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/10/responsabilidade-social-das-empresas.html' title='A Responsabilidade Social das Empresas permite criar valor'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SP8N-YVR5NI/AAAAAAAAAII/mXrq1zd9MDg/s72-c/fotos+162.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-1653007479049917392</id><published>2008-10-15T09:41:00.007Z</published><updated>2009-01-06T13:50:18.093-01:00</updated><title type='text'>O feed-back do público é "combustível"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SPugZXOyr-I/AAAAAAAAAIA/U69BK5Q9eTo/s1600-h/fto+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258973347478417378" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SPugZXOyr-I/AAAAAAAAAIA/U69BK5Q9eTo/s320/fto+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ménito Ramos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estar perante milhares de pessoas, apesar de poder ser "intimidante", é acima de tudo algo "estimulante e gratificante", especialmente quando tem o "privilégio único" de ouvir milhares de vozes a cantarem também canções que ele próprio escreve e que são "fruto da sua imaginação e das suas vivências pessoais". Para Ménito Ramos, saber que o seu trabalho pode influenciar a vida de muitas outras pessoas é "combustível" mais do que suficiente para querer continuar. A vida é para ser vivida, "um dia de cada vez".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Quero adormecer" (da novela "Tu e Eu") e "Se um anjo te levar" (do par romântico Nalini e Salvador, da novela "Fascínios") são alguns sucessos deste jovem cantor e compositor, que compõe para várias produções e artistas nacionais, nomeadamente para Beto. Ménito Ramos, cantor e compositor, conta que nasceu a 4 de Março de 1974 no Luxemburgo, onde viveu até aos sete anos de idade. Mas como verdadeiro filho de pais portugueses, vinha "anualmente" a Portugal de férias, até que aos sete anos veio para ficar.&lt;br /&gt;Iniciou-se no mundo da música aos "nove anos" de idade como teclista, junto com os pais numa banda que actuava em bailes. Por volta dos 18 anos, já tocava em alguns dos míticos bares de música ao vivo em Lisboa e fazia "direcção musical" para alguns artistas do panorama musical da altura. Um pouco mais tarde, começou a fazer as suas "primeiras experiências num pequeno estúdio que construiu em casa" e, algum tempo depois, recorda, surgiram os primeiros convites para trabalhar como "orquestrador/arranjador" de outros produtores, já ligados à produção discográfica de topo.&lt;br /&gt;Mas logo nas primeiras sessões de estúdio percebeu com toda a clareza que era esta a carreira que pretendia seguir, "enquanto a vida lhe permitisse". O facto é que em pouco tempo, surgiram os primeiros convites, para além de arranjos em álbuns, assumir também a respectiva produção. O que, afirma, tem sido uma "viagem alucinante em constante aprendizagem".&lt;br /&gt;A produção, a composição e o canto, diz serem trabalhos "bastante diferentes", pois enquanto em estúdio "procuram" o 'take' certo e adequado, "independentemente do tempo que demore", no palco dispõem de "apenas uma oportunidade" de fazer o 'take' certo. Mas junto com o "risco de falhar, vem a adrenalina", salienta. Ao saber que "partilha" esse risco com músicos em palco, Ménito cria uma "nova oportunidade" de improviso, o que o leva novamente a "alimentar o ciclo da criatividade e inspiração" de cada um. Isto, "mesmo quando não se faz o que era suposto fazer".&lt;br /&gt;Estar perante milhares de pessoas, apesar de poder ser "intimidante", diz ser acima de tudo algo "estimulante e gratificante", reconhece, especialmente quando tem o "privilégio único" de ouvir milhares de vozes a cantarem também canções que ele próprio escreve e que são "fruto da sua imaginação e das suas vivências pessoais". Saber que o seu trabalho pode influenciar a vida de muitas outras pessoas, é, enfatiza, "combustível" mais do que suficiente para querer continuar.&lt;br /&gt;A parceria com Beto surgiu, relata, quando Ménito o convidou para participar no seu primeiro álbum intitulado "Finalmente". Até porque são vizinhos e "partilham imensas influências musicais". Beto aceitou o convite e cantaram em dueto a balada "Quero adormecer".&lt;br /&gt;Por ter apreciado o seu trabalho e o que ouviu de Ménito na altura e,, estando a gravar o seu primeiro álbum a solo, "Olhar em frente", Beto convidou-o a escrever alguns temas. Ménito escreveu três temas, um deles um "enorme" sucesso. Falamos de "Memórias Esquecidas", o primeiro single do álbum.&lt;br /&gt;A partir dessa altura, Ménito passou a trabalhar em "todos" os álbuns do Beto, inclusive o mais recente, "Por minha conta e risco", lançado há poucos meses. Este foi integralmente escrito e produzido por Ménito, que tem também uma participação especial, como intérprete, em dueto com Beto no tema "Não basta o teu olhar" e que o considera "inevitavelmente" um álbum muito especial e pessoal.&lt;br /&gt;Para além desta parceria discográfica, os dois músicos têm também um projecto em que se apresentam em concertos ao vivo e em dueto, com músicas dos repertórios de cada um. Um projecto que lhes tem dado "imenso prazer" desenvolver.&lt;br /&gt;O álbum "Finalmente" foi fundamental, dado que foi o primeiro, mas era a seu ver "pouco coerente" a nível musical, pois Ménito gravou-o pela "necessidade de explorar e pesquisar" áreas diferentes.&lt;br /&gt;De qualquer forma, foi um álbum que o ajudou a "perceber" o caminho a seguir no futuro e onde contou com a participação de uma lista "enorme de músicos únicos e geniais", que com Ménito partilharam o seu talento.&lt;br /&gt;Do álbum "A noite grita por mim" destaca-se o tema com o mesmo título, que fez parte da banda sonora da novela "Mundo Meu". Esta, recorda, foi uma das primeiras músicas que o fez sentir a tal sensação "fantástica" de ouvir milhares de vozes a cantar em uníssono consigo e, admite, será sempre um tema "muito importante" na sua carreira.&lt;br /&gt;Quanto à sua participação em bandas sonoras de telenovelas, a oportunidade surgiu de um convite para escrever e produzir um tema, que acabaria por fazer parte da primeira série de "Morangos com Açúcar". Escreveu "O Mundo não acaba aqui" e, a titulo de "maqueta", enviou o tema que ele próprio cantou, relata.&lt;br /&gt;"Ironicamente, o tema agradou de tal forma que foi aceite de imediato e quando voltei a ouvi-lo, foi já na televisão, integrado na banda sonora da série e nem cheguei a acabar a sua produção"- esclarece.&lt;br /&gt;A primeira experiência correu muito bem, reconhece, e os responsáveis pela escolha dos temas para as bandas sonoras começaram a lançar-lhe desafios, no sentido de escrever "especificamente" em função das novelas, da história e das personagens. Trabalho que avança dar-lhe um "enorme prazer" e que lhe permitiu continuar a participar na maioria das novelas, dos últimos 5 anos.&lt;br /&gt;Segundo o cantor, tudo o que nos rodeia pode ser "motivo" de inspiração, ressalva, indo desde as suas vivências pessoais à vivência pessoal de um amigo. Outras vezes, "simplesmente" deixa-se levar pelo seu imaginário, que reconhece poder conduzi-lo a locais "inimagináveis", onde a sua imaginação e criatividade não têm "barreiras nem limites".&lt;br /&gt;Já tinha ido dar um concerto à ilha de São Jorge, mas na verdade lamenta nunca viajar "com tempo", para conhecer os sítios por onde passa. Mesmo assim, "o arquipélago dos Açores é um daqueles locais deste nosso planeta, que foi contemplado com tamanha beleza e riqueza natural, que não basta uma pequena viagem para o ficar a conhecer. De qualquer forma, o pouco que tive o privilégio de ver, foi realmente fantástico"- acentua, avançando ter sido também "especial", a forma como sempre foi recebido. De tal modo que ficou com a enorme sensação de querer "voltar", o que espera que aconteça em "breve".&lt;br /&gt;Define-se como alguém que tem o privilégio de fazer o que sempre "sonhou" fazer, que aprecia a vida e que a vive "um dia de cada vez", como se fosse o último.&lt;br /&gt;O que mais gosta nas pessoas é a "integridade, a honestidade e a sinceridade". Por outro lado, não gosta de "hipocrisia e de falsidade".&lt;br /&gt;Na sua opinião, a música portuguesa vive actualmente um período muito "complicado", pois devido à "pirataria, à venda ilegal de cds copiados e não originais e aos downloads ilegais", os álbuns originais acabam por não vender o suficiente para "rentabilizar" o investimento feito na produção de um álbum, o que, a curto/médio prazo, conduzirá uma grande parte das editoras e artistas/profissionais da música à "total extinção".&lt;br /&gt;"Não deixa de ser irónico, as pessoas condenarem à extinção os artistas de que mais gostam e cujos trabalhos mais apreciam. Porque apesar de as músicas fazerem sucesso, os álbuns originais não vendem proporcionalmente ao sucesso das músicas, e não rentabilizando o investimento, não se pode gravar um próximo álbum"- salienta.&lt;br /&gt;Segundo Ménito Ramos, as maiores dificuldades de um artista em inicio de carreira em Portugal, prendem-se com a dificuldade em "apresentar e promover" os novos projectos. É difícil encontrar uma editora disposta a fazer o "investimento" necessário para promover um novo projecto e para o levar ao grande público, uma vez que, cada vez mais, acentua, a pirataria "limita" as capacidades de investimento das editoras. Sim, porque o "prejuízo é quase garantido", ainda que os álbuns e as músicas tenham sucesso.&lt;br /&gt;A nível de televisão, o músico argumenta existirem actualmente "poucos" programas que promovam com o devido "destaque" os vários trabalhos musicais. Além disso, há "pouco tempo de antena dedicado inteiramente à música e são poucos os programas de televisão em horário nobre, que se dediquem inteira e exclusivamente à música, como antes havia alguns".&lt;br /&gt;Referindo-se às rádios, afirma que "algumas" cumprem o seu papel na divulgação da música portuguesa, mas outras nem por isso. O artista vai ainda mais longe ao dizer que algumas rádios nacionais, limitam-se a passar os mesmos "5 ou 6 artistas de sempre". E a lei das quotas de música portuguesa "não mudou nada" nesse sentido, apenas fez com que essas mesmas rádios passassem "mais músicas" dos mesmos 5 ou 6 artistas de sempre, critica.&lt;br /&gt;A seu ver, o artista tem "responsabilidades sociais e deve tomar posições", sempre em função das suas "crenças e convicções" sociais e pessoais.&lt;br /&gt;Em termos futuros, Ménito Ramos pretende continuar a fazer aquilo que sempre quis fazer, música. Tem também de cumprir com vários compromissos profissionais que assumiu, nomeadamente a nível de produção/composição. Logo que isso aconteça, o objectivo é começar a projectar "novos desafios", pois não gosta de estar "parado". Mas como sempre, sublinha, "um dia de cada vez".&lt;br /&gt;A banda de Ménito Ramos integra Mauro Ramos (baterista); Gonçalo Pereira (guitarrista); Miguel Camilo (guitarrista) e Dikk (baixista).&lt;br /&gt;É de destacar, no seu primeiro álbum, a participação "em dueto com Ménito Ramos" de duas grandes vozes da música portuguesa, como Beto e Sónia Costa, que de uma forma única e pessoal contribuíram com as suas "vozes, a sua amizade e apoio incondicional".&lt;br /&gt;Em 2005, Ménito Ramos lançou o seu 2º álbum de originais, de onde se destaca o single "A noite grita por mim", tema que deu nome ao álbum e que em pouco tempo se tornou um enorme sucesso em todo o país e nos tops das rádios locais. Um álbum onde Ménito Ramos, como produtor, músico e cantor pôde expor as suas variadas influências e, ao mesmo tempo, trabalhar com alguns dos melhores músicos portugueses, recebendo destes o seu precioso contributo musical. "Grandes Baladas", o mais recente álbum de Ménito Ramos, entrou para o TOP 30 de vendas nacionais, após duas semanas da sua entrada no mercado discográfico, onde se mantém até agora.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Public in Terra Nostra, Outubro de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-1653007479049917392?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/1653007479049917392/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=1653007479049917392' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/1653007479049917392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/1653007479049917392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/10/o-feed-back-do-pblico-combustvel.html' title='O feed-back do público é &quot;combustível&quot;'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SPugZXOyr-I/AAAAAAAAAIA/U69BK5Q9eTo/s72-c/fto+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-1578513835008202498</id><published>2008-10-15T09:39:00.001Z</published><updated>2008-10-15T09:41:10.795Z</updated><title type='text'>Uma musica para todas as idades!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SPW6sOpQGqI/AAAAAAAAAHg/TbMXFW_Jw3s/s1600-h/usar+foto+principal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257313409033050786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SPW6sOpQGqI/AAAAAAAAAHg/TbMXFW_Jw3s/s320/usar+foto+principal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;João Andrade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O gostar, ou não, de música clássica “depende um pouco das pessoas”. Há quem tenha essa parte mais “natural de gostar. Gosta à primeira e vai descobrindo” este estilo. É acima de tudo, uma questão “cultural” e todas as pessoas devem ter “acesso e devem apreciar a música clássica”. Segundo João Andrade, “há quem diga que a música clássica é só para alguns, para quem a entende, mas com um bom músico qualquer pessoa a pode apreciar em “qualquer idade”.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;João Andrade é natural de Ponta Delgada e estuda no terceiro ano Academia Nacional Superior de Orquestra em Lisboa, com o professor Aníbal Lima. “Estudei no Conservatório até ao 8º grau, terminei com 19 valores e depois concorri para a Academia”, onde foi admitido em “primeiro” lugar. Afirma que gostava de continuar a estudar, mas desta vez no “estrangeiro”, talvez nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Tinha “8/9 anos” quando se começou a interessar por música, relata, avançando que um dia assistiu a um concerto da Vanessa Mae na televisão, em que ela só estava acompanhada de orquestra. “Adorei, pedi aos meus pais para aprender violino e eles inscreveram-me na Academia de Musica da Ribeira Grande, onde estive cerca de quatro meses”. Quando fez 10 anos concorreu para o Conservatório, entrou e foi lá que continuou com Célia Ross, sua professora até ao 8º grau.&lt;br /&gt;Referindo-se à entrada para a Orquestra Metropolitana de Lisboa, João conta que tinha feito alguns cursos no continente, principalmente com Gerardo Ribeiro. Um “excelente violinista e professor” que sempre o acompanhou como se fosse o seu “mentor”. E foi Gerardo quem lhe indicou, recorda, o professor Aníbal Lima e a Academia nacional Superior de Orquestra, por ser considerada a mais conceituada escola em Portugal, onde foi admitido com a “melhor classificação”.&lt;br /&gt;O gostar, ou não, de música clássica, argumenta, “depende um pouco das pessoas”. Há quem tenha essa parte mais “natural de gostar e goste à primeira, vai descobrindo”. Mas acima de tudo, considera ser uma questão “cultural”. Na sua opinião, todas as pessoas devem ter “acesso e devem apreciar a música clássica”, que é um “bem” acessível a todos. “Há quem diga que a música clássica é só para alguns, para quem a entenda, mas com um bom músico qualquer pessoa se pode aperceber e apreciar”- acentua.&lt;br /&gt;Há vários estilos de música e vários “estados de espírito” e conforme a pessoa se sente, esta “escolhe” um, que lhe seja mais adequado na altura. É tudo perfeitamente “adaptável”.&lt;br /&gt;A pessoa pode começar a gostar em “qualquer idade”, sublinha lembrando haver pessoas que despertam “mais cedo”, do que outras. Mas, hoje em dia, de uma forma geral, salienta, vemos que “independentemente” do estilo ou do género, os jovens e todas as pessoas têm um sentido musical “mais apurado” e sempre gostam de algum estilo.&lt;br /&gt;“Há pessoas que pensam que música clássica é só Strauss, Mozart e Beethoven, mas não. A música clássica é muito mais abrangente”- esclarece, acrescentando que quem conhece a história da música, sabe que esta tem vários “períodos”, tal como a pintura. Há música clássica, barroca, romântica.&lt;br /&gt;Quanto a artistas de referência, o violinista aponta ter vários no meio musical erudito, como a violinista norte-americana Hilary Ann e Maria João Pires, entre outros. Mas diz não ter nada “estereotipado” que goste mesmo de ouvir. Fora da música clássica, gosta de Evanescence e de Jorge Palma, por exemplo.&lt;br /&gt;Procura estudar o “máximo possível, no mínimo quatro horas por dia”. O músico aproveita também para dizer as pessoas julgam que ser violinista é pegar no violino e tocar, mas são precisos “muitos anos de estudo, bons professores e um bom ambiente”. Além da música, diz gostar de sair com os amigos e de ler “romances históricos”. Gostou de ler também “Anjos e Demónios” de Daniel Brown, que considera ainda melhor do que o “Código da Vinci”.&lt;br /&gt;Recentemente, foi “concertino assistente” do segundo estágio da Orquestra Sinfónica Académica Metropolitana e inaugurou a temporada do Centro Cultural de Belém, em Lisboa; do D. Vitória e; da Casa da Música, no Porto.&lt;br /&gt;Em termos de projectos, o músico revela que se irá apresentar ainda este ano em França e a Malta, numa digressão com a Orquestra Académica Metropolitana. Em Novembro, João Andrade irá apresentar-se no Teatro Micaelense num “recital de violino e piano” e mais tarde deverá prestar “provas no estrangeiro”.&lt;br /&gt;Biografia&lt;br /&gt;É natural de São Miguel e iniciou o estudo do violino aos nove anos na Academia de Música da Ribeira Grande. Isto, depois de ter descoberto um ano antes, ao ver um concerto da violinista Vanessa Mãe, que o seu sonho passava, inevitavelmente, pela música, que é para este jovem uma procura do saber. João Andrade confessa que, a partir daquele momento, ficou "literalmente preso à performance e encantado com tal som".&lt;br /&gt;A família sempre o apoiou e alertou para as dificuldades que iria encontrar ao longo de todo o percurso. No entanto, o seu talento a par da sua força de vontade foram decisivos e cedo se destacou entre os seus pares, conseguindo terminar, em 2006, o 8º grau de violino, com a classificação final de 19 valores. Em Maio de 2006, fez provas de admissão para a Academia Nacional Superior de Orquestra, em Lisboa, concorrendo com jovens de todo o País, onde foi admitido em primeiro lugar, ocupando, desta forma, a única vaga existente na classe do professor Aníbal Lima.&lt;br /&gt;Para João Andrade, a música é algo por que vale muito a pena lutar, pois permite-lhe ter momentos que as pessoas alheias a este mundo não poderão nunca ter ou sentir. Com uma notória sede de aprender, o jovem músico revela que a sua grande dificuldade foi ultrapassar a insularidade, que na sua opinião pode ser prejudicial, principalmente numa área onde há falta de oportunidades e informação. "Só através do contacto com outros músicos é que nos podemos desenvolver".&lt;br /&gt;Actualmente, encontra-se em Lisboa, no segundo ano da Licenciatura em Instrumentista de Orquestra, violino, na classe do professor Aníbal Lima. Integra a Orquestra Académica Metropolitana e dá concertos nas principais salas da capital, tendo inclusive feito diversas digressões em Espanha e na Bélgica.&lt;br /&gt;De momento, o único desejo de João Andrade é estudar e conhecer o máximo que puder, de tudo o que puder, "ser melhor todos os dias e evoluir".&lt;br /&gt;Ao longo de oito anos, foi acompanhado por vários professores, de diferentes nacionalidades, e em diversas disciplinas como, por exemplo, Música de Câmara, Formação Musical, História da Música, Análise e Técnicas de Composição ou Acústica e Piano, como 2º instrumento. O jovem violinista tem frequentado vários Master Class e, desde o ano de 2005, durante o Verão, vem sendo admitido na Meadowmount School of Music, em Nova Iorque, nos EUA, através de bolsas atribuídas pelo Governo Regional dos Açores. Em 2007, foi um dos vencedores do Concurso Anual de Música de Câmara, interpretando o Quarteto op. 95, em Fá Menor "Serioso", de Ludwig van Beethoven.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Outubro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-1578513835008202498?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/1578513835008202498/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=1578513835008202498' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/1578513835008202498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/1578513835008202498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/10/uma-musica-para-todas-as-idades.html' title='Uma musica para todas as idades!'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SPW6sOpQGqI/AAAAAAAAAHg/TbMXFW_Jw3s/s72-c/usar+foto+principal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-1655712803822148354</id><published>2008-10-15T09:31:00.005Z</published><updated>2008-10-15T09:45:20.534Z</updated><title type='text'>Há falta de cultura!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SPW6I_OilGI/AAAAAAAAAHY/UcRSdJHgaw4/s1600-h/fotos+115.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257312803599062114" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SPW6I_OilGI/AAAAAAAAAHY/UcRSdJHgaw4/s320/fotos+115.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Álvaro Raposo França&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Algumas pessoas dão o devido valor à arte, mas o número é bastante "restrito". E "infelizmente, existem "muitos responsáveis públicos" que optam pelo "mais barato", o que considera ser "falta de cultura". O pior é que irá passar muito "tempo", até que se denotem mudanças positivas neste contexto. Segundo o escultor Raposo França, os professores de Educação Visual também têm "muita responsabilidade" nesta área, avançando que quando leccionava, a sua preocupação "não era criar artistas". Quem não tenha jeito para desenho, pode "apreciar", pois "as pessoas para gostarem de uma coisa não precisam de saber fazê-la".&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde pequeno que gosta de modelar e tudo começou quando o pai lhe deu um pouco de barro, quando se encontravam de férias nas Furnas.&lt;br /&gt;Nasceu em Ponta Delgada e, em 1960, foi estudar para a Escola Superior de Belas Artes do Porto em 1960, curso que terminou cinco anos depois. Leccionou no ensino secundário até 1989 e acabou por ir para formador de Belas Artes em Lisboa, onde ficou até se reformar. Mas "paralelamente" a essa actividade lectiva, sempre trabalhou em escultura.&lt;br /&gt;A sua primeira exposição individual, recorda, foi em 1972 no antigo Colégio do Infante. Antes já tinha exposto, mas em conjunto (desde 1961), na escola do Porto e depois com colegas em "vários" locais.&lt;br /&gt;O interesse pela escultura surgiu desde "muito cedo", pois apesar de ainda não saber se seguiria esta área, "sempre gostou muito" de modelar.&lt;br /&gt;"Tinha 5 ou 6 anos e estava a passar férias nas Furnas, quando o meu pai me deu um pouco de barro para eu estar entretido. Comecei a moldá-lo, gostei e ao contrário da maioria dos miúdos que, aos 12 ou 13 se anos, se desinteressam por moldar barro ou plasticina, eu continuei a gostar e ainda hoje gosto de mexer em barro e modelar"- acentua.&lt;br /&gt;Referindo-se à sua exposição que se encontra patente no Centro Municipal de Cultura até 26 de Outubro, o artista conta que o primeiro trabalho é de 1999, sendo esta composta por peças realizadas num espaço de "quase 10 anos".&lt;br /&gt;Em simultâneo com a escultura, Álvaro Raposo França lembra ter outras actividades de escultura, como "encomendas de bustos e estátuas", peças que desenvolve nos seus "tempos livres". Mas, sublinha, o artista não considera a escultura como um "passatempo". Esta é, sim, quase uma "obsessão, porque todos os dias faz qualquer 'coisa', nem que seja desenhar, imaginar ou por uma ideia em prática".&lt;br /&gt;A mensagem que pretende transmitir afirma estar "implícita" nas suas obras, avançando preferir que as pessoas a "descodifiquem". Neste contexto, explica, a mensagem surge através da "volumetria" da escultura, neste caso.&lt;br /&gt;Questionado sobre o que o leva a ter uma ideia para uma peça, o escultor afirma não acreditar muito na "inspiração", avançando que esta tem "muito" que se lhe diga. A seu ver, a ideia surge do próprio trabalho. "É como comer cerejas, começa-se a comer e nunca mais acaba"- salienta, acrescentando que "cada ideia faz surgir outras" e assim sucessivamente, pois trata-se de uma "corrente continua". Além disso, argumenta, se a pessoa trabalhar "sempre", a inspiração existe. Mas se parar, o indivíduo fica a "olhar para a lua à espera que a inspiração" chegue, o que desconfia que aconteça. A escultura é para si uma "obsessão", mas "no bom sentido". É quase tão "normal, como comer e respirar, é algo natural".&lt;br /&gt;Diz gostar de todas as suas peças, mas selecciona a "Ginasta da Fita", uma das primeiras e a que "talvez" tenha mais "impacto", defende.&lt;br /&gt;A cor na escultura é algo que "sempre" existiu, explica. Na escultura clássica não havia cor, revela, mas com os gregos e os egípcios as pedras tinham cor e estes chegavam mesmo a "pintar o bronze". Aliás, há escultores "contemporâneos" que pintam as suas peças, salienta, avançando ser geralmente "muito sóbrio" no que toca às cores. Não costuma pintar, partindo do próprio bronze. E quando são outros materiais, como o ferro, geralmente pinta as peças de "vermelho ou amarelo", cores mais "chamativas". É quase como "sublinhar uma frase a vermelho", para se ver melhor.&lt;br /&gt;Quanto à situação actual da arte, o escultor afirma que "algumas" pessoas lhe dão o devido valor, embora em número bastante "restrito". Aproveita também para dizer que, "infelizmente, há muita gente que não lhe dá valor", acrescentando que aqueles que se espera que valorizem a arte, "não" o fazem.&lt;br /&gt;O artista vai anda mais longe ao afirmar existirem "muitos responsáveis públicos", que optam pelo "mais barato" e vão buscar artistas ou fazedores destas coisas (pode ser arte ou não), o que considera ser "falta de cultura". E, lamenta, passará muito "tempo", até que se denotem mudanças positivas neste contexto.&lt;br /&gt;Por outro lado, o ex professor reconhece que os professores de Educação Visual também têm "muita responsabilidade", nesta área. Quando estava a leccionar no secundário, sublinha, a sua preocupação "não era criar artistas". Os alunos diziam não ter jeito para o desenho, mas "podiam apreciá-lo", justifica, acrescentando que "as pessoas para gostarem de uma coisa não precisam de saber fazê-la". Falando de si próprio, Raposo França revela gostar muito de ouvir música, mas não pensa tocar nem cantar. O mesmo acontece, com as artes visuais.&lt;br /&gt;A nível das escolas, o incutir um sentido estético nos alunos, é algo que segundo o artista tem de ser feito, mas é um processo que dura "gerações". Ainda há pouco tempo, recorda, havia "muito poucos" professores formados em Educação Visual.&lt;br /&gt;Os curiosos é que davam aulas, revela, lembrando-se que certo dia lhe disseram que seria o professor de "matemática" a dar a aula de Educação Visual. Isto, para "desanuviar um bocado e para não sobrecarregar os alunos com muitas horas de matemática". E num contexto destes, as 'coisas' "não funcionam". Actualmente, o escultor espera que isso já não aconteça, pois sabe que tudo evolui, apesar de ser "devagar".&lt;br /&gt;Estatuário é das áreas em que mais gosta de trabalhar no campo da escultura (peças grandes), porque "dá outra liberdade". Começa por fazer uma peça pequena, que depois é ampliada e aí, já pode "antever" como esta irá ficar. E há uma "simplificação" dos volumes, de superfícies e de espaços, o que é um "desafio interessante".&lt;br /&gt;"Não é pegando num 'bibelot' e pondo-o em ponto grande, que ele vai resultar. A peça que tem ser pensada para ser grande e é dos desafios que gosto mais, embora não se possa estar sempre a fazer estatuário, só vez em quando"- esclarece.&lt;br /&gt;Diz não contabilizar o máximo de tempo que leva a fazer uma peça, mas também já fez uma peça num dia só. Isto, relata, quando fez as provas para professor na Faculdade de Belas Artes. Uma das provas consistia em tirar um tema à sorte e em "oito horas" desenvolvê-lo, em barro ou outro material provisório. "Calhou-me o tema da mudança", algo que, admite, dá muito que falar, pois a própria vida é feita de mudança. Representou o tema através de três mulheres, "uma nova, uma de meia-idade e uma mais idosa", havendo um diálogo entre elas. A peça, tem-na "passada a bronze", mas, hoje, ressalva, não representaria o tema da mesma forma.&lt;br /&gt;Em termos de projectos, avança estar a trabalhar em "algumas" peças, que ainda não estão prontas para serem vistas. Raposo França aproveita para dizer aos açorianos que "visitem a exposição". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Outubro de 2008. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-1655712803822148354?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/1655712803822148354/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=1655712803822148354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/1655712803822148354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/1655712803822148354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/10/h-falta-de-cultura.html' title='Há falta de cultura!'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SPW6I_OilGI/AAAAAAAAAHY/UcRSdJHgaw4/s72-c/fotos+115.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-5004841465946327537</id><published>2008-10-15T09:26:00.002Z</published><updated>2008-10-15T09:31:33.554Z</updated><title type='text'>Um açoriano de sucesso!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SPW4bwL59-I/AAAAAAAAAG4/xWxb6PIi0f4/s1600-h/foto.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257310926955739106" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SPW4bwL59-I/AAAAAAAAAG4/xWxb6PIi0f4/s320/foto.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bruno Medeiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Venceu o Concurso das Profissões a nível regional na área de Carpintaria, o que o levou directamente a Aveiro para a prova nacional, de onde também saiu vencedor entre quatro concorrentes. Os mundiais, realizados em Helsínquia, valeram-lhe também o primeiro lugar, o que “foi muito bom”. Quando representou Portugal a nível europeu, em Roterdão, Bruno Medeiros, foi também o número um. Foi tudo muito “rápido”, relembra, e teve apenas “uma semana” de preparação, mas “sempre" gostou desses "desafios”. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O seu percurso de vida é marcado já por várias vitórias, desde as provas regionais até ao mundial, o que o deixa “muito feliz”. Bruno Medeiros é natural do Cabouco, concelho da Lagoa e tem 22 anos. Desde pequeno “sempre” gostou de trabalhar em madeira, “pregar pregos e fazer cancelas”. Quando terminou o 9º ano, decidiu estudar na Escola profissional das Capelas, onde fez formação na área de Carpintaria. “Tive um curso de qualificação de um ano, depois fiz o estágio e fui trabalhar para a Ribeira Grande, onde já estou fez cinco anos em Setembro passado”- esclarece.&lt;br /&gt;Referindo-se ao Concurso Nacional das Profissões, o jovem conta que a Escola Profissional das Capelas o convidou a participar no concurso regional, onde obteve o “primeiro lugar, entre quatro concorrentes”. Em 2003, participou no concurso nacional em Aveiro, onde participaram, também um alentejano, um madeirense e um concorrente da zona centro. Conseguiu “novamente” o primeiro lugar, recorda, reconhecendo que foi “muito bom” ser considerado o “melhor português”.&lt;br /&gt;O facto de ter ficado em primeiro lugar, explica, levou a que tivesse direito a participar nos mundiais que ocorreram em 2005, a Helsínquia, na Finlândia. Isto, com 19 anos de idade. Mas claro que, sublinha, antes de ir a Helsínquia teve “dois meses” de preparação. A prova correu-lhe bem, confessa, lembrando que recebeu também um certificado de trabalho, com nota “Excelente”. A escala é de ‘0’ a ‘600’ pontos, esclarece, e, quem obtém mais de 500, recebe medalhões de trabalho excelente, tal como existem outras medalhas a nível mundial. Entretanto, surgiu uma proposta para representar Portugal a nível europeu, em Roterdão, na Holanda. Proposta que aceitou de imediato, pois “sempre gostei desses desafios”. Afirma ter sido tudo “muito rápido”, de modo que teve apenas “uma semana de preparação”, no continente.&lt;br /&gt;Quanto à prova, esta consistia em fazer uma porta e foi realizada em dezoito horas, divididas em três dias e “correu-me muito bem”. Bruno Medeiros ficou novamente em “primeiro” lugar, desta vez entre oito concorrentes. “Fazíamos o pranteado, o desenho da prova, que tinha que ser entregue no fim do primeiro dia para ser avaliado. No segundo dia, tivemos a concretização de uma porta com arco em cima, que tinha de ficar pronta, armada, colada e com os acabamentos terminados”- recorda, avançando que antes de se armar a porta, esta foi toda “avaliada, inclusive os pormenores de encaixe”. No terceiro dia o trabalho consistia em fazer uma “janela basculante, para ser adaptada” à porta.&lt;br /&gt;Como já tinha “alguma” experiência dos concursos anteriores, no fim das provas cada um “olhava” para os trabalhos dos outros e, claro, sempre encontrava uns “melhores” do que outros. Na cerimónia de encerramento, Bruno Medeiros afirma ter ficado “muito feliz”, por ser campeão europeu, o que, admite, “não se consegue num abrir e fechar de olhos”.&lt;br /&gt;Tanto a família como os amigos, diz estarem todos muito “satisfeitos” e acrescenta que lhe têm dado parabéns, “muitas” vezes.&lt;br /&gt;Na sua ida para o campeonato europeu, resolveu que não irá continuar na empresa onde se encontra a trabalhar actualmente. “Aprendi muito mesmo e abri muito os olhos, mas só lá fico até 21 de Novembro””, explica, pois já tem outra “proposta” de trabalho na Região, de alguém que já o conhecia e “sempre” gostou do seu trabalho. Questionado sobre uma eventual ida para o estrangeiro, Bruno afirma que gosta muito de estar “perto da família”, mas tudo iria “depender” da proposta em si.&lt;br /&gt;“Planeio também dar formação e sempre tive o sonho de ter o meu próprio negócio”- revela. Diz estar em fase de “estudo”, tendo chegado mesmo a discutir o assunto com Rui Bettencourt, director regional do Trabalho e Qualificação Profissional, que logo lhe indicou a “possibilidade” de fazer o curso de formação para formadores.&lt;br /&gt;A quem pense seguir a via profissional, o jovem aconselha as pessoas a “acreditarem” nas escolas profissionais, pois “aprende-se muito”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Outubro de 2008.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-5004841465946327537?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/5004841465946327537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=5004841465946327537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/5004841465946327537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/5004841465946327537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/10/um-aoriano-de-sucesso.html' title='Um açoriano de sucesso!'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SPW4bwL59-I/AAAAAAAAAG4/xWxb6PIi0f4/s72-c/foto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-9032113668563092300</id><published>2008-10-09T14:06:00.002Z</published><updated>2008-10-09T14:10:07.773Z</updated><title type='text'>O livro é um abrir de expectativas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SO4QuuYO6vI/AAAAAAAAAGw/pNzgL_A9K4A/s1600-h/images%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255156210097646322" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SO4QuuYO6vI/AAAAAAAAAGw/pNzgL_A9K4A/s320/images%5B4%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Workshop de Banda Desenhada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nos Açores, a banda desenhada “não está muito divulgada”, há apenas “casos pontuais”, mas no continente há uma “gama muito boa” de jovens a trabalhar nesta área. Gosta de fazer as letras “manualmente” e utiliza o Powerpoint apenas como “apoio”. Caso contrário, José Ruy, desenhador, defende que chega a um ponto em que já “nem sabe se continua a ter arte ou é a máquina que a faz”. O computador é na sua opinião o “terminal dos jogos e afasta-os um pouco”do livro, que deve ser bem analisado antes de ser escolhido, não pela “cor da capa”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é um bem precioso e nem o computador o pode substituir. José Ruy, desenhador, nasceu em 1930, na Amadora, e dedicou-se à banda desenhada, ou melhor “histórias em quadrinhos”, como gosta de dizer.&lt;br /&gt;Referindo-se ao workshop, conta que tudo começou com um “convite” de Luís San-Bento, director da Biblioteca Publica da cidade da Horta, para lá ir e fazer umas sessões. Já tinha estado várias vezes na Horta, para o lançamento de livros como “A ilha do futuro” e para realizar sessões nas escolas, altura em que conheceu o director da biblioteca.&lt;br /&gt;Segundo José Ruy, trata-se de uma “explanação”, da sua experiência neste campo, que aborda questões como as “origens” da banda desenhada e, a diferença entre banda desenhada e histórias aos quadrinhos. Isto, passando pela sua “estrutura, as proporções e a técnica” até à planificação das histórias. Por exemplo, é fundamental saber se é a adaptação de um romance, uma história inventada, ou baseada em documentação histórica.&lt;br /&gt;Depois, vem a “composição” de cada vinheta, que por sua vez irá compor toda a prancha, a cor e, a “rotulação” (o desenho das letras nas legendas, nos balões).&lt;br /&gt;Não menos importante, é saber como utilizar o “modelo vivo” do melhor processo para ser original, em que se desenha “directamente num modelo que tem atitudes, expressões e que é uma base para se trabalhar”, sem o recurso a fotografias ou a trabalhos já realizados por outros, coisa que, alerta, “não se deve fazer”.&lt;br /&gt;Outros pontos importantes são o trabalhar as histórias, no caso de haver outras “versões” noutras línguas, e o “equilibrar” dos espaços de texto.&lt;br /&gt;O workshop dividiu-se em duas horas de manhã e outras duas horas à tarde, durante cinco dias. Claro que em tão pouco tempo, reconhece, “não é possível” ensinar a desenhar, mas ensina-se a “manusear a linha de pesca”.&lt;br /&gt;Referindo-se ao público-alvo, lembra que este foi desde os 12 anos até aos adultos.&lt;br /&gt;A “sequência” também é fundamental, pois quando se desenha a lápis faz-se uma construção, cobre-se a tinta e essa construção “desaparece”. Inclusive, o lápis que está a mais é “apagado” e depois é posta a cor em cima, logo há fases que vão desaparecendo na sequência do trabalho.&lt;br /&gt;“Através do Powerpoint, apresentei as diversas fases do processo antes de serem sobrepostas, o que explica a evolução do trabalho desde o papel em branco até à arte final”- esclarece.&lt;br /&gt;Questionado sobre o que mudou nos hábitos dos jovens, que há uns anos atrás adoravam banda desenhada e, actualmente, muitos já a substituíram pelas consolas, José Ruy acredita que “nos Açores a banda desenhada não está muito divulgada” havendo apenas “casos pontuais”, mas no continente afirma haver uma “gama muito boa” de jovens a trabalhar nesta área. Naturalmente que não é, reconhece, um trabalho “rentável”. E para uma pessoa com alguma experiencia e trabalhos publicados, há “sempre” um trabalho contínuo, mas para um jovem aparecer é “mais difícil”. Isto leva a que muitos elementos com valor derivem para a “publicidade” e outros tipos de trabalho.&lt;br /&gt;O desenhador lembra ainda terem há 19 anos um grande “festival” de banda desenhada na Amadora, no qual aparecem “sempre valores novos e alguns realmente muito bons”. Afirma gostar de fazer as letras “manualmente”, por ser “diferente”, e utiliza o Powrpoint apenas como “apoio”. Caso contrário, diz chegar a um ponto em que já “nem sabe se continua a ter arte ou é a máquina que a faz”.Mas, por outro lado, tem dois colegas, José Pires e João Amaral, que fazem “tudo” no computador e são duas pessoas com “muito valor” com trabalhos realmente “muito bons”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seu ver, o computador é o “terminal dos jogos e afasta-os um pouco” do trabalho em que se utilizam as mãos. Os jovens começam a habituar-se a usar só as “pontas dos dedos” para teclar, explica, avançando ser uma questão de “modas”, porque também quando apareceu a televisão disseram que o cinema ia “acabar e que o livro iria desaparecer”. E actualmente, todos eles coexistem.&lt;br /&gt;Quanto ao que poderá ser feito para melhorar os passatempos dos jovens, o desenhador avança que têm tentado “encaminhá-los” para o livro, que “abre todas as perspectivas”, de conhecimento, da agilidade e de olhar. A seguir ao texto, vem a imagem e através desta cria-se realmente uma “habituação” que deve ser utilizada, sem ser apenas por fotografia ou numa sequência de cinema.&lt;br /&gt;Em termos de projectos, diz ter em mãos uma “nova edição dos Lusíadas passada para banda desenhada”, com tradução para língua mirandesa, a segunda língua do país. O filósofo Leonardo Coimbra e a história da cidade de Coimbra, são alguns dos muitos projectos que estão em estudo.&lt;br /&gt;No que toca a hábitos de leitura, José Rui aconselha os açorianos a “lerem e a descobrirem depois se o livro lhes agrada”, ou não, pois sabe naturalmente que na literatura tanto há o bom, como o mau. “Tem que se ver o conteúdo e descobrir, não é dizer que o livro não agrada por ter uma capa muito escura, por exemplo”- explica.&lt;br /&gt;É preciso ler muito, mas no papel, sublinha, pois ler no computador torna-se “pouco pensativo” e no papel volta-se a folha, há o “cheiro” da tinta e uma serie de influências que “atraiem” o leitor.&lt;br /&gt;O primeiro dia do Workshop incidiu sobre “Histórias em Quadrinhos ou Banda Desenhada”; as origens da banda desenhada; o que não se deve fazer; a estrutura versátil das histórias em quadrinhos; guião e texto para legendas; a adaptação de um romance; planificação do texto original; a inspiração; proporções da figura humana e de animais e esquema da figura humana. No segundo dia, os alunos puderam aprender algo mais sobre documentação; arquivos; organização de um ficheiro; a pesquisa nos locais onde se desenrola a acção; o desenho do natural; como se recolhem elementos num museu; composição gráfica dos quadrinhos; linhas de radiação e os planos. O suspenso; a rotulação; os balões; a perspectiva e modelos vivos foram os assuntos do dia seguinte.&lt;br /&gt;Os últimos dois dias desenvolveram temas como a utilização do modelo vivo no desenho de ilustração; desenho ao vivo, com modelo, na sala; a cor e sua aplicação nas pranchas; versões das histórias em quadrinhos para outras línguas e; versões em línguas completamente diferentes da nossa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Public in Terra Nostra, Outubro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-9032113668563092300?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/9032113668563092300/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=9032113668563092300' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/9032113668563092300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/9032113668563092300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/10/o-livro-um-abrir-de-expectativas.html' title='O livro é um abrir de expectativas'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SO4QuuYO6vI/AAAAAAAAAGw/pNzgL_A9K4A/s72-c/images%5B4%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-7316277495407996387</id><published>2008-09-30T17:49:00.002Z</published><updated>2008-09-30T17:52:49.302Z</updated><title type='text'>A qualidade está na "competição"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SOJna2uwhaI/AAAAAAAAAGo/iJVyA8ow2qo/s1600-h/hands.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251873826533311906" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SOJna2uwhaI/AAAAAAAAAGo/iJVyA8ow2qo/s320/hands.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hands on Aproach&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Compor é "devolver ao mundo" o que se vê dele e não importa se a música é cantada em português ou em inglês. É simplesmente música e deve ser avaliada pela sua "qualidade". Além disso, a arte é algo "livre, é um processo autónomo e individual", de cuja individualidade vem o direito de "escolher" e devia-se parar com este "complexo, essa falsa questão e ouvir a música pela música"- ressalva, avançando não ter "nenhuma obrigação" para com a língua portuguesa de fazer música em português.&lt;br /&gt;Quanto à nova lei que obriga as rádios a passarem música portuguesa, João Luís, guitarra baixo dos "Hands on Aproach", afirma que esta não é nada "favorável" aos músicos, que assim não precisam de se "esforçar" tanto para terem a sua música, "por mais medíocre que seja", a passar na rádio.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"My Wonder Moon", "Tão perto e tão longe"e "If you give up" (tema da banda sonora dos famosos "Morangos com Açúcar") são alguns temas de sucesso dos "Hands on Aproach", que actuaram recentemente em Ponta Delgada. O grupo adora a Região e espera voltar em breve a actuar num palco açoriano.&lt;br /&gt;João Luís, guitarra baixo dos "Hands on Aproach", conta que a banda começou há perto de 12 anos e surgiu de um "convite" feito a Rui David, vocalista do grupo, para tocar na rádio ao vivo. Na altura, Rui juntou as pessoas que estavam perto dele, que eram músicos para, por "brincadeira", tocar na rádio.&lt;br /&gt;"Ele também tinha alguns originais e isso foi um pouco um ponto de partida. Gostamos da experiência e de tocar uns com os outros"- esclarece, avançando ser algo "importante". Sim, pois já se conheciam, mas nunca tinham tocado juntos. Gostaram do resultado e decidiram continuar, fazendo o percurso "normal" de uma banda amadora e jovem, incluindo concursos. E, sublinha, as coisas foram acontecendo com "trabalho e dedicação", até que apareceu o primeiro contracto discográfico.&lt;br /&gt;De uma maneira geral, João e o irmão (Sérgio) começaram desde "muito cedo" a gostar de música, chegando a ponto de fazerem "mímica com vassouras e tachos". Aliás, a música está muito "presente" na casa destes dois jovens, principalmente pela parte dos "pais" e talvez por isso já tivessem esse "instinto" para tocar. Quase naturalmente, enfatiza, a coisa aconteceu. Tiveram aulas de música muito novos, mas confessa que não se interessaram. Só passados mais uns anos e por iniciativa própria, é que pegaram numa guitarra e começaram a tocar. Depois, admite, foram "puxando" um pelo outro e acabaram por encontrar uma banda mais tarde.&lt;br /&gt;Na sua opinião, para qualquer pessoa que crie um objecto de arte, seja musica ou pintura, a inspiração é sempre a "vivência da pessoa, o contacto com a vida e a interpretação que faz dessas experiências". Um artista é normalmente uma pessoa um pouco"solitária e introspectiva" e a composição artística é isso mesmo. Trata-se um pouco de "devolver ao mundo", o que se vê dele, segundo a "filtragem" e o ponto de vista de cada um.&lt;br /&gt;Questionado sobre o porquê de cantar em inglês, o musico contrapõe e pergunta "porque não?". E mesmo sem querer desenvolver muito este tema, que considera "inconsequente", João avança que a arte é algo "livre, é um processo autónomo e individual", de cuja individualidade vem esse direito de "escolher" e de optar pela linguagem que se tem. "A Suécia continua a exportar bandas para o mundo inteiro a cantarem em inglês"- salienta, lembrando-se ainda dos Abba e dos Cardigans.&lt;br /&gt;De uma vez por todas devia-se parar com este "complexo, essa falsa questão e ouvir a música pela música", ressalva, avançando não ter "nenhuma obrigação" para com a língua portuguesa de fazer música em português.&lt;br /&gt;Diz terem como referências "todos os grandes clássicos" como Jeff Buckley, Bob Dylan, Leonard Cohen, Metallica ou John Coltrane. E como músicos, afirma estarem "constantemente" a ouvir musica, tanta que por vezes é lhes "difícil" dizer do que gostam.&lt;br /&gt;"Hoje, para mim, o álbum dos "kassabian" pode ser o melhor álbum do mundo e o artista que me está a influenciar e, amanhã para o Sérgio será "Doll Party" ou "Tom Weights""- esclarece.&lt;br /&gt;Para os "Hands on Aproach", a música é algo que está "sempre" a entrar e que estão sempre a consumir. Claro que, depois destas misturas todas, deste 'input' todo, admite, há de sair alguma coisa, as influências. Mas a seu ver nenhum músico pode dizer que foi influenciado directamente "apenas por um" determinado artista.&lt;br /&gt;Falando nos álbuns do grupo, João lembra que o primeiro álbum, "Blown", foi editado em 1999, de onde saiu o "My Wonder Moon" e "Tão Perto e tão longe", temas que quem vai aos concertos da banda conhece. Depois editaram "Mouving Spirits", "Groovin' on Monster's Eye-balls". O último álbum do grupo, intitulado "10 Anos-Casino Figueira" (2007), foi gravado ao vivo no Casino da Figueira da Foz. Este "revê um pouco os álbuns anteriores" e faz um resumo e um balanço dos 10 anos de carreira dos "Hands on Aproach".&lt;br /&gt;Todos os álbuns lhes deram um prazer "incrível" por razões diferentes pela altura em que foram feitos e pelas pessoas com quem trabalharam, por isso afirma ser "impossível escolher" qual consideram o melhor. "É como ter vários filhos, não há nenhum de que gostemos em particular, todos nos marcam"- compara, acrescentando mesmo assim ser o "primeiro", precisamente por ser o primeiro e por toda a "magia" de estarem finalmente a gravar um disco, o que o torna um bocado "enigmático".&lt;br /&gt;Na sua opinião, "não é difícil" transpor a música portuguesa para fora do país, apenas falta alguma "coragem" à própria indústria para apoiar esse sector, porque tornar uma banda conhecida noutros países "custa muito dinheiro" e as pessoas se calhar não sabem disso. Investe-se muito e entra-se num mercado "aberto e dominado" pelas grandes editoras e promotoras. Não é algo que se faça só por querer e não havendo uma indústria em Portugal como acontece noutros países, lamenta, ainda é "mais" difícil.&lt;br /&gt;"Felizmente", nos últimos tempos têm tido boas notícias em relação a isso e não é só World Music que Portugal exporta. "Já se ouve falar de David Fonseca nos Estados Unidos, dos "The Gift" em Madrid"- salienta, revelando ter a esperança de um dia terem também essa "oportunidade".&lt;br /&gt;Quanto ao facto do mundo da música funcionar, ou não, por lobbies, João argumenta ser um pouco como "a expressão do Velho do Restelo", dizendo ser uma opinião "lavada e batida", a de que em Portugal funciona tudo por lobbies. O músico diz ainda querer acreditar que há músicos com "muito talento", que continuam a levar as bandas a vários locais, a passar na rádio e a dar concertos. E, sublinha, "não é por lobbies que se convence cinco mil pessoas a estarem num concerto" durante uma hora, pois por mais lobbies que alguém tenha feito para o músico estar em palco, no fim do concerto "se este não convenceu o publico, não há nada a fazer". Referindo-se ao próprio grupo e a outras bandas, João argumenta que não se fazem 12 anos de carreira com "amizades".&lt;br /&gt;Quanto à nova lei que obriga as rádios a passarem música portuguesa, o músico afirma "não" concordar com esta decisão, pois a seu ver o "grande problema" está precisamente numa lei como esta. "Esta lei é o grande perigo, pois está a marginalizar e a estigmatizar, a pôr num pacote ou numa prateleira a música portuguesa"- ressalva, acrescentando que "não deveria haver música portuguesa ou inglesa, simplesmente música boa ou má". Importa é saber se determinada música tem, ou não, "qualidade" para passar na rádio.&lt;br /&gt;E continua, afirmando não saber até que ponto esta lei é benéfica e "favorável" aos músicos portugueses. Em todo o lado, "o que traz a qualidade é precisamente a competição", o facto do músico ter de se "esforçar mais e mais e fazer cada vez melhor" para conseguir que a sua música passe na rádio. E quando há uma lei que "protege" o músico e que obriga a musica portuguesa a passar, por mais "medíocre" que seja, este já não se vai esforçar tanto.&lt;br /&gt;"My Wonder Moon", relata, foi das primeiras músicas que Rui David compôs e se calhar é aquele tema que "representa e marca melhor" o início dos "Hands on Aproach". O que não significa que seja, hoje, a música que representa a banda, pois, lembra, já fizeram outras músicas que têm mais a ver com aquilo que o grupo é actualmente. Mas é, "sem dúvida", a música que "marcou" o início de carreira do grupo e que os apresentou ao mundo, logo é uma música "importante" para a banda.&lt;br /&gt;A vinda aos Açores surgiu na sequência de um convite feito pelo ANIMA. Convite este que afirma terem aceite com "muito gosto", pois consideram os Açores um arquipélago "fantástico". Além disso, em qualquer oportunidade que têm de visitar a Região, diz serem recebidos de uma maneira "incrível" e o próprio local também os "fascina" bastante. "É uma oportunidade única"- acentua.&lt;br /&gt;Em termos de projectos, João revela estar a trabalhar no próximo disco, que afirma estar "quase" acabado e que deverá ser lançado possivelmente em "inícios de 2009". Trata-se de um álbum mais "maduro" em relação aos anteriores e é o disco onde houve mais 'input' criativo de "todos" os elementos da banda. Sim, porque em álbuns anteriores, relata, foram mais Rui David, João a compor e, Sérgio que também teve sempre um 'input' muito "importante". Por outro lado, neste disco todos os músicos da banda e alguns convidados tiveram todos o seu "espaço" para porem em pratica as suas ideias, o que para considera uma "evolução" como banda e como projecto.&lt;br /&gt;João aproveita ainda para dizer aos açorianos que espera que estes continuem" a "gostar da música da banda. E que os convites para visitarem os Açores continuem a surgir, pois fazem-no com o maior "prazer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Biografia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os “Hands on Aproach” foram a banda revelação da música portuguesa, em 1999. Originária de Setúbal, esta é formada por Rui David (vocalista), João Luís (guitarra baixo), Sérgio Mendes (guitarra) e João Coelho (bateria) e tornou-se mais conhecida com o tema “My Wonder Moon”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu trajecto inicia-se em 1999, quando Rui David está a tocar com uns amigos numa praia do Algarve. Nesse momento, um animador de rádio aproxima-se e convida-o a tocar duas ou três músicas ao vivo. Aceitando de imediato, convida o irmão João Luis para tocar baixo e mais dois amigos para a guitarra e bateria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns ensaios, apresentam-se ao vivo no auditório da Antena 3, para a primeira apresentação do grupo, num programa que mostrava o que havia de novo no panorama musical em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tão inesperado sucesso, a banda decide dar continuidade ao projecto, iniciando o circuito habitual de demos e de contactos com editoras. Dão espectáculos um pouco por todo o lado até que, em Outubro de 1997, mais de um ano depois da apresentação na Antena 3, quando tocam ao vivo numa discoteca, um ‘manager’ decide ouvi-los com mais atenção. Deste interesse, resulta a gravação em estúdio de algumas músicas, o que lhes permite apresentarem um trabalho mais coeso e maduro às editoras. Consequentemente, assinam com a Universal/Polygram um contrato para dois discos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro trabalho, “Blown”, editado em Março de 1999, é disco de prata à saída e vende mais de 38 mil exemplares, marca que deixa a banda à beira de uma estreia “platinada”. O primeiro single, My Wonder Moon”, fica no primeiro lugar do airplay nacional durante quase dois meses. Deste álbum, produzido por Darren Allison, que colaborou com Skunk Anansie, Spiritualized e Divine Comedy, entre outros, foram extraídos, “Silent Speech” e “Tão Perto e Tão Longe”, mais dois grandes singles que se tornam rapidamente em hinos obrigatórios de qualquer espectáculo da banda. Neste mesmo ano, tornam-se a banda revelação da música portuguesa e a sua digressão leva-os a fazer mais de 90 datas por todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano depois, em Outubro de 2000, lançam o segundo trabalho, “Moving Spirits”, cujo primeiro single – “The Endless Road” - tem uma excelente carreira no airplay nacional. Após mais de um ano de digressão nacional, os HOA criam o seu site oficial, &lt;a title="http://www.handsonapproach.pt/" href="http://www.handsonapproach.pt/"&gt;http://www.handsonapproach.pt/&lt;/a&gt;, ao mesmo tempo que apresentam, a 17 de Abril de 2002, no Musicais de Lisboa, um novo formato de espectáculo semi-acústico, muito mais intimista e próximo do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2004, a banda prepara em estúdio o terceiro álbum de originais, “Groovin’On Monster Eye-balls”, trabalho, cujas composições começaram a ser pensadas e construídas durante a digressão de Moving Spirits. O grande sucesso desse cd conta com a participação da vocalista dos Wire Daisies, Treana Morris, que se torna fã do grupo a partir do momento em que conhece os dois primeiros álbuns e que, durante o processo de gravação de “Groovin’ on Monster’s Eye-balls”, tem oportunidade de ouvir e de se “apaixonar” pelo tema. A admiração é mútua e o convite do grupo à cantora inglesa, é imediatamente aceite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o novo cd “10 Anos_ Casino Figueira” [acústico] editado em Setembro de 2007, a banda coloca mesmo “mãos à obra”, visto ser responsável por toda a gestão da imagem, desde o design das capas à produção de vídeo, às fotos oficiais e ao website.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colaborando desde a primeira série da novela portuguesa “Morangos com Açúcar”, a relação continua e desta vez o tema escolhido é “Let´s Be In Love”, canção que conquista dezenas de novos fãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bónus, a banda inclui um dvd com a gravação vídeo do mesmo concerto, fotos que contam a sua história, “making of”, entrevista, clips… enfim uma peça para guardar em casa, de uma banda da qual não se pode passar ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Setembro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-7316277495407996387?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/7316277495407996387/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=7316277495407996387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/7316277495407996387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/7316277495407996387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/09/qualidade-est-na-competio.html' title='A qualidade está na &quot;competição&quot;'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SOJna2uwhaI/AAAAAAAAAGo/iJVyA8ow2qo/s72-c/hands.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-116514095403645900</id><published>2008-09-30T17:45:00.002Z</published><updated>2008-09-30T17:48:59.616Z</updated><title type='text'>"Trabalhar uma ideia"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SOJmg2a9KDI/AAAAAAAAAGg/9Y7iMmyzLUQ/s1600-h/Belmiro_de_Azevedo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251872830017841202" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SOJmg2a9KDI/AAAAAAAAAGg/9Y7iMmyzLUQ/s320/Belmiro_de_Azevedo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Centro de Empreendedorismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É imprescindível hoje em dia ter “conhecimentos” e actualizá-los, pois estes têm uma esperança de vida muito curta e são “perecíveis”. Para se ser empreendedor, não basta querer. Segundo Belmiro de Azevedo, presidente da SONAE, são necessários “treino, formação” e essencialmente “educação”, pois quem não a tiver não tem “competências” para ser empreendedor e trabalhar uma nova ideia.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“O conhecimento e a inovação são molas de desenvolvimento e a empresa é o albergue da inovação”- foram palavras de Avelino Meneses, Magnifico Reitor da Universidade dos Açores, na inauguração do Centro de Empreendedorismo da Universidade dos Açores, realizada em Ponta Delgada no início da semana. Cerimónia que contou ainda com a presença de Gualter Couto, presidente do Centro de Empreendedorismo e; de Duarte Ponte, secretário regional da Economia, além de ilustres convidados como o empresário Belmiro de Azevedo.&lt;br /&gt;Segundo o reitor da Universidade, no passado a riqueza das nações dependia da capacidade de acesso a recursos naturais e a níveis de produção. Havia disponibilidade de mão-de-obra abundante e barata, muitos deles escravos, recorda. Actualmente, a chave do progresso é o conhecimento, onde assenta a prosperidade neste advento do séc. XXI.&lt;br /&gt;O relativo atraso de Portugal reside num “défice” de conhecimento que importa “superar”. O atraso político e tecnológico é também consequência de uma atitude política e da acção dos agentes económicos, que “preferem o produto final em vez da produtividade”.&lt;br /&gt;Deve haver uma grande “interacção” entre a universidade e as empresas, para que o conhecimento tenha “impacto” económico, que deverá assentar num patamar de “responsabilidade e cooperação”.&lt;br /&gt;Importa “transformar os jovens em promotores de emprego, em vez de mendigos de emprego”- acentua, avançando que a universidade tem uma missão “cultural universalista”.&lt;br /&gt;Gualter Couto, presidente do Centro de Empreendedorismo, classifica as instalações inauguradas como “excelentes”, para dar continuidade a uma “cooperação” entre a universidade e o mundo empresarial. Estas permitem também à universidade desenvolver a missão de aplicar as mais “avançadas práticas”.&lt;br /&gt;Importa “reduzir” o risco e a incerteza, salienta, revelando que este ano até agora já forma realizados cinco cursos de empreendedorismo, o que totaliza 65 formandos. Estão previstos ainda antes do final do ano mais três cursos, o que perfaz um total de 180 formandos em 2008.&lt;br /&gt;O investimento no Centro de Empreendedorismo foi, sublinha, de 120 mil euros e foi suportado na sua maioria pelo “Líder Mais”, um programa de iniciativa comunitária, e por sponsers como o BANIF, Millenium, EDA, BES e a Zoom Cabo TV. O presidente do Centro aproveitou ainda para salientar que este “não acarreta despesas fixas nem operacionais” à Universidade dos Açores.&lt;br /&gt;“Conhecimento, Inovação, Empreendedorismo e Governância” foi o tema da conferência que se seguiu, proferida por Belmiro de Azevedo, presidente da SONAE e o maior exemplo de empreendedorismo a nível nacional.&lt;br /&gt;Segundo Belmiro de Azevedo, o conhecimento é “educação, formação e treino”, mas é também um bem “perecível” e é cada vez mais “curta” a aprendizagem nas escolas.&lt;br /&gt;O treino é fundamental e as pessoas têm de ter “vontade” de utilizar as novas tecnologias, que são “aceleradores” de conhecimento. A experiência, explica, consiste na aplicação na prática desse conhecimento e também deve ser “permanentemente” ajustada.&lt;br /&gt;“Importa que os poderes públicos forcem as empresas à modernização”- argumenta, avançando haver por vezes mais “défice de conhecimentos nos gestores”, situação que convém evitar, para uma maior “coesão” social.&lt;br /&gt;Além de se querer ser empreendedor, é preciso poder sê-lo, porque uma pessoa que não tenha “educação”, admite, não tem competências para o ser. Ser empreendedor implica ter vontade de “arriscar” e uma definição do estilo de vida. A pessoa deve saber de antemão se está disposta a trabalhar aos fins-de-semana e fora de horas. Esta situação, recorda, já gerou alguns conflitos na sociedade, quando os comerciantes “queriam descansar no fim-de-semana e os consumidores pretendiam as lojas abertas”. O facto é que o consumidor, o progresso económico é que decidem.&lt;br /&gt;O empresário afirma ainda que inovar é “usar o conhecimento para encontrar algo novo” e implica “partilha” dessa sabedoria. No caso de um negocio falhar, por exemplo, muitas pessoas têm mais “medo” de perder prestígio, do que dinheiro.&lt;br /&gt;“Os governantes têm tendência a desprezar o respeito pelo meio ambiente”- enfatiza.&lt;br /&gt;Belmiro de Azevedo via anda mais longe ao afirmar que o Estado não tem “opinião pública, credibilidade, nem dinheiro para se impor”, mas faz leis e tem um poder que, a seu ver, “não” deveria ter, o de “regular”. A sua grande função é “fechar” este triângulo para que haja progresso económico.&lt;br /&gt;A produtividade, por sua vez resulta da “eficácia” do trabalho e da produtividade.&lt;br /&gt;O segredo para a crise está na “poupança”, por parte do Estado, das empresas e dos cidadãos.&lt;br /&gt;Duarte Ponte, secretário regional da pasta da Economia, começou por lembrar que se assiste na primeira década do século XXI, a uma transição “acelerada” para a economia do conhecimento e da informação, ao fim da energia barata proveniente dos combustíveis fósseis e à importância cada vez maior das “mudanças climáticas e das questões ambientais”. E nos países ditos desenvolvidos surgem dificuldades acrescidas na manutenção do Estado Providência, em parte devido ao “aumento da esperança de vida e da diminuição das taxas de natalidade”.&lt;br /&gt;O aumento da população mundial coloca “problemas crescentes” no abastecimento de bens essenciais, por isso há uma “forte” pressão nas fronteiras da Europa. Os emigrantes de países menos desenvolvidos, como o Norte de África procuram a cidadania europeia, para trabalharem e terem “melhores” níveis de vida. Nas economias emergentes os ritmos de crescimento continuam “elevados”. Por exemplo, nos últimos 25 anos, o produto interno bruto (PIB) da China cresceu a um ritmo de “9.4% por ano”, num país já considerado a 4ª Economia do Mundo, imediatamente abaixo dos Estados Unidos, do Japão e da Alemanha. Isto, apesar de ter um PIB ‘per capita’ inferior a “metade” de Portugal.&lt;br /&gt;Em 2007, a China apresentou uma taxa de empreendedores em estágio inicial de “16,4% “, o que correspondeu a cerca de “200 milhões” de potenciais homens de negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na União Europeia estas taxas são muito menores, há cada vez menos “estabilidade” nas empresas, a nível de empregos e a economia encontra-se numa fase de “estagnação”. A crise do “suprime” e de diversas instituições financeiras que atingiu os Estados Unidos começa a estender-se à Europa e o aumento do preço das matérias-primas, bem como a “escalada” do preço do petróleo têm provocado “abalos sucessivos” nas diversas economias do mundo ocidental. E as mudanças de paradigma que estão a ocorrer, têm “fortes” implicações no futuro profissional dos jovens que se formam actualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda esta realidade, surge a necessidade imperiosa de adaptação das universidades e escolas de formação profissional a estes novos tempos. Resta saber, se os jovens estão preparados para estas mudanças.&lt;br /&gt;As universidades são uma “pedra angular” no sistema de ensino e da investigação, por isso têm um papel “importante” nestas mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No actual contexto de crescente globalização, existem “dois factores” preponderantes na criação de riqueza. A “inovação” que é capaz de “gerar diferenças competitivas” e acrescer valor à produção, melhorando os níveis de produtividade e, o “empreendedorismo”, uma autêntica “força motriz” capaz de mover os factores de competitividade associados à inovação, à tecnologia, à qualidade, ao marketing, à informação e à organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capacidade e a vontade de assumir riscos variam de indivíduo para indivíduo, mas a oportunidade, a necessidade, as condições de financiamento e a formação que se apresentam ao indivíduo são “determinantes”.&lt;br /&gt;Não é por acaso que a maior parte dos empreendedores provem de famílias que já têm a sua própria empresa. Outras vezes, o empreendedor surge no seio de uma empresa que abandona para criar novos negócios. Sim, porque as empresas são as principais “escolas” do empreendedorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, é criado um novo negócio com base apenas numa nova ideia, em novas condições de mercado e numa nova tecnologia, mas a oportunidade desempenha um papel fulcral. Claro que também é necessário, reconhece, ter “condições financeiras” para o fazer e aí intervêm as instituições bancárias e os sistemas de incentivos.&lt;br /&gt;“A necessidade aguça o engenho”, mas o jovem também se apercebe de que uma formação profissional não é nenhuma “garantia” de entrada no mercado de trabalho e muitas vezes o emprego conseguido não lhe concede a remuneração pretendida.&lt;br /&gt;O empreendedorismo é “a capacidade dos indivíduos de colocarem as suas ideias em acção”, o que comporta criatividade, inovação e assunção de riscos, bem como a capacidade de programar e de gerir projectos com vista a “alcançar” objectivos. Esta competência torna os trabalhadores “conscientes” do contexto do seu trabalho e aptos a aproveitarem as oportunidades, servindo de base para aquisição de outras aptidões mais específicas e dos conhecimentos de que os empresários necessitam.&lt;br /&gt;“A Universidade dos Açores ao inaugurar este Centro de Empreendedorismo está a dar um passo importante para também nesta área assumir um papel relevante nos Açores”-acentua.&lt;br /&gt;O Estado e as empresas estão “negativos”, lamenta, acrescentando que nos cidadãos a taxa é “muito baixa”, de apenas 6 ou7%. “Poupa-se muito pouco e torna-se a ir buscar dinheiro à banca estrangeira e de uma maneira, que considera ser “perigosa”.&lt;br /&gt;Não se pode emprestar dinheiro de uma instituição, que por sua vez já foi emprestado por outras, alerta, avançando que foi isso que aconteceu.&lt;br /&gt;E o pior é que segundo o empresário, Portugal “ainda” não notou muito os efeitos da crise, pois no dia em que não se paguem “prestações”, sublinha, a banca tem outro sistema. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Setembro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-116514095403645900?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/116514095403645900/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=116514095403645900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/116514095403645900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/116514095403645900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/09/trabalhar-uma-ideia.html' title='&quot;Trabalhar uma ideia&quot;'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SOJmg2a9KDI/AAAAAAAAAGg/9Y7iMmyzLUQ/s72-c/Belmiro_de_Azevedo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-4989929215583215187</id><published>2008-09-24T10:13:00.002Z</published><updated>2008-09-24T10:17:05.870Z</updated><title type='text'>O piano era um "brinquedo"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SNoTdGDHxJI/AAAAAAAAAGY/qYsl_uJzT5g/s1600-h/queima_2006_jorge_palma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249529706214573202" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SNoTdGDHxJI/AAAAAAAAAGY/qYsl_uJzT5g/s320/queima_2006_jorge_palma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jorge Palma em Ponta Delgada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desde os seis anos de idade que a música é parte integrante da sua vida e o piano era um simples brinquedo que lhe dava "gozo" tocar. Segundo Jorge Palma, o país tem óptimos músicos, mas "falta de letras". O que justifica, dizendo que "toda a gente" lhe está "sempre a telefonar" a pedir para escrever letras. "Em termos de músicos, cantores e excelentes intérpretes estamos no melhor, porque os putos que vêm da garagem são bons. Agora escrever letras é coisa dos quotas"- acentua, acrescentando ser ele próprio que continua a escrevê-las, tal como Sérgio Godinho, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Encosta-te a mim" e "Deixa-me rir" são alguns dos temas deste dinossauro da música portuguesa.&lt;br /&gt;Jorge Palma nasceu a 4 de Junho de 1950 em Lisboa, cidade onde sempre viveu. Desde sempre se interessou pela música, a ponto de o piano ser um brinquedo que lhe dava "gozo" tocar. Esteve ainda "14 anos num colégio interno".&lt;br /&gt;Em Setembro de 1973, recusando cumprir o serviço militar obrigatório, e, consequentemente, embarcar numa guerra para o Ultramar, partiu para a Dinamarca, com Gisela Branco, sua primeira mulher, onde lhe foi concedido asilo político. Na Dinamarca trabalhou como empregado num hotel e, ao mesmo tempo, compunha e escrevia letras, participando, por vezes, em programas de rádio onde apresentou composições suas e de outros intérpretes da música popular portuguesa.&lt;br /&gt;Referindo-se à sua carreira, confessa que "não estava à espera" de tanto sucesso, nem de ter inclusivamente "perda de privacidade", algo que, salienta, "nunca" lhe tinha acontecido. "É uma carreira sólida, não é daquelas de um êxito aqui e outro ali. Agora já me chateia um bocado ir a uma esplanada, porque aparece sempre alguém a dizer que "é só uma fotografia, é só um autógrafo" e é uma chatice"- acentua, acrescentando que agora aos 58 anos é "giro".&lt;br /&gt;Diz gostar de ouvir desde Jimmy Hendrixs até Carlos do Carmo, passando pelos Da Weasel, pois tem influências de "todo o lado".&lt;br /&gt;Referindo-se à música em Portugal, afirma que o país tem óptimos músicos, mas "falta de letras". O que justifica, dizendo que "toda a gente" lhe está "sempre a telefonar" a pedir para escrever letras. "Em termos de músicos, cantores e excelentes interpretes estamos no melhor, porque os putos que vêm da garagem são bons. Agora escrever letras é coisa dos quotas"- acentua, acrescentando ser ele próprio que continua a escrevê-las e Sérgio Godinho, Fausto, Zé Mário Branco, Luís Represas, Vitorino e Carlos T, por exemplo. Escrever letras é "outra coisa", sublinha, lembrando tratar-se de algo que aprendeu com Ary dos Santos, sobretudo a "técnica". Para escrever, é necessário "ouvir muita música". Há que ler a "aprender, como se lê um livro". É bom ouvir músicos como Bob Dylan, Leonard Cohen, James Tyler, Neil Yong e por ai fora.&lt;br /&gt;Levar a música portuguesa além fronteiras afirma ser uma questão de "marketing e é menos difícil do que já foi". Diz não estar a falar em termos de fado, pois sobretudo um fado "muito bem cantado, bem assumido e com arejamento é outra coisa".&lt;br /&gt;O cantor aproveita para lembrar que, no fundo, faz músicas Men's Stream, o que a seu ver diz "tudo". Acrescenta ter influências desde Roling Stones até Jacques Brel, reconhecendo também não fazer nada de "particularmente interessante" para os japoneses, mas já tocou em Barcelona e em Paris, por exemplo. Na sua opinião, o mercado está "mais aberto", até para o Brasil onde planeia tocar ainda este ano. "E não é para os emigrantes, é para os brasileiros".&lt;br /&gt;O mundo da música também funciona um pouco por "lobbies" e a única coisa que se pode fazer para alterar a situação é darmos o nosso "melhor". O resto, esclarece, compete aos 'managers', que devem ser competentes e devem "entender-se uns com os outros" nacionais e estrangeiros.&lt;br /&gt;Referindo-se à nova lei que obriga as rádios a passarem uma quota de 20% de música portuguesa, o cantor argumenta que "nunca" acreditou nas leis que "obrigam" a algo. "Vamos a Espanha, ao Brasil e o público é que decide e não é pela lei que vamos lá"-defende, avançando que a rádio nacional tem feito muito e de um modo geral está a ter uma atitude "mais inteligente", como aliás "sempre" teve. Passam "Jorge Palma, Fausto, Sérgio Godinho e Da Weasel".&lt;br /&gt;E vê-se nos espectáculos, a "vontade que as pessoas têm de nos ver ao vivo". A rádio tem um papel "fundamental" e a televisão também. A própria televisão está a "mudar" um bocado, pois está a dar um pouco mais de "espaço" à música portuguesa, ressalva, explicando estar a falar de "todos os músicos portugueses".&lt;br /&gt;Os Açores, Jorge Palma avança serem "lindos, um paraíso"e aproveita ainda para revelar que o plano foi de ficar uns "dias" na Região. "Adoro as ilhas, adoro mesmo as ilhas todas".&lt;br /&gt;De "Encosta-te a mim", o cantor explica que a canção esteve para ficar fora do álbum, porque era só "nhó, nhó, nhó". Chamou-lhe "Balada Celta", pois "não tinha letra, só havia uma ideia". Numa noite surgiu a letra e achou que, "se calhar", valia a pena. Conta ter falado com o seu produtor e com a esposa e perguntou-lhes se a canção não estava um bocadinho "azeiteira", ao que lhe responderam que não. "Gravei aquilo, com duas guitarras, cantei em cima e gostamos". Depois, a dúvida foi a introdução, ou não, da banda, pois segundo o cantor com a banda a canção ficaria tipo "Chapa 1". Trata-se de uma "balada, só que a letra está bonita"- admite, contrapondo que é algo "tão simples".&lt;br /&gt;“Tem sido um ano muito violento em termos de estrada, a pontos de às vezes não saber onde estou a acordar”, enfatiza. O objectivo agora é “preparar” o concerto no Campo Pequeno, no mês de Novembro, que vai ser o “resumo” deste ano, que foi muito intenso. Mas antes, já há outros planeados. Projectos, afirma não ter "nenhum" de momento.&lt;br /&gt;Da sua discografia fazem parte os álbuns "Com Uma Viagem na Palma da Mão" (1975); 'Té Já (1977); "Qualquer Coisa Pá Música" (1979); "Acto Contínuo" (1982); "Asas e Pena"s (1984) ; O Lado Errado da Noite (1985); Quarto Minguante (1986); Bairro do Amor (1989); "Só" (1991); Jorge Palma (2001); Vinte e Cinco Razões de Esperança (c/ Ilda Feteira) (2004); Norte (2004) e Voo Nocturno (2007) .&lt;br /&gt;Em termos de singles, o cantor já editou "The Nine Billion Names of God" (1972); "O Pecado Capital) (c/ Fernando Girão) em 1975; "Viagem" (1975); Deixa-me Rir (1985); Dormia tão sossegada (2001); Valsa de um homem carente (2004) e Encosta-te a Mim (2007). Isto, sem falar no EP "A Última Canção" (1973).&lt;br /&gt;Ao vivo, Jorge Palma gravou "Palma's Gang" no Johnny Guitar (1993) e "No Tempo dos Assassinos" no Teatro Villaret (2002) .&lt;br /&gt;Foi ainda autor do livro de poemas "Na Terra dos Sonhos", com organização, introdução e discografia de João Carlos Calixto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos seis anos e ao mesmo tempo que aprendia a ler e a escrever, inicia os seus estudos de piano e tem a sua primeira audição dois anos depois, no Conservatório Nacional. Em 1963, Jorge Palma vence o segundo prémio do Concurso Internacional de Piano, integrado no Festival das Juventudes Musicais, em Palma de Maiorca com uma menção honrosa do Júri. Nos estudos cruza-se com o Liceu Camões e um Colégio Interno, nas Mouriscas, perto de Abrantes. Durante a adolescência e a par da formação erudita, começa a interessar-se pelo rock'n'roll e pela música popular americana e inglesa. É por esta altura que descobre a guitarra, recebendo influências de Bob Dylan, Led Zeppelin e Lou Reed.&lt;br /&gt;Em 1967, integra o grupo Black Boys, tocando órgão. Experiência que dura cerca de seis meses, pois a 'oportuna' aparição de seu pai, num dos bares em que o grupo tocava, culmina no regresso a Lisboa e aos estudos secundários.&lt;br /&gt;Enquanto estuda Engenharia na Faculdade de Ciências de Lisboa integra o grupo pop-rock Sindicato, como teclista e cantor, junto com Rão Kyao, Vítor Mamede, João Maló, Rui Cardoso e Ricardo Levi. Para além dos covers de bandas de rock americanas e inglesas (Led Zeppelin, Stephen Stills, Chicago, Blood Sweat and Tears, entre outros), o grupo compôs originais, em língua inglesa. Em 1971, gravaram o single "Smile", que tinha no lado B "SINDIblues Swede CATO'S Shoes", uma versão do standard de rock'n'roll "Blue Suede Shoes", de Carl Perkins. No mesmo ano, deram o seu último concerto na primeira edição do Festival Vilar de Mouros.&lt;br /&gt;A estreia a solo de Jorge Palma acontece em 1972 com o single The Nine Billion Names of God, título de um conto de Arthur C. Clarke e inspirado também no livro "O Despertar dos Mágicos", de Louis Pauwels e Jacques Bergier. Por esta altura, inicia uma colaboração com José Carlos Ary dos Santos, que o ajuda a aperfeiçoar a escrita poética, e com quem estabelece uma relação aluno-mestre. Em 1972 e até Setembro de 1973, foram alturas de convívio intenso com Ary. Deste contacto resulta o EP "A Última Canção", com quatro composições de Jorge Palma, duas delas com letras de Ary.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em 1972, abandona os estudos de Engenharia. Em Setembro de 1973, recusa cumprir o serviço militar obrigatório e embarcar para a guerra do Ultramar. Vai para a Dinamarca, com Gisela Branco, sua primeira mulher, onde lhe é concedido asilo político. Lá trabalha como empregado num hotel e em simultâneo compõe e escreve letras, participando em programas de rádio onde apresenta composições suas e de outros intérpretes da Música Popular Portuguesa.&lt;br /&gt;Regressa a Portugal após o 25 de Abril de 1974 e inicia uma carreira como orquestrador na indústria discográfica. Fez arranjos para fonogramas de Pedro Barroso, Paco Bandeira, Francisco Naia, Rui de Mascarenhas, Tonicha, João Vaz Lopes, Valério Silva, Adelaide Ferreira e para os agrupamentos Intróito e Maranata. Participou como instrumentista em gravações de José Barata Moura e José Jorge Letria, entre outros.&lt;br /&gt;Em 1975, concorreu ao Festival RTP da Canção com "O Pecado Capital", uma composição sua em co-autoria com Pedro Osório, defendida em dueto com Fernando Girão, e "Viagem" de Nuno Nazareth Fernandes com letra sua. Ficaram classificadas em 7º e 8º lugares, respectivamente, num total de dez canções concorrentes.&lt;br /&gt;Nesse ano gravou o seu primeiro LP, "Com uma Viagem na Palma da Mão", com canções compostas durante o exílio político em Copenhaga.&lt;br /&gt;Depois da gravação do seu segundo trabalho discográfico - 'Té Já (1977) - e de uma digressão ao Brasil como músico de Paco Bandeira, partiu em viagem cantando e tocando guitarra nas ruas de várias cidades espanholas (1977) e francesas (1978-1981), nomeadamente Paris, interpretando repertório de compositores de música popular americana, como Bob Dylan, Crosby, Stills and Nash, Leonard Cohen, Neil Young, Simon &amp;amp; Garfunkel, entre outros.&lt;br /&gt;Em 1979, vive alguns meses em Portugal, morando no Ninho das Águias, junto ao Castelo de S. Jorge, em Lisboa. Grava "Qualquer Coisa Pá Música", o seu terceiro álbum de originais, com membros do grupo acústico O Bando, seguindo-se uma série de actuações a solo e com o referido grupo.&lt;br /&gt;No início da década de 1980, regressa a Paris com a sua segunda mulher, Graça Lami, voltando a Portugal em 1982 para gravar o álbum duplo "Acto Contínuo".&lt;br /&gt;Vicente, o seu primeiro filho, nasce em 1983 e a ele dedica a música "Castor", do seu quinto álbum de originais - Asas e Penas (1984). Na sequência deste disco realiza diversos concertos em Portugal, França e Itália.&lt;br /&gt;O ano seguinte é marcado pelo lançamento do seu sexto álbum de originais e um dos mais aclamados da sua carreira, "O Lado Errado da Noite". O single "Deixa-me Rir" tem enorme sucesso e ainda hoje funciona como uma espécie de imagem de marca e uma das mais requisitadas pelos fãs nos concertos. Por este álbum recebe o "Sete de Ouro", o "Troféu Nova Gente", definido, por alguns críticos, como "o lado certo de Jorge Palma" ou "Palma de Ouro", e realiza uma longa tournée por Portugal e Ilhas, tendo a sua primeira grande apresentação em Lisboa no espaço da Aula Magna da Universidade de Lisboa.&lt;br /&gt;Em 1986, concluiu o Curso Geral de Piano no Conservatório Nacional e gravou o seu sétimo álbum de originais – "Quarto Minguante", marcado por problemas entre JP e editora. Os anos seguintes foram marcados pela frequência do antigo Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional.&lt;br /&gt;Em 1989, edita "Bairro do Amor", considerado como um dos álbuns do século da música portuguesa. Este trabalho marca a saída de JP da editora EMI- Valentim de Carvalho e a passagem para a PolyGram.&lt;br /&gt;Compondo, escrevendo letras, fazendo arranjos e desempenhando a direcção musical nas gravações dos seus fonogramas, foi acompanhado por músicos com experiência em diversos domínios musicais, como o pop-rock, a musica popular portuguesa e a erudita e o jazz, dos quais se salientam Carlos Bechegas, Carlos Zíngaro, Edgar Caramelo, Guilherme Inês, Jorge Reis, Júlio Pereira, Rui Veloso, Zé Nabo, José Moz Carrapa, Zé da Ponte e Kalu, entre outros.&lt;br /&gt;Durante a década de 1990 suspendeu a gravação de composições originais para se dedicar à reinterpretação da sua obra, participando regularmente noutros agrupamentos, realizando gravações para intérpretes próximos de si, compondo música para teatro, bem como preconizando inúmeros concertos pelo país, que se traduziram num amento significativo da sua popularidade, sobretudo junto do público mais jovem.&lt;br /&gt;Em 1991, edita "Só", um álbum intimista, no qual revisita temas antigos, a solo e ao piano. Este trabalho foi premiado com um "Sete de Ouro" e foi considerado um dos álbuns do século XX.&lt;br /&gt;O álbum "Ao Vivo" no Johnny Guitar, de 1993, surge na sequência da formação do grupo Palma's Gang, que reuniu os músicos Kalu e Zé Pedro (Xutos e Pontapés) e Flak e Alex Rádio Macau, e que realizou alguns concertos pelo país. Esta é uma segunda revisita à sua obra, mas desta vez num formato eléctrico, já que se tratava de um projecto rock. Participa, também, no álbum Sopa, dos Censurados, assinando a letra e emprestando a voz a "Estou Agarrado a Ti".&lt;br /&gt;O ano seguinte fica marcado por vários concertos, a solo e com o Palma's Gang, destacando-se os concertos do S. Luís, mais tarde transmitidos pela RTP.&lt;br /&gt;Durante o ano de 1995 continua a realizar concertos por todo o país, passando também pelo Casino Estoril, num formato solo, e com produção musical de Pedro Osório. Integrou, como pianista convidado, o Unplugged dos Xutos e Pontapés, na Antena 3, e foi letrista, compositor e músico em Espanta Espíritos, um álbum em que participaram vários nomes da MPP e que foi produzido por Manuel Faria, um ex-Trovante. Ainda neste ano, nasce o seu segundo filho- Francisco.&lt;br /&gt;Integrou o agrupamento Rio Grande, em 1996, formado por Tim (Xutos &amp;amp; Pontapés), João Gil Ala dos Namorados, Rui Veloso e Vitorino, que alcançou uma considerável popularidade, gravando dois CD's (1996 e 1998). Nesse mesmo ano, musicou poemas de Regina Guimarães, integrados na peça de Bertolt Brecht "Lux in Tenebris" - levada à cena pela companhia de teatro de Braga - e colaborou com Sérgio Godinho, João Peste, Rui Reininho e Al Berto no espectáculo "Filhos de Rimbaud", apresentado no Coliseu dos Recreios de Lisboa. Foi director musical do espectáculo teatral "Aos que Nasceram Depois de Nós", baseado em textos de Bertolt Brecht, com música de Kurt Weill, Hans Eisler, do próprio dramaturgo e com uma composição de JP ("Do Pobre B.B."). Participa, também, no álbum Encontros - Canções de João Lóio, daquele ex-membro do GAC-Vozes na Luta, e vê ser recriado "Frágil" (de Bairro do Amor, 1989) por André Sardet, no seu álbum de estreia, Imagens. É, ainda, em 1996, que a EMI-Valentim de Carvalho lança a compilação Deixa-me Rir, integrada na colecção Caravela, contendo músicas dos álbuns "Asas e Penas", "O Lado Errado da Noite" e "Quarto Minguante".&lt;br /&gt;No ano seguinte, para além dos habituais concertos, participa nalguns trabalhos, como em Todo Este Céu, de Né Ladeiras, uma revisita a temas de Fausto Bordalo Dias, e Voz e Guitarra, uma produção de Manuel Pedro Felgueiras (Ala dos Namorados), com a participação de inúmeros artistas, que escolheram e recriaram temas apenas com voz e guitarra. Sai também o segundo álbum dos Rio Grande - Dia de Concerto - ao vivo no Coliseu dos Recreios. Nele se estreia o original de Jorge Palma "Quem És Tu de Novo?", mais tarde incluído em Jorge Palma (2001).&lt;br /&gt;Os anos finais da década de 1990 são marcados por muitos concertos e trabalhos. Destacam-se os concertos das queimas das fitas, "Festival Outono em Lisboa", vários durante a Expo, em nome próprio, em solidariedade para com a Guiné Bissau e como convidado do espectáculo "As Vozes Búlgaras", de Amélia Muge. Participou, também, no álbum de tributo aos Xutos e Pontapés – XX Anos XX Bandas - recriando "Nesta Cidade", acompanhado pela guitarra de Flak, e no álbum Tatuagem, de Mafalda Veiga, no dueto "Tatuagens", que veio a ser single do disco. Visitou também Timor Leste na companhia de Fernando Tordo.&lt;br /&gt;Em 2000, continua a realizar concertos por todo o país. A Universal lança a colectânea Deixa-me Rir, que reúne canções dos álbuns Bairro do Amor e Só, e que se assume como um êxito comercial (mais de trinta mil cópias vendidas), mantendo-se no top nacional de vendas durante várias semanas. O enorme sucesso deste álbum levou a que o lançamento do novo álbum de originais, entretanto gravado, fosse sendo sucessivamente adiado, acabando por ver a luz do dia já em 2001. Ainda em 2000, JP participa no álbum de tributo a Rui Veloso, juntamente com Flak, interpretando "Afurada", para além de ter emprestado a sua voz a "Laura", canção pertencente à banda sonora do tele-filme da SIC, "A Noiva", que trata o tema da Guerra Colonial, precisamente aquela de que fugira vinte e sete anos antes.&lt;br /&gt;Em 2001, sai, então, o álbum Jorge Palma, muito bem recebido pela crítica e ainda mais pelo público, ávido de novas músicas, mais de doze anos decorridos sobre o lançamento do seu último disco de originais. Logo na primeira semana, o disco chegou ao terceiro lugar do top nacional e foi disco de prata. Dois meses antes, fora reeditado Acto Contínuo, cuja versão não existia, ainda, em formato CD. Nesse ano abriu o terceiro dia do Festival Sudoeste e tocou nos Coliseus de Lisboa e Porto, em Novembro, entre outros concertos. Escreveu um tema para Mau Feitio, um álbum de Paulo Gonzo, deu a voz a "Diz-me Tudo", música de abertura da telenovela portuguesa da SIC "Ganância" e emprestou o piano a "Fome (Nesse Sempre)", tema de estreia dos Toranja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2002, recebeu o prémio José Afonso pelo seu disco Jorge Palma e foi nomeado para os Globos de Ouro, promovidos pela SIC, nas categorias de melhor intérprete individual e de melhor música ("Dormia Tão Sossegada"). Deu três concertos em Junho, no Teatro Villaret, acompanhado pelo seu filho Vicente, que foram editados num CD duplo, lançado em Setembro, com o título No Tempo dos Assassinos - Teatro Villaret - Junho de 2002. Contém trinta e três temas da sua vasta obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em 2002, os Cabeças no Ar - na prática, os Rio Grande sem Vitorino - lançam um disco e Qualquer Coisa Pá Música é reeditado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2003 e 2004, a agenda preenchida mantém-se, com inúmeros concertos pelo país, incluindo participações em concertos de Sérgio Godinho. Prepara, no entanto, um trabalho gravado em sua própria casa em que alia a sua interpretação ao piano à voz de Ilda Fèteira, numa incursão pela poesia portuguesa contemporânea. Esta "obra de culto" foi editada a expensas próprias e apresentada na Associação 25 de Abril.&lt;br /&gt;Em Agosto de 2004, JP entrou para estúdio de Mário Barreiros, no Porto, para gravar mais um álbum de originais, que contou com participações especiais de muitos músicos portugueses com quem JP ainda não tinha trabalhado até então. O disco teve por título "Norte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Setembro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-4989929215583215187?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/4989929215583215187/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=4989929215583215187' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/4989929215583215187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/4989929215583215187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/09/o-piano-era-um-brinquedo.html' title='O piano era um &quot;brinquedo&quot;'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SNoTdGDHxJI/AAAAAAAAAGY/qYsl_uJzT5g/s72-c/queima_2006_jorge_palma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-4328786942400103704</id><published>2008-09-24T10:11:00.002Z</published><updated>2008-09-24T10:13:43.141Z</updated><title type='text'>"Valorizar a musica açoriana"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SNoS0jjYvGI/AAAAAAAAAGQ/uVF9cEpwCZY/s1600-h/foto+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249529009759894626" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SNoS0jjYvGI/AAAAAAAAAGQ/uVF9cEpwCZY/s320/foto+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Stream nas Portas do Mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Existe uma predilecção de que o que é de fora é que é bom”, mas há que “valorizar” a música, e não só, feita nos Açores e a nível do país. Segundo Toni, vocalista e guitarrista dos Stream, os músicos têm de ser “responsáveis” e “é muito importante credibilizar o rock”, que actualmente não é considerado como “cultura açoriana”. Caso contrário, admite, as pessoas dizem que estes são apenas uns “guedelhudos que andam a ai abanar a cabeça e mais nada”. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nasceram em 2002 e, em 2007, ganharam o Angra Rock com “Another Story”, tema que faz parte da banda sonora do filme (de Tom Green) "Shred - Rider or be ridden". O objectivo dos Stream é editar um álbum. A banda de Rock define-se como tendo influências Punk e Pop.&lt;br /&gt;Edie, baixista dos Stream, conta que a banda nasceu de um grupo de “amigos que gostavam de tocar e gostavam muito de rock”. No início começaram por tocar alguns ‘covers’ de alguns temas que gostávamos de ouvir, mas depois sentiram a “necessidade” de tocar “originais”.&lt;br /&gt;Composta por Toni (vocalista/guitarrista), Nuno (baterista), Edie (baixista) e John (guitarrista), a banda nasceu em 2002 e foi “catapultada” por ter ganho o concurso Angra Rock, o que ajudou à sua promoção. O grupo fez o uso “racional” do prémio monetário do Angra Rock, aproveitando-o para lançar o primeiro EP, enquanto, ressalva, a “maior parte” das bandas divide o dinheiro pelos membros. “Não tínhamos muito dinheiro e era uma forma de ter um financiamento”.&lt;br /&gt;Os quatro amigos são todos terceirenses e têm em comum o “gosto” pela música. A sensação de terem ganho o Angra Rock foi “muito boa”, pois é muito “gratificante e é sempre bom vermos o nosso trabalho reconhecido”.&lt;br /&gt;Do Porto, à Austrália e a Nova York, tudo passou um pouco pelo trabalho de “promoção” da agência. Quando tiveram o “Another Story” nas mãos, recorda, o objectivo foi “lançá-lo para todos os canais e mostrá-lo ao maior número possível de pessoas”, o que teve alguma “repercussão”. Na Austrália, por exemplo, as rádios independentes apostaram e passaram o Another Story, que “entrou para o Top 10 das músicas mais passadas” na rádio. Nos Estados Unidos, sublinha, a Outsource Records apostou no “Another Story” para a compilação do grupo Tronics, revertendo os lucros para a “Cruz Vermelha americana”, pois segundo o grupo é bom estarem ligados a uma causa tão “nobre”. Além disso, foi “muito bom”, reconhece, terem escolhido este tema para um filme do Tom Green, que tem grande repercussão. “Lançamos a música para todo o lado e esperamos que algo acontecesse”. Mas quando souberam que a música ia fazer parte do filme, confessa que a primeira reacção foi de “desconfiança”, do tipo “só acredito quando vir”, mas depois que ficaram “muito felizes”.&lt;br /&gt;O primeiro álbum do grupo sai, em princípio, no último trimestre deste ano, revela e chamar-se-á “Folow the Stream”. O álbum tem alguns temas mais antigos, outros novos e no geral é uma “chamada de atenção” para as pessoas saberem que “os Stream estão cá, que se faz boa musica rock nos Açores”.&lt;br /&gt;“Queremos mostrar-nos ao mundo”- acentua. Referindo-se aos temas do grupo, o músico avança que no início se preocupavam em que as letras falassem de “desgostos de amor e das contrariedades das relações amorosas”, mas à medida que amadureceram sentiram a necessidade de abordar outros temas, como as dificuldades com a “guerra ou a hegemonia dos Estados Unidos no mundo” e outras questões que lhes “preocupam”.&lt;br /&gt;Tony, vocalista e guitarrista, falou sobre o “Another Story”, avançando que o tema conseguiu pô-los nas “bocas do mundo, ou pelo menos nos ouvidos”, afirma, satisfeito, avançando que este chegou já a várias rádios da “Austrália, Japão e Estados Unidos. A canção, esclarece, fala basicamente das “confusões que existem no mundo” e aborda o “conflito pessoal” das pessoas.&lt;br /&gt;Outro aspecto importante do grupo é o facto de só serem editadas músicas das quais os membros gostam. “Estamos primeiro e aí o produto torna-se mais genuíno e mais sincero”- salienta, acrescentando não terem uma mensagem “específica”. Pretendem apenas “transmitir energia”.&lt;br /&gt;Em termos de projectos, a única preocupação é “editar o álbum”, que começou a ser gravado em Fevereiro, mas normalmente as coisas “nunca” correm como o planeado. “Há sempre uns atrasos, mas a paciência é uma virtude”.&lt;br /&gt;Os músicos aproveitam ainda para dizer aos açorianos que “apoiem a música açoriana e tudo o que se faz na Região”, pois há muita ‘coisa’ de “qualidade”.&lt;br /&gt;“Notamos que existe uma predilecção, quase um mecanismo de que o que é de fora é que é bom”- lamenta, acrescentando que já tiveram situações em que as pessoas ouviram a música do grupo “sem saberem” de quem era. “Perguntaram se a banda era americana e disseram ser a nossa, açoriana. E as pessoas não sabiam, não faziam ideia”. Tem que se tentar dar “mais valor” ao que é nosso, “não só na música”, mas “aos artistas açorianos e mesmo nacionais”.&lt;br /&gt;“É muito importante credibilizar o rock”, sublinha, que actualmente não é considerado como “cultura açoriana”. Apesar de o rock ser algo que veio de fora, “o rock feito nos Açores é cultura açoriana e cabe às bandas açorianas credibilizarem-no e tornarem-no o mais profissional possível”. Os grupos têm de “dar o salto da pequena garagem” onde ensaiam para fazerem algo com “cabeça, tronco e membros e com responsabilidade” para “chamar a atenção”. Caso contrário, admite, as pessoas dizem que são só uns “guedelhudos que andam a ai abanar a cabeça e mais nada”. Os músicos têm de ser “responsáveis e íntegros”. Para saber mais sobre a banda, basta visitar &lt;a href="http://www.followthestream.net/"&gt;http://www.followthestream.net/&lt;/a&gt; ou o “My Space”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Biografia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;Tudo começou em 2002 para os Stream com vários espectáculos e a vitória no Angra Rock, que os levou a conquistar gradualmente o reconhecimento do público.&lt;br /&gt;Em 2006, editaram o single “An other Story”, com uma campanha de promoção a nível mundial, que alcançou o 16.º lugar do Top 40 da World Indie Countsown da Austrália. Em Portugal, a SIC dava destaque à banda com uma reportagem em horário nobre, no Telejornal Nacional.&lt;br /&gt;A tentativa de consolidação da presença da banda no mercado norte-americano está assegurada, graças ao acordo com a editora de Nova Iorque Cutiepop records Co., que ficará encarregue pela promoção dos "Stream" e pelo agendamento de concertos nos EUA.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Setembro de 2008. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-4328786942400103704?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/4328786942400103704/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=4328786942400103704' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/4328786942400103704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/4328786942400103704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/09/valorizar-musica-aoriana.html' title='&quot;Valorizar a musica açoriana&quot;'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SNoS0jjYvGI/AAAAAAAAAGQ/uVF9cEpwCZY/s72-c/foto+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-4476664668775525719</id><published>2008-09-24T10:05:00.002Z</published><updated>2008-09-24T10:11:33.042Z</updated><title type='text'>Nunca sabemos o que comemos!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SNoSRBEZrwI/AAAAAAAAAGI/7DXxf_7FtWo/s1600-h/fotos+205.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249528399207706370" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SNoSRBEZrwI/AAAAAAAAAGI/7DXxf_7FtWo/s320/fotos+205.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Feira de Segurança e Qualidade Alimentar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Açores são uma Região exportadora de alimentos, que produz cerca de “30% do leite do país” e exporta diversos produtos ligados à actividade agropecuária e à pesca. Segundo Duarte Ponte, as ilhas são um destino turístico em “ascensão” que pretende fazer da qualidade, uma das suas vantagens comparativas, logo Qualidade e a Segurança alimentar são temas “centrais” para o desenvolvimento económico da Região. Para Pedro Vichiatti, director do serviço de operações da ASAE, o país está dentro da normalidade nesta área, tendo em termos de incumprimento uma “taxa na casa dos 30%”, o que está dentro dos padrões “aceitáveis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“A indústria alimentar regional representa cerca de 80% da nossa capacidade industrial instalada” – foram palavras de Duarte Ponte, secretário regional da economia, na Sessão de Abertura da Feira de Segurança e Qualidade Alimentar, realizada em Ponta Delgada.&lt;br /&gt;O secretário começou por dizer que os Açores são uma Região exportadora de alimentos. “Produzimos cerca de 30% do leite do País e exportamos diversos produtos ligados à actividade agropecuária e à pesca.&lt;br /&gt;As ilhas são um destino turístico em “ascensão” que pretende fazer da qualidade, uma das suas vantagens comparativas, logo a Qualidade e a Segurança alimentar são temas “centrais” para o desenvolvimento económico da Região.&lt;br /&gt;As empresas e trabalhadores que lidam com os produtos alimentares nos Açores “evoluíram muito”- salienta, avançando que o HACCP é uma sigla conhecida por todos os empresários e trabalhadores do sector. Cerca de dois mil trabalhadores e mais de 800 empresas estiveram envolvidas em cursos de formação profissional.&lt;br /&gt;Referindo-se ao SEPROQUAL e ao QUALIMAÇOR, o governante reconhece que tiveram grande sucesso e o que já foi feito em prol da segurança alimentar não tem “qualquer paralelo” noutra Região do País. “Desenvolvemos um conjunto vasto de acções, em parceria com a Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, fundamentais para ajudar as empresas no desenvolvimento dos seus sistemas de auto controle”-acentua.&lt;br /&gt;Os tempos de mudança eram “obrigatórios” para todos, o que foi feito de uma forma “progressiva”, compreendendo a realidade regional, mas dando sinais crescentes de que o tempo da mudança era “urgente”. Na sua opinião, só há verdadeira mudança se a maioria dos empresários a “acompanhar”, pois esta não se faz com Decretos-Lei, mas com “pessoas e com formação”.&lt;br /&gt;Hoje, a segurança alimentar ocupa um lugar de “destaque” na atenção do consumidor e quando este está “confiante e seguro” dos produtos que compra, constitui uma “mais-valia” para as empresas. Por isso cumprir os regulamentos é uma exigência da lei, mas sobretudo um “benefício” para as empresas.&lt;br /&gt;Apesar dos avanços científicos e tecnológicos, é preciso ter sempre em atenção que “novas ameaças emergem todos dias”. Basta dizer que a crescente globalização na indústria alimentar, faz com que, por vezes, “um incidente que ocorra numa dada fábrica de um dado país, afecta um número elevado de consumidores noutra parte do globo”, como aconteceu com as intoxicações de Salmonela em gelados nos Estados Unidos, que afectaram milhares de pessoas, exemplifica.&lt;br /&gt;Outro ponto fundamental, alerta, é a “cooperação das diversas instituições internacionais” e sobretudo o estabelecer de “patamares” de segurança confortáveis, que permitam minimizar riscos.&lt;br /&gt;Assiste-se a um cada vez maior número de pessoas com “deficiências no sistema imunitário”. A longevidade é maior, existem mais idosos e têm surgido novas doenças que “comprometem” o sistema imunitário. Logo, os níveis de segurança têm de “aumentar”, porque existem cada vez mais segmentos da população com maior susceptibilidade aos efeitos nocivos dos agentes infecciosos, eventualmente presentes nos alimentos. Assiste-se também a uma maior “resistência” dos microrganismos aos tratamentos por antibióticos, devido a um uso excessivo dos mesmos, na produção animal e na saúde pública.&lt;br /&gt;É necessária uma monitorização “correcta e exaustiva” da qualidade sanitária dos alimentos, antes e durante os respectivos processamento e armazenamento. Para se “reduzir a intensidade” dos tratamentos térmicos aplicados aos alimentos que têm sempre um efeito “deletério” na qualidade dos alimentos, é necessário reduzir as “contaminações iniciais” destes alimentos, o que se adquire com “mais limpeza e mais auto controle”. A prevenção e o controlo das micotoxinas são também áreas de “grande relevância” na segurança alimentar.&lt;br /&gt;As doenças transmissíveis ao homem através dos alimentos, estiveram em grande destaque há uns anos atrás, devido à chamada “doença das vacas loucas”, recorda, contrapondo que o consumidor é o “principal responsável” por uma boa parte das toxi-infecções alimentares. “Considera-se que aproximadamente um terço das toxi-infecções alimentares na Europa, sucedem devido a um deficiente tratamento dos alimentos em casa”- ressalva, acrescentando que “falta de higiene, de cuidados na congelação e descongelação dos alimentos, de contaminações após a confecção e de contaminações cruzadas” são normalmente os problemas que ocorrem com maior frequência nas cozinhas.&lt;br /&gt;Até há bem pouco tempo, o preço era o factor mais “determinante nas decisões de compra” dos alimentos. Actualmente, existem três tendências que estão a ganhar importância na aquisição de um alimento, como “o prazer que este alimento ocasiona, em termos de sabor, aroma, cor e textura; a forma como que este alimento é apresentado e a facilidade com que é preparado em casa e; o efeito na saúde e no bem-estar”.&lt;br /&gt;Todos queremos ser jovens, porque sabemos que “a saúde está na alimentação”. Daí a importância crescente que a nutrição desempenha na decisão de compra de um alimento. À medida que se eleva o poder de compra da população e depois de se ter atingido um estádio de sobrealimentação, uma proporção crescente de consumidores está a alterar a sua atitude no sentido de “privilegiar” os alimentos com baixo teor de gordura, por exemplo. A percepção da qualidade está em “constante e rápida” mutação.&lt;br /&gt;À margem do evento, o Terra Nostra falou com Costa Martins, presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada. A seu ver, esta feira é a prova de que se dá "prioridade aos sectores com maior peso na economia açoriana" e surge motivada pela necessidade de "divulgar e de promover boas práticas".&lt;br /&gt;Referindo-se aos Açores, o presidente avança que "muito" se tem feito nesta área, tendo o Governo Regional apoiado diversas iniciativas que ajudam as empresas a implementar sistemas de Segurança e Higiene Alimentar, como o Qualimaçores que cobre “todas” as ilhas e é direccionado para as "pequenas e médias empresas". As Câmaras do Comércio contrataram técnicos que prestam serviços de “apoio e de consultoria”, complementando a sua intervenção com a “formação profissional” necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As maiores dificuldades nesta área prendem-se com as “limitações das pequenas empresas em termos de recursos económicos e humanos”. Para isso, existe um conjunto de apoios e programas que ajudam a “ultrapassar” essas dificuldades. Havendo a necessidade de “investimentos”, as empresas podem fazê-lo através dos programas de incentivos ao investimento, pois na conjectura actual, as empresas têm ao seu dispor um leque “variado” de apoios nesta e outras áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma melhoria neste sector, a situação exige um “trabalho contínuo”. Muito já foi feito, reconhece, e existe uma margem de melhoria do cumprimento dos requisitos legais. “Muitas empresas estão certificadas nesta área ou em vias de o concretizar, sendo o objectivo ter a maioria das empresas, com dimensão e actividade que o justifique, certificadas”- esclarece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os organismos institucionais e a responsabilidade das empresas, o governo e as associações que representam as empresas, têm desenvolvido “esforços e investido fortemente” nesta área. Também assistimos a uma “evolução positiva” nas empresas, com a inclusão desta e outras vertentes nas suas estratégias de negócios.&lt;br /&gt;A nível das empresas, a maioria é “cumpridora” dos requisitos legais, estando-se actualmente a discutir a “reformulação de algumas regras”, cuja implementação obriga, actualmente, à alteração de actividades tradicionais, em específico o modo de fabrico/produção que dão as características “específicas” ao produto. Salvo estas excepções, o nível actual na área de Higiene e Segurança Alimentar é “satisfatório”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo não sendo a Câmara do Comercio de Ponta Delgada a receber queixas de anomalias no ramo alimentar, quando esta tem conhecimento disponibiliza os seus serviços para “apoiar e esclarecer aspectos técnicos” das reclamações.&lt;br /&gt;Por seu turno, José Luís Amaral avança que esta iniciativa está relacionada com um trabalho desenvolvido na Região desde “há seis anos”. Têm feito “formação, consultoria no local de trabalho e análises laboratoriais” para confirmação dos resultados. Tem sido desenvolvida na Região uma “acção pedagógica” junto dos empresários, pois o consumidor é o “principal beneficiado”. Muitas das situações deviam-se a “falta de conhecimento”. Cabe às entidades públicas, ao governo dar às empresas “apoio” diário.&lt;br /&gt;Inserida na Feira, pudemos assistir ainda à entrega quatro primeiros certificados aos produtores de bolos lêvedos. Alexandra Andrade, directora do Centro Regional de Apoio ao Artesanato, avança que toda a área alimentar desde que passe pelo artesanato, tem a segurança alimentar “garantida”. Importa é “chamar a atenção para a área alimentar e dizer que esse sector também pode ser artesanato”.&lt;br /&gt;Pedro Vicchiatti, director do serviço de operações da ASAE, começa por salientar que a relação entre a ASAE e as entidades locais nesta matéria é muito “estreita”. Referindo-se à situação a nível nacional explica que têm vindo a realizar todos os dias acções de “fiscalização”, há sempre problemas e todos os dias encontram agentes económicos em “incumprimento” da legislação, mas estamos dentro da normalidade. Isto é, de um modo geral em termos de incumprimento as nossas acções têm encontrado uma “taxa na casa dos 30%”, o que está dentro dos padrões aceitáveis.&lt;br /&gt;Quanto à aplicação, ou não, das HACCP às pequenas e médias empresas, o director avança que há legislação que ainda tem de ser regulamentada, embora o legislador comunitário tenha dito que há algumas excepções e que “tem de haver um regime mais simplificado”. Desde que isso seja transformado em lei, obviamente que os inspectores passarão a “cumprir” a lei.&lt;br /&gt;A “maior” dificuldade prende-se com o facto de alguns produtores ou comerciantes que “não fazerem parte de associações”. Isto, porque um agente económico sozinho “não tem capacidade de absorver tanto conhecimento”. Através destas são “canalizados” os conhecimentos e estas prestam um “conjunto de apoios” a esses pequenos produtores e comerciantes.&lt;br /&gt;O país está “bem” a nível da Segurança alimentar, à excepção de casos “muito pontuais” no continente em que se suspende a actividade. “Quando a falta de higiene é tão notória e tão grave, o estabelecimento não pode continuar aberto. Isto é o que mais nos preocupa, os casos de intoxicação alimentar que por vezes ainda vão ocorrendo principalmente em grupos de risco como crianças e idosos. Mas é algo para que estamos preparados e actuamos de imediato, logo que temos conhecimento da situação”-ressalva.&lt;br /&gt;No caso de infracções menores é “elevado o respectivo Auto e o processo segue as vias normais, sendo aplicada uma coima ou uma sanção que varia de 25 euros até 40 ou 50 mil euros, dependendo da situação”.&lt;br /&gt;Referindo-se às infracções mais frequentes, Pedro aponta ser a “falta de higiene”.&lt;br /&gt;O evento, dedicado à Qualidade e Segurança Alimentar, foi organizado pela Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada em parceria com a Direcção Regional do Comércio, Indústria e Energia e teve como alvos o público em geral, instituições e empresas, nomeadamente da área de serviços e comercialização de equipamentos da área; de formação e certificação da qualidade e qualquer empresa que inclua nas suas estratégias a divulgação de boas práticas na área.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Setembro de 2008. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-4476664668775525719?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/4476664668775525719/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=4476664668775525719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/4476664668775525719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/4476664668775525719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/09/nunca-sabemos-o-que-comemos.html' title='Nunca sabemos o que comemos!'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SNoSRBEZrwI/AAAAAAAAAGI/7DXxf_7FtWo/s72-c/fotos+205.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-4352714805527718511</id><published>2008-09-16T16:32:00.002Z</published><updated>2008-09-16T16:40:05.756Z</updated><title type='text'>A música como forma de "intervenção social"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SM_hV7svXBI/AAAAAAAAAF4/lNofVY1R__A/s1600-h/gameiro.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246659857828764690" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SM_hV7svXBI/AAAAAAAAAF4/lNofVY1R__A/s320/gameiro.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Pólo Norte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aborrece-o "muito" haver músicos que conseguem "captar a atenção" de centenas e milhares de pessoas e que não fazem "nada" com isso. Ter esta força, esta forma de poder do nosso lado e não a utilizarmos é um bocadinho "redutor". Há que tentar utilizar isso como forma de "intervenção social", de modo a "mudar" alguma coisa e "alertar". Segundo Miguel Gameiro, vocalista dos Pólo Norte, o mundo está "maluco e um pouco desorientado", pois há "muita guerra e muitos conflitos". Na sua opinião, está na altura de começar a "trazer as mulheres para o poder", pois tudo seria, "pelo menos, muito menos hormonal e haveria muito menos violência".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;"Aprender a Ser Feliz" e "Um Caso Raro" são alguns exemplos de sucesso desta banda, que visitou Ponta Delgada mais uma vez, para encantar os micaelenses com os seus êxitos.&lt;br /&gt;Miguel Gameiro, vocalista dos Pólo Norte, começa por contar que o grupo nasceu "há 15 anos", de um grupo de amigos que se juntava para "conviver e para tocar". Tudo começa assim, salienta, avançando que depois tiveram a "oportunidade" de gravar um disco, e correu "bem". Surgiram alguns concertos e, enfatiza, quando damos conta, já lá vão 15 anos.&lt;br /&gt;Estava no 12º Ano quando o pai lhe ofereceu uma guitarra e Miguel começou a tocar, a escrever e a compor. "Levava a guitarra para a escola e tocava com os meus amigos nos intervalos. Foi tudo muito natural, pois éramos todos vizinhos e colegas de escola".&lt;br /&gt;Referindo-se ao nome do grupo, conta que na altura pensaram em "Expedição", que acaba por ser utilizado no primeiro álbum do grupo e que seria o fim de uma viagem que fariam, em termos de "aventura". Mas depois decidiram-se por Pólo Norte como um objectivo dessa viagem e como meio de "orientação".&lt;br /&gt;O grupo, constituído, em 2007, por Miguel Gameiro (voz), Tó Almeida (guitarra), Marco Vieira (baixo) e Luís Varatojo (Bateria), já editou "Expedição" (1995), "Aprender a ser feliz" (1996), "Longe" (1999), "Pólo Norte ao vivo" (2000), "Jogo da Vida" (2002), "Deixa o mundo girar" (2005) e "Quinze anos", lançado no início deste ano e que comemora a existência &lt;a name="11c61bc20b70ad4d_11c6176fcf42d16c_11c577"&gt;&lt;/a&gt;da banda. Cada álbum, revela, conta a história dos Pólo Norte em determinada altura e retracta um pouco também a vivencia dos seus membros, enquanto músicos, "marcando a história" do grupo, na altura em que foi gravado e composto.&lt;br /&gt;As músicas têm como base de inspiração "as pessoas", a sociedade em que vivemos e, de uma forma geral, o mundo que nos rodeia e falam de tudo um pouco, como de "experiências amorosas". Lembra sermos seres "pensantes" e com sentimentos "às vezes mais à flor da pele", do que era "desejável" em determinadas ocasiões. "O que fazemos é também apanhar um bocadinho do que se vai passando à nossa volta e connosco também e retratar isso nas músicas e nas letras"- salienta, avançando que essencialmente passam para os discos aquilo que "vivenciam e experienciam " no seu dia-a-dia.&lt;br /&gt;Uma das músicas mais populares do grupo é, sem dúvida, "Um Caso Raro", que fala de alguém que não é "entendido" na sua forma de ser e estar. Não por ser diferente dos outros, alerta, mas pura e simplesmente a própria pessoa "não sabe se se faz entender da melhor maneira e se o problema é dela ou dos outros". É um "confronto de sentimentos".&lt;br /&gt;Internacionalizar a música portuguesa numa vertente talvez mais de Pop Rock é "difícil", o que, sublinha, não quer dizer que não aconteça. Apenas se torna mais complicado, para um país como o nosso, chegar ao mundo através de uma linguagem universal. Na área do 'Heavy', o cantor dá o exemplo dos Moon Spell, que considera um grupo com uma "grande força e uma grande pujança", num segmento que tem um público "muito fiel e muito específico". Na World Music, salienta, temos a Marisa, os Madredeus e a Dulce Pontes, que, reconhece, consegue chegar lá fora com "outro tipo de sonoridade", algo de "cariz" mais português e de influências portuguesas. Mas, numa vertente de Pop Rock reconhece ser um pouco "mais difícil", pois a cultura Pop Rock portuguesa é relativamente "recente" e há grupos que já o fazem há muito mais tempo. Lembra ainda que, mesmo que não pareça, Portugal é um país "muito pequenino" e o mundo lá fora é "imenso".&lt;br /&gt;Referindo-se ao papel das rádios e à nova lei que as obriga a passar uma certa quota de música portuguesa, o simpático cantor reconhece que estas são a "voz" dos músicos. Além disso, lamenta, quase não se faz televisão, "quase não" há espaços televisivos, onde o grupo possa mostrar o seu trabalho. "A rádio é realmente o nosso veículo", salienta, avançando ser lamentável que seja preciso "obrigar" as rádios fazer algo, que deveria ser do senso comum, como "passar a música da nossa língua". Devia ser algo "natural, em que não é necessária nenhuma imposição, como tomar o pequeno-almoço ou almoçar", pois tal como precisamos das nossas "rotinas diárias", também precisamos de ouvir a nossa música nas rádios. "Deveria ser algo natural e espontâneo, pois estarmos a obrigar a que isso aconteça é estranho"- acentua, acrescentando que tudo parece estar um pouco diferente, "para melhor". Também tem acontecido muito as rádios passarem grupos portugueses a cantarem em inglês, mas "as pessoas são livres de ouvirem aquilo que gostam e se se identificam mais com a língua inglesa e se expressam de melhor forma em inglês, porque não o fazer?"- questiona-se.&lt;br /&gt;Quanto ao que leva as rádios a passarem mais música estrangeira do que portuguesa, o cantor aponta que apesar das pessoas gostarem de música portuguesa, o facto é que continua a existir uma certa "mentalidade", de que "o que vem de fora é sempre melhor". E continua, dizendo que temos alguma música sem qualidade em Portugal, mas no estrangeiro "também há muita musica má", a que não damos importância em absoluto. "Temos sempre um bocadinho a tendência de nos menosprezar", lamenta, acrescentando que mesmo sendo um país "pequeno", já andamos pelos quatro cantos do mundo, pois os portugueses são um povo de cariz "aventureiro e de descobridores". Por isso, sublinha, "não se percebe" a razão de ser desta mentalidade, às vezes, "tão pequena e tão reduzida". Determinados países podem estar à nossa frente, a maior parte deles em questões sociais e culturais, devido à sua própria história, mas apesar de tudo ainda temos uma "democracia relativamente jovem" e muitas coisas boas "mesmo", em termos "culturais e de valores, muito à frente de outros países" também. Importa é "aproveitá-las, saber explorá-las e saber acreditar" nelas.&lt;br /&gt;É difícil seleccionar um concerto ou álbum do grupo de que goste particularmente, mas, sublinha, há sempre concertos que "marcam de uma forma diferente", como os primeiros do grupo, recorda. Concertos, que deram por serem "realmente diferentes" e em que vivenciaram pela "primeira vez" o que é pisar um palco.&lt;br /&gt;"Nos Açores já demos grandes concertos que nos marcaram sempre"- enfatiza, acrescentando que o público também é "bastante caloroso" e recebe-os "sempre muito bem". O álbum afirma não conseguir eleger o se favorito, pois gosta de "todos", são a "história" da banda. "Obviamente", há canções que considera estarem mais bem "conseguidas", do que outras, como o "Ser Feliz", "Lisboa" ou "Longe" e que marcam mais as pessoas, mas "não" sabe porquê.&lt;br /&gt;Miguel Gameiro aproveita também para dizer que o artista tem uma certa "responsabilidade social e deve usá-la", acrescentando que o "aborrece muito", haver músicos, e não só, que conseguem "captar a atenção" de centenas e milhares de pessoas e que não fazem "nada" com isso. Ter esta força, esta forma de poder (no bom sentido, alerta) do nosso lado e não a utilizarmos para coisas boas, só em nosso benefício e para o nosso trabalho, é um bocadinho redutor". Há que tentar utilizar isso como forma de "intervenção social", de modo a "mudar" alguma coisa e "alertar".&lt;br /&gt;A nível mundial, Miguel Gameiro reconhece que o mundo está todo "maluco e um pouco desorientado", pois há "muita guerra, muitos conflitos e muitas hormonas". Na sua opinião, está na altura de começar a "trazer as mulheres para o poder". O cantor confessa ainda que gostava de ver, mais vezes, as "mulheres à frente dos governos", pois acredita que tudo seria, "pelo menos, muito menos hormonal e haveria muito menos violência", o que era importante. "Felizmente, já há alguns países em que isto acontece e está na hora das mulheres assumirem o seu papel, para ver se conseguem acalmar um bocadinho este mundo, que está a atravessar um momento de uma certa insegurança e instabilidade"- argumenta.&lt;br /&gt;A crise que se vive a nível nacional, afirma dever-se a uma série de factores, mas essencialmente a um "conjunto de governantes que por ali passaram e nunca fizeram nada pelo país"-avança sem querer mencionar partidos ou políticos, visto não ter "cor partidária". A seu ver, a crise está relacionada com uma serie de "erros que vêm do passado, não só deste governo". Isto acontece, porque nunca houve realmente uma "consciencialização" de que estar na política e ser político é para "fazer o bem" às pessoas, salienta, acrescentando que dá "sempre" a sensação de haver um "segundo interesse" em estar na política. "Eu não conheço políticos que existam para servir as pessoas. Poderá haver alguns, peço imensa desculpa aos que possam ler isto e achar que estou a ser injusto, mas eu não conheço"- acentua.&lt;br /&gt;Referindo-se à fome que existe no mundo, o cantor reconhece que, infelizmente, "sempre" haverá gente que esteja a passar fome e, países que vão ter muito e outros não vão poder ter nada. Podia haver, argumenta, uma "distribuição igualitária dos recursos", se as pessoas quisessem, mas realmente "não há vontade de fazer esta mudança". É simples: para alguns países continuarem muito ricos, outros terão necessariamente de continuar muito pobres e nesse sentido "acho que as coisas nunca vão mudar".&lt;br /&gt;O cantor aproveita ainda para desejar um "grande abraço" a todos os açorianos, pois o grupo é "sempre muito bem recebido" quando visita a Região. Os açorianos, considera-os um povo "muito acolhedor e muito caloroso". As pessoas de um modo geral são "muito quentes e recebem muito bem as bandas", avança, dando o seu "obrigado".&lt;br /&gt;Os Açores são uma Região "extraordinária", ressalva, lembrando ter ficado "deliciado" quando visitou São Miguel pela primeira vez. Abordando o progresso das ilhas, o cantor defende que "infelizmente" este sempre o seu lado "negro". Claro que é "bom em termos de turismo e do crescimento das ilhas, embora haja coisas que se vão "perdendo". Mas é algo necessário, reconhece, mesmo porque os locais "necessitam" mesmo deste progresso e desta evolução. Consegue-se ter coisas "lindíssimas" nas ilhas e "em São Miguel, particularmente, há muitos pontos de atracção", que se podem visitar, conhecer e onde se pode estar.&lt;br /&gt;O último álbum, salienta, "marca a carreira e a história" do grupo. São 15 anos de canções, 15 temas que escolheram para representar o disco, que no fundo "retracta" um pouco o que são os Pólo Norte. Deste ultimo álbum, o cantor selecciona "Grito" como o tema, a seu ver, mais bem conseguido.&lt;br /&gt;Em termos de projectos, ainda não têm ideias definidas para um próximo álbum, mas brevemente, revela, terão "novidades". O essencial, é "continuar a fazer estrada e a estar e contactar com as pessoas", a compor e a escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biografia&lt;br /&gt;Ao longo de dez anos, os portugueses foram-se habituando a viver com a música de uma das mais contagiantes bandas portuguesas.&lt;br /&gt;Com o primeiro álbum «Expedição», que foi disco de ouro, produzido por Fernando Cunha e editado em 1995, os Pólo Norte conquistaram um lugar de destaque no panorama da música nacional. Volvidos dois anos, o grupo regressa com um novo disco de originais, «Aprender a ser Feliz», desta feita produzido por Fernando Júdice, que atingiu também o galardão de disco de ouro.&lt;br /&gt;O ano de 1999 vê o grupo editar mais um álbum "Longe" produzido por Jony Galvão, de onde se extraíram canções como, "Longe" "Como uma onda" e "Se eu voltasse atrás". Um ano mais tarde, o grupo sente-se preparado para a gravação de um álbum ao vivo que regista em concerto, na mítica Aula Magna.&lt;br /&gt;No dia 29 de Abril de 2002, rumam a Espanha e entram num dos mais prestigiados estúdios de Madrid, o Eurosonic (onde já se fizeram discos de Alejandro Sanz, Compay Segundo ou Manu Chao), para darem início às gravações do seu novo álbum, «Jogo Da Vida». O disco foi produzido por Bori Alarcón, um dos mais reputados produtores do país vizinho, que já trabalhou com artistas espanhóis como Vicente Amigo (com quem ganhou um Grammy), M-Clan e Quique Gonzalez.&lt;br /&gt;3 anos depois, a banda apresenta-se no seu melhor com "Deixa o Mundo Girar". Produzido por Steve Lyon (produtor britânico consagrado pelos trabalhos que realizou com The Cure, Raemon), "Deixa o Mundo Girar" é considerado pelo grupo o seu melhor e mais ambicioso disco. Não sendo gravado ao vivo, é um disco que reflecte a força e energia do grupo, onde o grupo se sente melhor… no palco. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Public in Terra Nostra, Setembro de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-4352714805527718511?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/4352714805527718511/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=4352714805527718511' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/4352714805527718511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/4352714805527718511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/09/msica-como-forma-de-interveno-social.html' title='A música como forma de &quot;intervenção social&quot;'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SM_hV7svXBI/AAAAAAAAAF4/lNofVY1R__A/s72-c/gameiro.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-8523365631910653991</id><published>2008-09-16T16:29:00.002Z</published><updated>2008-09-16T16:32:17.107Z</updated><title type='text'>Salários mínimos e médios muito "baixos"!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SM_fiKTjMQI/AAAAAAAAAFw/qD8kcjCY4fw/s1600-h/atendimento.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246657868884816130" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SM_fiKTjMQI/AAAAAAAAAFw/qD8kcjCY4fw/s320/atendimento.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segurança Social&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A crise torna-se mais severa em situações de “desemprego, de emprego precário ou de trabalho mal remunerado”. Segundo Nélio Lourenço, presidente do Conselho de Administração do Instituto de Gestão de Regimes de Segurança Social, as famílias estão a ser “muito afectadas” pelos baixos salários, que nos últimos anos, sublinha, não têm crescido na mesma proporção da inflação ou das taxas de juro. “Temos um problema social muito característico de Portugal e os Açores não estão excluídos: muitas pessoas trabalham e são pobres”- acentua, avançando que trabalhar e ser ao mesmo tempo pobre é uma situação, que “caracteriza socialmente” o país. Os salários mínimos e médios são “demasiado baixos” em Portugal, alerta. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;As famílias estão a ser muito afectadas pelos baixos salários que não têm crescido na mesma proporção da inflação ou das taxas de juro. Portugal tem um problema social muito característico e os Açores não estão excluídos: muitas pessoas trabalham e são pobres. Trabalhar e ser ao mesmo tempo pobre é uma situação, que caracteriza socialmente o país e os salários mínimos e médios nacionais são “demasiado baixos”. Falamos com Nélio Lourenço, presidente do Conselho de Administração do Instituto de Gestão de Regimes de Segurança Social, sobre a realidade da Região a nível da Segurança Social.&lt;br /&gt;T.N.- Que tipos de apoios são mais procurados na Segurança Social?&lt;br /&gt;Nélio Lourenço - Quando analisamos o montante pago em prestações de segurança social (excluindo as pensões) nos Açores, verificamos que o maior valor se refere ao “Abono de Família”, que foi em 2007, de 19, 7 milhões de euros. Valor que será superior no corrente ano, devido ao aumento de 20% no Abono para as crianças e jovens inseridos em famílias monoparentais. O “Rendimento Social de Inserção” ocupa o segundo lugar”, em termos de despesa, com 16, 2 milhões de euros pagos em 2007, menos cerca de 1 milhão de euros do que em 2006. Em terceiro lugar, registamos o “subsídio de desemprego”, com 12,1 milhões de euros em 2007, contra 12, 7 milhões em 2006 e uma taxa de crescimento de 4,53%. Em 2007, foram pagos 73.541.865.39 Euros em prestações sociais nos Açores, o que representou um crescimento negativo em relação a 2006. Para isto, contribuiu decisivamente a descida de mais de 6% do Rendimento Social de Inserção. O subsídio de maternidade é a prestação que mais cresce (25%), contando com a nova lei do abono pré-natal. As taxas de crescimento do Rendimento Social de Inserção e do Abono de Família em 2006 e 2007 foram de -6,27% e -0,07% respectivamente.&lt;br /&gt;Os subsídios com maior taxa de crescimento em 2007 foram, por ordem crescente, o Subsidio Social de terceira pessoa (3,15%); o Subsídio Social de Desemprego (7,96%); o Subsidio por Tuberculose (13,37%) e o Subsidio de Maternidade (25,72%). Por outro lado, os que apresentaram valores taxativos mais baixos, por ordem decrescente, foram o Subsidio Eventual a Famílias Carenciadas (-6,34%); o Rendimento Social de Inserção (-6,27%); o Abono de Família (-0,07%) e o Subsídio de Desemprego (-4,53%).&lt;br /&gt;T.N.- Quais as maiores queixas das pessoas, em tempo de crise?&lt;br /&gt;N.L.- Uma vez que processamos prestações de segurança social, que advém de direitos, não contemplamos os apoios concedidos em situações pontuais de precariedade económica - Apoios esses, concedidos pelo Instituto de Acção Social. Mas temos a noção que a crise se torna mais severa em situações de desemprego, de emprego precário ou de trabalho mal remunerado.&lt;br /&gt;As famílias estão a ser muito afectadas pelos baixos salários, os quais nos últimos anos não têm crescido na mesma proporção da inflação ou das taxas de juro. Temos um problema social muito característico de Portugal e os Açores não estão excluídos. Muitas pessoas trabalham e são pobres. Trabalhar e ser ao mesmo tempo pobre é uma situação, que nos caracteriza socialmente. Os salários mínimos e médios são demasiado baixos em Portugal. Essa é uma das razões, porque temos uma elevada taxa de beneficiários de Rendimento Social de Inserção.&lt;br /&gt;T.N.- Quais as classes etárias que requerem mais subsídios?&lt;br /&gt;N.L.- Atendendo à caracterização etária dos beneficiários das prestações sociais, poderemos dizer que as “crianças e jovens” (menores) são os principais beneficiados, quer pela via do Abono de Família, quer pela via do RSI, uma vez que, cerca de 50% dos beneficiários desta prestação tem menos de 18 anos.&lt;br /&gt;T.N.- Qual o perfil das famílias que mais requerem ajuda e em que zonas geográficas?&lt;br /&gt;N.L.- Em consequência do que foi dito atrás, teremos um perfil de família com agregado familiar numeroso, com baixos rendimentos, em zonas geográficas caracterizadas por uma população jovem.&lt;br /&gt;T.N.- É curioso que metade do subsídio de reinserção social seja solicitado por camadas muito jovens. Na sua opinião, o que leva a que isso aconteça? As pessoas querem escolher o emprego?&lt;br /&gt;N.L.- Uma elevada percentagem dos agregados familiares beneficiários do RSI tem rendimentos do trabalho e, ao mesmo tempo, recebe RSI. Tal deve-se, como já referi, aos baixos salários, os quais, em agregados familiares numerosos, não são suficientes para os excluir da prestação. Por outro lado, como são famílias com filhos, isso traduz-se numa elevada percentagem de jovens beneficiários.&lt;br /&gt;T.N.- Há a percepção de que o subsídio de reinserção social só é atribuído a quem viva sozinho ou com descendentes. É esta a realidade?&lt;br /&gt;N.L.- O RSI é atribuído a qualquer agregado que reúna as condições previstas na Lei. Viver sozinho ou com descendentes não é condição. Nós temos, isso sim, um valor considerável de famílias monoparentais femininas (mãe com filhos) que são beneficiárias de RSI. Isso é fácil de compreender, considerando que as famílias monoparentais são as que correm maior risco de pobreza, atendendo à diminuição de rendimentos em caso de monoparentalidade. Foi por isso que, recentemente, o Abono de Família teve uma majoração de 20% para os agregados familiares monoparentais. Trata-se de uma medida, que visa diminuir o risco ou a severidade da pobreza destas famílias.&lt;br /&gt;T.N.- Tem havido muitas baixas fraudulentas? Como se desenrola o processo e qual a penalização?&lt;br /&gt;N.L.- Inserido no plano nacional de combate à fraude, os serviços deste Instituto têm desenvolvido um programa sistemático de verificação de baixas médicas. No ano de 2006, efectuámos a verificação de 4993 baixas e, em 2007, 5 357, das quais, respectivamente, 533 (11%) e 642 (12%) foram consideradas irregulares. Ou seja, a taxa de crescimento do número de baixas verificadas, foi de 7%, em relação ao ano anterior.&lt;br /&gt;As verificações são efectuadas pelos inspectores da segurança social, que devem verificar se os beneficiários estão a cumprir com as respectivas obrigações, nomeadamente, não se ausentar do domicílio, excepto para tratamento ou, no caso de autorização médica constante do CIT (Certificado de Incapacidade Temporária), nos períodos das 11 às 15 e das 18 às 21 horas.&lt;br /&gt;Em caso de incumprimento o beneficiário é notificado, tendo um prazo de 5 dias úteis para apresentar uma justificação atendível. No caso de a justificação não ser atendível, o subsídio de doença é cessado. No sentido de tornar mais eficazes as inspecções, fazemos deslocar periodicamente inspectores de umas ilhas a outras, processo que se tem tornado eficaz.&lt;br /&gt;T.N.- Qual a situação em termos de pensões?&lt;br /&gt;N.L.- Em 2006 forma atribuídas 175.672.724,38 pensões e 19.036.783,91 Complementos Regionais de Pensão. Em 2007, os valores foram de 182.684.986,96 e 19451.957,231, respectivamente. Na totalidade, a despesa com prestações sociais em 2007 foi de 274 264 274,68 Euros, pois devemos contar com os 73.541.865,39 de prestações sociais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Setembro de 2008. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-8523365631910653991?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/8523365631910653991/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=8523365631910653991' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/8523365631910653991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/8523365631910653991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/09/salrios-mnimos-e-mdios-muito-baixos.html' title='Salários mínimos e médios muito &quot;baixos&quot;!'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SM_fiKTjMQI/AAAAAAAAAFw/qD8kcjCY4fw/s72-c/atendimento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-264521432692809585</id><published>2008-09-16T16:24:00.002Z</published><updated>2008-09-16T16:28:55.595Z</updated><title type='text'>É essencial uma "análise rigorosa do rendimento das familias"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SM_ewfIIdDI/AAAAAAAAAFo/Vm9b-ofECxg/s1600-h/euro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246657015480611890" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SM_ewfIIdDI/AAAAAAAAAFo/Vm9b-ofECxg/s320/euro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sociedades Financeiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Actualmente, não são apenas as instituições bancárias tradicionais a disponibilizarem ao cliente créditos pessoais. Surgiram no mercado de há uns anos a esta parte, um vasto grupo de sociedades financeiras que o fazem, proporcionando "mais qualidade de vida" às famílias e permitindo-lhes comprar um novo automóvel ou viajar, por exemplo. Segundo Marta Guerreiro, directora financeira do BANIF, resta saber, se estas têm "rendimentos suficientes", para suportar o "fardo difícil" da prestação mensal. E, para isso, é fundamental haver uma "Análise rigorosa" do caso em concreto, que é "sempre" feita na banca tradicional. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Hoje não são apenas as instituições bancárias tradicionais a disponibilizarem ao cliente créditos pessoais. Surgiram no mercado de há uns anos a esta parte, um vasto grupo de sociedades financeiras que o fazem, proporcionando "mais qualidade de vida" às famílias e permitindo-lhes comprar um novo automóvel ou viajar, por exemplo. Segundo Marta Guerreiro, directora financeira do BANIF, resta saber, se estas têm "rendimentos suficientes" para suportar o "fardo difícil" da prestação mensal.&lt;br /&gt;Marta Guerreiro, directora financeira do BANIF, começa por explicar que a actuação das sociedades financeiras de aquisição a crédito (SFAC) começou por se desenvolver junto de um segmento de clientes que, genericamente, encontrava algumas "dificuldades de financiamento junto da banca tradicional". Aí, estas sociedades optaram por "compensar" uma maior probabilidade de incumprimento com taxas de juro "mais onerosas". Este segmento de clientes, alerta, não era "explorado" directamente pela banca dita tradicional e começou a ser desenvolvido pelas SFAC, no início, "maioritariamente, em parceria com o comércio automóvel". Isto, embora hoje com uma oferta presente nas mais "variadas" actividades comerciais. Por isso, esclarece, não faz sentido falar em "lesão à banca", mas antes em "exploração de um nicho de mercado, até então, pouco trabalhado".&lt;br /&gt;Quanto à veracidade destas agências, que muitas vezes não possuem qualquer sede ou delegação na Região, a directora aponta que o estado de desenvolvimento em que a economia de mercado se encontra, permite que sejam disponibilizados aos clientes produtos e serviços "sem um contacto directo" com as empresas, o que em nada deverá colocar em causa a "legalidade" dos negócios envolvidos.&lt;br /&gt;Mas "os clientes deverão dar sempre preferência às empresas com maior notoriedade e familiaridade"- aconselha, reconhecendo que no que respeita à "gestão do património financeiro", é "natural que os clientes privilegiem a banca tradicional", onde encontram um rosto familiar disponível para lhes indicar e "aconselhar" sobre as várias soluções actualmente disponíveis, quer a nível do crédito (pessoal, imobiliário, cartões, leasing, renting, etc), quer a nível da aplicação de riqueza (depósitos a prazo, contas poupança, obrigações, fundos, ppr, mercado de capitais, etc.) que mais se adequam aos seus interesses. Mara Guerreiro aproveita também para dizer que é, efectivamente, como "banco de relação", que o Banif Açores faz questão de estar no mercado.&lt;br /&gt;Algumas SFAC pertencem a grupos económicos onde também se incluem bancos comerciais, ou seja trabalham em parceria com a banca. "A não associação entre empresas ao nível publicitário dever-se-á a estratégias de marketing com vista à autonomização de marcas"- justifica.&lt;br /&gt;Referindo-se ao facto deste novo conceito de dinheiro fácil (em alguns casos basta um telefone), ser, ou não, um meio correcto de abordagem ao cliente e questionada sobre o carácter ético, ou não, da insistência e percepção, em que este pode ser facilmente induzido a realizar um crédito, Marta Guerreiro avança que a regulamentação existente a nível do crédito ao consumo procura "proteger os clientes" de diversas formas. Por sua vez, enfatiza, também a banca tem, "tradicionalmente", a preocupação de "analisar criteriosamente" a concessão de crédito, o que vai de encontro, quer ao interesse do cliente, e ao da própria instituição. Por outro lado, a directora admite também que, em última instância, o cliente deverá "sempre procurar esclarecimentos e informação", sobre as condições inerentes aos contratos que formaliza, pois "sempre que um cliente é devidamente esclarecido, julgamos não se poder falar em falta de ética".&lt;br /&gt;Quanto ao efeito destes créditos na vida das famílias, a empresária acrescenta que a concessão de crédito ao consumo permite às famílias a "antecipação" da realização de vários objectivos, como a aquisição de equipamentos, a compra de um automóvel, a realização de tratamentos médicos mais dispendiosos ou a concretização de uma viagem, entre outros. Nesta medida, esta pratica "melhora a qualidade de vida" das famílias, que de outra forma estariam"privadas" destes bens ou serviços. Por outro lado, estes créditos, alerta, podem representar um "fardo difícil de suportar quando as responsabilidades inerentes não são comportáveis pelos rendimentos" das mesmas. Dai a necessidade de e a importância de uma "análise rigorosa à capacidade de endividamento dos clientes", que, em regra, está "sempre presente" na banca tradicional.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Setembro de 2008. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-264521432692809585?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/264521432692809585/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=264521432692809585' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/264521432692809585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/264521432692809585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/09/essencial-uma-anlise-rigorosa-do.html' title='É essencial uma &quot;análise rigorosa do rendimento das familias&quot;'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SM_ewfIIdDI/AAAAAAAAAFo/Vm9b-ofECxg/s72-c/euro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-5697016448908840430</id><published>2008-09-16T16:18:00.003Z</published><updated>2008-09-18T09:10:31.480Z</updated><title type='text'>"Um bocadinho de céu na terra"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SNIa_4alOaI/AAAAAAAAAGA/4r2PTmwbn6Q/s1600-h/foto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247286200618006946" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SNIa_4alOaI/AAAAAAAAAGA/4r2PTmwbn6Q/s320/foto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SM_dsxG__aI/AAAAAAAAAFg/K1MD_HP36EI/s1600-h/fotos+011.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;João da Ilha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aquilo de que mais gosta é de “gostar das pessoas”. João da Ilha define-se como sorridente, trabalhador, persistente e sonhador”. Natural da ilha Terceira, mudou-se para Setúbal para tirar o curso de Gestão de Recursos Humanos, que não terminou, pois “a música falou mais alto”. O cantor adorou o concerto nas Portas do Mar e avançou ainda que a sua estadia em São Miguel foi muito “intensa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Aos 20 anos viajou para Setúbal, para estudar Gestão de Recursos Humanos (curso do qual desistiu mais tarde), que lhe pareceu na altura uma opção “viável”, mas ainda não sabia qual o seu caminho. Aquilo de que mais gosta é de “gostar das pessoas”. João da Ilha define-se como sorridente, trabalhador, persistente e sonhador”. Nasceu na freguesia de São Bento, na periferia de Angra do Heroísmo, e cresceu praticamente como um “rapaz citadino numa ilha”.&lt;br /&gt;O “interessante” do seu percurso de vida, foram as pessoas que conheceu e os “amigos” que fez.&lt;br /&gt;Define-se como uma pessoa “sorridente, trabalhadora, persistente, sonhadora e que adora as pessoas” em geral. “Aquilo de que mais gosto é de gostar das pessoas”.&lt;br /&gt;O que lhe custa mais é quando estas têm “falta de crédito em si mesmas e na vida”, pois a crítica, reconhece, às vezes “desilude” um pouco. Tenta dar outra perspectiva da vida, seguindo o seu sonho e pondo-o em prática, o que as pessoas às vezes vêem como “inspiração”. O que mais gosta nas pessoas é estas “sorrirem e amarem”, pois dá-lhe “prazer”. Referindo-se à forma como foram recebidos e tratados em São Miguel, o cantor classifica a ilha como “um bocadinho do céu na terra”.&lt;br /&gt;Na tuna ultrapassou a sua timidez e desenvolveu as suas capacidades musicais, a cantar e a “apostar” mais. Já na Terceira cantava, mas apenas com amigos, pois era um pouco “envergonhado e tímido”. Estudou no Instituto Musical Mozart, onde teve aulas de guitarra, e na escola de Jazz do Seixal.&lt;br /&gt;Trabalhou ainda na área de espectáculos, o que foi uma “óptima” escola, mas nos últimos dois/três anos “a música cada vez falou mais alto”. Teve também um dueto de guitarras com um amigo da Terceira, que também queria ir “o mais longe possível”.&lt;br /&gt;Em 2007, decidiu seguir um caminho a solo e começou a tocar em alguns bares de Setúbal, e uma vez em Lisboa.&lt;br /&gt;Referindo-se à vinda a São Miguel, João conta que conheceu António Severino quando foi actuar à Terceira, tendo sido depois convidado em directo na rádio, por Sidónio Bettencourt, para actuar com ele em palco. “Completamente apanhado de surpresa, disse logo que sim, pois era uma honra. Fizemos um pequeno ensaio no dia em que ele chegou, à noite tocamos e foi bonito”- enfatiza, avançando que a “empatia” com António foi “muito grande”. Diz gostar de fazer algo “giro”, o que afirma ter “cativado” um pouco as pessoas e era o seu objectivo. O cantor pretende cantar originais, mas também um pouco das origens da música portuguesa, algo com que as pessoas se identifiquem, porque os originais ainda não são muito conhecidos. As críticas, sublinha, têm sido “positivas”.&lt;br /&gt;Não considera que a sua música seja essencialmente de “intervenção”, mas indirectamente reconhece que pode ter esta vertente. Raízes tradicionais, populares e de folclore, e influencias Zeca Afonso, Trovante, Madredeus, Zeca Medeiros, Luís Alberto Bettencourt, Luís Gil Bettencourt, Susana Coelho, marcam a sua música, “tal como todas as referências desde o Pop, Rock, Jazz e por ai fora"- esclarece.&lt;br /&gt;Quanto ao facto de um artista tomar posições em relação ao que acontece na sociedade, João da Ilha avança que “depende das pessoas”, pois “há artistas que tomam posições e conseguem grandes feitos mundiais”. O que certas pessoas encaram como algo “positivo”, salienta, dando o exemplo de Bono, dos U2, que faz “imensas” campanhas mundiais.&lt;br /&gt;“Não me vejo a tentar mudar o mundo e a tomar posições, mas há vezes em que isso acontece”, evidencia. "O Homem, o Velho" tem “claramente” uma intervenção social, que surgiu muito “naturalmente”. A música fala um pouco da "geração rasca", de que se falava há uns anos atrás. João da ilha aproveita para dizer que se “atacavam muito os jovens, mas estes vão buscar aos mais velhos, que é de onde obtemos a nossa primeira referência. Dizem que os jovens não têm respeito, mas o primeiro respeito tem que vir dos mais velhos. Assim, passamos de pais para filhos e netos”- argumenta, avançando que a canção não é uma critica, mas uma “chamada de atenção às pessoas mais velhas, não a nível cronológico, mas de espírito, para abrirem os olhos, o coração e não resmungarem tanto, acreditarem mais”.&lt;br /&gt;Um artista em início de carreira tem sobretudo de “acreditar” no seu trabalho. Depois, há que estar “atento” para saber o que o mercado procura. Por um lado começa a haver uma “abertura” aos sons modernos essencialmente de editoras independentes. As grandes editoras para terem uma “boa” quota de mercado, justifica, continuam a apostar nos 'dinossauros' da música, como Jorge Palma, Sérgio Godinho, Rui Veloso, entre outros, que são quem efectivamente “ainda” vende discos.&lt;br /&gt;Quanto à divulgação da música portuguesa nas rádios, João afirma ter havido um pequeno Boom, mas, lamenta, haver ainda rádios como a “Antena 3” (uma rádio “muito forte”), que podia passar “muito mais” música portuguesa.&lt;br /&gt;Outras “passam muitos grupos portugueses, mas sobretudo a cantar em inglês, apostam mais em bandas portuguesas, mas continuam a dar uma vertente anglo-saxónica”- enfatiza, avançando que talvez seja mais “barato” para o mercado internacional. Mas, felizmente há rádios que têm apostado na música nacional, como a RFM ou a Radar, que se ouve “mais” agora.&lt;br /&gt;Internacionalizar a música portuguesa é, admite, “difícil”, mas é “possível”, argumenta, dando o exemplo de Mariza que considera o “expoente máximo” do fado.&lt;br /&gt;O objectivo “editar um EP e mais tarde um álbum e quando muito, a curto prazo, uma maquete para ir bater a algumas portas”. Estar na estrada, sem um cd para promover, “não faz muito sentido”. O cd será eventualmente uma “mistura” de músicas mais antigas (com nova roupagem) com outras mais recentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João da Ilha nasceu em 1979 nos Açores, na ilha Terceira, onde absorveu as principais influências da sua musicalidade assentes nas tradições do folclore e das modas populares e nos estilos musicais de Rock e Pop, que predominaram nas rádios lá de casa nos anos 80 e 90.&lt;br /&gt;Foi estudar para Setúbal, onde começou o seu percurso na música, passando pela Tuna Académica de Setúbal Cidade Amada do Instituto Politécnico de Setúbal, Instituto Musical Mozart (Setúbal), Dueto de Guitarras Acústicas chamado Projecto Ilha Zero, e Escola de Jazz e Música Moderna do Seixal. O seu mundo de influências está já mais diversificado, incluindo algumas influências de Jazz e Músicas do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já cantava e tocava guitarra a solo em Setúbal e Lisboa, quando, no início de 2008, começou a trabalhar com Nuno Carpinteiro (Acordeão) e Sandro Maduro (Viola Baixo e Voz). Músicos de Terras do Sado, companheiros de outras andanças do mundo musical académico, com o mesmo desejo de desenvolver um projecto moderno de música portuguesa. Também desenvolveram outros projectos musicais ao longo destes últimos anos, como a Einstein Band ou Tuna Académica de Setúbal Cidade Amada.&lt;br /&gt;O Verão de 2008 foi marcado pela estreia do projecto no “Lounge caffe”, em Setúbal, e pela passagem nos Açores (Terceira e São Miguel), que teve a participação especial de António Severino do Tributo – São Jorge, nas percussões.&lt;br /&gt;Actualmente trabalha também com João Moreira (Baterista), o mais recente membro do grupo, no sentido de prepararem novas gravações e actuações para darem a conhecer o seu trabalho a nível nacional. António Severino surgiu daquele feliz encontro e é convidado especial na Percussão (Cajon), sempre que possível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Setembro de 2008. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-5697016448908840430?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/5697016448908840430/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=5697016448908840430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/5697016448908840430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/5697016448908840430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/09/um-bocadinho-de-cu-na-terra.html' title='&quot;Um bocadinho de céu na terra&quot;'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SNIa_4alOaI/AAAAAAAAAGA/4r2PTmwbn6Q/s72-c/foto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-2524827296086607204</id><published>2008-09-16T16:10:00.003Z</published><updated>2008-09-16T16:17:50.873Z</updated><title type='text'>Viajar para aprender!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SM_bpFzf-yI/AAAAAAAAAFY/GKK4EzX19uk/s1600-h/Rui+Bettencourt+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246653589889219362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SM_bpFzf-yI/AAAAAAAAAFY/GKK4EzX19uk/s320/Rui+Bettencourt+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fórum Eurodisseia 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Reforçar" a identidade regional numa Europa unida, para uma maior "empregabilidade" dos jovens, que adquirem assim novas competências no espaço comunitário, foi o objectivo principal do Fórum Eurodisseia 2008, realizado em Ponta Delgada. Segundo Michele Sabban, presidente da Assembleia das Regiões, o Eurodisseia visa "melhorar" as oportunidades dos jovens europeus, dando-lhes uma experiência de trabalho no estrangeiro e a possibilidade de conhecerem a cultura sócio-económica destas Regiões. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;"O Eurodisseia é um programa de mobilidade e formação juvenil da Assembleia das Regiões da Europa dirigido pelos Açores, que pretende reforçar a identidade regional numa Europa unida e visa a empregabilidade dos jovens, que adquirem assim novas competências no espaço comunitário"- foram palavras de Rui Bettencourt, director regional do Trabalho e Qualificação Profissional, na Sessão de Abertura do Fórum Eurodisseia, realizado em Ponta Delgada, na passada semana.&lt;br /&gt;O director avançou ainda que esta ligação tem de ser mantida, sendo a sua presença um "sinal" político neste quadro.&lt;br /&gt;Álamo Meneses, secretário regional da Educação e Ciência, defendeu que a Assembleia das Regiões da Europa (ARA) deve ser um dos pilares da própria construção europeia e alegou ser essencial que a Europa se construa a partir das bases, das regiões e, dos que se encontram mais próximos dos europeus e das suas necessidades e anseios.&lt;br /&gt;O governante açoriano defendeu também que a construção europeia deve assentar num alicerce regional, podendo fortalecer-se, caso os europeus conheçam melhor as diversas regiões da Europa e se conheçam entre si.&lt;br /&gt;O secretário regional acrescentou que esse objectivo só poderá ser alcançado através de bons programas de mobilidade, permitindo aos jovens participantes criarem laços que materializem a construção europeia.&lt;br /&gt;"A construção europeia não pode ser apenas um fenómeno de normas e cúpulas, devendo assentar nas bases, nas pessoas"- advertiu Álamo Meneses.&lt;br /&gt;O governante realçou ainda a importância do Eurodisseia, criado em 1985, e sublinhou as vantagens do funcionamento dos programas operados no âmbito da Assembleia das Regiões da Europa, que permitem uma mobilidade na área profissional e uma troca de experiências profissionais extremamente interessante e valiosa para todos.&lt;br /&gt;Preconizou, igualmente, uma maior proximidade entre as regiões da Europa e as suas respectivas estruturas políticas, de modo a que a força das ultraperiferias possa materializar-se na própria Assembleia das Regiões da Europa.&lt;br /&gt;Na sua opinião, é importante que a Assembleia das Regiões da Europa assuma uma visão de união entre povos que partilham um destino comum. Referindo-se ao alargamento a Leste, Álamo Meneses adiantou ser vantajoso que isso ocorra, no pressuposto de uma unidade que abranja todos os povos e regiões da Europa.&lt;br /&gt;Para Michèle Sabban, presidente da Assembleia das Regiões (ARA), os Açores são um arquipélago "mítico" pela sua beleza natural e seduzem drasticamente" os mais aventureiros. "O Eurodisseia dá a cada jovem todas estas experiências"- salienta, avançando que o objectivo é "consolidar" o programa e "reforçar parcerias" entre as Regiões, pois a Região pode ter um papel "fundamental" nas politicas de emprego.&lt;br /&gt;O Eurodisseia, acentua, visa "melhorar" as oportunidades dos jovens europeus, dando-lhes uma experiência de trabalho no estrangeiro e a possibilidade de conhecerem a cultura sócio-económica destas Regiões, "alargando" a sua experiência profissional e os seus "horizontes".&lt;br /&gt;"A Assembleia acredita neste programa e para bem da juventude temos de concretizar todos os nossos objectivos e de trabalhar para aperfeiçoar este programa"- acentua, acrescentando que o Eurodisseia tem muitas "vantagens".&lt;br /&gt;Houve lugar ainda para um testemunho de Patrícia Navarro, uma espanhola da zona de Valência, que veio estagiar para o Instituto de Meteorologia de Portugal e está em São Miguel há oito anos. Patrícia conta-nos a sua experiência, começando por dizer que "procurava um estágio e encontrou um emprego". O Eurodisseia, salienta, fez de "tudo" para integrar os jovens nas sociedades que os receberam. A ex estagiária aproveita ainda para recomendar o programa a todos por ser uma experiência "muito enriquecedora" passar alguns meses com pessoas de culturas "diferentes".&lt;br /&gt;Alfred Pilon, director da Mobilidade Profissional e representante do Governo do Quebec, explica que graças a factores como o desenvolvimento do Quebec que conta actualmente com oito milhões de pessoas; a forte emigração europeia; o facto deste ser o maior estado do Canadá; ter uma economia "forte" e uma taxa de desemprego de apenas 6%, levaram a que este estado fizesse parte da Assembleia das Regiões. A previsão para 2011, no Quebec, é de "1,2 milhões" de empregos disponíveis.&lt;br /&gt;O director da mobilidade revela também que será celebrado um acordo com o Quebec, que permitirá aos jovens verem as suas competências "reconhecidas".&lt;br /&gt;A juventude é uma "prioridade", pois são os jovens que formam o conselho da juventude e dão o seu parecer. O Quebec dispõe ainda de uma nova entidade para a juventude, o Logic. "Já 3600 jovens viajaram pelo Eurodisseia entre a França e o Quebec"- sublinha.&lt;br /&gt;Referindo-se às perspectivas do Eurodisseia, Alfred Pilon avança que gostariam de estar em "toda a Europa".&lt;br /&gt;No encontro participaram cerca de 170 representantes das regiões da Europa, nomeadamente, da Alemanha, França, Inglaterra, Espanha, Noruega, Croácia, Rússia, Itália, Roménia, Bulgária, Bélgica, Suíça e Polónia que debateram, com vários especialistas, as questões da identidade regional numa Europa unida.&lt;br /&gt;O Eurodisseia foi o primeiro programa de mobilidade na Europa e é dirigido, desde Janeiro, por Carlos César, presidente do Governo dos Açores, que preside ao programa, e por Rui Bettencourt, director regional do Trabalho e Qualificação Profissional, investido nas funções de secretário-geral.&lt;br /&gt;Alfred Pilon, director da Mobilidade Profissional e representante do Governo do Quebec, e Michèle Sabban, presidente da Assembleia das Regiões da Europa e vice-presidente da Região Parisiense, participaram pela primeira vez no Fórum Eurodisseia 2008, a convite dos Açores e por iniciativa de Carlos César, chefe do executivo açoriano. A presidente da ARA veio acompanhada do secretário-geral da organização, Klaus Klipp, que proferiu uma conferência sobre os desafios do regionalismo na Europa.&lt;br /&gt;Carlos César foi reeleito por unanimidade para presidir ao programa de mobilidade e formação juvenil da Assembleia das Regiões da Europa (ARE), o Eurodisseia, em 2009 e 2010. Decisão que foi aplaudida por Michele Sabban, presidente da ARE.&lt;br /&gt;Os Açores detêm a Presidência e o Secretariado-geral do programa europeu de mobilidade profissional desde Janeiro de 2007, mantendo a liderança e a sede do Eurodisseia até Dezembro de 2010.&lt;br /&gt;A presidência açoriana do Eurodisseia constituirá um dos pontos da agenda da reunião do Bureau Político da Assembleia das Regiões da Europa, a 9 e 10 de Outubro em Paris, sendo validada pela Assembleia Geral da ARE em Tempere, na Finlândia, a 13 e 14 de Novembro.&lt;br /&gt;Da equipa de direcção do programa da qual os Açores fizeram parte estiveram presentes a região belga da Valónia, as regiões francesas de Franco-Condado, Rhone-Alpes e Poitou-Charente (liderada por Segolène Royal), a região romena de Hunedoara e a região croata de Istria.&lt;br /&gt;À margem do evento, Rui Bettencourt avançou que o Eurodisseia conta já com 23 anos e foi o "primeiro" programa de mobilidade profissional da Europa, tendo acabado depois por influenciar vários programas europeus como o Erasmus e o Leonardo da Vinci.&lt;br /&gt;O programa teve início no âmbito da Assembleia das Regiões da Europa, é tutelado pela mesma e promove essa "mobilidade profissional", levando centenas de jovens por ano a fazerem o seu estágio profissional de seis meses, numa empresa situada noutra Região, que não a de origem. Este programa é emblemático e permite "adquirir competências" e também a cultura própria do regionalismo. "Fazemos intercâmbios e essa mobilidade é feita entre regiões e não entre Estados-Membros"- enfatiza, lembrando que a Assembleia das Regiões da Europa engloba "250 regiões europeias" e também Regiões russas, turcas e ucranianas. Trata-se de um programa "farol e exemplar" nesta área. Os Açores, sublinha, estão implicados a “vários” níveis, pois detêm a presidência e o cargo de secretário-geral. “Ousamos há dois anos atrás candidatarmo-nos à presidência deste programa e conseguimos, pois este tinha sido sempre dirigido por regiões muito centrais”- enfatiza, acrescentando que os Açores são uma “pequena” região de 250 mil habitantes e reconhecendo ainda que foi algo “ousado” pretender assumir a presidência e o secretário-geral de um programa deste género, que tem de ser gerido para “toda” a Europa. Ainda por cima, a nível geográfico a Região está numa ponta da Europa, numa zona periférica e dispersa, um palco europeu de “decisões”. Os Açores são ouvidos, têm “crédito” e torna-se interessante ver que os Açores estão implicados para além da gestão directa deste programa. “Surgem problemas como a gestão informatizada entre os gestores do programa e estamos implicados, porque como defendemos muito o regionalismo e a Europa das Regiões”- salienta, lembrando que demonstramos com esse programa a “eficácia” de uma Região, do regionalismo. O interesse é também demonstrar que uma região pequena como os Açores, pode “liderar” um programa como este, ressalva, o que está a acontecer.&lt;br /&gt;Enquanto o Leonardo da Vinci está subjugado a uma burocracia muito “pesada”, o Eurodisseia é um programa muito “flexível”, que integra uma componente interessante, pois integra no estágio, um mês de “língua e cultura da região de acolhimento”, que funciona numa rede de coordenadores muito flexível. “Não enviamos jovens para região nenhuma sem uma garantia de que as pessoas que os vão receber são pessoas de um acolhimento bom e de qualidade, um alojamento bom e uma bolsa capaz”- evidencia.&lt;br /&gt;Rui Bettencourt aproveita ainda para dizer que dos jovens açorianos que fizeram o Eurodisseia, 3 a 4 jovens por ano (cerca de 8 a 10%) deles “ficam a residir no país de acolhimento”, dando o exemplo de uma arquitecta da Ribeira Grande que está na Bélgica, outra de Ponta Delgada que está em Paris e, de uma jovem que “fez o curso de Design de Moda e foi convidada por uma estilista parisiense para fazer parte da equipa” dela. Isto além, de vários casos de estagiários europeus, que “ficam” nos Açores.&lt;br /&gt;Este evento demonstra sobretudo que os Açores são capazes de “liderar” um programa destes, acentua, e de demonstrar às outras regiões europeias que o regionalismo e a Europa são factores “muito importantes para o desenvolvimento”. O regionalismo, porque dá uma “proximidade” muito grande aos cidadãos. “A dimensão região é a ideal para fazer essa proximidade com os cidadãos, o que se procura muito neste momento na globalização”. A segunda dimensão deste fórum é que a Europa, a UE no seu todo é muito “importante” para os Açores, pois não podemos pretender “desenvolvimento” sem implicar regionalismo e a Europa, a Europa das Regiões. O investimento neste Fórum foi de cerca de 20 mil euros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Setembro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-2524827296086607204?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/2524827296086607204/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=2524827296086607204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/2524827296086607204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/2524827296086607204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/09/viajar-para-aprender.html' title='Viajar para aprender!'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SM_bpFzf-yI/AAAAAAAAAFY/GKK4EzX19uk/s72-c/Rui+Bettencourt+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-3257962730858357742</id><published>2008-09-16T16:06:00.003Z</published><updated>2008-11-23T19:24:39.629-01:00</updated><title type='text'>Liberdade total em viagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SM_aRkSBPeI/AAAAAAAAAFQ/mgTaPF2RcP4/s1600-h/capafogo1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246652086241803746" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SM_aRkSBPeI/AAAAAAAAAFQ/mgTaPF2RcP4/s320/capafogo1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Clube Motard de Santa Maria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Viajar de mota sem itinerário planeado e ao sabor do vento é o programa do passeio anual do Clube Motard de Santa Maria, que se prolonga até São Miguel, como já é habitual. Paulo Resendes, membro do clube, conta ainda que a ida à ilha Terceira era a novidade este ano, o que não foi possível, pois "a transportadora cancelou a viagem e inviabilizou o passeio, o que nos deixou desiludidos e chateados". Segundo Marco Soares, presidente do referido clube, nos anos anteriores o evento teve "bastante" adesão, sendo o objectivo fazer "novas amizades e conhecer novas paragens".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Viajar de mota sem itinerário planeado e ao sabor do vento é o programa do passeio anual do Clube Motard de Santa Maria.&lt;br /&gt;Marco Soares, presidente do Clube Motard de Santa Maria, começa por dizer que todos os anos visitam outra ilha, normalmente São Miguel por motivos logísticos. O que este ano, lamenta, não foi possível por questões de "transporte". As edições anteriores tiveram "bastante adesão, mas este ano ainda não se sabe qual o número de participantes"- sublinha, avançando que os objectivos são "fazer novas amizades e conhecer sítios diferentes", dando praticamente a volta à ilha.&lt;br /&gt;O programa ainda não é definitivo e "a viagem em si não está muito programada, preferimos ver o que vamos fazer, consoante a opinião de todos e não só da direcção"- enfatiza o presidente. Chegando aos respectivos destinos, o clube optou ainda por fazer "tudo o que passar pela cabeça na altura", mas o investimento é praticamente nulo, pois cada um é responsável pelas suas despesas.&lt;br /&gt;"Para entrar no clube, basta ter mota e um mínimo de idade claro, 18 anos"- salienta Marco Soares, avançando que esta entidade já organizou vários eventos este ano, como "passeios e um ralie-paper de mota".&lt;br /&gt;O clube nasceu "há cerca de cinco anos", relata, e comemorou no passado dia 6 de Abril o seu quinto aniversário. Ocasião festejada com um jantar, onde não podiam faltar o bolo e o champanhe. Mas Marco Soares não sabe de mais pormenores, visto ser presidente há "pouco tempo". O seu objectivo é mesmo a promoção de eventos, o que o presidente lamenta que tem sido "muito difícil" de alcançar desde há dois anos, pois "não há verba".&lt;br /&gt;"Contratávamos artistas de motas e pensamos fazer o mesmo em 2007, mas não foi possível"- justifica.&lt;br /&gt;Há dois ou três anos atrás, Marco Soares conta que puderam contar com Humberto Ribeiro, campeão mundial de Freestyle, e o ano passado queriam-no de volta, mas "não conseguimos verba de maneira nenhuma"- afirma, insatisfeito, lembrando que Humberto até pretendia trazer "um Ferrari" para fazer o espectáculo.&lt;br /&gt;Apenas para a ida de artistas a Santa Maria, o presidente do Clube de Motards revela necessitar de uma verba de "5 mil euros". Além de que não têm "sede própria", apenas um espaço "provisório, pois nem o terreno conseguimos ainda".&lt;br /&gt;Marco Soares lembra também que costumam fazer umas barraquinhas "para angariar alguns fundos" e desde o início do clube as várias direcções têm "batalhado ao máximo", para poderem ter sede própria, o que, na sua opinião, "irá certamente irá unir mais os sócios e proporcionar um maior convívio", no lugar de os "afugentar", como tem acontecido.&lt;br /&gt;O balanço da actividade do clube tem sido "positivo", pois "embora sejamos pequenos somos bons"- conclui.&lt;br /&gt;Por seu lado, Paulo Resendes, membro do Clube Motard, começa por confessar estar "muito chateado", pois, lamenta, a transportadora regional "cancelou" a viagem dos motards à ilha Terceira, "inviabilizando" o passeio. "A empresa dos barcos dificultou-nos ao máximo a realização desta viagem e agora verifico que é somente para dar jeitos a um ou outro amigo"- acentua.&lt;br /&gt;"Em Santa Maria, o Santorini fez tempo no mar para levar somente os carros participantes (refere-se à volta dos clássicos), o que talvez nem chegue a 40 pessoas. Na sexta dia 12, entrou no porto um petroleiro, que descarregou combustível durante 36 horas, mas o Santorini esteve na noite de sexta para sábado. O petroleiro teve de parar a bombagem, aguardando no exterior até ás 8h da manhã, saindo o Santorini para o largo da ilha para, como se diz na gíria, fazer piscinas (matar tempo), até atracar novamente ás 17h. Isto, para levar de volta os carros antigos. E não tendo o petroleiro terminado a descarga, teve de voltar a entrar no porto. Ou seja, 3 entradas somente por causa de uma alteração de horário do navio por causa destes carros". – desabafa, alertando contudo ser "adepto destas realizações, mas não de se prejudicar uma ilha inteira por causa disto!".&lt;br /&gt;Mas, sublinha, "soou aos ouvidos dos responsáveis que alguns órgãos de comunicação social já estavam a par desta situação e, inverteram-na". Logo, agora "em vez de ser o Santorini, a levar de volta os carros antigos e a fazer piscinas, será o navio tanque". Inverteram os papéis, argumenta, para "dar menos nas vistas" e uma operação comercial que "levaria 36 horas, passará quase a 50h (€€€ ai ai!!!!)".&lt;br /&gt;Salientou ainda que, tendo em conta a "dimensão" da ilha, as actividades do clube não se cingem somente ao andar de moto, pois além dos passeios destacam-se "acções de âmbito social", como "dar sangue", que evolve "muitos marienses aficionados, ou não," das duas rodas. Daí, sublinha, os marienses terem muita "consideração" por este clube.&lt;br /&gt;"Os Motard´s marienses não são aqueles motoqueiros que fazem barulho e provocam distúrbios..."- é o que afirma ouvir da boca das pessoas e é "bonito".&lt;br /&gt;"Ajudar quem mais precisa"... foi o slogan que motivou, mais uma vez, os motards marienses a irem para a estrada juntamente com as companheiras ( motos e penduras) "distribuir pelas crianças mais carenciados brinquedos e guloseimas", algo que, reconhece, muitas vezes, estas têm alguma "dificuldade" em receber nesta época festiva.&lt;br /&gt;Com o passar dos anos, "felizmente" esta associação mariense tem recebido dos seus associados "cada vez mais brinquedos e contributos" para oferecer, o que demonstra apenas a "generosidade" dos marienses e em especial dos seus aficionados pelas duas rodas.&lt;br /&gt;No natal, os motards oferecem também um cabaz a uma família mais carenciada, revela, avançando que um ano o prémio coube ao Recolhimento de Santa Maria Madalena, instituição que acolhe idosas no seu seio. Foi "muito cativante observar aquelas idosas ao brincar com o pai natal motard, que lhes transmitia uma enorme boa disposição e alegria, respondendo estas com um enorme sorriso e o comentário que no seu tempo não existia aquele senhor vestido de vermelho, chamado de pai natal"- acentua.&lt;br /&gt;Os rebuçados e o pai natal foram mais duas "importantes características" do peculiar passeio, que passou por "todas" as freguesias da ilha, enquanto as crianças corriam para a estrada na tentativa de "observar" o pai natal e que o mesmo fosse bondoso e lhe desse algumas guloseimas.&lt;br /&gt;De salientar, é também a Via Sacra "Motard", que "conjuga a religião católica com uma actividade sobre rodas" e que considera ser algo "diferente".&lt;br /&gt;"Com maior ou menor devoção, os 70 participantes na Via Sacra "Motard" tiveram na pessoa do padre Abel Maia um óptimo guia, pois este incentivou e concretizou a ideia de num percurso motard incluir a passagem em 14 das muitas igrejas e ermidas marienses, onde era feita uma breve resenha histórica sobre cada uma, algo que originava muitas vezes comentários curiosos"- esclarece.&lt;br /&gt;A população da ilha, sublinha, tem grande "apreço" por esta actividade motard que, à semelhança doutras romarias, esperava pelos "peregrinos" nos templos.&lt;br /&gt;Assim, os participantes para além de ouvirem algumas palavras com "fundamento religioso", puderam também "visitar templos católicos" pouco frequentados durante o ano e que, devido á sua qualidade de construção, são "autênticas" obras de arte.&lt;br /&gt;O clube organizou ainda recentemente uma etapa do 1ºMoto Rallie dos Açores, na qual depois de terem iniciado a prova em São Miguel, os cerca de "70 Motard´s vindos do continente", visitaram Santa Maria.&lt;br /&gt;O evento foi organizado em acção conjunta com o CATTT/INATEL /C Motard São Miguel, tendo em Santa Maria um apoio logístico do Clube Motard local, num trabalho muito "elogiado" por todos, pois não sem qualquer fundamento "competitivo", o CMSM levou os forasteiros a locais "muito bonitos" da ilha, e "foi visível o prazer dos motards" a percorrerem as estradas marienses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Setembro de 2008. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-3257962730858357742?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/3257962730858357742/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=3257962730858357742' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/3257962730858357742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/3257962730858357742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/09/liberdade-total-em-viagem.html' title='Liberdade total em viagem'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SM_aRkSBPeI/AAAAAAAAAFQ/mgTaPF2RcP4/s72-c/capafogo1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-165742618513766878</id><published>2008-09-10T17:21:00.002Z</published><updated>2008-09-10T17:24:48.449Z</updated><title type='text'>Camada de ozono recupera "em 2040"!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMgC2o9Q39I/AAAAAAAAAFA/HvEVbr7geRk/s1600-h/ozono.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244444903803510738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMgC2o9Q39I/AAAAAAAAAFA/HvEVbr7geRk/s320/ozono.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Preservar o Planeta Terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O planeta terra deve e tem de ser preservado a qualquer custo, se é que queremos que a humanidade continue a existir. Um dos problemas que mais ameaça, actualmente, o ser humano é a camada de ozono. Esta sofreu uma destruição maciça em 1960, devido à revolução industrial, mas prevê-se que recupere em 2040, estando actualmente em situação de “inversão”. Diamantino Henriques, delegado regional do Instituto de Meteorologia, avançou que já há alguns “sinais, de que a camada de ozono está a recuperar”, em consequência das medidas tomadas, nomeadamente com o “protocolo de Montreal”. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O planeta terra deve e tem de ser preservado a qualquer custo, se é que queremos que a humanidade continue a existir. Um dos problemas que mais ameaça, actualmente, o ser humano é a camada de ozono. Esta sofreu uma destruição maciça em 1960, devido à revolução industrial, mas prevê-se que recupere em 2040.&lt;br /&gt;Diamantino Henriques, Delegado Regional do Instituto de Meteorologia, começa por dizer que de acordo com o relatório científico de 2006 sobre o estado da camada de ozono, aparentemente esta encontra-se em situação de “inversão”.&lt;br /&gt;“Já há alguns sinais de que a camada de ozono está a recuperar, principalmente nas latitudes médias, em consequência das medidas que foram tomadas, nomeadamente com o protocolo de Montreal e com as emendas feitas a seguir”- acentua, acrescentando que de momento “praticamente todas” as substancias que destruíam a camada de ozono, já estão “fora do mercado e já não são produzidas” industrialmente. No entanto, alerta, muitos sistemas como o de “refrigeração” estão ainda em uso e contêm essas substâncias nos seus circuitos. Líquidos que, mais tarde ou mais cedo, serão “libertados” para a atmosfera, se não forem devidamente reciclados. É também ser necessário ter em atenção, que estes na sua maior parte ainda estão “em vias de desenvolvimento e sem estruturas capazes dessa reciclagem”. Por isso, é natural que haja “lixeiras com milhares e centenas de milhares desses sistemas”, que têm algumas “toneladas de CFC’s (gases), que vão ser libertados e que lentamente entram na estratosfera”. Embora a concentração de CFC’s na atmosfera esteja a diminuir gradualmente, sublinha, há ainda emissões à superfície que não vão parar bruscamente, apenas “diminuem lentamente” na estratosfera e, em consequência disso o ozono destruído, vai ser “menor”. Esta situação reconhece ser “muito lenta”, pois os gases que entram na atmosfera permanecem lá algumas “dezenas de anos e demoram muito tempo a ser removidos” da estratosfera.&lt;br /&gt;“Não há muito mais a fazer, para evitar que a camada de ozono se deteriore ainda mais”- enfatiza, avançando que resta apenas esperar, tentar “cumprir” os protocolos e esperar que não haja “efeitos secundários por parte das alterações climáticas”, que podem “dificultar a recuperação da camada do ozono”. Trata-se de um sistema isolado, que não se desenvolve “apenas” devido ao buraco de ozono e não tem uma causa “única”, os CFC’s, mas uma componente “dinâmica e física”, relativa ao clima.&lt;br /&gt;Inclusivamente, “as alterações do ozono na estratosfera não sucedem exclusivamente devido aos CFC’s, mas à própria circulação atmosférica e ao clima”.&lt;br /&gt;Ao Homem resta “esperar”, apesar de haver modelos que indicam e tentam reproduzir o passado e o futuro. Mas há alterações na atmosfera que são “previsíveis, como as erupções vulcânicas, que podem ter um efeito negativo e contrário” ao previsto, pois podem “ejectar material na estratosfera como os aerossóis fosfato, que destroem o ozono em determinados níveis da atmosfera e actuar como se fossem um CFC. Além de destabilizarem o equilíbrio de formação e destruição do ozono”, que pode “diminuir devido a estas emissões” de material vulcânico.&lt;br /&gt;Quanto ao papel do homem, Diamantino Henriques salienta existirem duas componentes. Uma como agente que pode “alterar” qualquer coisa, como fez com o equilíbrio da estratosfera, que é “muito frágil”. O ozono é um componente “minoritário” que tem o seu máximo de concentração na estratosfera, mas, esclarece, o que era emitido é muito mais pequeno. “Uma única molécula de CFC pode destruir milhares e milhares de moléculas de ozono e a contribuição do homem é pequena, mas é suficiente para desequilibrar o equilíbrio da estratosfera”- salienta, contrapondo que esse mesmo equilíbrio, que é alterado, se pode “reverter” contra o próprio homem, tornando-se este sua vítima. Isto, porque o ozono tem duas componentes, uma de “protecção de filtro natural dos raios ultravioleta e também é um gás climático”.&lt;br /&gt;Se não fosse o ozono na estratosfera, esta “não” existia como tal, pois constitui uma região da atmosfera com um determinado “perfil térmico e com uma estrutura vertical, meteorologia e clima completamente diferentes”. A maior parte dos fenómenos meteorológicos ocorre basicamente numa altitude “até 12 mil metros”. Depois, surge a estratosfera onde “estamos habituados a voar e a partir de certa altura já não há nuvens” e a estratosfera, uma zona “muito estável”, mas apenas devido ao ozono. Se esta não existisse, as nuvens possivelmente atingiriam uma altitude muito maior do que a que temos agora, logo “o clima era diferente. “O Homem pode alterar o ozono, mas este também o altera”.&lt;br /&gt;Em termos de previsões, o delegado afirma serem vários os modelos baseados em diversos cenários, apontando “todos para uma recuperação da camada de ozono, a partir do ano 2040, com um erro de cerca de 10 anos”. Esta recuperação, esclarece, significa que “a camada de ozono irá atingir os valores de 1960”, altura em que se supõe que a estratosfera tenha começado a ser “afectada” pelos CFC’s, que foram inventados nos anos 50. Actualmente, encontramo-nos numa situação de inversão já numa fase “ascendente”, na qual o mínimo deve ter sido atingido por volta do ano 2000, o que não significa que haja situações tão “extensas”, como o buraco do ozono em 2000, que teve um significado muito maior. “Há formações do buraco de ozono da Antárctida, que vai começar a estabelecer-se e a crescer nos próximos dias”- revela.&lt;br /&gt;Uma eventual destruição total da camada de ozono, teria como consequências imediatas um “aumento brutal da radiação ultravioleta, que é extremamente perigosa para todos os seres vivos e como tal seria o fim das condições de vida à superfície da terra, tal como conhecemos hoje”. Outro efeito seria também a “alteração da estrutura térmica da atmosfera e do próprio clima, que seria muito diferente” do actual, com tempestades mais “intensas” do que as de hoje. O que, curiosamente, não implica directamente que o clima passasse a ser “mais quente”, mas a tropo posa, o topo da troposfera, seria “muito mais” alta possivelmente. E dar-se-ia um desenvolvimento de nuvens de convexão muito mais altas do que o actual e uma maior instabilidade. “Haveria mais tempestades e mais violentas, com granizo e tempestades eléctricas maiores, do as que existem agora, como ocorre nos trópicos”.&lt;br /&gt;Há regiões que podem ser “mais afectadas” do que outras, porque o ozono é um gás com origem nos trópicos, que é transportado de acordo com a situação estratosférica para os pólos, que constituem o “reservatório natural do ozono” na atmosfera. Essas regiões têm determinadas “configurações geográficas”, que permitem que o ozono esteja em equilíbrio e que em determinadas circunstâncias, no caso da Antárctida, se estabeleça um “vórtex, uma circulação fechada bastante estável”. Essa circulação, por sua vez, “favorece a destruição e o isolamento” de uma determinada área, no caso de “uma destruição da camada de ozono com essas substancias dentro e, a destruição exaustiva e maciça do ozono, que está dentro dessa área”. A destruição maciça num reservatório significa que quando este se desfaz, no final da época de um buraco de ozono, essa zona “desfaz-se e dilui-se” com o resto do ozono e, o resultado final é “menos ozono do que o que se tinha inicialmente.” Há um equilíbrio e um reservatório, mas se estamos a perturbar esse equilíbrio estamos a destruir este ozono. Logo, “vamos ter cada vez menos e menos ozono, porque esse reservatório não vai chegar para distribuir o ozono para as outras latitudes e se cada vez estamos a destruir mais, não vamos esperar ter o mesmo ozono no resto das latitudes”. E o buraco do ozono é um efeito localizado nos pólos, mas que tem efeitos à “escala global” e quando é distribuído ao fim de um ciclo, “não vai ter a mesma concentração”, num certo local.&lt;br /&gt;Nem todos os países assinaram o protocolo de Montreal, lamenta, e mesmo os que o rectificaram, possivelmente nem todos estão a cumprir à risca as suas obrigações, “o que depende muito do interesse das pessoas nesses assuntos e o impacto que têm na sua vida”. Os países nórdicos têm muito interesse em que este problema seja resolvido, pois sabem perfeitamente que “uma diminuição da camada de ozono tem efeitos directos, essencialmente no aumento da radiação ultravioleta, à qual são muito sensíveis”. Os nórdicos quando vêm ao sul ficam mais expostos á radiação ultravioleta, o que acarreta complicações, pois não se trata apenas de ficar mais ou menos “bronzeado”. A radiação traz problemas “crónicos, como a formação de cataratas e a diminuição da capacidade do sistema imunológico”. Há outros efeitos que não são tão falados, como as cataratas que são uma doença crónica e que só aparecem ao fim de uns anos, mas que poderão surgir cada vez “mais depressa, se a pessoa for exposta à radiação”. Assim, sendo a esperança média de vida das pessoas maior, é natural que cada vez haja mais casos desses que têm de ser tratados “mais cedo”. Isso, já para não falar no cancro de pele, do qual cada vez aparecem “mais casos e em pessoas mais novas, em consequência directa da radiação ultravioleta pela diminuição da camada de ozono e, pelo comportamento” das pessoas.&lt;br /&gt;Referindo-se a um eventual degelo dos pólos, Diamantino Henriques afirma que todos os modelos apontam para que haja um “aumento da temperatura à escala global”, o que levará a uma natural diminuição dos gelos polares. Degelo que poderá provocar também alterações “não lineares” no sistema climático, que quase “nunca” responde de uma forma linear. Mas “para o mesmo estímulo, há várias respostas”, de acordo com o estado actual da atmosfera e para o conhecer era preciso fazer muitas medições e conhecer muito bem o que está lá dentro. As alterações climáticas resultam basicamente de uma alteração na “composição da atmosfera, nos gases e componentes relevantes para o clima” fundamentalmente. “E essas alterações na atmosfera podem, por vezes, e numa primeira análise parecer uma coisa e depois a atmosfera pode reagir de outra forma um pouco inesperada”-acentua.&lt;br /&gt;Em termos de previsões, o delegado avança que “as incertezas são tão grandes como as certezas”, acrescentando que Angra do Heroísmo dispõe de uma “estação de monitorização” do ozono.&lt;br /&gt;Diamantino Henriques aproveita ainda para lembrar que foi feito um “esforço a nível internacional”, para resolver o problema da camada de ozono. O que acabou por ser “relativamente fácil”, pois havia soluções tecnológicas e substitutos, para substâncias que “destruíram” a camada de ozono, que foram “rapidamente” implementados. Isto, lamenta, enquanto o problema do “efeito de estufa não é tão simples, pois não há propriamente um substituto que seja eficiente”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Setembro de 2008. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-165742618513766878?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/165742618513766878/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=165742618513766878' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/165742618513766878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/165742618513766878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/09/camada-de-ozono-recupera-em-2040.html' title='Camada de ozono recupera &quot;em 2040&quot;!'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMgC2o9Q39I/AAAAAAAAAFA/HvEVbr7geRk/s72-c/ozono.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-7339595404099521574</id><published>2008-09-10T17:15:00.005Z</published><updated>2008-09-10T17:30:53.271Z</updated><title type='text'>"Os empresários são fundamentais" no desenvolvimento do turismo!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMgEAw-HfTI/AAAAAAAAAFI/9oO4LMcO6_I/s1600-h/acores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244446177264893234" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMgEAw-HfTI/AAAAAAAAAFI/9oO4LMcO6_I/s320/acores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Encontro Internacional de Turismo e Bem-Estar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A necessidade de “articulação entre as várias entidades públicas e privadas”, de modo a “melhorar” as acessibilidades aos Açores e a sua oferta e; a imprescindibilidade dos empresários nesta área, foram das principais conclusões retiradas do Encontro Internacional de Turismo de Saúde e Bem-Estar. Teresa Ferreira, do Departamento de Dinamização do Turismo de Portugal, avançou ainda que nos Açores, pretende-se “diversificar um pouco os mercados”, de forma a não ficarmos “dependentes” de mercados específicos, como o “nórdico”.&lt;br /&gt;O número de turistas na Região deverá atingir os “1,2 milhões até 2015”, acentuou, um “desafio” que pressupõe crescer “todos os anos 6 a 7%”.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Basta de uma oferta indiferenciada e dispersa. Temos de entrar na segunda fase do desenvolvimento turístico dos Açores, segundo padrões baseados numa sazonalidade acentuada” - foram palavras de Carlos Santos, presidente do Observatório Regional de Turismo, na Sessão de Abertura do Encontro Internacional de Turismo de Saúde e Bem-Estar, realizado em Ponta Delgada.&lt;br /&gt;Segundo o mesmo, importa “aconselhar” os Açores a implementarem uma oferta turística diferente, pois a Região tem potencialidades nas áreas do turismo de natureza, de saúde e bem-estar, naútico e de golfe.&lt;br /&gt;“Os Açores possuem em abundância os recursos necessários ao seu desenvolvimento”- acentua, avançando que a massa “estratégica” é baseada em parcerias público-privadas capazes de “atrair” investidores e clientes.&lt;br /&gt;Por isso, é fundamental ter uma “dinâmica” de futuro e aprender com os outros o mau e “sobretudo o bom”, para se “explorar sinergias e acções em comum”.&lt;br /&gt;“Temos que contribuir para o progresso turístico dos Açores”-enfatiza.&lt;br /&gt;Teresa Ferreira, do Departamento de Dinamização do Instituto de Turismo de Portugal, começa por dizer que o objectivo do PENT é “traçar procedimentos” na área do turismo em Portugal, que, sublinha, representa 15% do PIB nacional e, 15% de empregos (em 2005). Mas é essencial haver “formação a nível de Recursos Humanos e uma modernização” das empresas e entidades públicas. Além disso, importa proporcionar ofertas “personalizadas”, tendo em conta as características de cada zona.&lt;br /&gt;Os Açores têm grandes factores competitivos como o mar e, o nível de satisfação dos turistas é “muito interessante”, pois em 2007, 74% das suas expectativas foram “superadas”.&lt;br /&gt;Outro ponto essencial focado por Teresa Ferreira foi a necessidade de “articulação entre as várias entidades públicas e privadas”, de modo a “melhorar” as acessibilidades aos Açores e a sua oferta.&lt;br /&gt;Por seu turno, Costa Martins, presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, salienta a necessidade de haver metas “flexíveis” a atingir nos Açores, cujo produto turístico por excelência é a “natureza”. O turismo de saúde e bem-estar é uma oportunidade que deve ser “aproveitada”. Além disso, a Região dispõe de produtos sem grande relevância ou sem a devida “estruturação”, como a vertente “cultural, religiosa e histórica”.&lt;br /&gt;“O turismo é uma alavanca no desenvolvimento regional, realidade que é importante que os políticos assumam”.&lt;br /&gt;Isabel Barata, directora regional do Turismo, evidencia a necessidade de estarmos “atentos e de se antecipar” aquilo de que o mercado precisa, o que é fundamental nesta área. A directora aponta ainda que a oferta deverá corresponder com “eficácia” aos desejos do consumidor, devendo ser encarada como estrutura “única” no mercado de “interacção”.&lt;br /&gt;À margem do evento falamos com Carlos Santos, presidente do Observatório Regional de Turismo, que afirma tratar-se da “primeira” Conferencia Internacional sobre Turismo de Saúde e Bem-Estar. Esta surge no âmbito da estratégia definida pelo Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), que inclui o Turismo de Saúde e Bem-Estar como um “produto estratégico” para Portugal e que engloba os Açores como uma das regiões onde se este produto deve ser desenvolvido. Existe uma procura “crescente” do Turismo de Saúde e Bem-Estar no mundo e são vários os produtos que estão a ter “sucesso” nesta área e vários investidores em diversos destinos mundiais.&lt;br /&gt;Os Açores têm condições “únicas” para desenvolver este tipo de produto e recursos endógenos ligados, nomeadamente à “geotermia, ao mar e à paisagem”, que facilitam o desenvolvimento deste produto para “atrair” clientes nacionais e internacionais. Isto, para posicionar os Açores como um destino de “excelência”. A Região tem condições ideais, que se prendem com a sua “riqueza” de recursos geotérmicos, podendo “aproveitar” os furos geotérmicos para fazer uma piscina, SPA natural, tal como fez a&lt;br /&gt;Islândia que tem tido imenso “êxito” internacional. Nos Açores, há que explorar também o mar para os tratamentos de talassoterapia, feitos à base de “água salgada”. É essencial também definir “prioridades” de implementação nas ilhas e à medida que esta ocorra naturalmente, cobrir-se-ão outras ilhas com alguma “apetência” para desenvolver este tipo de produto. “O Pico já tem um estabelecimento de SPA, de Simas Santos e na Graciosa vai-se desenvolver o projecto das termas do Carapacho. Mas a talassoterapia exige um grande investimento, por isso o Observatório encomendou este estudo a uma equipa da Universidade Lusíada em Lisboa, para saber qual a possibilidade de implementação destes centros de talassoterapia, em ilhas mais pequenas com problemas de dimensão de mercado e de rentabilidade” – esclarece, avançando que importa “divulgar e promover” o Turismo de Saúde e Bem-Estar, para que os agentes económicos da Região e investidores externos encontrem uma “maior atractividade” neste investimento.&lt;br /&gt;Teresa Ferreira, do Departamento de Dinamização do Instituto de Turismo de Portugal, começa por revelar quais as medidas a adoptar na Região, avançando que o PENT se prolonga até 2015, o que lhes dá algum tempo para implementação das respectivas estratégias e alcance de objectivos “ambiciosos, mas exequíveis”, que este define para “todas as regiões do continente e ilhas”. Em relação aos Açores, pretende-se “aumentar significativamente o número de turistas e diversificar um pouco os mercados”, de forma a não ficarmos “dependentes” de mercados específicos, como o nórdico (que está bem posicionado nos Açores). A nível regional estão todos em “sintonia”, o que a deixa “contente”. As componentes do turismo natureza e do turismo de bem-estar, que estão muito articuladas, são “determinantes”.&lt;br /&gt;Referindo-se à natureza, Teresa Ferreira salienta haver todo um conjunto de factores “distintivos”, que a seu ver os açorianos talvez tenham “esquecido”, avançando ser necessária a presença de alguém de longe, para o “realçar” e lembrar. É este o grande “desafio aos empresários, porque sem eles não há actividade turística”. E continua, dizendo que o turismo é claramente uma actividade “económica”, logo precisa de os ter envolvidos nesta estratégia.&lt;br /&gt;Esta conferência é importante, pois apresenta “experiências e soluções novas”, além de demonstrar ser possível construir “bons projectos”.&lt;br /&gt;Agora, o importante é “identificar onde, que projectos e que conceito para esses projectos para podermos de facto dinamizar este produto e o turismo de natureza, que nos Açores tem todas as condições para resultar, de forma mais detalhada e sistematizada com os empresários”.&lt;br /&gt;Referindo-se às metas e objectivos a atingir nos Açores até 2015, Teresa Ferreira afirma que “a previsão é a Região receber 1,2 milhões de turistas até 2015”, o que é um grande salto e um desafio, que “pressupõe crescer todos os anos 6 a 7%”. Encontrar a “estratégia e o ritmo regular” com os empresários, acentua, para incrementar este crescimento permanente, é outra meta a alcançar.&lt;br /&gt;Quanto aos maiores entraves a um maior desenvolvimento turístico nos Açores, explica ser um pouco como acontece a nível nacional, sendo Lisboa, Madeira e Algarve destinos consolidados e o resto do país, incluindo os Açores, um “diamante em bruto”. Há “necessidade de articulação entre as entidades públicas” (que no fundo definem alguns parâmetros, os planos de ordenamento e identificam apoios financeiros) e os empresários, que são o “motor” de toda esta dinâmica, explica, acrescentando que os constrangimentos decorrem do facto de este ser ainda um destino em “construção e emergente”. Mas não há obstáculos “inultrapassáveis”, um sinal a dar aos empresários.&lt;br /&gt;Portugal ser mais conhecido no estrangeiro, incluindo os Açores, passa muito pela “promoção internacional e pelas campanhas que desenvolvem, mas a seu ver o grande “desafio” destas campanhas que são muito caras, é o facto de estas conseguirem “corresponder a uma oferta efectiva de qualidade e competitiva”. Os serviços no âmbito do turismo são especializados nas campanhas promocionais e nos Açores a nova imagem é “bonita e apelativa”. O esforço tem sido feito, mas é preciso que a estruturação da oferta também corresponda a esse investimento. “Promoção muita obviamente, mas com a correspondente sofisticação e qualificação da oferta”.&lt;br /&gt;Abordando a falta de animação que se denota na Região, a empresária avança ser um problema nacional, defendendo que “cada vez mais os empresários do sector do turismo têm de perceber que o turismo não é só proporcionar camas e um bom pequeno-almoço aos turistas”. É necessário que as equipas técnicas destes empreendimentos se rodeiem de “bons” colaboradores, que proporcionem toda uma experiencia aos seus turistas, não só dentro do hotel, mas fora. Dai a necessidade, acentua, de uma “articulação” entre os privados (que devem proporcionar essa experiencia e essas varias vivências) e as entidades públicas (que dispõem de jardins e programas culturais e religiosos). Todos devem colaborar para o objectivo de “transformar uma estadia que podia ser igual a qualquer outra, em algo claramente diferente e marcante” na sua vida.&lt;br /&gt;Teresa Ferreira aproveita ainda para deixar uma mensagem aos empresários locais, dizendo-lhes que estes dispõem de uma “matéria-prima que precisa de ser trabalhada”, por isso são “imprescindíveis” nesse processo de posicionar os Açores nos grandes destinos turísticos mundiais. “Contamos com vocês”- conclui.&lt;br /&gt;O Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) define o Turismo de Saúde e Bem-Estar, como um produto estratégico para algumas regiões de Portugal, incluindo os Açores.&lt;br /&gt;O Observatório Regional do Turismo contribuiu para a implementação desse objectivo, promovendo esta conferência internacional que incluiu um estudo sobre os produtos de Turismo de Saúde e Bem-Estar e vários exemplos de sucesso, apresentados por reconhecidos especialistas e gestores de Spas e Centros de Talassoterapia, nacionais e internacionais. Trata-se do primeiro fórum, tanto a nível nacional como regional, para promover um debate alargado a todos os players do sector do turismo da Região Autónoma dos Açores e divulgar as melhores estratégias e práticas de benchmarking no domínio do Turismo de Saúde e Bem-Estar.&lt;br /&gt;“Os Produtos de Turismo de Saúde e Bem-Estar: Avaliação das Possibilidades de Implementação nos Açores”; “A Importância da Alimentação num Projecto de Turismo de Saúde e Bem-Estar; a “Construção de um Destino de Saúde e Bem-Estar: A Perspectiva de um Operador Turístico”, “Promover a Oferta Portuguesa nos Circuitos Internacionais de Turismo de Saúde e Bem- Estar: O Conceito Aquameeting”; “Os Projectos das Termas da Ferraria e do Carapacho e Furnas Spa Hotel: Excelência no Turismo de Saúde e Bem-Estar”; “Choupana Hills: um Spa na Madeira”; “Caldea: Um Projecto Nacional e uma Fonte de Desenvolvimento Económico”, “Galiza: Um Destino de Turismo Termal na Espanha”, foram os temas abordados neste evento, que contou com a colaboração do Instituto de Turismo de Portugal, da Câmara do Comércio e Industria de Ponta Delgada e do Millenium BCP.&lt;br /&gt;A Sessão de Encerramento contou com a presença de Carlos Santos, presidente do Observatório Regional do Turismo dos Açores, e de José Luís Amaral, director Regional do Comércio, Indústria e Energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Public in Terra Nostra, Setembro de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-7339595404099521574?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/7339595404099521574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=7339595404099521574' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/7339595404099521574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/7339595404099521574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/09/os-empresrios-so-fundamentais-no.html' title='&quot;Os empresários são fundamentais&quot; no desenvolvimento do turismo!'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMgEAw-HfTI/AAAAAAAAAFI/9oO4LMcO6_I/s72-c/acores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-9187188011710254811</id><published>2008-09-05T09:47:00.003Z</published><updated>2008-09-05T10:08:13.918Z</updated><title type='text'>Uma "apologia" da diversidade humana</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMEEyiheakI/AAAAAAAAAEo/pISb0N6NuqA/s1600-h/vm5-16.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242476707543149122" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMEEyiheakI/AAAAAAAAAEo/pISb0N6NuqA/s320/vm5-16.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pedro Mota&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Ainda existem muitas diferenças e muita diversidade entre as culturas de vários povos do mundo e no fundo é essa riqueza que quero mostrar às pessoas", é este objectivo de Pedro Mota, que lança no próximo dia 25 do corrente mês o seu último livro, intitulado "Quatro Ventos, Sete Mares", que dá também o nome à exposição de fotografia que inaugura na mesma data. Segundo o artista, nivelar o mundo, que está numa "globalização acelerada" pode ser "muito mau", pois podemos "perder muito" neste nivelamento que muitas vezes é feito "por baixo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Viajou e visitou 35 culturas diferentes acompanhado apenas de algum papel e de uma máquina fotográfica. E são estas experiências e vivências com povos e etnias totalmente diferentes da nossa, que Pedro Mota, um viajante de longo curso, nos apresenta no seu livro "Quatro Ventos, Sete Mares". Destinos como a Rota da Seda, a Rota das Especiarias, o Pacífico Sul e a Papua, a Índia e Sri Lanka, o Alto Árctico e a Sibéria, o Tibete e a Mongólia Exterior, o refazer da expedição de Ivens e Capelo (mapa cor-de-rosa), o Sudão e Madagáscar, a Amazónia e a Patagónia, Timor e São Tomé, entre outros foram retratados na sua última obra, que será lançada conjuntamente com uma exposição, com o mesmo nome, onde o artista nos mostra as diversas fotografias que tirou nestas viagens.&lt;br /&gt;Há mais de 20 anos, que Pedro Mota recolhe contos e lendas junto dos povos que visita e com os quais convive, partilhando com o público em geral a sua visão conciliadora e de respeito pelas tradições e pelos diferentes modos de vida humana no nosso planeta.&lt;br /&gt;Nesta exposição, a incidência de povos ou territórios com histórias convergentes resulta da união de influências entre as várias culturas, dando origem a uma permuta enriquecedora com culturas, que funcionam como especiarias na cultura portuguesa, como intensificadores de "sabor" da cultura lusa.&lt;br /&gt;Pedro Mota, investigador na área da Astrofísica, escritor e fotógrafo, nasceu em Ponta Delgada e vive em Lisboa há 19 anos, desde que foi para a Universidade. Formado em Física Teórica, com especialidade em Astrofísica, Pedro Mota anda desde há cerca de 20 anos pelo mundo a "recolher contos tradicionais, lendas e rituais, principalmente de povos que só têm oralidade". Explica fazer uma colectânea e depois escreve, baseando-se nestes contos e na sua própria pesquisa. Como geralmente fica "muito tempo" com os povos que visita, o autor acaba por ter já um "'insight' grande" em relação à cultura dos mesmos, e começa a "fazer" fotografia. Isto, pois, esclarece, "são pessoas que conheço, com quem convivi durante bastante tempo e com as quais já tinha alguma intimidade, muitas vezes até amizade".&lt;br /&gt;Mas, sublinha, trata-se de uma fotografia "muito próxima e muito íntima", daí o fazer "muitos retratos" e um retracto muito próximo, em relação a estes povos de diferentes culturas.&lt;br /&gt;Tudo começou com o seu "interesse" pelas viagens e pela escrita, explica, acrescentando que as suas viagens são a "materialização de sonhos, que nasceram dos livros". Porém, a "tónica essencial" está na parte literária, pois é sócio da livraria "Ler Devagar", em Lisboa e está ligado a um grupo de poesia, que já existe há oito anos, o "Grupo da Poesia Vadia". O suster-se com um pé nas ciências exactas e na Astrofísica e o outro na poesia, já vem de longa data, acentua, lembrando ter participado com mais duas pessoas, na elaboração num "livro sobre os Romeiros de São Miguel".&lt;br /&gt;Pedro Mota acrescenta ter também um livro de poesia, além da obra que irá lançar no dia 25 de Setembro nos Açores, junto com a Exposição "Quatro Ventos, Sete Mares", que dá o nome ao livro, a oitava ou nona que realiza nos Açores.&lt;br /&gt;"Quatro Ventos, Sete Mares" afirma ser um livro de fotografia, mas em que a parte literária tem uma "grande ênfase", explicando que os seus livros fazem uma "crítica" sobre a parte literária, que considera ser "bastante simpática".&lt;br /&gt;O autor revela ainda ter em mãos um romance de cariz etnográfico intitulado Tempo Vazio", a lançar talvez em inícios de 2009. A história desenrola-se em várias ilhas dos Açores como São Miguel, a Terceira, o Faial e o Pico, pois diz ser um "açoriano das ilhas todas", entre os anos 20 e os anos 60 e ao longo de "duas gerações".&lt;br /&gt;Questionado sobre se podemos considerar este romance um "Equador" nos Açores, na vertente do conhecimento cultural que a obra contém, o autor afirma ser uma questão "interessante", que já lhe tinha "cruzado o espírito", acabando por reconhecer no Equador", o mesmo grande "cuidado" que teve na sua pesquisa. Isto, apesar de reconhecer ser ainda um "neófito" nestas artes, enquanto que a Miguel Sousa Tavares coube a sorte de ter uma "grande carga de genes literários", sendo filho de quem é. Curiosamente, quando leu o "Equador" estava em São Tomé, relata, avançando que tudo o que pode prometer, é que o livro estará "fundamentado". Pedro Mota salienta ter também, por parte da sua editora, uma oferta para avançar com "dois livros de contos tradicionais", projecto que ainda está numa fase "inicial".&lt;br /&gt;A fotografia surgiu "naturalmente", quase no princípio das suas viagens, pois apercebeu-se que, além dos contos tradicionais e das lendas, "a imagem em si contava a história daquele povo e era importante aquele exotismo para ajudar as pessoas a criarem uma semiótica diferente, dado que as culturas podem ser tão diferentes".&lt;br /&gt;Passou algum tempo no Tibete, na Amazónia, em Madagáscar, no Sudão, no Vietname, na Sibéria, mas destino de que gostou mais foi o Tibete, pela "grande força e intensidade humana e espiritual" que viveu. Uma das viagens a que dá um maior destaque é a ida ao Alto Ártico, até ao Pólo Norte, com os esquimós, "pela dureza e pelas condições extremas". Outra viagem, também muito "rica" em termos de contactos com povos diferentes, foi a Rota da Seda, além da viagem de Roberto Ivens e Vergílio Capelo (mapa cor-de-rosa), em que fez uma "grande parte a pé" pelo deserto do Caoari. O tempo que passou na Nova Guiné é também de lembrar, porque esta constitui a "última fronteira pelo exotismo e é uma viagem ao passado em que nada está estruturado, nada é 'à turista' e há algum perigo". Trata-se mesmo de uma zona de "exploração" e não, de um "paraíso para os antropólogos".&lt;br /&gt;É já naquele ponto, que já está "quase a branco" nos mapas e "a partir daqui há monstros"- adianta, bem disposto.&lt;br /&gt;A exposição subentende o livro e mostra algumas das suas fotografias, porque este é "muito rico em termos fotográficos"e no fundo é uma "súmula" seleccionada de 20 anos de viagens pelo mundo. Pedro Mota revela também que este contém alguns elementos muito "exóticos" e situações em que participou em alguns "rituais quase únicos no mundo", ou que muito poucos ocidentais tiveram a "sorte ou o privilégio" de poder assistir até hoje, em virtude de várias vicissitudes. "São 20 anos para além do limite desses 20 anos"- afirma, lembrando que a exposição já esteve Padrão dos Descobrimentos em Lisboa, no Porto, irá estar em Ponta Delgada e; mais tarde na Nova Inglaterra e nos Estados Unidos, a convite do Consulado de Portugal em New Bedford. Pedro Mota caracteriza-a ainda como uma "apologia da diversidade humana ao longo do mundo" e retracta exactamente essa diversidade. "O mundo ainda não é monocórdico, ainda não é a Coca-Cola por todo o lado"- afirma, avançando que apesar de esta (Coca-Cola) lá estar, ainda existem "muitas diferenças e muita diversidade entre as culturas de vários povos do mundo". E é esta riqueza que deseja mostrar às pessoas e que "não se pode perder", é este o seu objectivo. "O que pretendo é tentar contribuir para as pessoas se aperceberem da grande riqueza, que é essa diversidade e terem isso em atenção". Sim, porque nivelar o mundo, que está numa "globalização acelerada", pode ser "muito mau", porque podemos perder muito neste nivelamento que, muitas vezes, é feito "por baixo".&lt;br /&gt;Sobre as suas viagens e o intercâmbio cultural que estas proporcionam, Pedro Mota avança existirem diferentes maneiras dos povos se "adaptarem" ao meio ambiente onde vivem. Este viajante de longo curso constatou ainda que o exotismo, que existe numa primeira abordagem, "desaparece quando nos habituamos a ele", o que normalmente acontece no prazo de uma semana. "Ao fim de uma semana, já não vejo que as pessoas tenham um prato de madeira ou conchas enfiados num lábio, já não consigo ver este exotismo dessa maneira"-esclarece, avançando serem pessoas "iguais a nós, que têm os mesmos anseios, receios, sonhos, o medo das doenças e da morte, uma grande ligação aos filhos e à família e querem conhecer e interpretar o mundo em que vivem". Ao fim de muito pouco tempo, acentua, o exotismo, que os "pode separar ou tornar estranho o outro", desaparece, para ser muito fácil a "comunicação entre seres humanos, que são iguais na sua essência".&lt;br /&gt;O autor classifica também as culturas que estiveram em contacto com a nossa ao longo de 500 anos, como "especiarias e intensificadores de sabor", tal como as especiarias em relação à culinária fazem "despertar essências mais profundas e realçam certos componentes do cozinhado". As culturas dos povos são como um "cozinhado", uma mistura de várias coisas que ficam a depurar, mas que os tornam únicos ao fim de algum tempo. A cultura portuguesa, por sua vez, é uma espécie de "caldeirada muito especial e única", à qual afirma dar "cada vez mais valor" à medida que o tempo passa, que viaja e que vê que há algo de especial. "Apesar de eu não ser de nacionalismos assoberbados, a cultura portuguesa tem algo de especial, que advém exactamente de ser fruto deste Melting Pot, deste Cadinho (recipiente usado em experiências), onde se fundiram várias culturas que interagiram, que é uma "grande riqueza". Factor que o ajuda a ser "tolerante, aberto, curioso", a entender e a ter alguma "facilidade de comunicação" com os outros povos e que deve aos seus "genes lusitanos".&lt;br /&gt;"Só conhecendo as culturas que interagiram com a nossa é que podemos compreender melhor o que somos hoje, até mesmo em termos pessoais"- sublinha, avançando dar "muito mais valor à cultura portuguesa hoje, do que dava antes de ter esse contacto com os outros povos".&lt;br /&gt;As culturas que são "totalmente diferentes" da nossa ajudam a dar "enquadramento" e a entender, que há várias formas do ser humano se adaptar ao seu meio ambiente. Além disso, pensando em costumes que podemos achar "bizarros ou estranhos", muitas vezes quando compreendemos a sua razão de ser, acabamos por entender que por trás daquele "prentenciosotismo", não estão mais do que razões de "pura sobrevivência".&lt;br /&gt;Em termos de projectos, Pedro Mota revela ter, entre muitas outras, uma viagem planeada com os aborígenes na Austrália, pois estes têm um encontro anual no norte da Austrália de várias tribos e etnias e regressam a pé às zonas onde vivem. E eu gostava de o fazer, o que está mais ou menos alinhavado, vindo de volta com um dos grupos a pé pelo deserto australiano. Há uma no centro africano, na zona do Congo, que está também a ser pensada; outra no enclave indiano.&lt;br /&gt;Na área literária, o autor está prestes a terminar o manuscrito do romance "Tempo Vazio", que, diz, estava a "fermentar" dentro de si há muito tempo. Não se trata de um romance histórico, mas etnográfico, aliás, como "tudo" o que escreve e muito "fundamentado", tal como aconteceu com o livro dos Romeiros, que "não poderia ser feito de outra maneira" e que implicou "quase quatro anos de pesquisa intensiva, em que fomos cavar, escavar em artigos e no pouco que havia escrito", para conseguir que este fosse "minimamente" fundamentado.&lt;br /&gt;"É preciso ter atenção e não perder a riqueza, a diversidade do povo e dar muito valor às questões tradicionais"- ressalva Pedro Mota, avançando que costuma dizer que "os homens grandes são os que têm a cabeça nas estrelas e os pés no chão". Referindo-se à leitura em si, argumenta que "as pessoas gostam de ler", mas é uma questão de "hábito". E "há muita gente que ainda não descobriu o prazer de ler, mas que quando começa acaba por gostar muito", defende afirmando notar uma "melhoria" neste aspecto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;br /&gt;Public in Agosto de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-9187188011710254811?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/9187188011710254811/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=9187188011710254811' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/9187188011710254811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/9187188011710254811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/09/uma-apologia-da-diversidade-humana.html' title='Uma &quot;apologia&quot; da diversidade humana'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMEEyiheakI/AAAAAAAAAEo/pISb0N6NuqA/s72-c/vm5-16.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-7534116835038928588</id><published>2008-09-05T09:40:00.004Z</published><updated>2008-09-05T09:58:07.289Z</updated><title type='text'>Descendente de micaelenses vinga no Canadá</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMEANVYng4I/AAAAAAAAAEY/zlbzr78ALHY/s1600-h/foto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242471670314664834" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMEANVYng4I/AAAAAAAAAEY/zlbzr78ALHY/s320/foto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMD_8Xo29nI/AAAAAAAAAEQ/27xQUqbDWkU/s1600-h/fotos+033.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Brian Melo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Venceu o Canadian Idol entre 10 mil concorrentes e veio pela primeira vez aos Açores, para actuar no Angra Rock e conhecer a terra natal dos pais, São Miguel.&lt;br /&gt;A mistura de sentimentos nesta viagem foi "intensa" para Brian Melo, que afirma ter sido "muito bem" recebido pelos açorianos. "All I Ever Wanted" é um dos seus êxitos mais conhecidos.&lt;br /&gt;Segundo a mãe, aos 6/7 anos já escrevia letras de canções, tendo ficado muito entusiasmado com o convite para actuar no Angra Rock no final de Agosto, que o trouxe aos Açores pela primeira vez. O vencedor do Canadian Idol entre 10 mil concorrentes, aproveitou também para conhecer a terra natal dos pais, São Miguel. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A mistura de sentimentos nesta viagem foi "intensa" para Brian Melo, que afirma ter sido "muito bem" recebido pelos açorianos. "All I Ever Wanted" é um dos seus êxitos mais conhecidos.&lt;br /&gt;Brian Melo nasceu em Hamilton, Ontário, mas é filho de emigrantes micaelenses. "A minha mãe cresceu na Relva e o meu pai na Achadinha"- revela, acrescentando estar inserido na cena cenário musical desde "tenra" idade. O pai era presidente do clube português Vasco da Gama e "trouxe o folclore de lá", de modo que a música e cultura portuguesas fizeram parte da sua vida, desde "muito cedo". Os irmãos, relata, também se tornaram membros de bandas portuguesas, logo "a cultura portuguesa no seu todo exerceu uma grande influência" no seu crescimento. Brian começou por escrever canções "com amigos" e entrou para os “Stoked”, tendo concorrido a um programa de televisão, o Canadian Idol, do qual saiu vencedor entre 10 mil concorrentes, o que "mudou" a sua vida. "Todas as pessoas têm os seus sonhos e este foi realmente um ponto alto na minha história e ter a possibilidade de viajar e dar um pequeno passeio por Ponta Delgada foi magnífico"- enfatiza.&lt;br /&gt;Os pais, sublinha, sempre lhe contaram muito sobre os Açores, sobre a paisagem e tudo o mais, claro que "a gastronomia sempre conheci, cresci com ela e é muito boa"-reconhece. Os açorianos também são "de uma hospitalidade inacreditável e muito simpáticos", afirma, acrescentando que desde que chegou foi recebido de "braços abertos". Do que aprendeu com os pais o que mais o marcou, foi a necessidade de "trabalhar arduamente, pois se trabalharmos bem, as coisas boas acontecem". Princípios, pelos quais admite que se regeu à medida que crescia, e que sem dúvida o "ajudaram" a chegar até hoje.&lt;br /&gt;Começou a interessar-se pela música era ainda muito novo, tinha seis anos provavelmente. Como os irmãos actuavam em casamentos e festivais portugueses, Brian cresceu nesse ambiente e estava no seu "sétimo céu", quando estes lhe "davam de vez em quando uma pandeireta para as mãos". Desde então dedicou-se a escrever letras de canções e uns anos depois, pegou na guitarra e começou a compor, o que fez durante muito tempo. Passar a fazer parte da cena do rock no Canadá não foi tarefa fácil, explica, lembrando que, no início, lhe fecharam "muitas portas na cara", mas não desistiu.&lt;br /&gt;Referindo-se ao Canadian Idol, o cantor recorda que já tinha concorrido dois anos antes, mas sem passar da primeira eliminatória. O que não o desanimou, levou-o, sim, a concentrar-se na sua música". Em 2007, o irmão convenceu-o a participar, "uma semana antes de começarem as audições". E Brian resolveu tentar, contando apenas com a sua "atitude e confiança", que jogaram a meu favor."Estabeleci alguns objectivos a alcançar em pequenos 'passos de ouro' e obviamente consegui o que queria"- ressalva.&lt;br /&gt;"All I Ever Wanted" foi o seu single vencedor, esclarece, acrescentando estar muito "satisfeito" com todo o álbum, que considera mais de Pop Rock, mas que é ao mesmo tempo também muito diverso. "Tenho canções como Emily, que é mais de folk pop e "Stay", que é mais Hard Rock".&lt;br /&gt;No Angra Rock, o artista mostrou as suas duas vertentes, "a mais suave e a mais pesada". O álbum é muito "diversificado" e tem algo "diferente" que o grupo traz à baila, "ao contrário de muitas bandas".&lt;br /&gt;As suas canções falam de temas muito variados. "All I Ever Wanted" foi baseada no "alcançar dos sonhos, no desejar que estes se concretizem e na altura em que isto efectivamente acontece". Outras abordam as "relações falhadas e o caminho que se percorre até chegar até determinado momento, além das suas diferentes experiências de vida" com os amigos e família.&lt;br /&gt;Antes de entrar no mundo da música, Brian já queria apenas ser "músico" quando crescesse. "Não havia outra escolha e quando as pessoas perguntavam que profissão que queira seguir, respondia sempre que seria músico. "Mesmo que tivesse de viver nas ruas, estaria no mundo da música, pois é uma paixão que tenho, é quase como o ar de que preciso" para respirar.&lt;br /&gt;Falando na família, o cantor afirma que o que retira das suas raízes açorianas, é "a paixão" que os pais têm pela vida e pelos filhos. Eles tiravam a roupa do corpo pelos filhos se fosse preciso, acentua, acrescentando que tem visto como eles são capazes de "desistir de tudo" pela família. Por isso, enfatiza, o cantor dá o seu melhor para criar a melhor música possível e para lhes mostrar que eles não estavam "errados" ao acreditarem em si, avançando que irá" longe" nesta área e construirá uma carreira ""longa e duradoura.&lt;br /&gt;"Os meus pais sempre tomaram conta de nós e se puder fazer algo para tomar conta deles, ai eles poderão descansar um pouco quando envelhecerem, o que obviamente me vai fazer sentir muito bem".&lt;br /&gt;Em São Miguel esteve apenas umas horas, mas diz é uma ilha bastante "acolhedora". Quanto a um dia se mudar para São Miguel, lembra que "nunca" se sabe o que o futuro nos reserva, mas é definitivamente uma terra à qual gostava de "voltar".&lt;br /&gt;Brian salienta ainda definir-se basicamente pelas suas acções. Podemos dizer que vamos fazer inúmeras coisas, mas isso "não" é importante. "Importa o que se alcança e os exemplos que se seguem".&lt;br /&gt;"Sou uma pessoa muito apaixonada e melancólica, que se deixa levar pela maré e pelo vento"- revela, afirmando adorar pessoas "sinceras", que lhe consigam "olhar nos olhos e serem verdadeiras". Por outro lado, detesta o oposto disso, pessoas que "falem mal e nos apunhalem pelas costas".&lt;br /&gt;O cantor aproveita também para dizer que respeita quem lhe diga as coisas "na cara". Mesmo que não sejam boas notícias, alerta, prefiro que me digam "de frente", pois não gosto de pessoas "desonestas e matreiras". Aprecia ainda a "amabilidade e as pessoas que se dão às outras e que gostam de as ver a praticarem o bem, porque seguramente precisamos de mais pessoas assim no mundo".&lt;br /&gt;Segundo o descendente de micaelenses, se os Açores o quiserem de volta, Brian regressará, "de certeza". Este reconhece que foi preciso "coragem" para os pais se mudarem para os Estados Unidos, acrescentando que os tempos eram outros. Não havia muitos empregos na altura e eles emigraram em busca de novas oportunidades. "Se fosse comigo, teria feito o mesmo se tivesse objectivos a alcançar na música".&lt;br /&gt;Em termos de projectos, o descendente de micaelenses lembra a final do Canadian Idol no próximo dia 10 de Setembro, mês em que já tem outro espectáculo marcado e está a preparar para o seu próximo álbum. Brian irá actuar também em Nashville e em Los Angeles. "É um círculo de emoções".&lt;br /&gt;O cantor aproveita para agradecer o modo como o acolheram nos Açores, "de braços abertos", e o facto de lhe terem dado a "oportunidade" de actuar no Angra Rock, para fazer "aquilo de que mais gosta", cantar. Diz ainda estar muito "entusiasmado", pois todos dizem, que o espectáculo será "surpreendente" e algo de que "nunca" se esquecerá.&lt;br /&gt;Biografia&lt;br /&gt;&lt;a name="11c14ebed4a0124c_Early_life"&gt;&lt;/a&gt;Brian Melo nasceu em &lt;a title="Hamilton, Ontário" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/Hamilton,_Ontario&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhhaWqKJTldq-1mjgIIz1Bd8s0J24g" target="_blank"&gt;Hamilton&lt;/a&gt;, &lt;a title="Ontario" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/Ontario&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhgE6HDuVkWEkUqIJNrDypzRnWmdeg" target="_blank"&gt;Ontário&lt;/a&gt;, e é filho de Maria e Augusto Melo, emigrantes micaelenses. Obteve treino profissional de voz na “&lt;a title="http://www.vocalscience.com/" href="http://www.vocalscience.com/" target="_blank"&gt;Royans School for the Musical Performing Arts&lt;/a&gt;”, na qual também estudaram &lt;a title="Rock Star Supernova" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/Rock_Star_Supernova&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhjvoYYMSjju867gFBrwOhx5aEli8A" target="_blank"&gt;Rock Star Supernova&lt;/a&gt;, &lt;a title="Lukas Rossi" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/Lukas_Rossi&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhgTYgo0vI9dZbdgTBTYAQjVtsbIeg" target="_blank"&gt;Lukas Rossi&lt;/a&gt; e Raine Maida, o líder dos &lt;a title="Nossa Senhora da paz" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/Our_Lady_Peace&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhjmwiNusnoUhxpttugS3UZPR4G9uA" target="_blank"&gt;Our&lt;/a&gt; Lady Peace. Ofereceu-se também para ajudar na gravação de vocais com alguns dos alunos da escola e em 1997, Brian Melo fez parte de um coro, que cantou com &lt;a title="Shania Twain" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/Shania_Twain&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhhl4L9Or8B4kD1EArFI4k9uLBaIdQ" target="_blank"&gt;Shania Twain&lt;/a&gt;. Em 2003, o cantor era já o vocalista da banda alternativa/ indie "Stoked", composta também por Joe Cacioppo, guitarrista, Rick Fazendeiro, baixista, e o Paul Fontes, baterista. &lt;a name="11c14ebed4a0124c_Canadian_Idol_2007"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No momento da sua audição para o Canadian Idol, Brian ainda estava a viver e a trabalhar em Hamilton, na &lt;a title="Construção trabalhador" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/Construction_worker&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhg4jDUvDtir2NhVcApluR05zZWQ_Q" target="_blank"&gt;construção civil.&lt;/a&gt; Teve audições para temporadas anteriores do Canadian Idol, mas nunca tinha 'seduzido' os juízes. No início de 2007, incentivado pelos seus melhores amigos e irmão resolveu tentar novamente, altura em que&lt;a title="Toronto" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/Toronto&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhg97qNQ2wNVsFi3qhKLCZCNTCSXfA" target="_blank"&gt; surgiu no grande ecrã pela primeira vez.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No final da competição, todos os juízes elogiaram Brian pelo seu desempenho e controlo no palco. Após o seu desempenho com "&lt;a title="Karma Polícia" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/Karma_Police&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhhOLAA5Z0yptdaq_PlG4N23Tixutw" target="_blank"&gt;Karma Polícia&lt;/a&gt;", dos &lt;a title="Radiohead" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/Radiohead&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhg9nZzrq68K2-Sut5sBghjielQHag" target="_blank"&gt;Radiohead,&lt;/a&gt; o público e os juízes fizeram-lhe uma &lt;a title="Ovação de pé" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/Standing_ovation&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhgJvABlEzOamq4T5NCf1J58MgADSA" target="_blank"&gt;ovação de pé&lt;/a&gt;. A esperança de &lt;a title="Jake Ouro" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/Jake_Gold&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhjTFpC-ZHyxhBo7L4GxuVvS0qmIzw" target="_blank"&gt;Jake Gold&lt;/a&gt;, era que "as pessoas em casa compreendessem o que tinham acabado de ver. Um dos momentos mágicos do espectáculo.&lt;br /&gt;Antes do final, &lt;a title="Zack Werner" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/Zack_Werner&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhhBDS92YujyFBynlotFBBr1S5TslQ" target="_blank"&gt;Zack Werner&lt;/a&gt;, afirmou que Brian poderia muito bem ser o próximo Canadian Idol, pois dava "credibilidade" à música. E assim aconteceu, a &lt;a title="11 setembro" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/September_11&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhirlyq7VS6EOmXfIvUvuZhCJ93Xjg" target="_blank"&gt;11 de Setembro de&lt;/a&gt; &lt;a title="2007" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/2007&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhhzQMJsJVcLluKb9wee13AzzSG5TA" target="_blank"&gt;2007&lt;/a&gt; Brian venceu o &lt;a title="Canadian Idol" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/Canadian_Idol&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhh-Emk9vNIoVafvvUltbwTA5Qn85A" target="_blank"&gt;Canadian Idol,&lt;/a&gt; apesar de ter sido considerado a &lt;a title="Dark horse" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/Dark_horse&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhg4YP3JE8WAEboqHyptu0E5PpgKng" target="_blank"&gt;"ovelha negra"&lt;/a&gt; no início da competição, batendo &lt;a title="Jaydee Bixby" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/Jaydee_Bixby&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhiKlgPnzmgAF-v12jYiefVCPEPFyw" target="_blank"&gt;Jaydee Bixby&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;O seu primeiro single, &lt;a title="All I Ever Wanted (Brian Melo canção)" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/All_I_Ever_Wanted_(Brian_Melo_song)&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhhpQEF1lM8n3yk8OUtUk0x2xqRtDw" target="_blank"&gt;"All I Ever Wanted",&lt;/a&gt; foi lançado a &lt;a title="13 de setembro" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/September_13&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhh_GpCusjs2JYafyc25rj5_cz7rQw" target="_blank"&gt;13 de Setembro de&lt;/a&gt; &lt;a title="2007" href="http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-PT&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/2007&amp;amp;prev=/search%3Fq%3Dbrian%2Bmelo%2Bbiografia%26hl%3Dpt-PT%26lr%3Dlang_pt&amp;amp;usg=ALkJrhhzQMJsJVcLluKb9wee13AzzSG5TA" target="_blank"&gt;2007&lt;/a&gt; e teve como tema principal a canção "Livin' It". Em 2008, o cantor &lt;a name="11c14ebed4a0124c_2007-Present:_Livin.27_"&gt;&lt;/a&gt;apresenta "Shine", pouco tempo depois lança o terceiro single do álbum, "Livin 'It", intitulado "Summertime". Participou ainda no vídeo de Faber Drive do vídeo, "Sleepless nights". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pulbic in Agosto, 2008. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-7534116835038928588?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/7534116835038928588/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=7534116835038928588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/7534116835038928588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/7534116835038928588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/09/descendente-de-micaelenses-no-canad.html' title='Descendente de micaelenses vinga no Canadá'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMEANVYng4I/AAAAAAAAAEY/zlbzr78ALHY/s72-c/foto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-614081370282856179</id><published>2008-08-29T16:37:00.002Z</published><updated>2008-08-29T16:40:23.835Z</updated><title type='text'>T2 não está à venda!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SLgmZndlaFI/AAAAAAAAAD4/at2STDZohU4/s1600-h/ricardo_azevedo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239980387977226322" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SLgmZndlaFI/AAAAAAAAAD4/at2STDZohU4/s320/ricardo_azevedo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ricardo Azevedo em São Miguel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que mais aprecia nas pessoas é a simpatia e a generosidade, afirma salientando não estar a falar de “dinheiro”. Por outro lado, detesta o “vedetismo e a arrogância”.&lt;br /&gt;Quanto a ser famoso, Ricardo Azevedo afirma que na maior parte do tempo não pensa nisso, nem se lembra que o podem reconhecer. Caso contrário “não estaria à vontade em sítio nenhum”. Do concerto que deu na Ribeira Grande, o simpático cantor leva a ideia de que as pessoas são “espectaculares”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Entre o sol e a lua” e principalmente “Pequeno T2”, são os seus êxitos mais conhecidos. Este último tema tornou o cantor mais conhecido do grande público, pois foi a música ‘chave’ de um spot publicitário, divulgado na televisão e rádios a nível nacional. Mas os “EZ Special” também fazem parte do seu percurso musical.&lt;br /&gt;Ricardo Azevedo, compositor, músico e cantor, nasceu em Espinho, mas mudou-se com a família para Santa Maria da Feira, de onde sente ser natural. “Desde que me lembro sou de lá e faço o que gosto”- enfatiza, avançando que já tocava “desde os 15 anos”, mas a sua carreira começou a sério em 2002. Já teve muitas bandas, mas como todo o artista a certa altura decidiu que queria fazer algo a sério, “com pés e cabeça e, o resultado disso foi o nascimento dos EZ Special”. Por outro lado, o cantor reconhece que “nunca” pensou vir a ter tanto sucesso, pois pretendia apenas “fazer umas coisinhas engraçadas, alguns concertos e passar um bocadinho na rádio, se possível”. Mas, correu melhor do que esperava e foi, reconhece, um início “muito bom”.&lt;br /&gt;No princípio recorda que “não queria cantar”, mas sim tocar guitarra e aprendeu uns acordes, sendo um pouco autodidacta. Teve aulas de voz para aprender a “respirar” com uma professora “fantástica”, que o levaram a dar um salto “muito grande” a nível de voz.&lt;br /&gt;O cantor aproveita também para dizer que existem pessoas de todo o género, mas o que mais parecia é a simpatia e a generosidade, afirma salientando não estar a falar de “dinheiro”. Por outro lado, detesta o “vedetismo e a arrogância”.&lt;br /&gt;Quanto a ser famoso, diz que na maior parte do tempo não pensa nisso, nem se lembra que as pessoas o podem reconhecer. “Só me lembro quando reparo que alguém olha e me reconhece. O resto do tempo nem penso nisso” - ressalva, acrescentando que caso contrário, “não estaria à vontade em sítio nenhum”. Mas afirma ser algo “normal”, que encara com “naturalidade” e que é também uma forma de “reconhecimento” pelo seu trabalho.&lt;br /&gt;Tornou-se mais conhecido com o spot publicitário do "Pequeno T2", oportunidade que afirma ter surgido "por acaso" e numa altura em que a sua carreira a solo estava a arrancar, logo foi “muito importante”. Pelo que sabe, os responsáveis pela campanha publicitária “viram a música na televisão e acharam que tinha tudo a ver com o que queriam”- enfatiza, salientando que para si foi “espectacular”, pois isto poderia ter acontecido noutra fase da sua carreira e ter tido o seu lado “negativo”. Mas como se encontrava a desenvolver o projecto de uma banda, em que era conhecido em nome colectivo e “as pessoas sabiam que cantava em inglês”, foi muito importante para a “descolagem”.&lt;br /&gt;O "Pequeno T2", explica, fala de uma fase da vida em que a pessoa vai sair de casa para ser “independente” e fazer frente às “adversidades”, que ocorrem no dia-a-dia de qualquer pessoa “normal”. É o sair de casa, encontrar uma pessoa e estar com ela nessa “aventura” de independência.&lt;br /&gt;"Entre o sol e a lua" é uma música recente, uma das últimas que escreveu em 2006 quando preparava o álbum. Caracteriza-a como uma canção “romântica”, como uma forma de “declarar” à outra pessoa que se gosta dela e aborda as “contrariedades” da vida e o que impede uma relação de resultar. “A própria relação tem o seu desgaste e até pode ser que se combata a si própria”- salienta, avançando ser uma canção “positiva, que encara o futuro com um sorriso”.&lt;br /&gt;Ricardo Azevedo inspira-se nas “experiências do dia-a-dia” e tenta que as músicas estejam relacionadas com a sua vida ou com a sua visão da vida, o que talvez vá mais de encontro ao que as pessoas são, pois estas “identificam-se mais” com a música.&lt;br /&gt;Para si, a música é “comunicar de uma forma bonita e com energia”. Quando se trata de uma música romântica, sublinha, que seja “muito mais melódica do que ritmada”. No caso de uma música mexida, que seja “ritmada e com energia”, pois a melodia está “sempre” presente.&lt;br /&gt;Quanto ao que sente em palco, depende das “condições”. Se houver muito público é “espectacular”, mas com pouco público, admite ter de fazer uma “concentração extra”, para dar o “melhor” de si.&lt;br /&gt;“Uma pessoa habitua-se mal. Há pessoas habituadas a tocar com muito público e depois quando estão com menos público é um pouco mais difícil”- enfatiza, acrescentando que o público “realmente” transmite uma energia “fantástica”.&lt;br /&gt;A vinda aos Açores e o concerto na Ribeira Grande afirma terem sido um pouco “atribulados”, porque foi tudo marcado “em cima da hora”. Além disso, recorda, não havia voo do Porto para Lisboa, o que os obrigou a ir de comboio. Foi um bocado “complicado”, ressalva, pois andaram de tudo menos de barco. “Foi desgastante e as condições podiam ter sido melhores a nível de som”. Mas de resto, apesar de admitir não ter sido o melhor concerto do mundo, derivado a essas dificuldades, o cantor acabou por constatar que as pessoas são “espectaculares”.&lt;br /&gt;“Fiquei contente, pois foi o meu primeiro concerto a solo e vai ficado marcado para sempre na minha memória. Foi um concerto muito simpático, com muitas pessoas, e depois chamei-as para cantarem comigo o “Pequeno T2” e acabou por ser positivo”- acentua, afirmando que a sua música transmite diversas mensagens, que tanto podem ser de “alegria ou tristeza”, como de “frustração”, pois a música é isso “tudo”.&lt;br /&gt;Na sua opinião, “as rádios passam mais música estrangeira, do que portuguesa”. Mas ultimamente o cantor reconhece que a situação se alterou um pouco. Devido às “quotas”, as rádios têm tocado mais música portuguesa e, sublinha, “sente-se um bocado como era antes”.&lt;br /&gt;Caso contrário, as rádios passavam as músicas que queriam, o que a seu ver “não faz sentido”. Aliás, as rádios deviam ser “obrigadas” a tocar música portuguesa, pois “sente-se a sua falta”.&lt;br /&gt;O cantor vai ainda mais longe ao afirmar, que “não faz muito sentido ouvir só música cantada em inglês, visto que se fala português nas ruas”. Além disso, é fundamental que isso aconteça, tanto em relação a novos projectos como aos artistas, para quando estes pensarem em criar um novo projecto “optarem pelo português”.&lt;br /&gt;Ricardo Azevedo avança ainda que quando começou a cantar, fê-lo em inglês, pois “não havia nenhum” projecto que lhe chamasse a “atenção” e que o entusiasmasse e lamenta o facto de na altura não haver muitos projectos cantados em português. A música transmitida nas rádios e na televisão, era “quase sempre” em inglês e, reconhece, foi “necessário”.&lt;br /&gt;Em termos de projectos, o cantor irá lançar um novo trabalho no início do próximo ano, “o mais tardar em Março”, espera. Este novo álbum terá “algumas diferenças”, revela, com a esperança de que sejam canções que “toquem mais” as pessoas e cuja produção deve ser um bocado mais “orgânica. Que as pessoas sintam que este trabalho subiu alguns degraus, em relação ao anterior”- é o desejo do cantor.&lt;br /&gt;Biografia&lt;br /&gt;Nasceu em &lt;/span&gt;&lt;a title="Espinho (Portugal)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Espinho_%28Portugal%29"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Espinho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; a &lt;/span&gt;&lt;a title="15 de Janeiro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/15_de_Janeiro"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;15 de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;a title="1977" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1977"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;1977&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, mas era ainda muito novo quando se mudou com a família para Santa Maria da Feira, onde reside actualmente. A mãe foi quem o incentivou a entrar no mundo da música a cantar e a tocar &lt;/span&gt;&lt;a title="Viola" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Viola"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;viola&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;br /&gt;Ricardo Azevedo foi membro de várias bandas efémeras de &lt;/span&gt;&lt;a title="Santa Maria da Feira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Maria_da_Feira"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Santa Maria da Feira&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, entre &lt;/span&gt;&lt;a title="1991" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1991"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;1991&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a title="1999" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1999"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;1999&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;. Em 2000, ingressou na banda “&lt;/span&gt;&lt;a title="EZ Special" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/EZ_Special"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;EZ Special&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;” como vocalista, onde permaneceu até finais de &lt;/span&gt;&lt;a title="2006" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2006"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;2006&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;. Por essas alturas, cansado de cantar em &lt;/span&gt;&lt;a title="Língua inglesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;inglês&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; decidiu ingressar numa carreira a solo, compondo e cantando em &lt;/span&gt;&lt;a title="Língua portuguesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;português&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;. Em Maio de &lt;/span&gt;&lt;a title="2007" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2007"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;2007&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, publica o seu primeiro álbum a solo “&lt;/span&gt;&lt;a title="Prefácio" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pref%C3%A1cio"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Prefácio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;”, com todas as canções da sua autoria, que contém o tema popular “Pequeno T2” e que representa a concretização de um sonho antigo do músico.&lt;br /&gt;O tema fala de um jovem que vivendo com uma rapariga decide procurar uma casa para uma vida comum num andar com duas assoalhadas, pondo a sua vida de pernas para o ar, como diz o refrão da canção. Além de cantor é também compositor e músico.&lt;br /&gt;A vontade de se expressar na língua mãe surgiu algures, em 2003, após o lançamento de "In n' Out", o primeiro disco dos “Ez Special”, quando o cantor sentiu que cantar em inglês poderia, de alguma forma, ser um obstáculo a uma melhor comunicação com os seus fãs, que lhe pediam, frequentemente, para cantar em português.&lt;br /&gt;O registo foi gravado no Porto com a colaboração dos músicos Nuxo Espinheira (Blind Zero), Sérgio Silva (Jaguar Band) e Victor Silva e a produção foi entregue a Quico Serrano (Plaza) e a Saul Davies (James), que haviam trabalhado com o cantor na altura em que dava voz a temas como 'Daisy' e 'My Explanation'.&lt;br /&gt;'Sonhos' foi a palavra escolhida pelo músico para definir o trabalho a solo numa palavra, já que o longa duração é encarado pelo próprio como o princípio da realização dos seus sonhos. A dificuldade em arranjar emprego, a crise do País, a falta de dinheiro e as ansiedades que essas questões criam, as paixões e os defeitos humanos são os temas abordados por Ricardo nas treze músicas de "Prefácio".&lt;br /&gt;'Pequeno T2', que serviu de banda sonora para a campanha publicitária de uma entidade bancária, e 'Entre o Sol e a Lua' foram os primeiros temas do disco a chegar às rádios. Do longa-duração consta, ainda, um dueto com Rui Veloso, no tema 'Os Meus Defeitos'.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Raquel Moreira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Agosto de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Editar" href="http://www.blogger.com/rearrange?blogID=3257779505493926303&amp;amp;widgetType=BlogArchive&amp;amp;widgetId=BlogArchive1&amp;amp;action=editWidget" target="configBlogArchive1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://s11.sitemeter.com/stats.asp?site=s11ricardoazevedo" target="_top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Editar" href="http://www.blogger.com/rearrange?blogID=3257779505493926303&amp;amp;widgetType=HTML&amp;amp;widgetId=HTML21&amp;amp;action=editWidget" target="configHTML21"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-614081370282856179?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/614081370282856179/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=614081370282856179' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/614081370282856179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/614081370282856179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/08/t2-no-est-venda.html' title='T2 não está à venda!'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SLgmZndlaFI/AAAAAAAAAD4/at2STDZohU4/s72-c/ricardo_azevedo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-6220740704623997366</id><published>2008-08-29T16:36:00.002Z</published><updated>2008-09-05T09:11:55.709Z</updated><title type='text'>Abandono de animais "horroriza" turistas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMD3y9TgYsI/AAAAAAAAAEA/wcKBoWt48bA/s1600-h/FRANJINHAS-thumb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242462421081154242" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMD3y9TgYsI/AAAAAAAAAEA/wcKBoWt48bA/s320/FRANJINHAS-thumb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Medicina Veterinária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Basta sairmos à rua para depararmos com vários animais abandonados pelas ruas, muitos deles até com anomalias provenientes de “atropelamentos”. Situação que não pode continuar, se é que a Região pretende ter “turismo de qualidade”.&lt;br /&gt;“O governo tem de agir”, pois os próprios “turistas ficam horrorizados”, ao constatar esta realidade. A polémica questão dos cães considerados perigosos é outra dor de cabeça para o veterinário Damião, que defende ser um “exagero abater os animais mais violentos”, bastando apenas pôr-lhes um açaime e a respectiva trela, para que nada aconteça.&lt;br /&gt;Basta sairmos à rua para depararmos com vários animais abandonados pelas ruas, muitos deles até com anomalias provenientes de “atropelamentos”. Situação que não pode continuar, se é que a Região pretende ter “turismo de qualidade”.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“O governo tem de agir”, pois os próprios “turistas ficam horrorizados”, ao constatar esta realidade. A polémica questão dos cães considerados perigosos é outra dor de cabeça para o veterinário Damião, que defende ser um “exagero abater os animais mais violentos”, bastando apenas pôr-lhes um açaime e a respectiva trela, para que nada aconteça.&lt;br /&gt;Damião, veterinário e proprietário da Clínica Veterinária da Mãe de Deus, começa por contar ter feito o curso de regente agrícola, o actual Engenheiro Técnico Agrário. Depois, relata, surgiu a oportunidade de tirar medicina veterinária, algo em que já tinha pensado “há muito tempo”. Afirma ser uma área de “muita concorrência”, como acontece em todas as profissões, e lembra também que na área dos “pequenos animais tem crescido um bocadinho”, reconhecendo que tudo tem o seu período de “crescimento e estagnação”. O veterinário aproveita para dizer que apesar desta área ter crescido um pouco, “não cresce directamente na proporção dos alunos que vão saindo das escolas”, alertando a existência de uma “grande incongruência”, porque o nosso país tem escolas a mais. “Portugal com nove milhões de habitantes tem seis escolas, duas privadas e quatro estatais, enquanto a Suécia tem o mesmo número de habitantes e só tem uma escola; a Inglaterra com 40 milhões de habitantes tem três escolas; a França tem três escolas; a Alemanha tem uma escola só e; os Estados Unidos têm sete escolas, sublinha, avançando que não se “compreende” que isso aconteça num país tão “pequeno”, nem a “política da educação” vigente. Criam-se cursos e depois, evidentemente, que “não há espaço” para todos os recém-licenciados.&lt;br /&gt;Quanto às maiores dificuldades do dia-a-dia, diz ser tudo uma questão de “adaptação”, explicando que actualmente com os meios de comunicação social que há é tudo “muito facilitado”.&lt;br /&gt;O que o deixa mais “desolado” são os estrangeiros, salienta, lembrando estarmos numa terra “virada para o mar e para o turismo”, o que a seu ver não acontece nesse aspecto. “Os estrangeiros ficam horrorizados quando encontram cães com varias anomalias pela rua”- alerta, acrescentando que se costuma dizer que o “espelho da vivencia do país se nota na maneira como se trata os animais”. Os abandonos são realmente “muitos”, o que, acentua, “preocupa muito” os estrangeiros.&lt;br /&gt;O veterinário relata já ter “despachado muitos cães para o estrangeiro”, pois as pessoas encontram-nos na rua ou às vezes deixam-nos na clínica para esterilização. “As pessoas pedem-nos que arranjemos uma adopção, o que às vezes conseguimos”- afirma, satisfeito, avançando que esta é a área que o preocupa mais. “É um problema cultural”, sublinha, reconhecendo que este ainda vai perdurar por “muitas” gerações.&lt;br /&gt;O proprietário da clínica Mãe de Deus aproveita ainda para dizer que “o governo devia deitar mão a isso”, pois visto este fazer “grandes investimentos em publicidade na área do turismo”, deveria “acautelar-se internamente” com essas situações. Sim, porque “se realmente querem ter turismo de qualidade, não se pode continuar a manter os animais na rua e com atropelamentos”. Como eventuais soluções, o médico veterinário aponta uma “maior vigilância” e uma “mudança de mentalidades com um certo arejamento”, que devia ser feito.&lt;br /&gt;Por outro lado e reconhecendo tratar-se de um problema “cultural”, o veterinário admite serem precisos “muitos anos”, até as pessoas se mentalizarem. Damião lembra ainda ter tido recentemente um cliente alemão que queria “despachar” uns cães para Dublin, na Irlanda, tendo lhes feito a devida desparasitação e todo o resto que é necessário. “A senhora ligou-me da Irlanda, a dizer que os cães não podiam sair da alfândega, porque eu não tinha posto a hora em que foram desparasitados e levaram a vacina”- explica, evidenciando que o “rigor” que os estrangeiros tem nestas questões é “extremo” e nos Açores devia haver “muito mais vigilância”.&lt;br /&gt;O veterinário salienta ainda que a clínica passa o boletim de sanidade, mas quando a pessoa circula com o cão, “ninguém” lhe pergunta nada. Por “incrível” que pareça, acentua, as pessoas circulam com os cães de um lado para o outro e “não há ninguém que fiscalize”, situação que considera um “escândalo” e que “não pode” continuar.&lt;br /&gt;“As autoridades veterinárias ou a GNR, alguém tem que fiscalizar as coisas, porque a maioria das pessoas diz que ninguém lhe perguntou por nada e isso não acontece em qualquer país normal”.&lt;br /&gt;Um hotel para cães é algo que “gostava” de ter, mas a zona onde trabalha não lhe permite, explica, reconhecendo que já existem vários hotéis para cães na ilha e alguns com “boas” condições.&lt;br /&gt;Referindo-se ao movimento de clientes, afirma não se poder queixar, lembrando estar no negócio há cerca de 30 anos. Lembra ter começado com os “grandes” animais, pois quando regressou havia “muito poucos” veterinários e era preciso fazer de tudo. A certa altura, decidiu mudar para os pequenos animais, porque chega-se a um ponto em que “não se pode fazer muito e apenas até certa idade”. Além, disso esta área exige “muito esforço físico”.&lt;br /&gt;Afirma receber normalmente “cães, gatos e já começam a aparecer alguns animais exóticos” também. Quanto às doenças que surgem com maior frequência, evidencia a “falta de vacinação”, o que acontece porque chega o verão, o calor, a humidade e as pessoas “esquecem-se” que o meio ambiente também está “conspurcado” e que é preciso fazer a vacinação, que é “importantíssima”.&lt;br /&gt;O veterinário aproveita para alertar as pessoas, lembrando-lhes que quando tiverem a intenção de ter um animal, devem “pensar primeiro” que estes são uma “máquina viva”, que é preciso “alimentá-los e aplicar-lhes os cuidados médico-veterinários” e, lamenta, “nem sempre” isso acontece. Há muitas complicações que surgem e que não deveriam, desde as “gastroenterites” ou a falta de uma alimentação “correcta”.&lt;br /&gt;“Qualquer pessoa pode ter um cão, mas no resto da Europa as coisas já não se passam assim. Eles primeiro fazem uma triagem dos animais disponíveis e depois vão vasculhar a vida privada da pessoa, para ver se tem condições ou não, para poder ter o cão e demonstram-lhe que é preciso ter responsabilidade e condições económicas para ter um animal”- enfatiza.&lt;br /&gt;Referindo-se aos cães considerados perigosos, afirma ser uma questão muito “polémica”, pois “os cães normalmente são aquilo que os donos querem”, mas às vezes são “estigmatizados e desviados” para outras áreas, que não a social, a de companhia ou de caça, por exemplo. Explica haver sempre um aspecto fenótipo, que é a parte exterior do animal, e o genótipo, que é a parte interna, logo há “sempre uma tendência genética” que os animais trazem. Mas, na sua opinião, a “educação sanitária e o treino” fundamentalmente, é que tornam os animais perigosos. Os animais não nascem perigosos, sublinha comparando-os às pessoas. Conforme o “traquejo e o tratamento” que os donos lhes dão é que “realmente podem surgir actos de lutas, como parece que já se faz aqui na ilha”.&lt;br /&gt;A seu ver, a legislação é um pouco “exagerada”. Castrar ou abater todos os animais considerados perigosos é um “exagero e uma violência”.&lt;br /&gt;“É passar do oito para o 80”, defende, avançando não concordar de “maneira nenhuma”, que se abatam os animais.&lt;br /&gt;Além da “linhagem genética”, salienta, o ‘segredo’ está no “tratamento” dado aos animais, que sendo mau pode depois “extravasar em situações de violência”. E continua, dizendo que as pessoas “não podem” circular com os cães, se estes não forem devidamente “açaimados e atrelados”, que é fundamentalmente o que está previsto na lei e não há outra maneira de os “conter”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;br /&gt;Public in Terra Nostra, Agosto de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-6220740704623997366?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/6220740704623997366/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=6220740704623997366' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/6220740704623997366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/6220740704623997366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/08/abandono-de-animais-horroriza-turistas.html' title='Abandono de animais &quot;horroriza&quot; turistas'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMD3y9TgYsI/AAAAAAAAAEA/wcKBoWt48bA/s72-c/FRANJINHAS-thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-2823567665499869353</id><published>2008-08-29T16:33:00.002Z</published><updated>2008-09-05T09:14:02.881Z</updated><title type='text'>Informar e "formar" os jovens!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMD4UsyKGaI/AAAAAAAAAEI/JCfHEhjhABs/s1600-h/Aja+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242463000761866658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMD4UsyKGaI/AAAAAAAAAEI/JCfHEhjhABs/s320/Aja+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Associação Jovem Açores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estabelecer e fortalecer a relação entre os jovens; a prevenção primária e todos os comportamentos de risco lícitos e ilícitos, tudo o que prejudique o crescimento das crianças, adolescentes e jovens nas suas componentes físicas e intelectuais; a promoção da cidadania e; o respeitar as diferenças independentemente das origens sociais, étnicas e religiosas, são os objectivos da Associação Jovem Açores (AJA). Segundo Durval Santos, presidente da AJA, a concretização dos objectivos será alcançada por jovens de toda a Região, o que considera a sua “maior alegria”.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os jovens estão cada vez mais expostos a toda uma série de perigos, como o alcoolismo ou a toxicodependência, vícios que lhes podem levar por caminhos dos quais se arrependem mais tarde, em alturas em que já é muito difícil sair impune ou sem sequelas. A AJA foi fundada em Agosto do corrente ano e pretende informar e formar os jovens para que estes tenham um futuro saudável e condigno, isto promovendo também a cidadania.&lt;br /&gt;Durval Santos, presidente da Associação Jovem Açores (AJA), começa por contar que a Casa do Povo de Santa Barbara está a conceber um programa de âmbito regional, designado de Programa de Informação e Apoio à Prevenção Primária (PIAP), que tem como objectivo “gerar uma dinâmica própria junto de crianças, adolescentes e jovens”. Esta dinâmica levou à necessidade de se criar uma associação juvenil vocacionada para a “prevenção primária”, a AJA.&lt;br /&gt;Os seus objectivos, salienta, inserem-se em quatro “chaves” principais, sendo o seu mote o facto de estar feita “de jovens para jovens”. A AJA está virada para a juventude açoriana e pretende “estabelecer e fortalecer a relação inter-par, entre os jovens”. A prevenção primária e todos os comportamentos de risco lícitos e ilícitos são também uma área de actuação da associação, que visa eliminar “tudo” o que prejudique o crescimento das crianças, adolescentes e jovens, tanto a nível “físico, como intelectual”. A promoção da cidadania é outro aspecto a considerar neste cenário, através da “responsabilização” dos jovens para a participação “cívica” nas suas comunidades. Isto, sabendo que têm “direitos e deveres” a cumprir sublinha. A questão multicultural é também essencial, pois ensina os jovens a respeitarem as “diferenças”, independentemente da “origem social, étnica, religiosa” do outro.&lt;br /&gt;Esta associação juvenil regional “sem fins lucrativos” estende-se do Corvo a Santa Maria e, salienta, não professa qualquer “ideologia” política, religiosa ou partidária. “Qualquer adolescente ou jovem poderá participar na AJA, independentemente das suas convicções ou ideologias. É um espaço que respeita e onde se pretende respeitar todos os pensares e vivencias dos seus intervenientes”- acentua.&lt;br /&gt;Referindo-se a como pretende concretizar os seus objectivos, Durval Santos explica ser “com os jovens”, lembrando que Álamo Meneses, secretário da educação e ciência, referiu recentemente e “muito bem” na sua opinião, que os movimentos de jovens que existem na Região, “não são conduzidos por jovens”.&lt;br /&gt;Mas no caso da AJA, enfatiza, a concretização dos objectivos que se pretende será alcançada pelas mãos de jovens açorianos de todas as ilhas, o que constitui a “maior alegria” do seu presidente. Criar “assimetrias” de colaboração de forma a “minimizar riscos” concretamente e em especial nas crianças e jovens e uma “plataforma de colaboração e de união de esforços” entre o governo regional, autarquias, pse’s e demais organismos juvenis, desportivos e culturais, são as estratégias da associação para que esta possa alcançar os objectivos a que se propõe. Sim, pois importa “contribuir para o desenvolvimento integral da juventude açoriana”. De momento, evidencia, a AJA conta com o apoio do governo regional, concretamente da Direcção Regional da Juventude.&lt;br /&gt;Quanto ao investimento necessário, Durval Santos explica que até agora todas as actividades desenvolvidas pela AJA, foram financiadas “única e exclusivamente” com o seu próprio orçamento, com a colaboração da Casa do Povo de Santa Bárbara. Isto, pois, justifica, “a AJA não tem ainda suporte financeiro, nem tinha estatutos criados, ou corpos eleitos”. De qualquer modo, como já referiu, a associação tem já a garantia de um apoio do Governo Regional, face aos projectos que pretende implementar na Região. “O PIAP foi inteiramente financiado pelo governo regional e será desenvolvido até ao final do ano, encontrando-se de momento em 47 mil euros”- ressalva, acrescentando haver já algum “interesse” por parte de câmaras municipais da Região em apoiar a AJA.&lt;br /&gt;Um bom exemplo é a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, que apesar de “ainda” não lhe ter sido solicitado qualquer apoio, afirma estar “receptiva” à questão das dependências que, reconhece, tem causado alguns “danos” aos jovens. Mas até agora e em termos oficiais, sublinha, a única reunião oficial que teve foi com Bruno Pacheco, Director da Juventude, que salienta ter oferecido “toda a colaboração” a nível futuro e que irá “apostar” nos projectos que a AJA pretende desenvolver, indo assim de encontro ao PIAP.&lt;br /&gt;Quanto ao facto da associação se estender a todas as ilhas, o presidente lembra que em Março, Ponta Delgada foi palco de um curso de “Vereadores Sociais” através do PIAP, evento que contou com a representação de jovens de “todas” as ilhas. Os “jovens que participaram serão os pontos de referência e de ligação para com a direcção da AJA”. O presidente aproveita ainda para dizer que a AJA se estende do Corvo a Santa Maria não só numa questão de “papel ou estatutária”, mas em “concreto”. Isto, pois dispõe de “vários” representantes nas ilhas açorianas e de possíveis “colaboradores”, além de pessoas que estão interessadas em tornarem-se “associadas”.&lt;br /&gt;Fazendo um balanço dos primeiros tempos de vida da associação, afirma ser “muito positivo”, avançando que a sua maior “satisfação” é saber que no dia do lançamento da AJA, as várias crianças, adolescentes e jovens de algumas zonas sociais e habitacionais da ilha Terceira transmitiram de facto o seu “agrado, carinho e alegria”, em terem participado. Inclusive, salienta, “já houve pais que me abordaram na rua e por telefone satisfeitos por os seus filhos terem aderido ao projecto da AJA e, avançaram estar dispostos a colaborar futuramente em futuras iniciativas, bem como em inscreverem os seus filhos em mais actividades que pretendamos fazer”. Por isso, “a mensagem chegou”- constata, avançando que a principal mensagem são os objectivos a que a AJA se propõe. Objectivos estes que, sublinha, não são tratados apenas numa componente” lúdica ou de ocupação” de hábitos de vida saudável, mas acima de tudo numa componente “educativa e pedagógica”.&lt;br /&gt;O presidente da AJA aproveita ainda para salientar que “todas” as actividades desenvolvidas e dinâmicas concebidas auferem um cariz “educativo e pedagógico”. As crianças, adolescentes e jovens, por sua vez, “reviram-se” nos objectivos propostos e conseguiram concretizar os objectivos da associação, que pretendia que estes ficassem “conscientes” dos riscos face ao alcoolismo, à questão do comportamento de risco perante a questão rodoviária e às doenças sexualmente transmissíveis.&lt;br /&gt;“Não se tratou simplesmente de entreter os jovens durante uma tarde”-salientou, acrescentando haver, porém, uma componente “lúdica”.&lt;br /&gt;Segundo Durval Santos, os projectos da AJA irão pautar-se sempre pela “excelência e qualidade”, em relação ao que se pretende dar aos seus participantes e “alicerçar” em questões de fundo e de qualidade da área educativa e pedagógica, que se pretende criar junto do nosso público-alvo.&lt;br /&gt;Tanto o “Prevenir em colecção” como os Castelo de Risco, explica serem programas de um ano, da tutoria da Associação Nacional Arisco. Trata-se de uma associação nacional de “promoção da saúde” reconhecida a nível nacional pela “qualidade e excelência” dos seus projectos, que têm pessoas ligadas ao Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) e com a qual a AJA irá estabelecer uma cooperação. O “Prevenir em colecção” avança ser um programa direccionado para os jardins-de-infância e primeiro ciclo.&lt;br /&gt;“Muitas pessoas tem a noção de que a prevenção primária deve começar na adolescência, mas deve começar na infância”- evidencia, acrescentando que estes programas serão “concebidos” e realizados pelos professores dentro da sala de aula, com orientação pedagógica e técnica das pessoas associadas à AJA. No “Prevenir em colecção”, cada aluno irá dispor de uma caderneta e será chamado a desempenhar certas tarefas, que se inserem no seu espaço “familiar, comunitário e pessoal, a nível do enriquecimento de competências”. Essas competências serão premiadas de uma forma muito “lúdica, dinâmica e criativa e atractiva, pois cada aluno é premiado com a oferta de autocolantes”- justifica, lembrando que “os miúdos gostam muito de coleccionar” e à medida que passam as diversas fases terão a possibilidade de colar esses cromos na sua caderneta.&lt;br /&gt;O “Castelos de Risco” é direccionado essencialmente a jovens do ensino secundário e visa a “promoção dos desportos de out-door”, que não se limitam aos desportos radicais como a escalada ou o rapel. Existindo o factor risco e a adrenalina, o objectivo é o jovem conseguir substituir o “alcoolismo, pela adrenalina. É esta a grande mensagem educativa”. No culminar dos “Castelos de Risco”, realizado junto a uma grande fortaleza ou castelo, serão convidados todas as famílias, professores e a comunidade educativa a participar nesta “grande aventura”.&lt;br /&gt;De momento, o presidente salienta ter já uma escola “receptiva” à abertura destes dois programas, avançando que “se calhar grande parte das escolas estão sempre receptivas a este tipo de projecto”, mas no início tudo tem de ser feito de forma “gradual e consistente”. Isto, de forma a ver quais os locais onde este projecto será mais “útil” e também por uma questão de “rentabilização de recursos técnicos, pessoais e financeiros”. O projecto será lançado com uma escola secundária da Região, que será também financiada pela Direcção Regional da Juventude. O Teenex visa a “junção dos jovens em regime residencial durante quatro noites e cinco dias” e foi adaptado para Portugal, como sendo o Jovem-a-jovem. O objectivo deste programa de bastante “sucesso” a nível nacional, é “informar e formar os adolescentes face a comportamentos de risco”.&lt;br /&gt;A Carta Nacional de Prevenção Primária será o documento “legislador das linhas de orientação da prevenção primária”, em Portugal. Saber em que ponto estamos, quais as necessidades da população a nível futuro (de forma a poder orientar todos os organismos e instituições que estão vocacionadas para esta área e que também são um documento de “referencia e apoio para o governo”), para “minimizar os riscos” junto dos agentes associados a este tipo de actividades, é o que se pretende. Durval Santos afirma ainda ser com “muita alegria” que refere que a AJA irá estar presente na elaboração desta carta, fazendo chegar “em viva voz o nosso sentido da insularidade, de Região e as preocupações e anseios dos jovens açorianos”.&lt;br /&gt;Em termos de projectos, o presidente avança que a AJA se define essencialmente por “agir (dai aja), intervir, dinamizar” e acima de tudo como diz o povo, e muito bem, “haja saúde”, é ista a mensagem a transmitir. Isto, esclarece, indo de encontro aos projectos que pretendem desenvolver, como o “Prevenir em colecção”, os “Castelos de Risco” e o programa inglês Teenex, uma adaptação “jovem a jovem”. Além disso, o presidente revela que irão participar na “elaboração da capa nacional da Prevenção Primária”, no próximo mês de Outubro, pois foram convidados para representar a Região. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;br /&gt;Public in Agosto de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-2823567665499869353?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/2823567665499869353/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=2823567665499869353' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/2823567665499869353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/2823567665499869353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/08/informar-e-formar-os-jovens.html' title='Informar e &quot;formar&quot; os jovens!'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SMD4UsyKGaI/AAAAAAAAAEI/JCfHEhjhABs/s72-c/Aja+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-4260442448236989467</id><published>2008-08-21T09:08:00.002Z</published><updated>2008-08-21T09:11:37.232Z</updated><title type='text'>Pouca qualidade e músicos "preguiçosos"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SK0xQYoHhgI/AAAAAAAAADw/gMrz_KBejgo/s1600-h/fot.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236896099260139010" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SK0xQYoHhgI/AAAAAAAAADw/gMrz_KBejgo/s320/fot.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Pedro Abrunhosa lança novo trabalho em 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A situação da música em Portugal é “ilusória”, pois há muitos foguetes e muitos festivais de verão, que são uma espécie de “supermercados Lidl da música”. O próprio ensino da música em Portugal é “muito mau e de péssima qualidade” e os músicos são “preguiçosos”. Para compor, basta-lhe “abrir o jornal” e informar-se sobre a realidade, pois considera-se um “cantador de histórias”. O conhecido cantor e compositor Pedro Abrunhosa aproveita ainda para tecer largas críticas a Cavaco Silva, avançando que as suas declarações ao país sobre o Estatuto dos Açores foram “totalmente despropositadas”. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Socorro, estou apaixonado”, “Tudo o que te dou” e “Viagens” são alguns dos seus êxitos mais conhecidos. Adora os Açores e adorou o concerto em Ponta Delgada. 2009 avizinha-se com grandes projectos. Pedro Abrunhosa, cantor e compositor, é natural do Porto e começou a estudar música "muito cedo", nomeadamente piano e contrabaixo, e tirou “ao mesmo tempo” o curso de Eng. Química. “Foi um percurso clássico”- afirma, avançando que depois entrou no Conservatório, o que, reconhece, não era muito “fácil” na altura, pois tratava-se da “única” escola de música em Portugal. O facto é que se licenciou e completou o Conservatório, indo logo de seguida para a Academia de Música de Budapeste.&lt;br /&gt;Aos 16 anos já dava aulas de música, tendo depois formado a sua própria escola. “Cheguei a tocar no metro em Amesterdão, Berlim e Viena d' Áustria. Corri a Europa toda a tocar guitarra com 16,17, 18 anos”- recorda, lembrando ter entrado também no mundo do Jazz e da música clássica, no qual foi contrabaixista de “muitos” músicos norte-americanos de Jazz. O cantor salienta ainda que a sua formação é “dupla”, pois provém tanto da academia como da “estrada”, acrescentando que os jovens com quem formou os Bandemónio eram seus “alunos”.&lt;br /&gt;Compor e cantar são duas tarefas “diferentes e complementares”, que considera fundamentais. Escrever é “bom” a dadas alturas, tal como compor. Os espectáculos proporcionam um contacto “mais directo” com as pessoas, mas muitas vezes o estúdio, onde pode estar “um ano ou dois a gravar”, faz com que esteja “aparentemente” afastado do público. Daí que a proximidade com o público seja só uma “recompensa”, como sucedeu no concerto em Ponta Delgada. Claro que, reconhece, “não há recompensas destas, concertos com 15 mil pessoas sem o trabalho de estúdio”, que considera de “laboratório”, semelhante ao dos cientistas. “Não se descobre a cura para a tuberculose indo para a praia e estando sem fazer nada. Tem que se trabalhar”- acentua.&lt;br /&gt;Pedro Abrunhosa considera a sua música "boa", avançando só existirem dois estilos de música, “a boa e a má”. Acrescenta ainda ser evidente que as suas influências vão “desde o Jazz à canção norte-americana e francesa” com Bob Dylan, lembrando ter feito uma série de “citações” no concerto em São Miguel, onde incluiu James Brown. Afirma fazer rock claramente, mas um “rock de letras e de dimensão lyrica”, pois as letras são “muito importantes” na sua música.&lt;br /&gt;Para compor diz não precisar de inspiração, basta "abrir o jornal" e está lá tudo. É apenas uma questão de “trabalho e atenção à realidade”. O jornal tem todas as histórias que canta, pois é um “cantador” de histórias. Um exemplo “típico” desta situação é "A Balada de Gisberta", canção que dedicou ao transexual morto na cidade do Porto há cerca de dois anos. “Não tenho inspiração, não é preciso. A inspiração é uma coisa que não existe, meio romântica, como se me sentasse debaixo de uma árvore à espera que chegasse. É uma coisa mágica”- acentua, acrescentando que ainda há uns dias, quando abriu o jornal reparou que a primeira página era sobre a guerra na Geórgia e mostrava uma senhora com outra morta nos braços, ela a chorar e à volta tudo destruído. “Essa imagem é tão dolorosa quanto poética”- salienta, avançando que olha para a realidade e tenta “exorcizar” a sua própria dor, que “no fundo é a dor dos outros”.&lt;br /&gt;O ensino da música em Portugal diz ser “muito mau e de péssima qualidade” e, pior, “não melhorou”. A primeira dificuldade está na própria aprendizagem. A seu ver, um músico tem de “aprender mesmo” a tocar o seu instrumento. E isso só acontece, quando “perder horas e horas a aprender” e tiver “bons” professores. Segundo Pedro Abrunhosa, o próprio músico tem tendência a achar que basta “pôr as suas músicas na Internet” ou que ter um grupo na “garagem” a ensaiar já o torna músico. Mas as coisas não funcionam assim. É preciso muito trabalho e os músicos portugueses são “preguiçosos”.&lt;br /&gt;Diz haver muita e “muito má” música. Com a retirada recente das editoras multinacionais do país, não tem surgido “novos talentos”, mas há muitos grupos novos. Em termos de quantidade, afirma estar tudo como antes, o que já não sucede na área da qualidade. “Eu não quero perder tempo no My Space à procura de talentos, quero ir para a estrada e ouvir bons grupos”- enfatiza, avançando que cantar em inglês é uma “aberração total e não faz sentido, num país que tem a nossa história de língua”.&lt;br /&gt;A seu ver, a situação da música em Portugal é “ilusória”, pois há muitos foguetes e muitos festivais de verão, que são a seu ver uma espécie de “supermercados Lidl da música. Está lá tudo, mas nada é bom”.&lt;br /&gt;Pedro Abrunhosa defende também que a internacionalização da música deve ser feita com música “cantada em português”, pois só quem o faz consegue divulgar a sua música no estrangeiro. Falando de si próprio, diz ser preciso trabalhar muito, mas afirma estar a conseguir, pois já são “muitos anos” de carreira, nomeadamente com músicos brasileiros. O cantor revela ter em mãos um projecto “muito importante” para 2009, gravado no Brasil, mas acentua, mais uma vez, que “é preciso trabalhar muito e continuamente”, pois “não há maneira” de fazer as coisas. “Não acredito na internacionalização se não for algo consistente e cantado na língua mãe, pois não há outra maneira”.&lt;br /&gt;Em tempos de crise, sublinha, há “os que choram e os que vendem lenços” e é assim que se divide a humanidade. Chorar, diz não chorar “de certeza”. As editoras abandonaram o país e resolveu fundar a sua própria, a “Boom Editora” em Gaia, e o seu próprio estúdio. Assim, tem “uma serie de grupos” com a sua assinatura, que acrescenta não serem muitos, mas “são bons e em 2009 vão começar a sair”.&lt;br /&gt;Pedro Abrunhosa aproveita ainda a ocasião para criticar as recentes declarações de Cavaco Silva acerca do Estatuto Politico-Administrativo da Região, que a seu ver levantaram algumas “perturbações interiores” à própria inerência do cargo de Presidente da República, como “claramente” aconteceu e, a forma como o fez foi “totalmente despropositada, um disparate total”. O cantor defende que o Presidente da República está a “perder um pouco a noção e está a revelar o que já era como primeiro-ministro e não consegue conter-se”.&lt;br /&gt;“Ele foi um ministro que entregou Portugal ao défice. O grande papão ou mostro como ele chamou, foi ele que o criou. Foi Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças durante 12 anos e nós não estamos na situação em que estamos, por obra e graça de Pedro Santana Lopes. Alguém esteve antes dele e de Durão Barros e de Guterres”- enfatiza, classificando a posição de Cavaco Silva como “muito autoritária e a roçar o exagero”, o que o leva a discordar com a “maneira, a hora e o timing” da referida comunicação. O músico do Porto avança ainda que se Cavaco Silva falou ao país, para expor as suas preocupações sobre o Estatuto dos Açores, “quando acontecer alguma coisa, ninguém o vai ouvir. O presidente da república fez um arrastão, que nunca existiu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte do tempo, passa-o em Nova York, devido sobretudo à sua “escrita em filmes” e pela música, pois tanto os discos da sua editora discográfica como os seus são todos tratados no escritório em Nova York. “Comecei como músico na rua, formei a minha escola e um dos sonhos que eu tinha era fundar uma editora e um gravadora, o que já consegui”.&lt;br /&gt;“Nova York é o centro geográfico da actividade musical” e, a dada altura, Portugal é “pequeno” para qualquer um. O mundo está a abrir-se às novas tecnologias e “é uma asneira, confinarmo-nos a um território”. Geograficamente, a música pode facilmente “ultrapassar fronteiras”, através da internet e das rádios, o que diz ter conseguido através de parcerias com Caetano Veloso, por exemplo. Sim, porque “a arte e a cultura conseguem ser sustentáveis e exportarem-se” a si próprias. “Esta actividade é auto-sustentável, não recebe subsídios e cumpre também um papel de diversão”.&lt;br /&gt;Quanto às rádios, o cantor defende que “com a qualidade da música portuguesa que há, também passava mais música estrangeira”. Mas também há “boa” música portuguesa, salienta dizendo não avançar nomes “para não ofender ninguém”. Há, sobretudo, uma “boa memória” da música portuguesa. Aproveita ainda para dizer que enquanto em França ou na Espanha, passam com facilidade “grupos antigos no meio dos novos”, em Portugal não. Ouvimos os grupos que vão aos festivais de verão, onde “não é bem a qualidade que conta”. O objectivo destes festivais é “vender telemóveis e cerveja” e, lamentavelmente, as rádios vão “muito” atrás disso e passam os grupos que lá estão. Sim, porque “há muita música antiga e nova para passar” e muita música má, que se calhar “continuam” a passar.&lt;br /&gt;Referindo-se aos seus gostos pessoais aponta Jorge Palma, Sérgio Godinho, Ornatos e os dois primeiros discos dos Toranja, que “infelizmente” já acabaram, além dos grupos com quem trabalha e que concessiona às multinacionais para uma “maior” divulgação e promoção.&lt;br /&gt;Quanto à situação que se vive a nível mundial, o cantor admite existirem recursos “a nível mundial” para acabar com a fome e “interesses” instalados. Ao acabarmos com a fome em alguns sítios, explica, “as pessoas que comem muito, vão comer menos”. Aproveita também para criticar as comissões distribuidoras dos alimentos e bens a nível internacional, que diz estarem envolvidas em esquemas “extremamente complicados”. Um exemplo é o caso do senador norte-americano John Edwards, que tinha várias pessoas na sua lista de pagamentos. Entre elas, alerta, “a sua amante, que era paga com o dinheiro destinado a famílias carenciadas”. Esta situação “evidentemente” convém aos estados ricos, sobretudo ao hemisfério norte, pois “o hemisfério sul continua na pobreza e na miséria”.&lt;br /&gt;Neste cenário elogia ainda o trabalho de Lula da Silva, presidente do Brasil, que tem feito um “excelente” trabalho, pois “só um presidente que venha da classe operária, que não seja doutor e que conheça a pobreza a pode combater”. De resto, confessa, as petrolíferas têm interesse nisso, tal como as grandes explorações agrícolas e a ordem mundial. Na sua opinião, o problema de fundo é a “falta de ideologia”, porque actualmente não há mais do que o “capitalismo” e o Marxismo acabou, logo não há uma “contra-corrente de poder ideológico”. O pior é que “não há de facto quem defenda os pobres, que estão sem voz”. Afirma gostar da “sinceridade nas pessoas”, mas por outro lado não gosta do “seguidismo, do carneirismo”.&lt;br /&gt;Pedro Abrunhosa adorou estar em São Miguel, onde mais uma vez viajou pela ilha. O cantor afirma ser “impressionante, a diferença de calor humano” que existe nas ilhas. “Desde das Furnas ou da Lagoa, a maneira como as pessoas me abordam na rua, de uma forma extremamente educada, simpática, quente e vê-se que conhecedora, foi uma experiência incrível. Adoro os Açores”- acentua, lembrando ter já escrito uma canção na ilha do Pico, intitulada "Como uma ilha", do disco "Silêncio" e que adora ouvir. Esta canção, sublinha, fala dos Açores e do quanto gosta da Região.&lt;br /&gt;Referindo-se à canção “A Balada de Gisberta”, que dedicou ao transexual assassinado no Porto, o cantor aproveita para dizer que “não basta não ser racista, é preciso ser anti-racista, anti-xenofobia, anti-homofóbico”. É fundamental ter-se noção da “estupidez em que, às vezes, a pessoa se confina, através da ignorância e do silêncio”, pois a evolução da sociedade passa por esta mudança de “mentalidade” e a música rock sempre foi sobre isto. “A última canção que cantei no concerto em São Miguel fala nos miseráveis de Nova York, pois o rock é a história dos pobres”.&lt;br /&gt;Segundo o cantor, para quem está em cima do palco, o concerto em São Miguel foi “do melhor” que tem feito a nível de público. Há uma “apetência cultural” que funciona como uma “esponja”, porque é “muito grande a vontade de participar e o publico conhece as músicas”, obviamente. Diz ter sido um concerto por um lado “muito duro, acutilante e directo”, pois reconhece que os temas não são fáceis. Mas o rock é assim, alerta, ou “fala de coisas a sério ou não fala de nada”, tornando-se em algo “meio pop e esquisito”. E por outro lado, também foi “doce, irónico e tudo, pois meti-me com o publico e ele respondeu às provocações todas”.&lt;br /&gt;A seu ver, a arte não serve para nada, se não for um "ponto de ebulição do cérebro". O cantor encara-a como uma maneira de “exorcizar as suas paranóias, fantasmas, de poupar num psiquiatra e de partilhar com o público, coisas comuns a toda a gente”. Nas suas canções, afirma referir-se a coisas “banais”, como o “desejo, a morte e a separação”, o que talvez leve a esta “interacção” com o público ao longo de muitas gerações.&lt;br /&gt;Diz estar “sempre” a par do que se passa nos Açores e “atento à realidade política por muitas razões”, mas principalmente por não considerar a democracia como um “facto consumado”. “Sempre fui participativo nas questões politicas nacionais com opiniões minhas, que polémicas ou não, são minhas e ainda bem que são polémicas, senão não eram opiniões”.&lt;br /&gt;No que toca a projectos, revela ter “dois discos quase prontos”, a editora, a gravadora e o projecto de concertos no Brasil, Estados Unidos e na Europa. O mais importante é trabalhar todos os dias e “fazer coisas diferentes”, para dentro de um ou dois anos voltar a São Miguel e as pessoas cantarem músicas que têm 16 anos como o "Tudo o que te dou" e, de músicas que tocam "n" vezes, como "Quem Me Leva os Meus Fantasmas", "A Balada de Gisberta" ou o "Ilumina-me", como desta última vez. É isso que faz uma carreira, “ter sempre músicas que digam algo” às pessoas. O seu projecto futuro é “fazer projectos todos os dias”.&lt;br /&gt;Biografia&lt;br /&gt;Pedro Abrunhosa nasceu no Porto a &lt;/span&gt;&lt;a title="20 de Dezembro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/20_de_Dezembro"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;20 de Dezembro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;a title="1960" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1960"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;1960&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, tendo iniciado cedo os estudos musicais. Ao terminar o Curso de Composição do &lt;/span&gt;&lt;a title="Conservatório de Música do Porto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conservat%C3%B3rio_de_M%C3%BAsica_do_Porto"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Conservatório de Música do Porto&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; vai estudar e trabalhar com os professores Álvaro Salazar e Jorge Peixinho, fazendo também o Curso de Pedagogia Musical com Jos Wuytack.&lt;br /&gt;Começa a sua carreira como docente aos 16 anos na Escola de Música do Porto e dá aulas no ensino oficial, na Escola do &lt;/span&gt;&lt;a title="Hot Clube de Portugal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hot_Clube_de_Portugal"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Hot Clube&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, em &lt;/span&gt;&lt;a title="Lisboa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lisboa"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Lisboa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, e na Escola de Música Caiús. Desenvolve os estudos de &lt;/span&gt;&lt;a title="Contrabaixo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Contrabaixo"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Contrabaixo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; e funda a Escola de Jazz do Porto e a Orquestra da mesma, que dirige e para a qual escreve.&lt;br /&gt;Trabalha nesta área por toda a &lt;/span&gt;&lt;a title="Europa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Europa"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Europa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; com Joe Hunt, Wallace Rooney, Gerry Nyewood, Steve Brown, Todd Coolman, Billy Hart, Bill Dobbins, Dave Schnitter, Jack Walrath, Boulou Ferré, Elios Ferré, Ramon Cardo, Frankie Rose, Vicent Penasse e Tommy Halferty.&lt;br /&gt;Escreve e executa as &lt;/span&gt;&lt;a title="Banda sonora" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Banda_sonora"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;bandas sonoras&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; dos &lt;/span&gt;&lt;a title="Filmes" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Filmes"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;filmes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;: “La Lettre” de &lt;/span&gt;&lt;a title="Manoel de Oliveira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_de_Oliveira"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Manoel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; (música incidental), “Amour en Latin”, de Serge Abramovic, “Adão e Eva” de &lt;/span&gt;&lt;a title="Joaquim Leitão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Leit%C3%A3o"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Joaquim Leitão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; e “Novo Mundo” do cartoonista &lt;/span&gt;&lt;a title="António Moreira Antunes" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Moreira_Antunes"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;. Compõe ainda para as peças de teatro “Possessos de Amor”, “A Teia e O Aniversário de Infanta” e “150 anos De Bonfim”.&lt;br /&gt;Em &lt;/span&gt;&lt;a title="1994" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1994"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;1994&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; edita “Viagens”, o seu primeiro álbum com os “Bandemónio”, que atinge vendas recorde de 243.000 unidades, chegando a tripla platinae onde conta com a participação do &lt;/span&gt;&lt;a title="Saxofone" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Saxofone"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;saxofonista&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;a title="James Brown" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Brown"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;James Brown&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Maceo Parker" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maceo_Parker"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Maceo Parker&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;. Faz mais de duzentos espectáculos em dois anos, apresentando-se nos &lt;/span&gt;&lt;a title="Estados Unidos da América" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos_da_Am%C3%A9rica"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Estados Unidos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Canadá" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Canad%C3%A1"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Canadá&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Brasil&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Macau" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Macau"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Macau&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;França&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Suíça" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Su%C3%AD%C3%A7a"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Suíça&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Espanha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Espanha"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Espanha&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Luxemburgo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luxemburgo"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Luxemburgo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;França&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Itália" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1lia"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Itália&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; e outros.&lt;br /&gt;Lança em &lt;/span&gt;&lt;a title="1995" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1995"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;1995&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; o Maxi-single “F”, juntamente com um &lt;/span&gt;&lt;a title="Livro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Livro"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;livro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, alcançando com ambos um inesperado impacto. A canção “Talvez” fazia parte do álbum e foi a primeira vítima da censura, em Portugal, em mais de 20 anos.&lt;br /&gt;Em &lt;/span&gt;&lt;a title="1996" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1996"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;1996&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, edita o seu segundo álbum de originais, “Tempo”, que vende acima das 180.000 unidades, ultrapassando a marca de quádrupla platina e tendo logo na primeira semana vendido 80.000 exemplares. Neste álbum trabalha em &lt;/span&gt;&lt;a title="Minneapolis" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Minneapolis"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Minneapolis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Memphis" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Memphis"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Memphis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a title="Nova Iorque" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Iorque"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Nova Iorque&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; com toda a banda de Prince, os New Power Generation e Tom Tucker, seu &lt;/span&gt;&lt;a title="Engenheiro de som" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Engenheiro_de_som"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;engenheiro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; principal, músicos com os quais se apresenta em digressão. Neste álbum participam ainda Carlos do Carmo, Opus Ensemble e &lt;/span&gt;&lt;a title="Rui Veloso" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rui_Veloso"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rui Veloso&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;. Com a música “Se Eu Fosse Um dia o Teu Olhar”, extraído para o filme “&lt;/span&gt;&lt;a title="Adão e Eva (filme)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ad%C3%A3o_e_Eva_%28filme%29"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Adão e Eva&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;”, bate todos os recordes de bilheteira. A música, entretanto editada no &lt;/span&gt;&lt;a title="Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Brasil&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, vende mais de 8000.000 mil cópias.&lt;br /&gt;É convidado por &lt;/span&gt;&lt;a title="Caetano Veloso" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caetano_Veloso"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Caetano Veloso&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; a realizar um espectáculo conjunto na &lt;/span&gt;&lt;a title="Expo 98" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Expo_98"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Expo 98&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, realizando a maior enchente da Exposição Universal e pelo realizador Manoel d’ Oliveira para protagonista masculino do filme “La Lettre”, rodado em &lt;/span&gt;&lt;a title="Paris" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paris"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Paris&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, Itália, Nova Iorque, Lisboa e &lt;/span&gt;&lt;a title="Londres" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Londres"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Londres&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;. Contracena com Chiara Mastroianni. Com esse filme, laureado no &lt;/span&gt;&lt;a title="Festival de cinema de Cannes" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Festival_de_cinema_de_Cannes"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Festival de Cinema de Cannes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; com o Grande Prémio do Júri, tem a oportunidade de fazer a famosa “subida dos 24 degraus”.&lt;br /&gt;Escreve, compõe e produz o musical “Rapaz de Papel”, encomenda do Festival dos Cem Dias. Posteriormente grava todas estas músicas no álbum “Amanhecer”, interpretado por Diana Basto.&lt;br /&gt;Em &lt;/span&gt;&lt;a title="1999" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1999"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;1999&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; edita “Silêncio”, um disco de viragem extremamente importante para a carreira dos Bandemónio. Ultrapassa as 40.000 unidades, atingindo a marca de platina.&lt;br /&gt;As suas canções são gravadas e interpretadas no Brasil, onde se desloca amiúde para digressões, por artistas como Caetano Veloso, &lt;/span&gt;&lt;a title="Lenine (cantor)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lenine_%28cantor%29"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Lenine&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, Zélia Duncan, &lt;/span&gt;&lt;a title="Elba Ramalho" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Elba_Ramalho"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Elba Ramalho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Zeca Baleiro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zeca_Baleiro"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Zeca Baleiro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, Sandra de Sá, Syang, Rio Soul, entre muitos outros.&lt;br /&gt;Em &lt;/span&gt;&lt;a title="2002" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2002"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;2002&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; editou Momento, um êxito de vendas e airplay em todas as rádios nacionais, e atingindo novamente a marca de dupla-platina, com vendas superiores a 90.000 unidades. Durante dois anos, a canção homónima “Momento” foi a mais tocada em Portugal.&lt;br /&gt;Em &lt;/span&gt;&lt;a title="2003" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2003"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;2003&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; edita o álbum triplo, “Palco”, resultado dos emblemáticos concertos ao vivo com os Bandemónio e os HornHeads de Prince. Com palco, dupla platina, atinge vendas de 72.000 unidades.&lt;br /&gt;Em &lt;/span&gt;&lt;a title="2004" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2004"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;2004&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; encerra o &lt;/span&gt;&lt;a title="Rock in Rio" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rock_in_Rio"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rock in Rio Lisboa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, concerto integrado na sua digressão 2002/2004 com mais de 120 espectáculos realizados.&lt;br /&gt;Entretanto, tem feito palestras, debates e conferências por todo o país, sobretudo em Faculdades, Escolas, Bibliotecas ou afins. Escreveu para a &lt;/span&gt;&lt;a title="TSF" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/TSF"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;TSF&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, Magazine Artes, Fórum Estudante e tem trabalhos editados nas mais variadas publicações. Em 2006 participou também como vocalista numa das músicas do álbum de estreia da banda portuguesa &lt;/span&gt;&lt;a title="Cindy Kat" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cindy_Kat"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Cindy Kat&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, intitulada “A Saída”. Editou o livro “Canções”, que rapidamente esgotou, contendo partituras das suas mais emblemáticas músicas.&lt;br /&gt;Autor e compositor de todas as músicas incluídas nos seus álbuns, Pedro Abrunhosa define-se como “cantautor”.&lt;br /&gt;Lançou em 3 de Abril de 2007 o Single “Quem me leva os meus fantasmas”, o primeiro single do novo álbum "Luz" lançado em 25 de Junho de 2007. O álbum atingiu o galardão de Platina, por vendas superiores a 20.000 unidades.&lt;br /&gt;O primeiro concerto de Pedro Abrunhosa e Bandemónio após o lançamento do álbum Luz teve lugar no espaço Paradise Garage em Lisboa, na noite de 26 de Junho de 2007.&lt;br /&gt;Claramente um rosto de um intelecto superior, a sua capacidade de captação do mundo, tornam-no num criativo que vive o seu génio dependente do que ama, como a cidade do Porto. Canções como o Barco para a Afurada, retornam uma nostalgia única revelando a sua imensa vertente poética. Alvo de um sucesso esmagador de um pais algo parado no tempo nos anos 90, hoje é um prisioneiro do que vende e do seu génio, criando e compondo até hoje.&lt;br /&gt;É acompanhado ao vivo e em estúdio por João André-baixo, Cláudio Souto-Teclas, Edgar Caramelo- Saxofone, Pedro Martins- Bateria e Marco Nunes- Guitarra&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="Discografia"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name=".C3.81lbuns"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;É acompanhado ao vivo e em estúdio por João André-baixo, Cláudio Souto-Teclas, Edgar Caramelo- Saxofone, Pedro Martins- Bateria e Marco Nunes- Guitarra.&lt;br /&gt;Da sua discografia constam “Viagens” (1994); “Tempo” (1996); “Tempo Remix Versões” (1997); “Silêncio (1999); “Momento” (2002); “Palco (3 cd) em 2003; o DVD “Intimidades” em 2005 e, “Luz” em 2007, além de um extended play (EP) em formato de cd de nome “F” e “Pedro Abrunhosa” em 1998. &lt;/span&gt;&lt;a name="EPs"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="DVD"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="Outras_Edi.C3.A7.C3.B5es"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="Pr.C3.A9mios"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Distinguido com 2 Globos de Ouro; o Prémio Bordallo de Imprensa; 4 prémios BLITZ; 4 prémios Nova Era; Prémio prestígio Nova Gente; Prémio de Melhor Banda Sonora, em Espanha; Prémio Melhor Compositor, pela RCL; Prémio Telemóvel de Ouro, pelo recorde de downloads das suas músicas; &lt;/span&gt;&lt;a title="Prémio Arco-Íris" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9mio_Arco-%C3%8Dris"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Prémio Arco-Íris&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; 2007 da &lt;/span&gt;&lt;a title="Associação ILGA Portugal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Associa%C3%A7%C3%A3o_ILGA_Portugal"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Associação ILGA Portugal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; pelo tema "Balada de Gisberta", do álbum &lt;/span&gt;&lt;a title="Luz (álbum)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luz_%28%C3%A1lbum%29"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Luz&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, o músico conta com mais de 14 anos de carreira, na qual sucessos como “Socorro, estou apaixonado”; ”Não posso mais”; “Tudo o que te dou”, “Viagens”, “Ilumina-me” e “Momento” são apenas alguns dos temas mais conhecido deste cantor e compositor português. O Disco LUZ de Pedro Abrunhosa &amp;amp; Bandemónio atingiu o galardão de Platina, por vendas superiores a 20.000 unidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Agosto de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-4260442448236989467?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/4260442448236989467/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=4260442448236989467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/4260442448236989467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/4260442448236989467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/08/pouca-qualidade-e-msicos-preguiosos_21.html' title='Pouca qualidade e músicos &quot;preguiçosos&quot;'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SK0xQYoHhgI/AAAAAAAAADw/gMrz_KBejgo/s72-c/fot.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-6086370323966116352</id><published>2008-08-21T08:57:00.002Z</published><updated>2008-08-21T08:59:52.067Z</updated><title type='text'>"Outro dia" em Portugal</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SK0ue7taojI/AAAAAAAAADY/oYsX1yIBtps/s1600-h/foto+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236893050660889138" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SK0ue7taojI/AAAAAAAAADY/oYsX1yIBtps/s320/foto+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;CHAPA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma “visão crítica” sobre a realidade em que vivem, os sentimentos e problemas que enfrentam no dia-a-dia, é a mensagem que a banda pretende transmitir.&lt;br /&gt;Segundo Marcos Fagundes, membro dos Chapa, a maioria das músicas de "Outro Dia" foram compostas quando viveram no Rio de Janeiro e são o “reflexo” de tudo que pensam e dos seus sentimentos e vivências. “Nessa época vivemos a realidade de beleza e caos das grandes cidades do Brasil”- acentua, acrescentando ser esta a temática “principal” do último álbum da banda.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Os Chapa são formados pelos irmãos Marcos; Diego e Felipe Fagundes, de 28, de 22; 26 e 27 anos, respectivamente. Desde novos que tocam juntos e o sucesso bateu-lhes às porta, sendo “Outro Dia” o último álbum do grupo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Marcos Fagundes, começa por dizer que nasceram no extremo sul do Brasil, na cidade de Bagé e começaram a tocar juntos desde “muito cedo”. Em 1993, com 7, 11 e 13 anos, escreveram a sua primeira música intitulada "Cinzas", para participar num festival da escola, evento em que se classificaram em “primeiro” lugar. E, desde aí, “não paramos mais”.&lt;br /&gt;Em 1997, surgiu o primeiro álbum com concertos por todo o sul do Brasil e na Argentina e Uruguai e, em 1998 gravaram o segundo álbum, no Rio de Janeiro, enquanto se “dividiam” entre concertos e viagens pelo Brasil e, os estudos. Terminados os estudos, foram viver para o Rio de Janeiro, o que foi um “momento de amadurecimento”, pois musicalmente, definiram de uma forma mais “clara” a concepção da sua música. E deram concertos entre o Rio de Janeiro e São Paulo.&lt;br /&gt;Em 2006 visitaram a Europa pela primeira vez, fazendo “17 concertos nas principais cidades de Portugal e da Espanha”, tournée que lhes “despertou” a ideia de um dia voltarem.&lt;br /&gt;Dois anos depois, assinaram contracto com o manager Pedro Fragoso, da Nine-Média, e estrearam recentemente em Portugal, o álbum "Outro Dia”.&lt;br /&gt;Portugal tem sido uma grande “porta de entrada” para os Chapa, cuja música tem sido “bem” recebida em todos os lugares onde actuam.&lt;br /&gt;A ideia de lançar um álbum na Europa, esclarece, surgiu durante a tournée que fizeram em Portugal e em Espanha, no ano de 2006.&lt;br /&gt;“Uma visão crítica sobre a realidade em que vivemos, os nossos sentimentos e os problemas que enfrentamos no dia-a-dia”- é esta a mensagem que a banda pretende transmitir.&lt;br /&gt;Marcos Fagundes conta ainda que a maioria das músicas de "Outro Dia" foram compostas quando viveram no Rio de Janeiro, sendo o “reflexo” de tudo que pensam e dos seus sentimentos e vivências. “Nessa época vivemos a realidade de beleza e caos das grandes cidades do Brasil”- acentua, acrescentando ser esta a temática “principal” do álbum.&lt;br /&gt;Visitaram os Açores pela “primeira vez” no passado dia 16 de Agosto, tendo actuado no Festival Baía do Rock, num concerto que fez parte da tournée de lançamento do último álbum.&lt;br /&gt;Em termos de projectos, o músico aproveita para lembrar que estão a acabar um álbum com canções em inglês, trabalho que surgiu da necessidade que sentiram de “levar” a nossa música e as nossas ideias a “todos” os lugares e, reconhece, “compor em inglês foi a forma de transpor a barreira criada pela língua”.&lt;br /&gt;A banda&lt;br /&gt;Os “Chapa” continuam a promover o seu álbum recentemente lançado em Portugal, "Outro dia", e estiveram recentemente no programa "Verão Total", transmitido na RTP 1. Todos aqueles que se deslocaram ao In Live Caffe, na Moita, puderam assistir também ao primeiro espectáculo de apresentação do álbum ao vivo.&lt;br /&gt;A banda composta pelos irmãos Fagundes, afirma-se como uma das revelações mais entusiasmantes da música brasileira. Felipe, Diego e Marcos são oriundos de Bagé, no Rio Grande do Sul, onde cresceram a aprender a tocar juntos.&lt;br /&gt;Em 1993, os “Chapa” começaram a dar os primeiros passos em 1993 tocando covers, enquanto escreviam originais. Desde então, a composição ganhou força e, para além de tocarem em várias cidades do estado de Rio Grande do Sul, os Chapa extravasaram fronteiras para dar concertos em outros países da América Latina.&lt;br /&gt;Em 2006, deram o salto para a Europa com uma digressão por várias Fnacs, que passou por Lisboa e Porto e também por Barcelona, Madrid e Valência, sendo considerados pela Fnac como o novo estímulo do rock brasileiro.&lt;br /&gt;Os Chapa voltaram a Portugal em Maio deste ano, para promoção do novo álbum, “Outro Dia”. A edição é da nova Nine-Media, com quem os Chapa chegaram a acordo para os próximos 2 álbuns de originais, bem como de gestão de carreira e agenciamento de espectáculos a nível mundial.&lt;br /&gt;O álbum “Outro Dia” foi gravado nos estúdios da SG Produções, no Brasil, e foi produzido pelos elementos da banda, sendo composto por 11 temas originais com uma sonoridade pop/rock que ficam no ouvido.&lt;br /&gt;Com a estreia em Portugal, os Chapa querem aproximar-se do público português. A banda traduz “nas melodias e nas letras o que realmente sentimos, portanto estamos muito felizes pela oportunidade de levar a Portugal a nossa música e por fazer parte de uma nova cultura”.&lt;br /&gt;O primeiro single, “Outro Dia”, chegou às rádios portuguesas em Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pulbic in Terra Nostra, Agosto de 2008. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-6086370323966116352?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/6086370323966116352/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=6086370323966116352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/6086370323966116352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/6086370323966116352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/08/outro-dia-em-portugal.html' title='&quot;Outro dia&quot; em Portugal'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SK0ue7taojI/AAAAAAAAADY/oYsX1yIBtps/s72-c/foto+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-8458862211777775666</id><published>2008-08-13T11:26:00.002Z</published><updated>2008-08-13T11:30:18.977Z</updated><title type='text'>Dar "significado" a uma fotografia!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SKLFxe8CJTI/AAAAAAAAADQ/fjXnTBUWuSw/s1600-h/worldpress.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233963170867062066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SKLFxe8CJTI/AAAAAAAAADQ/fjXnTBUWuSw/s320/worldpress.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;World Press Photo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"O interessante é que cada pessoa pode fazer a sua interpretação da fotografia e atribuir-lhe um significado", explica, avançando que para algumas a fotografia vencedora representa algo de "muito moderno" sobre o fotojornalismo, não sendo uma fotografia "tradicional". Para outras é um "cliché tradicional da guerra" e para algumas é ainda uma foto "anti-guerra, ou pró-guerra". Segundo Tim Hetherington, fotógrafo vencedor da 51º Edição do World Press Photo, a fotografia tem de ser percebida integrada num contexto e não, apenas, como uma "imagem única". A vitória foi alcançada com uma fotografia tirada a um soldado no Afeganistão, onde permaneceu durante quase um ano. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É fotógrafo e realizador. Nasceu em Liverpool, mas cresceu a viajar por toda a Inglaterra. Tim Hetherington concorreu ao World Press Photo, concurso fotográfico no qual arrecadou o primeiro lugar, entre 80.536 inscritas, com uma fotografia de um soldado no Afeganistão, território onde viveu durante praticamente um ano e de onde regressou em inícios de Agosto de 2008.&lt;br /&gt;Alguns repórteres evitam a proximidade com os soldados, por temerem a perda da distância e da objectividade. Hetherington gosta e procura estar no meio dos soldados, o mais perto possível para criar retratos íntimos, que parece ser a única forma de prender o público, principalmente o americano.&lt;br /&gt;Foi o mesmo método que usou com sucesso em séries de fotos anteriores, quando retratou o rastro do tsunami de 2004, na Ásia; a guerra civil na Libéria e; Nova York após o 11 de Setembro.&lt;br /&gt;Sob frequente fogo inimigo, os homens construíram um abrigo, com vista para parte do vale. Um alojamento tosco feito de terra e pedra "talvez com 20 metros por 40", diz Hetherington, que chamaram de "Restrepo", nome do médico Juan Restrepo, de 20 anos, que tinha sido morto numa emboscada em Julho.&lt;br /&gt;O dia 16 de Setembro de 2007 foi um domingo. "Um dia de luta bastante intensa", segundo recorda. Eles tinham acabado de ser informados por operações militares de escuta, que o inimigo tinha trazido 20 granadas para o vale, junto com foguetes de 107 mm e três coletes suicidas. As forças americanas estavam sob fogo constante e um dos soldados quebrou a perna e teve que receber morfina.&lt;br /&gt;"Sentíamos como se fossemos alvos", diz Hetherington e o ambiente no acampamento "escureceu."Hetherington entrou em "piloto automático", o que faz sempre que se encontra numa situação difícil, ameaçado ou temendo pela vida. "Concentro-me totalmente no meu trabalho como uma máquina e os soldados fazem o mesmo. Isso tira-lhes a mente das coisas do medo, da dor, da impotência, pelo menos temporariamente. E mal dormiram naquela noite. Todos se reuniram no abrigo, contra a parede de terra e longe da outra parede por onde o inimigo poderia vir".&lt;br /&gt;Foi nessa hora mais escura que Hetherington tirou a foto que tocou o mundo. Um jovem soldado, encostado contra a parede de terra, sem capacete, de braços sujos. Ele tira o suor da testa, olhando directamente para a máquina, olhos turvos, boca aberta. Em parte chocado, em parte cansado, desesperado e tem uma grande aliança na mão esquerda.A imagem é sombria, embaçada, sem contraste, argumentos que alguns utilizaram, dizendo que uma foto assim, "não deveria vencer", revela. Mas ela captura perfeitamente o momento e funciona em dois níveis, pois dá a quem a vê uma sensação do que aconteceu naquele momento e, ao mesmo tempo, tem um significado simbólico eterno.&lt;br /&gt;"É uma história terrível", diz Hetherington. "Mas é forte. Eles colocam suas vidas em risco", o que dá ao prémio um maior significado,&lt;br /&gt;T.N. –Fale-nos um pouco de si e da sua carreira.&lt;br /&gt;T.H.- Nasci em 1970, no norte de Inglaterra, em Liverpool, mas vivo por todo o país. O meu pai estava sempre em mudança, por isso viajávamos muito pelo Reino Unido em família. Cresci em muitos lugares diferentes, mas as minhas raízes estão no norte de Inglaterra.&lt;br /&gt;Trabalhei para o jornal "The Big Issue" durante um ano (1997) e em 1999 passei para o "Independent", um grande jornal nacional. Depois, comecei a trabalhar como freelancer, o que faço até agora. Em 1999, interessei-me por vídeos e televisão, pois também sou realizador. Mas o que importa que as pessoas percebam é que continuo interessado nesta área da imagem, além da fotografia. Algumas pessoas vêem o meu trabalho como se fossem fotografias únicas, só que eu não estou interessado numa única imagem.&lt;br /&gt;T.N.- Como e quando se interessou pela fotografia?&lt;br /&gt;T.H.- Regressei à escola para estudar fotografia em 1996/1997, mas não esperava ser fotógrafo quando crescesse. Foi uma oportunidade que surgiu na minha vida e como estava interessado em imagens e em cultura visual!...&lt;br /&gt;T.N.- Quando começou a participar no World Press Photo?&lt;br /&gt;T.H.- Entrei em várias e diferentes competições, como nos candidatamos a um emprego. Em 1999 fiz uma história, pois sempre gostei de histórias. E a fotografia que ganhou o World Press Photo surgiu de uma história, que ganhou o segundo prémio do "General New Stories". Mas há muitos mal-entendidos, as pessoas têm a ideia de que é preciso sempre escolher uma fotografia só, para dizer que esta é a melhor fotografia do ano do World Press Photo. Não acho que seja este o caso deste prémio, o pegar numa fotografia que represente toda a competição. Não se trata de uma imagem chave da indústria e do mundo em determinada altura. Nunca concorro com fotografias singulares, pois não acredito que o sistema de uma fotografia única possa revelar tanto como um conjunto de fotografias.&lt;br /&gt;Foi um enorme privilégio e fiquei imensamente feliz por ter ganho esta competição, por a minha imagem ter sido escolhida, mas esta não representa tudo o que faço. Trabalho em histórias, sou realizador. Da primeira vez, em 1999, submeti a concurso uma história de 12 imagens sobre a Libéria e ganhei quatro prémios. Mas este ano ganhar o maior prémio foi muito diferente, devido ao escrutínio e ao foco dado pelos Media. A maneira como a nossa imagem é repentinamente utilizada como forma de debate sobre a indústria e é reclamada por pessoas de todos os lados de espectro, para as quais significa coisas diferentes, é algo muito estranho com que temos de viver.&lt;br /&gt;T.N.- De um modo geral, quais as temáticas principais das suas fotografias?&lt;br /&gt;T.H.- É difícil começar a trabalhar e tentar perceber logo sobre o que estamos a trabalhar. É muito pretensioso dizer imediatamente que temos um tema. Já trabalho há 10 anos e já consigo começar a ver coisas no meu trabalho. Por um lado, estou interessado na Politica, mas por outro atrai-me a vida humana de todos os dias e as suas banalidades. Também gosto de trabalhar temáticas relacionadas com jovens e com a violência, preocupo-me com o conflito. O Afeganistão foi parte de um projecto de um ano, que represento e onde segui as estadias das unidades de soldados americanos no Afeganistão em cada local. Voltei do Afeganistão recentemente, pois o projecto chegou ao fim e agora vamos fazer um filme. Estou a trabalhar num livro também e a colaborar com uma revista.&lt;br /&gt;T.H.- A fotografia do soldado no Afeganistão. O que nos pode avançar sobre a mesma?&lt;br /&gt;T.H.- Eu estava integrado numa missão em Setembro para a revista mensal "Vanity Fair", com a qual colaboro e fui ao Afeganistão para o que pensava ser uma simples missão. Eu trabalho há 17 ou 18 anos no domínio de África e da África Oriental, especialmente na Libéria, em projectos de longo prazo e queria sair de lá. Precisava de uma pausa e de algum tempo longe deste continente. E foi nessa altura que tirei esta fotografia. Não sabia que quando fosse fazer este trabalho em Setembro, ainda estaria a fazê-lo um ano depois. Regressei no início de Agosto, logo estive quase um ano a ir e a voltar do Afeganistão e muitas coisas aconteceram durante este período.&lt;br /&gt;T.N.- Segundo o júri do concurso, esta fotografia representa a "exaustão de uma nação". Que comentários faz a esta afirmação?&lt;br /&gt;T.H.- É interessante esta classificação e sinto-me sempre muito honrado e feliz por a minha imagem ter sido escolhida. Esta acaba por ser uma imagem chave, de como se vê a indústria e o mundo nesta altura. Costuma-se dizer que uma imagem vale por mil palavras, mas por mais mil coisas que digamos sobre uma fotografia, o interessante na minha fotografia é que as pessoas interpretam-na como querem e tiram dela o seu significado. E de certa maneira é muito engraçado, porque todas as pessoas dizem tudo o que é possível sobre esta fotografia. Para algumas pessoas esta representa algo muito moderno sobre o fotojornalismo, não é uma fotografia tradicional. Para outras é um cliché tradicional da guerra. E para algumas é ainda uma foto anti-guerra, para outras é uma fotografia pró-guerra. Para mim, o interessante é que se olharmos para a fotografia não há nada de específico, sobre onde esta foi tirada, a quem ou sobre o que se passa. É o que acontece com a publicidade actualmente, é vazia de significado, de conteúdo e nós transportamos o nosso próprio significado para a fotografia. Isto intriga-me.&lt;br /&gt;T.N.- É muito difícil capturar em alguns segundos, uma imagem que nos transmita mais do que mil palavras?&lt;br /&gt;T.H.- Muito do que faço, em certas circunstâncias, tem muito a ver com testemunhar os acontecimentos, estar dentro da situação. Logo, trata-se também de uma questão logística, de ir aos sítios e fazer o trabalho. Considero o meu trabalho exigente e isso é bom. Cheguei ao fim de um ano no Afeganistão. As pessoas tiram uma fotografia e agarram-se a ela, enquanto eu tiro milhares de fotografias e de vídeos.&lt;br /&gt;T.N.- Até que ponto é importante tirar uma fotografia à qual as pessoas atribuem um significado?&lt;br /&gt;T.H. – As pessoas atribuem vários significados à fotografia, mas eu limito-me a tirá-la e tem havido muito debate acerca dela, mas não se pode tirar a fotografia do contexto daquilo que eu faço. A minha função no mundo é ser um 'fazedor de imagens', muitas pessoas vêem o que eu faço e espero que isso seja útil. Penso que é mais útil, do que inútil. Trago informação visual dos lugares e as pessoas acham-na muito difícil de ver.&lt;br /&gt;T.N.- Para o futuro, qual a mensagem a tirar desta fotografia?&lt;br /&gt;T.H.- Não sei, não vou ditar qual a mensagem que as pessoas devem, ou não, tirar da fotografia. É esta a parte interessante da fotografia em geral. O que cada pessoa tem em mente e transporta para a fotografia é a própria pessoa em si. Há uns anos atrás eu talvez quisesse transmitir mensagens específicas nas fotografias, eu queria pronunciar-me sobre certos assuntos e dizer em que se deve acreditar, mas agora já não sei. Amadureci.&lt;br /&gt;T.N.- Projectos?&lt;br /&gt;T.H.- Acabei recentemente também um filme sobre o Afeganistão, que sairá em 2010, intitulado "Restrepo", que é o lugar onde a fotografia foi tirada e também o nome de um médico, Juan Restrepo que foi morto no Afeganistão. Estou também a escrever um livro sobre a Libéria e sobre o meu trabalho, que será publicado na próxima Primavera. Passei três a quatro anos a viver e a trabalhar na Libéria e o livro é sobre essa época.&lt;br /&gt;Tim e o World Press Photo&lt;br /&gt;Ponta Delgada assistiu à 51ª edição do World Press Photo, que expõe as suas fotos vencedoras. O maior galardão foi para o fotógrafo inglês Tim Hetherington, que ganhou o concurso com uma imagem tirada no Afeganistão a um soldado americano que descansava num bunker no Vale Korengal - no momento, o epicentro do combate com militantes islamistas. Segundo Gary Knight, presidente do júri, a fotografia representa "a exaustão de um homem e a exaustão de uma nação".&lt;br /&gt;Realizada anualmente, a mostra da exposição itinerante World Press Photo é a mais prestigiada competição internacional de fotojornalismo, cuja iniciativa é da Fundação World Press Photo, organização independente fundada em Amesterdão, Holanda, no ano de 1955. A preocupação principal da fundação é promover o fotojornalismo através das suas actividades no mundo inteiro, através da organização de seminários, workshops e projectos educacionais. A fundação pretende encorajar e, ao mesmo tempo, transferir conhecimento sobre o fotojornalismo.&lt;br /&gt;A extensão da World Press Photo a Ponta Delgada, dá-se pelo segundo ano consecutivo, em co-produção do Teatro Micaelense e da Cima – Associação Cultural, contando com o importante contributo do Governo dos Açores, através do Secretário Regional da Presidência e da Direcção Regional da Juventude. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Public in Terra Nostra, Agosto de 2008.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-8458862211777775666?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/8458862211777775666/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=8458862211777775666' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/8458862211777775666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/8458862211777775666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/08/dar-significado-uma-fotografia.html' title='Dar &quot;significado&quot; a uma fotografia!'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SKLFxe8CJTI/AAAAAAAAADQ/fjXnTBUWuSw/s72-c/worldpress.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-2818133153068195618</id><published>2008-08-13T11:21:00.002Z</published><updated>2008-08-13T11:26:32.130Z</updated><title type='text'>Incomodado com a "falta de sensibilidade" para a música</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SKLE4J0xP9I/AAAAAAAAADI/wQFQevvwawk/s1600-h/luis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233962185946906578" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SKLE4J0xP9I/AAAAAAAAADI/wQFQevvwawk/s320/luis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Luís Alberto Bettencourt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Conheço pessoas a quem a música incomoda e que são incapazes de ler um livro ou de ir a um espectáculo cultural”. Esta situação, que não consegue aceitar, causa-lhe “depressão e angústia”, pois estas pessoas “não merecem ver o sol todos os dias”.&lt;br /&gt;Luís Alberto Bettencourt descreve-se como um cidadão “normal que gosta de viver e que odeia e combate certas formas certas formas de vida, vocacionadas para a violência ou para a falta de diálogo. Isto, estando sempre do lado dos que não estão protegidos, pois não se identifica com as “maiorias absolutas”. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;É um dos mais respeitados e consagrados músicos portugueses com uma carreira de mais de 20 anos de experiências musicais (não só nos Açores, mas também na Guiné Bissau), incluindo a participação no festival da canção, que lhe valeu um injusto segundo lugar com o tema “O Vapor da Madrugada”, interpretado pelos Rimanço, banda da qual era um dos vocalistas. A sua maneira de estar na vida faz de si um ser talhado para a diferença, para o impenetrável mundo da magia das palavras, cheias de conteúdos místicos envolventes que ultrapassam a segura estabilidade do conhecido. Uma presença kármica e sonora, composta por sujeitos, verbos e complementos, por vezes de tempo, por vezes de espaço, complementos de modo de ser.&lt;br /&gt;Segundo Mário Correia, em “Música Popular Portuguesa”, "Bettencourt, para além de introduzir um saudável e enriquecedor elemento de insularidade no panorama da música popular, reflecte uma abordagem musical e temática englobante e universalizante ".&lt;br /&gt;Luís Alberto Bettencourt, compositor, cantor e ex-realizador da RTP Açores, afirma ser um “cidadão das ilhas, um ilhéu”. Nasceu e estudou em São Miguel e quando tinha cerca de 15/16 anos tornou-se “sensível” à música que ouvia na rádio vinda de fora. “Comecei com amigos do liceu a tentar organizar os primeiros grupos numa área de rock urbano e fiz parte de diversas formações musicais aqui da ilha, nomeadamente dos académicos, dos “Turma 5 mais 2” e depois com Zeca Medeiros mais a sério nos “Phoenix”- esclarece, lembrando ter feito um interregno de cerca de dois anos motivado pelo serviço militar, que obrigava os jovens a um “afastamento” do seu meio ambiente, para uma luta “injusta e que deixou algumas marcas” na sua vivência.&lt;br /&gt;Enquanto esteve em África, por “incrível” que pareça, não deixou a música, pois teve “sempre a sorte e o privilégio” de estar ligado a projectos locais. “Tocava em bares, no clube de sargentos e conheci músicos africanos com quem toquei várias impressões e chegamos a tocar juntos nalgumas festas”.&lt;br /&gt;“Nesse período de tempo, aproximei-me muito da raiz popular e percebi que a música que vem do povo, é muito mais rica do que aquilo que imaginamos, não só em termos de temáticas, mas nas melodias também”. Isto aconteceu, sublinha, pois teve a oportunidade de “ouvir e sentir o calor” que essa música transmite.&lt;br /&gt;Na volta, o músico tentou passar esta descoberta para a música açoriana em diversos concertos, fazendo uma “fusão” de música feita nos Açores com música africana, o que considera ter sido uma “boa aposta”. Isto, embora actualmente esteja mais “vocacionado para a música dita universal”, mas, sublinha, “sem esquecer as raízes” de ser português e açoriano.&lt;br /&gt;A sua carreira começou “mais a sério”, nomeadamente com o Zeca Medeiros nos “Phoenix” e depois com outros projectos mais vocacionados para a música “universal, embora sempre de raiz popular”, como com os “Construção” e o “Rimanço”.&lt;br /&gt;Paralelamente, conseguiu emprego na RTP Açores, estando sempre “ligado” a programas musicais, o que o ajudou a “cultivar” o seu modo de ser. As oportunidades de gravação surgiram, principalmente com o “Rimanço” e o “Construção”, a ponto de, em 1995, formar uma banda a solo, com músicos de uma geração “mais nova” e com a qual afirma gostar “imenso” de trabalhar. “Gravei sete ou oito cd’s e algumas colectâneas” - recorda.&lt;br /&gt;Diz ser “muito mais” compositor do que cantor e gostava de ter cantores que “divulgassem e cantassem” a sua música, pois gosta e sente-se mais “competente” a compor. “Dá-me muito gozo escrever uma letra, uma música e também cantar”, embora reconheça não ser um cantor por “excelência”.&lt;br /&gt;Fazendo um balanço de carreira, o músico explica que esta tem sido uma brincadeira, “ultimamente é que tem sido mais a sério”, pois passou a ter mais tempo. Mas guarda “gratas” recordações do passado, tendo consciência de que algumas coisas foram “mais conseguidas do que outras”, avançando “sentir” isso nas pessoas que gostam da sua música. Luís Bettencourt aproveita para dizer ter “todos os ingredientes”, para afirmar e assumir estar “bem” com a sua consciência. O que o deixa “tranquilo e coerente” com o seu modo de vida.&lt;br /&gt;“Sou um cidadão normal que gosta de viver, que odeia e combate certas formas certas formas de vida vocacionadas para a violência ou para a falta de diálogo e estou sempre do lado dos que não estão protegidos. Não me identifico com as maiorias absolutas”-enfatiza, acrescentando não ter “extravagâncias” a não ser passear com o cão. De resto, passa muito tempo a “fazer música, a tocá-la e com a família”.&lt;br /&gt;Questionado sobre um concerto ou álbum de que tenha gostado mais, Luís Bettencourt lembra não dar muitos concertos, porque os “açorianos estão mais vocacionados para a música que vem de fora”, os que “não conhecem bem” a música local. “Num ano, seis ou sete concertos, já é muito bom”- confessa.&lt;br /&gt;Um dos concertos de que gostou mais, lembra, foi na Maré de Agosto de 2004, “pela ambiência e pelo som produzido”. O artista sentiu que as pessoas estavam a “aderir”, o que é “muito bonito”. O músico revela “ainda” não ter editado o cd da sua vida, apesar de fazer alguns trabalhos “positivos”. O seu último álbum, “O Silêncio das Horas” é lhe muito querido, por ser mais “maduro”.&lt;br /&gt;Quanto à sua participação no álbum “L’ Expedition Jules Venres”, em França, Luís Bettencourt relata ser uma história “muito engraçada”, pois “não sabia” ter duas músicas editadas em França, o que descobriu na Internet. “Gravei dois temas para a televisão sobre a baleação, que um canal francês descobriu, não sei como, e aproveitou-os para um programa de televisão francês, editando um cd”. Afirma ter sido uma “surpresa” verificar a situação na Internet, pois apenas recebeu um contacto da Sociedade de autores a dar-lhe conhecimento da situação, que o deixou “muito orgulhoso”.&lt;br /&gt;Apesar de reconhecer que não lhe foi nada complicado internacionalizar a sua música, pois “nada” fez, o cantor explica ser “difícil, pois tudo funciona por lobbies” ou grupos de pressão (pessoas ou organizações, que tem como actividade influenciar, aberta ou secretamente, decisões do poder público, especialmente do &lt;/span&gt;&lt;a title="Poder legislativo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Poder_legislativo"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;poder legislativo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, em favor de determinados interesses privados), que são “muito bem organizados e produzidos”. Não tem nada a ver com ser-se “bom ou mau, se a cara é bonita ou é feia”, apenas “funciona para alguns”, para outros não. O músico vai ainda mais longe ao afirmar que tem visto “aberrações editadas em grandes editoras” em Portugal e “muita música boa que não tem visibilidade”, concluindo que alguma coisa está “errada”.&lt;br /&gt;No que toca ao papel das Rádios, a rádio nacional tem sido “sensível” à música portuguesa, embora numa percentagem mais “diminuta”, passando música de “grandes” editoras. Portugal tem “centenas de talentos que não têm visibilidade, porque a rádio não os passa,” sendo o panorama de “profunda injustiça”. A nível regional, salienta, passa-se “mais ou menos o mesmo com mais gravidade”, pois as rádios estão “pouco receptivas” a passar música local.&lt;br /&gt;“Eu não quero ser injusto nem estou a dizer que as rádios locais não passam música de cá, mas a percentagem com que ela passa, comparada a outra, é uma gota de água no oceano”- lamenta, acrescentando que a “pouca sensibilidade” de alguns radialistas “não permite que as pessoas saibam as letras de cor” e conheçam as músicas.&lt;br /&gt;“No dia em que eles passarem as bandas regionais do mesmo modo e com a mesma percentagem que passam as que vêm de fora, estou convencido que o panorama melhora muito mais e a população começa enfim a conhecer e a cantar algumas das nossas coisas. Mas para isso é preciso que as estações de rádio e de televisão as façam chegar lá fora e isso não tem acontecido”- acentua.&lt;br /&gt;O “Rimanço” teve um tempo “definido” e foi muito bom, lembra, alertando para o facto de que a música popular na altura tinha uma “conotação diferente”, da que tem hoje. “Actualmente e por uma questão de ignorância está-se a atribuir o conceito de música popular, que nasce na raiz de um povo, à musica pimba, quando não o é”. A participação no festival foi uma “curiosa experiência”, na qual ficaram em segundo lugar e “honraram muito” os Açores. “Cheguei a entrar em cafés em Lisboa, a passear nas ruas e as pessoas olhavam para mim e diziam aquela música é que “devia ter ganho”, o que me deixou muito orgulhoso”.&lt;br /&gt;Os “Phoenix” foram liderados por Zeca Medeiros, um músico com “ideias muito definidas e um líder muito seguro e assumido”. Sendo ambos da mesma geração, enfatiza, formaram possivelmente um dos “primeiros grupos com música original”, o que marcou uma época “muito bonita e criativa” de músicos nascidos na ilha.&lt;br /&gt;O seu último álbum, composto por 10 temas e intitulado “O Silêncio das Horas”, aborda a sua “maneira de ver a vida e de analisar aspectos da sua existência” e dos outros. Explica ser um disco “coerente” com as suas ideias, pois utilizou as “versões e temáticas” que queria. “Não fui influenciado por ninguém, nem tive que obedecer a ninguém”- salienta, lembrando ser o trabalho mais recente que editou em Lisboa e, que lançou depois em “diversas” Fnac’s em Lisboa e no Porto e no El Corte Inglês. “O resultado tem sido muito cativante, muito engraçado”.&lt;br /&gt;A expansão a nível nacional reconhece ter sido “difícil”, mas, graças à editora, tudo resultou. O lançamento incluiu seis concertos íntimos nas Fnac’s, onde o álbum se vendeu numa quantidade “interessante” e a edição está “próxima do fim”. O que o deixa “feliz”.&lt;br /&gt;Aprecia muito nas pessoas, o “afecto que estas transmitem quando não são falsas e, a inteligência”. O que menos gosta são a “má educação, a violência e a falta de sensibilidade, nomeadamente para as Artes”. O artista aproveita também para dizer que conhece pessoas a quem “a música incomoda e que são incapazes de ler um livro ou de ir a um espectáculo cultural”, o que lhe causa “depressão e angústia”. A seu ver, essas pessoas “não merecem ver o sol todos os dias. Eu não consigo aceitar”- acentua, avançando ser um pouco como nas touradas. Diz não ter “nada contra quem gosta”, mas tem “muita dificuldade em perceber” que as pessoas se “divertem com o sangue do animal e a vê-lo sofrer. E não me digam que ele não sofre. Quando há sangue, há dor e sofrimento”. E é assim com as pessoas que “não têm sensibilidade”, pois não sabe como elas “funcionam”.&lt;br /&gt;A sua visão do mundo é mais ou menos “dramática”. Luís Bettencourt afirma já não acreditar na Justiça, que pelo que tem visto é apenas uma “miragem”. Na sua opinião, já não há grandes “esperanças”. Apenas temos de nos “confortar” com a tentativa de uma vida mais “equilibrada, mais justa e mais humana” e, acima de tudo, com uma “igualdade social mais equilibrada”. Referindo-se à guerra, avança que o cenário não é muito “colorido”, logo esta vai continuar.&lt;br /&gt;O que também dá lhe muito prazer é “tocar ao vivo”, confessa, acrescentando que gostaria de fazer concertos “todos os dias”, mas sabe não ser possível. Mesmo assim, o músico tem já alguns confirmados, como o Festival da Ferraria a 29 de Agosto e as Portas do Mar em Setembro. “Estou sempre a compor novos temas e a pensar em novos concertos e discos”.&lt;br /&gt;Biografia&lt;br /&gt;Luís Alberto Bettencourt nasceu em Ponta Delgada, onde vive actualmente. Na área da música, o cantor e compositor mantém uma actividade constante na elaboração e divulgação das novas formas estéticas, servidas quase sempre por uma atmosfera sonora próxima do acústico.&lt;br /&gt;Demonstrou muito cedo a sua vocação para a composição, ao personalizar os seus trabalhos com uma temática própria e consciente, onde têm lugar as relações humanas, os conflitos sociais e as imagens poéticas, como componentes visíveis do seu universo imaginário e criativo.&lt;br /&gt;A par do seu tempo juvenil e académico, frequenta temporariamente o conservatório, mas prefere depois libertar os seus conceitos como músico guitarrista de diversas bandas influenciadas pelo Rock urbano, com algumas abordagens à música popular.&lt;br /&gt;Por imposição militar, vive algum tempo nas ilhas africanas dos Bijagós, onde, curiosamente, consegue penetrar num tempo repleto de profundas experiências humanas. E aproxima-se da população nativa, partilhando com esta velhos rituais étnicos, o que constitui uma fonte enriquecedora para a sua sonoridade.&lt;br /&gt;De regresso aos Açores, inicia de novo um ciclo de imensa actividade com músicos da sua geração, que o leva a compor para teatro e mais tarde para televisão. Durante muito tempo ligado profissionalmente à televisão estatal como realizador, mantém também uma interessante actividade de músico, que lhe permite gravar e liderar vários projectos que marcaram definitivamente a música de produção regional.&lt;br /&gt;O líder de "Construção" (onde mistura o Jazz e a musica popular) e "Rimanço", grupos com os quais grava em estúdio e actua em quase todas as ilhas do arquipélago e em algumas cidades do continente, vê o seu trabalho reconhecido no espaço nacional, através de críticas e prémios dos jornais da especialidade. O grupo “Construção” é premiado como a “Banda Revelação do Ano” (1982) pelo jornal “O Tempo” e, em 1986, o "Rimanço" obtém o segundo lugar no Festival RTP da Canção com o tema "No Vapor da Madrugada".&lt;br /&gt;Muitas das suas composições mais actuais estão perpetuadas em bandas sonoras de produções televisivas, como “Xailes Negros”, “O Barco e o Sonho”, “Os Últimos Baleeiros”, “Balada do Atlântico”, “Pedras Brancas”, “Ilhas de Bruma”, “A História de um Vulcão”, “Ilha dos Amores”, entre outras; assim como em vinil e CD, sendo "O Silêncio das Horas" o seu mais recente trabalho editado.&lt;br /&gt;A &lt;/span&gt;&lt;a title="19 de Abril" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/19_de_Abril"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;19 de Abril&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;a title="2007" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2007"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;2007&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, Luís Bettencourt é homenageado com o prémio “Carreira-Prestigio”, no Prémios Açores Música 2006, evento realizado no Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada, no qual foram galardoados vários artistas açorianos em diversas categorias.&lt;br /&gt;Da sua discografia, fazem parte várias composições que dão corpo à música contemporânea feita nas ilhas e projectadas além-mar. É o caso de "Chamateia", composta sobre um texto de António Melo e Sousa e gravada por mais de 10 formações de áreas diferenciadas, incluindo filarmónicas.&lt;br /&gt;Luís Alberto Bettencourt é membro da Sociedade Portuguesa de Autores e conta com mais de 50 obras registadas, estando representado em diversas colectâneas, entre as quais "20 Melodias, 20 Poemas, 20 Pinturas do Séc. XX" numa edição da Direcção Regional da Cultura (Açores), "L’expédition Jules Vernes", produzido e editado em França, e em "Ilha dos Amores" (TVI).&lt;br /&gt;O comportamento musical de Luís Bettencourt prima pela diferença, pois este agarra-se ao mundo da fantasia e à magia das palavras, algo que lhe permite dizer o que pensa, numa relação com os conteúdos que ultrapassam "a segura estabilidade do conhecido".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="O_in.C3.ADcio"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="Os_primeiros_tempos"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="Bandas_sonoras"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="Em_resumo"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="Distin.C3.A7.C3.B5es"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="Discografia"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Da sua discografia constam &lt;/span&gt;&lt;a name=".C3.81lbuns_de_Est.C3.BAdio"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“Há Qualquer Coisa” e “No Vapor da Madrugada”, ambos em 1986 e, um ano depois, “Chuva dos Meus Sentidos”. “Cruzeiro” surge em 1992, seguido de “Contemplações” (1997), “Há Qualquer Coisa (2000); “D' Azul e Negro” (2002) e “O Silêncio das Horas”, editado a 10 de Dezembro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="Colect.C3.A2neas"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O Rimanço, grupo formado por Luísa Alves (voz), Brígida Ferreira (violino, voz), Paulo Andrade (cavaquinho, voz), Álvaro Melo (viola da terra, voz), Aníbal Raposo (sintetizador, voz), João Lima (flauta) e Luís Bettencourt (baixo e voz)], foi durante algum tempo, um dos exemplos mais evidentes de persistência no contexto da música popular urbana, numa terra onde o profissionalismo na actividade musical continua a ser uma distante miragem. O que conseguiu, optando por recriar temas tradicionais (o que estava muito em voga na altura), para depois encontrar e experimentar gradualmente outras vias.&lt;br /&gt;Os únicos dois discos do grupo, os 45 rotações "Chuva dos Meus Sentidos" e "Vapor da Madrugada", canção que atingiu o 2º lugar no Festival da Canção e por pouco não levou os Rimanço à Eurovisão na Noruega, são apenas dois exemplos possíveis de alguns dos caminhos trilhados pelos Rimanço. Ao longo dos anos, o grupo apresentou vários formatos e sonoridades que iam da música popular portuguesa, com um bom lote de temas das ilhas, até temas originais, onde as vozes (com realce para a de Luísa Alves), fluíam lado a lado com as precursões e demais instrumentos acústicos e eléctricos.&lt;br /&gt;Nas periódicas renovações do “Rimanço”, é de realçar a versatilidade, juventude e entrega do ávido aprendiz dos 'sete instrumentos', Paulo Andrade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Raquel Moreira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Public in Terra Nostra, Agosto de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-2818133153068195618?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/2818133153068195618/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=2818133153068195618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/2818133153068195618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/2818133153068195618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/08/incomodado-com-falta-de-sensibilidade.html' title='Incomodado com a &quot;falta de sensibilidade&quot; para a música'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SKLE4J0xP9I/AAAAAAAAADI/wQFQevvwawk/s72-c/luis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-8463799814101255454</id><published>2008-08-11T09:31:00.003Z</published><updated>2008-08-12T17:39:01.428Z</updated><title type='text'>A divulgação da musica portuguesa é "mediocre"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SKAH9JbnQtI/AAAAAAAAAC4/jhoJvPcFBSw/s1600-h/ala-dos-namorados.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233191514089669330" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SKAH9JbnQtI/AAAAAAAAAC4/jhoJvPcFBSw/s320/ala-dos-namorados.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ala dos Namorados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Portugal é um país “periférico com um mercado pequeno” e que acaba por ser facilmente “esmagado” pela grande corrente anglo-saxónica. Talvez por isso, a divulgação da música portuguesa nos Média seja “no mínimo, medíocre”.&lt;br /&gt;Segundo Manuel Paulo, músico e produtor da “Ala dos Namorados”, se há muita música “boa”, também há “muito lixo”, que a seu ver nos é “impingido na rádio e televisão em doses maciças”.&lt;br /&gt;Os gostos, reconhece, são “subjectivos” e estão ligados ao “nível cultural das pessoas”, mas, “felizmente”, a pessoa tem a possibilidade de “escolher” o que consome, há lugar para “tudo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nasceram em 1993 e, desde essa altura, o sucesso marcou sempre os passos do grupo, que já editou “Ala dos Namorados” (1994); “Por Minha Dama” (1995); “Alma” (1996); Solta-se o Beijo” (1999); Cristal (2000); “Ao vivo no S. Luíz” e; “Mentiroso Normal”, em 2007. “Solta-se o Beijo” (canção que deu o nome ao álbum), da autoria de Catarina Furtado, é efectivamente um dos maiores êxitos da banda conhecida a nível internacional, já para não falar n’ “A História de Zé Passarinho”.&lt;br /&gt;Nuno Guerreiro (voz); Manuel Paulo (piano, acordeon e sint.); Pablo Banazol (guitarras); Massimo Cavalli (contrabaixo); Ruben Santos (trombone) e Jaume Pradas na bateria, formam a conhecida e afamada “Ala dos Namorados”.&lt;br /&gt;Manuel Paulo, piano, acordeon e sint., começa por contar que a “Ala dos Namorados” nasceu em 1993, à volta de uma série de canções com letras do João Monge, musicadas por João Gil e por ele próprio. A ideia inicial, explica, foi “dar essas canções a várias vozes”. Depois de alguma procura, encontraram a “peculiar” voz de contra-tenor de Nuno Guerreiro, vocalista da banda, que a seu ver se incorporava “belissimamente” em todas as canções. “Pusemos de parte a ideia de procurar mais vozes e, com a junção do guitarrista Moz Carrapa ao grupo, estava criado o núcleo central da Ala dos Namorados”- acentua.&lt;br /&gt;A escolha do nome do grupo, revela, foi “absolutamente aleatória”. Apenas se juntaram com amigos e começaram a “atirar” nomes para cima da mesa. Entre algumas ideias “absolutamente lunáticas”, enfatiza, acabaram por adoptar a ideia de um amigo, o nome Ala dos Namorados que tem ainda a vantagem de possuir uma “carga histórica com algum romantismo”. Historicamente, a expressão refere-se ao lado direito do quadrado formado pelo exército português durante a Batalha de Aljubarrota, em 1385, segundo conta Fernão Lopes na Crónica do monarca D. João I (&lt;/span&gt;&lt;a title="1357" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1357"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;1357&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;a title="1433" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1433"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;1433&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;).&lt;br /&gt;O músico lembra também que 15 anos depois, o grupo tem já sete discos gravados, acrescentando poder dizer-se que “existe um som da Ala”, tanto na voz de Nuno, como nas composições e arranjos, nos quais misturam “muitas” referências. Isto, alerta, sem que se perca um “fio condutor estético”, onde está bem presente uma certa “portugalidade”.&lt;br /&gt;“Mesmo quando trazemos sonoridades mais latinas, jazz, ou música de câmara para a nossa música, reconhece-se um exotismo português. Penso que é uma das razões pelas quais a Ala faz muitos concertos fora de Portugal”- esclarece.&lt;br /&gt;Referindo-se à "História de Zé Passarinho", o pianista da banda afirma ser um tema onde recriam, à sua maneira, um ambiente de “marcha de salão” e onde está bem presente a vertente “fadista” da Ala, isto sem utilizar a linguagem “tradicional” do fado. Avança ainda não terem a pretensão de “rigor formal”, nem de “inovar” seja o que for, pois esta é a forma do grupo trazer o fado, tal como outras músicas, para a sua “casa”. Capacidade, que defende terem “amadurecido bem” ao longo dos anos, a de receber “ambientes diferentes, sem os trair”, e não perdendo a sua “estética”.&lt;br /&gt;Quanto às mensagens que a música transmite, Manuel Paulo afirma serem “muitas” e considerando esta a “mais universal das artes”, o músico explica que pode ser entendida de “muitas” formas. E “há sempre uma ideia numa canção, por muito abstracta que seja, ou mesmo que não tenha palavras”- enfatiza.&lt;br /&gt;Reconhecendo que a música tem sempre uma “carga” e reflecte “épocas e períodos da vida” colectiva e pessoal das pessoas, lembra existirem épocas a nível nacional e internacional “bem definidas por associação a uma música ou canção”, tal como, sublinha, há “sempre” canções associadas às épocas da nossa vida.&lt;br /&gt;O pianista do grupo vai ainda mais longe ao afirmar que a música é a mais “transversal” das artes, a que mais “unifica” as pessoas, reunindo pessoas das mais variadas “nacionalidades e culturas”, em volta de causas comuns.&lt;br /&gt;Como exemplo, o músico lembra o concerto para o Bangladesh em 1971 a favor das vítimas da fome no Bangladesh, que levou a “variadíssimas” iniciativas, como o “Live Aid” e mais recentemente o “Live Eight”, que “chamaram a atenção do mundo para questões prementes”, o que só foi possível através da música.&lt;br /&gt;Em relação à divulgação da música portuguesa nos Média, classifica-a no “mínimo” como “medíocre”, reconhecendo que Portugal ao ser um país “periférico com um mercado pequeno”, acaba por ser facilmente “esmagado” pela grande corrente anglo-saxónica.&lt;br /&gt;“Se vem muita coisa boa, vem sobretudo muito lixo, que nos é impingido na rádio e televisão em doses maciças”- salienta, admitindo porém que os gostos são “subjectivos” e estão directamente ligados ao “nível cultural das pessoas”, que hoje considera estar “mais ou menos normalizado”. Mas, “felizmente”, a pessoa tem a possibilidade de “escolher” o que consome, embora que teoricamente, pois a informação na música, (e não só), sublinha, é “parcial”.&lt;br /&gt;O músico acredita haver lugar para “tudo”, revelando ter “saudades” dos programas de rádio autor em que se conversava, trocavam-se pontos de vista e ouvia-se música, “sem a ditadura das play-lists” e sem o culto do “previsível e do sucesso garantido”, geralmente “efémero e bastante primário”.&lt;br /&gt;No caso de haver realmente uma “crise” na indústria, afirma não acreditar que esta esteja em quem faz música, argumentando que a crise até pode ser “estimulante”, na medida em que é algo a ultrapassar. “A prova é que continua a aparecer muito bons músicos e compositores”- enfatiza.&lt;br /&gt;Que “haja espaço e condições para a vida cultural deste país, para que a vida não se resuma a betão, betão, dinheiro de qualquer maneira e futebol”- é o desejo de Manuel Paulo.&lt;br /&gt;Lembra ainda que a Ala dos Namorados se encontra em tournée do “Mentiroso Normal”, desde Março de 2007. No fim da tournée, em Dezembro de 2008, o grupo irá fazer uma pausa para “dar forma” às novas canções.&lt;br /&gt;Falando nos Açores, o músico confessa ser “muito gratificante” regressar à Região, para visitar, desta vez, a Graciosa, onde irão tocar pela primeira vez. “Todos os anos, temos ido, pelo menos, uma vez ao Arquipélago. Depois da Graciosa, só nos falta tocar no Corvo”- afirma, satisfeito.&lt;br /&gt;Manuel Paulo revela ainda que a banda gosta “muito” dos Açores, Região onde cada ilha tem a seu ver uma “identidade especial”, tanto pelas pessoas, que “sempre nos receberam impecavelmente”, quer pela natureza das ilhas. Outro aspecto que deixa o músico satisfeito é saber que estas, “felizmente”, estão a ser poupadas ao “’patobravismo’ nacional dos senhores do betão”, que considera destruírem “quase tudo” por onde passam.&lt;br /&gt;Desde o cd “Alma” (1996), revela, o grupo colabora “regularmente” com artistas açorianos como Zeca Madeiros, com quem já fizeram “vários” concertos e que participa também no “Mentiroso Normal” (2007).&lt;br /&gt;O pianista da banda aproveita, ainda, para dizer terem sido convidados por Luís Bettencourt, para um espectáculo em São Miguel, acrescentando sentir-se em “casa, neste “fantástico” arquipélago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A banda &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A Ala dos Namorados nasceu em &lt;/span&gt;&lt;a title="1993" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1993"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;1993&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; pelas mãos de &lt;/span&gt;&lt;a title="João Gil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Gil"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;João Gil&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Manuel Paulo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Paulo"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Manuel Paulo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, e &lt;/span&gt;&lt;a title="João Monge" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Monge"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;João Monge&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, aos quais se juntou depois &lt;/span&gt;&lt;a title="José Moz Carrapa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Moz_Carrapa"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;José Moz Carrapa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;. Não havia ainda propriamente um grupo e a ideia inicial do João Gil era ter várias vozes para as diferentes canções que iam fazendo.&lt;br /&gt;Descobriram &lt;/span&gt;&lt;a title="Nuno Guerreiro (Cantor)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nuno_Guerreiro_%28Cantor%29"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Nuno Guerreiro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; num espectáculo de &lt;/span&gt;&lt;a title="Carlos Paredes" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Paredes"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Carlos Paredes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; e convidaram-no para integrar o elenco,&lt;/span&gt;&lt;a name="Biografia"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; tendo alcançado bastante êxito nos &lt;/span&gt;&lt;a title="Anos 90" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anos_90"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;anos 90&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; e actuado diversas vezes em festivais fora de Portugal, nomeadamente na Bélgica, Holanda, Espanha, França, Itália, Brasil, Japão, Canadá, Macau e Grécia, a par com o circuito de concertos em Portugal.&lt;br /&gt;Depois do lançamento do álbum “Alma”, Moz Carrapa deixa a banda, que, em &lt;/span&gt;&lt;a title="1998" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1998"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;1998&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, apresenta o álbum “Solta-se o Beijo”, que chegou a disco de platina. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.aladosnamorados.net/images/biografia/ala_004.jpg" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A canção que dá título ao disco, da autoria de João Gil e Catarina Furtado, foi o primeiro grande êxito popular do grupo, que continuou com concertos regulares em Portugal e no estrangeiro.&lt;br /&gt;João Gil e Manuel Paulo continuam a compor, levando mais longe as possibilidades estéticas do grupo e a banda edita em 2000 o duplo álbum “Cristal”, que foi disco de ouro, contando com a participação de Carmen Linares, Aldo Brizzi, Jacques Morelenbaum e da Orq. Filarmónica de Turim. Durante algum tempo os membros da banda dedicam-se a outros projectos, mas em &lt;/span&gt;&lt;a title="2004" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2004"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;2004&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; gravam um &lt;/span&gt;&lt;a title="DVD" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/DVD"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;DVD&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; e um &lt;/span&gt;&lt;a title="CD" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CD"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;CD&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, intitulado “Ao vivo no S. Luiz”.&lt;br /&gt;Paralelamente aos concertos, os elementos da Ala foram desenvolvendo outros projectos musicais, tendo João Gil composto com João Monge, o projecto “RIO GRANDE” e com Carlos Tê o projecto “CABEÇAS NO AR”, ambos de grande sucesso.&lt;br /&gt;Nuno Guerreiro grava um disco de standards com uma orquestra japonesa, co-produzido por Manuel Paulo, e um outro de canções pop.&lt;br /&gt;Manuel Paulo grava o disco “ASSOBIO DA COBRA”, composto com João Monge, e prepara com Adriano Luz, o musical com o mesmo nome, que esteve em cena no Teatro S. Luís, em finais de 2006.&lt;br /&gt;Após a saída em &lt;/span&gt;&lt;a title="2007" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2007"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;2007&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, de João Gil (que forma a Filarmónica Gil), o grupo edita “Mentiroso Normal”, tendo como &lt;/span&gt;&lt;a title="Guitarrista" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guitarrista"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;guitarrista&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Mário Delgado e com canções de João Monge e Manuel Paulo, também responsável pela produção.&lt;br /&gt;Da discografia do grupo constam “Ala dos Namorados” (1994); “Por Minha Dama” (1995); “Alma” (1996); Solta-se o Beijo” (1999); Cristal (2000) e; “Mentiroso Normal”, em 2007. Isto, além do cd e dvd de 2004, “Ao vivo no S. Luíz, acompanhado de uma &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.aladosnamorados.net/images/biografia/ala_005.jpg" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;tournée com a Orq.Metropolitana de Lisboa, que deu também origem a um disco produzido pelo Montepio Geral, assim como concertos em parceria com Rui Veloso, com orquestra dirigida pelo maestro Rui Massena. Destaca-se também a actuação em Macau com a ORQ. CHINESA DE MACAU dirigida por Pang Ka Pang, da qual ficou a ideia para uma gravação num futuro próximo.&lt;br /&gt;Cumpre-se mais uma tournée de espectáculos e João Gil funda o grupo “FILARMÓNICA GIL”, com quem grava dois discos. Manuel Paulo leva à cena no Teatro S. Luís o musical baseado no disco “ASSOBIO DA COBRA”, a par com a composição de novas composições para a Ala, que irão gerar o novo disco.&lt;br /&gt;“Mentiroso Normal” gravado em 2006 com canções de Manuel Paulo e João Monge, uma participação de Carlos Tê e um tema de José Mário Branco, foi editado em 2007 com o selo da Universal Music, passando o primeiro tema de promoção, “Caçador de Sóis”, a passar nas rádios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Agosto de 2008. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-8463799814101255454?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/8463799814101255454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=8463799814101255454' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/8463799814101255454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/8463799814101255454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/08/divulgao-da-musica-portuguesa-mediocre.html' title='A divulgação da musica portuguesa é &quot;mediocre&quot;'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SKAH9JbnQtI/AAAAAAAAAC4/jhoJvPcFBSw/s72-c/ala-dos-namorados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-4969378438711168200</id><published>2008-08-08T16:45:00.002Z</published><updated>2008-08-08T16:47:36.482Z</updated><title type='text'>"Arriscar e ter o coração aberto"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SJx4oS7mO2I/AAAAAAAAACw/XTQ75Kpe5ew/s1600-h/andre.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232189500769581922" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SJx4oS7mO2I/AAAAAAAAACw/XTQ75Kpe5ew/s320/andre.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;André Sardet lança álbum em Setembro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desde pequeno que está ligado à música. E o facto é que, após 10 anos de espera e de persistência para editar o seu primeiro álbum, André Sardet conseguiu chegar à ribalta, sendo hoje autor de vários sucessos como “Quando te falei em amor” ou “Foi Feitiço”. Segundo o simpático cantor, que edita um novo álbum em Setembro do corrente ano, devemos” arriscar e ter o coração aberto”, para sermos “felizes”.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“Foi Feitiço” e “Quanto eu te falei em amor”, são alguns dos êxitos deste cantor que esperou 10 anos pela fama e, actualmente, é acarinhado por muitos.&lt;br /&gt;André Sardet, natural de Coimbra, começa por revelar que “sempre” pretendeu enveredar pelo mundo da música, pois sempre a teve “dentro” de si. Estudou durante muitos anos para seguir uma carreira de Engenheiro Mecânico, na qual a música era um ‘hobbie’, mas quando descobriu a composição e que esta tinha um papel “calmante” o cantor percebeu que a composição o tornava uma pessoa “mais bem resolvida”, acabando por sentir um “apelo” maior, em relação à música. “Costumo dizer que a composição é o meu Xanax, resolve os meus problemas, as minhas dúvidas, inquietações”- acentua.&lt;br /&gt;André Sardet iniciou a sua carreira em 1995 com a assinatura de um contracto e lançou o primeiro álbum em 1996, mas, admite, os primeiros anos de carreira “não foram fáceis”. Pelo contrário, sublinha, foram anos de “muito trabalho, muita luta, muita perseverança e algumas negas”. Finalmente, em 2006, “10 anos depois de ter começado”, é que o cantor sentiu reconhecido o seu trabalho.&lt;br /&gt;André Sardet aproveita a oportunidade para salientar que “nem todos os dias foram fáceis”, mas, argumenta, quando se gosta muito e de uma forma “quase sobrenatural” - sentimento que nutre em relação à música – “não há obstáculos, nem ninguém que nos demova, ou que tenha o direito de me dizer que aquilo que eu faço não é válido”- enfatiza.&lt;br /&gt;O cantor avança ainda que sendo “sincero” e trabalhando com uma “entrega total e absoluta, ninguém tem o direito de dizer a alguém que o trabalho não é válido. E eu lutei contra essas pessoas que tinham um bocadinho de preconceito em relação ao meu trabalho”- explica, revelando que a mãe lhe dizia muitas vezes não saber como o cantor “aguentava ir tanta vez a Lisboa”, com tantas coisas a correrem-lhe “mal” e Sardet “não desistia”. O segredo de tanta persistência foi, esclarece, o facto de saber que “um dia ia acontecer esta viragem na minha carreira”. A sensação de estar em palco afirma ser “única”, pois é lá que gosta de estar, é “bom”.&lt;br /&gt;Quando soube que o projecto ia em frente, Sardet sentiu que finalmente se estava a fazer “justiça”, em relação ao seu repertório. E “foi muito bom”, ressalva, pois a seu ver o projecto acústico é “quase um caso para fazer reflectir algumas pessoas”, que decidem neste país e, que, apesar de tudo, contribuiu para “alterar” o panorama musical. Isto, pois, na sua opinião, as pessoas “que decidem”, tanto nas rádios, como nas televisões olham para a música portuguesa, com algum “benefício da dúvida”. E, continua, dão a oportunidade ao público de “decidir” quais os músicos que este quer, ou não, ouvir.&lt;br /&gt;Referindo-se ao álbum “Acústico”como exemplo, André Sardet explica que o trabalho foi primeiramente “agarrado pelo público”, que comprou-o e começou a “insistir” com as rádios para tocarem “Foi Feitiço”. E quando as rádios perceberam isso é que começaram a tocar “a sério”, lamenta, acrescentando que aí o disco já era de platina.&lt;br /&gt;Salientando não estar a “inventar nada”, o cantor afirma que, a partir dessa altura, as bandas novas, acabadas de formar e de gravar disco começaram a passar nas rádios principais e “o público decidiu” se queria, ou não, ouvir. O público decide, foi esta a “lição”, que tirou destes seus 10 primeiros anos de vida musical.&lt;br /&gt;O que mais aprecia nas pessoas diz ser a “verdade”, pois não se considera “ingénuo” e não gosta de pessoas “cínicas, nem de pancadinhas nas costas”.&lt;br /&gt;“Prefiro que me digam as coisas na cara, o que não levo a mal. Levo a mal, é quando fazem precisamente o contrário. E isso é uma qualidade que aprecio nas pessoas, sou assim e muitas pessoas não apreciam esta minha maneira de ser, mas não fico bem com a minha consciência se olhar para uma pessoa e achar que lhe estou a esconder alguma coisa ou que não estou a ser correcto. É o que eu mais gosto que façam comigo e que menos gosto que não façam”- esclarece.&lt;br /&gt;A sua base de inspiração é a “vida”, o cantor costuma mesmo dizer que para escrever só precisa de viver, de “observar” coisas à sua volta, de “viver situações”. E “basta um amigo me contar uma história para senti inspirado com algo da vida dele, basta ter uma experiencia com a minha filha e isso faz-me compor uma música para ela”. São tantas coisas, salienta, que no fundo basta estar “atento e saber absorver” aquilo nos dão de “bom e de mau”.&lt;br /&gt;Questionado sobre se o artista tem uma certa responsabilidade social e se deve ou não, tomar posições, o cantor avança que este ano através da Ecotour, tentou “sensibilizar as pessoas para as causas ambientais”, uma área que muito o “preocupa”.&lt;br /&gt;“Como pai de uma criança de quatro anos, mais do que deixar muito património, carros ou casas, é preferível deixar-lhe um planeta habitável”- defende, lamentando haver muitas pessoas que ainda não perceberam, que “há apenas 1% de água para consumo no planeta”, que o “aquecimento global é uma realidade à qual não podemos fugir”, ou que as massas geladas estão a “diminuir drasticamente e que as alterações climáticas serão a 3ª Guerra Mundial”.&lt;br /&gt;É fundamental perceber que esta realidade diz respeito a “todos nós e “não é por estarmos nos Açores, em Lisboa ou noutro ponto qualquer do nosso país, onde aparentemente nada de mal está a acontecer, que a realidade vai ser diferente”.&lt;br /&gt;O que se faz, lembra, tem “consequências” noutros locais do mundo, noção que é essencial “passar para as actuais e futuras gerações”.&lt;br /&gt;Referindo-se à internacionalização da sua música, afirma não pensar nisso, pois canta em português e sabe que será “difícil”. O cantor vai ainda mais longe ao defender que, “só o Fado pode ser um caminho”. Por outro lado, Sardet reconhece que teria “muito orgulho, claro” que algum cantor famoso, um dia “ouvisse um tema meu e o cantasse e adaptasse” para inglês ou francês.&lt;br /&gt;Foram muitos os concertos que gostou de fazer, sublinha, acrescentando que em 2007 tocou “quase 90 vezes”. Mas o espectáculo que deu recentemente no Coliseu Micaelense encheu-lhe as medidas, foi algo “místico” e “bastante interessante”, pois a “carga emocional” daquela sala é muito “evidente”.&lt;br /&gt;E continua, dizendo que o espaço é “fantástico”, tem uma história de “pessoas muito teimosas”, como ele próprio considera ser, que acreditaram muito naquele projecto e que tiveram a ambição de trazer para os Açores uma sala, à escala do que se fez no Coliseu de Lisboa”. Sardet salienta ainda tratar-se de uma história “muito bonita”, que na sua opinião contribuiu muito para a “cultura” de São Miguel e da Região.&lt;br /&gt;Falando nesta vinda aos Açores, o cantor refere-se ao Porto dos Carneiros como um local “único”. Sobre ter de lidar com a fama, André Sardet afirma ser a pessoa mais “normal” a esse nível, acrescentando não ter a pretensão de se achar “diferente” dos outros. “Só tenho de ser diferente em cima do palco, é ai que tenho de marcar a diferença”- esclarece, avançando ser dar “sempre” autógrafos no fim dos concertos e quando lhe pedem. O único senão, é, revela, não gostar que lhe tirem “fotografias, sem autorização”, pois não gosta de “paparazzis”.&lt;br /&gt;Diz serem várias as mensagens na sua música, mas a mais “abrangente” fala das “relações entre as pessoas”, nas quais defende que devemos “ter o nosso coração um bocadinho mais aberto e arriscar um bocadinho, para sermos mais felizes”. Por outro lado, Sardet lembra também transmitir mensagens da “frieza”, com que algumas pessoas passam ao lado de situações “problemáticas e não ligam”.&lt;br /&gt;O cantor recorda ainda uma música, que fala sobre “uma criança, que partiu um braço pela negligência grosseira, de um hospital português”. A sua música lida com “temas reais”, com os quais as pessoas se identificam.&lt;br /&gt;Quanto à situação actual da música em Portugal, afirma sermos uma “gota no oceano” da indústria musical mundial, mas a seu ver conseguimos “defender” o que é português. Sardet lembra também a existência, de uma lei que “defende a música portuguesa na rádio”, mas lamenta estarmos a sofrer o processo da “globalização, dos downloads e das gravações”, o que leva a indústria a não ter “margem de lucro, dificultando o investimento” em novos projectos. Por isso, “é cada vez mais frequente os próprios músicos investirem nos seus discos”- explica, acrescentando que foi o que teve de fazer em 2004 e no lançamento em 2006 de “Acústico”.&lt;br /&gt;“Enquanto, antigamente, se vendiam 40 ou 50 mil discos, hoje vendem-se 3 mil, 4 mil ou 10 mil”- acentua.&lt;br /&gt;O balanço de carreira é “positivo”, sublinha, avançando estar “muito feliz e realizado”, por sentir que, “finalmente, as coisas estão a correr no sentido certo”. O novo álbum sairá em Setembro e, enfatiza, está a dar lhe um “gozo imenso”. Trata-se de um projecto que “vai surpreender sem desiludir”, mas não é para tocar muito ao vivo, alerta.&lt;br /&gt;Depois de 120 concertos com o projecto “Acústico”, o cantor defende ser preciso “dar espaço ao pouco espaço que tem Portugal e regressar mais tarde, pois não pretende “cansar o público com uma presença muito forte e intensa”- esclarece, acrescentando que em Setembro encerra a tournée do “Acústico”, e regressa em 2010.&lt;br /&gt;Sardet tem previsto à volta de “10 espectáculos, muito específicos”, pois trata-se de um álbum temático e não de um projecto para “banalizar, ou misturar” com o resto da carreira, “não faria sentido”.&lt;br /&gt;Biografia&lt;br /&gt;Tem com a música uma relação de tão grande verdade e paixão, que se confunde com um sofrimento que o muda e o torna mais próximo de quem gosta de si e do seu trabalho, ao mesmo tempo que lhe alimenta o desejo de resistir a pressões e imposições descabidas. É assim que define o que sente pela actividade que lhe ocupa os dias.&lt;br /&gt;Nascido em &lt;/span&gt;&lt;a title="Coimbra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Coimbra"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Coimbra&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, a &lt;/span&gt;&lt;a title="8 de Janeiro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/8_de_Janeiro"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;8 de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;a title="1976" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1976"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;1976&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, André Sardet ficou conhecido pelo tema "O Azul do Céu", mas o cantor nem sempre quis escrever canções e tocar guitarra.&lt;br /&gt;Sempre foi uma criança esperta o que, talvez, lhe tenha despertado o interesse pela montagem e desmontagem dos brinquedos que lhe ofereciam. Queria ser mecânico, pois gostava muito de carros, mas a música, que na altura também já lhe rondava as ideias, acabou por vir ao de cima com mais intensidade.&lt;br /&gt;Durante a adolescência fez parte de uma banda, mas pouco depois abandonou o projecto, começando a compor por conta própria. Quando se apercebeu que tinha material suficiente para gravar um disco, colocou as cartas na mesa, editando em 1996 o seu álbum de estreia, a que chamou "Imagens". Para além de "Azul do Céu", o registo incluiu ainda canções como "Frágil", "Não Mexas no Tempo" e "Um Minuto de Prazer". Dois anos mais tarde, estava nas lojas um novo álbum de originais intitulado "Agitar Antes de Usar" e que teve por single de apresentação o tema "Perto, Mais Perto".&lt;br /&gt;Sem pressa de chegar ao centro das luzes da ribalta, André Sardet optou por fazer uma pausa mais alongada no que tocou à edição de um novo disco, tendo aproveitado para reflectir sobre os seus objectivos, estudar e viajar. Começou, então, a compor um álbum autobiográfico, a que chamou "André Sardet", e no qual conta alguns dos bons e maus momentos da sua vida. Disco que foi editado em Setembro de 2002, contando com a colaboração de Rui Veloso, Luís Represas e Mafalda Veiga. Em 2006, o músico comemora 10 anos de carreira com o álbum "Acústico", que inclui 15 músicas gravadas ao vivo no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, e uma nova versão do tema 'Quando eu te falei em Amor'. O cantor é também autor de "Foi Feitiço", a famosa música cujo álbum foi um enorme sucesso, tendo ultrapassado as 140 000 cópias de discos vendidos. Em 2007, Sardet realizou uma grande tournée de sucesso literalmente por todo o país, que promete repetir-se com o lançamento do novo álbum do cantor.&lt;/span&gt;&lt;a name="Discografia"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name=".C3.81lbuns_de_originais"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Da sua discografia, constam “&lt;/span&gt;&lt;a title="Imagens (álbum) (ainda não escrito)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Imagens_%28%C3%A1lbum%29&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Imagens&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;” (1996); “&lt;/span&gt;&lt;a title="Agitar Antes de Usar (ainda não escrito)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Agitar_Antes_de_Usar&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Agitar Antes de Usar&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;” (1998) e; “&lt;/span&gt;&lt;a title="André Sardet (álbum) (ainda não escrito)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Andr%C3%A9_Sardet_%28%C3%A1lbum%29&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;André Sardet&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;” (2002) como álbuns de originais e o álbum ao vivo designado de&lt;/span&gt;&lt;a name=".C3.81lbuns_ao_vivo"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; “&lt;/span&gt;&lt;a title="Acústico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ac%C3%BAstico"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Acústico&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;” (2006). Em Setembro de 2008 está previsto sair à rua mais um álbum do cantor.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Raquel Moreira&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Public in Terra Nostra, Agosto de 2008. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4861123626502381301-4969378438711168200?l=blogareviver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogareviver.blogspot.com/feeds/4969378438711168200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4861123626502381301&amp;postID=4969378438711168200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/4969378438711168200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4861123626502381301/posts/default/4969378438711168200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogareviver.blogspot.com/2008/08/arriscar-e-ter-o-corao-aberto.html' title='&quot;Arriscar e ter o coração aberto&quot;'/><author><name>Raquel Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18071209770040988154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-4TNvfRBd7dA/TdxJIGg09LI/AAAAAAAAALM/VYkHVF_cPEw/s220/paisag.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SJx4oS7mO2I/AAAAAAAAACw/XTQ75Kpe5ew/s72-c/andre.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4861123626502381301.post-1257445331157472036</id><published>2008-08-08T16:42:00.002Z</published><updated>2008-08-08T16:45:14.363Z</updated><title type='text'>A Rádio deve "ajudar" novos talentos!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SJx4E3Ie6vI/AAAAAAAAACo/k1_VwIaTPAc/s1600-h/david.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232188892012014322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6AoBmBUxvAU/SJx4E3Ie6vI/AAAAAAAAACo/k1_VwIaTPAc/s320/david.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;David Fonseca em tour&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;A música portuguesa tem sido cada vez mais uma presença clara nas rádios, que, após a polémica que houve recentemente, se sentiram mais abertas a mostrar que também apoiavam a música portuguesa”. David Fonseca, ex-vocalista dos “Silence Four”, afirma assistir a uma “grande mudança” na “atitude” das rádios, avançando que estas querem passar “música nova e descobrir novos talentos”. É um papel “grande” que lhes cabe, o de “ajudar esses talentos” a mostrar o “melhor que o nosso país pode ser”. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;David Fonseca é natural de Leiria e afirma fazer da música a sua vida. De momento, o cantor encontra-se em tour com o seu último disco, “Dreams in colour”, que saiu em Outubro. “Uma tour gigantesca que dura todo o verão, pois estamos a tocar desde que o disco saiu em Outubro de 2007”- especifica.&lt;br /&gt;Já tocava há algum tempo, mas foi em 1998, com os “Silence Four”, que se iniciou no mundo da música. A criação da banda explica não ter sido nenhuma “decisão”. Apenas tocavam “aos fins-de-semana, por diversão” e a banda acabou por ficar. Lembra terem gravado um disco que se tornou um “grande sucesso”, mas “simplesmente aconteceu”. O artista defende também ser “difícil” manter um volume de trabalho grande e fazer com que aconteçam os discos e as Tours. Ser conhecido, opina, é algo que “pode acontecer”, ou não, consoante o trabalho.&lt;br /&gt;“A notoriedade não é realmente o mais importante de tudo, mas sim onde conseguimos chegar com esse trabalho”- salienta, referindo-se a manter o volume de trabalho, porque, justifica, a música é uma actividade “complicada”. O cantor reconhece ainda que qualquer área criativa é complicada de manter com algum “dinamismo”. O importante, é fazer com que seja “sempre interessante” o que se faz a nível musical. Falando na sua carreira, David Fonseca admite que a mesma “tem corrido bem”.&lt;br /&gt;Quanto aos concertos e álbuns em que já trabalha, afirma ter gostado de “todos”, não havendo nenhum que lhe tivesse dado um prazer específico, pois “cada um conta a sua história específica e são todos diferentes e muito positivos na minha vida, à sua maneira”. Por outro lado, salienta que, “obviamente”, gosta-se sempre mais do “último trabalho”, pois está “mais ligado ao que se passou recentemente”. Mesmo assim, o cantor diz gostar de todos de uma maneira “especial”.&lt;br /&gt;“Dreams in Colour”, esclarece, é um disco que fala da sua vida presente e que se transpôs de alguma forma para a música. Acrescenta também ser um disco “mais positivo”, em relação aos outros.&lt;br /&gt;Quanto aos Humanos, recorda, receberam uma proposta da EMI e o projecto surgiu de uma forma “muito espontânea”. Acabaram por juntar um grupo de pessoas e desenvolveram-no, “sem sequer pensar que iria ser um sucesso ou que as coisas iriam resultar tão bem”, como de facto aconteceu.&lt;br /&gt;A decisão de iniciar uma carreira a solo, relata, deveu-se a querer fazer “coisas diferentes” e a única maneira era “experimentar” fazê-lo sozinho
